William

Que museu chato. Como algo poderia ser tão chato, peguei meu celular no bolso e fiquei jogando um joguinho qualquer. Fiquei prestando atenção nos garotos que se juntaram ao nosso grupo, um era feio demais, nem reparei muito, o tal de João.

O moreno que ficava mexendo sem parar em algumas peças e que de vez em quando conversava um pouco com a gente, chamava-se Vinny. E por último Thomas, ele era meio caladão, riu de algumas piadinhas do meu amigo Greg e só, até que aconteceu aquilo.

Vi Vinny puxando Tom pra trás, e logo depois de uma pequena conversa o esqueleto de um dinossauro atrás dele começou a caminhar, e depois se desmaterializou, mas isso não foi o mais estranho.

Estranho foi quando Greg surtou. A guia que nos levava, Tracy, levou Tom pra uma salinha e Greco e Greg começaram discutir.

Greg, o que a gente faz cara? Pegaram o Tom! — Greco gritava muito alto.

Eu sei cara, vamos lá pegar ele, tu vai na frente. — respondeu Greg

Eu? mas tu é o mais velho, isso é injusto. — Eles ficaram três minutos discutindo quem ia na frente, até que ouviu-se um estouro, Tom havia quebrado a porta da sala do diretor do museu, e corria loucamente. Seu braço estava sangrando e ele gritava “Mulher cobra, mulher cobra”.

Corri para fora do museu a mando de Greg. Com Vinny, Chris e Marie e uma multidão inteira no meu encalço. Descemos correndo as escadas e vimos uma van de uma empresa de morangos estacionada em local proibido.

Entrem na van, vocês estarão seguros se forem com a van. — Greg gritou, enquanto todos desciam as escadas, ele voltava, aparentemente iria combater a mulher cobra que Tom havia dito.

Tom, Vinny, Greco e Marie entraram na van, João ficou de fora com insistência do motorista, que parecia ter alguns olhos a mais...

Não dei importância, eu não podia deixar Greg sozinho, alguma coisa me dizia que ele precisava de ajuda, eu retornei, mandando-os seguir para seja lá onde estavam indo, mas antes Greco, o irmão de Greg, me atirou uma moeda, que quando agarrei se transformou em uma lança prateada, que tinha um ponta de bronze com uma inscrição em alguma língua antiga, aparentemente era grego.

Subi correndo as escadas do museu, que já estava vazio, todos foram embora após os incidentes, corri para a salinha que Tracy havia levado Tom, quando entrei vi meu amigo Greg segurando um porrete e sem calças, ele tinha pernas peludas, muito peludas e cascos, CASCOS?

Mas o meu susto maior foi ver contra quem ele estava lutando, a guia que antes usava um uniforme cinza do museu agora havia se transformado em uma mulher cobra, ao invés das pernas haviam duas caldas de cobra e sua pele era verde cheia de escamas.

Ela investiu contra Greg, que desviara muito habilidosamente para o meu lado e com o porrete acertou o peito da mulher cobra. Ela urrou, porém continuou de pé. Greg me viu pelo canto do olho e gritou alguma coisa que eu não entendi, só mais tarde viria a saber que ele havia gritado “Atrás de você”. Senti algo me mordendo no ombro, me desvencilhei da outra mulher cobra que estava atrás de mim.

Ela me mordera muito fundo o sangue havia empapado a minha camiseta. Ela avançou contra mim, com os dentes sujos de sangue e carne e com olhos raivosos de réptil. Levantei a lançar por reflexo enquanto ela corria. A lança cravou bem no seu queixo e fez com que ela explodisse em pó cintilante.

Olhei para Greg e vi que ele havia desmaiado a outra mulher cobra, ele gritou para corrermos e fiz o que ele mandou.

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Greg me explicou tudo, sobre os deuses, sobre as dracanae que nos atacaram, sobre o acampamento. Sobre eu ser filho de um Deus, realmente isso era inacreditável. Fomos até a rodoviária, pegamos um ônibus para Long Island enquanto Greg falava como é legal o acampamento.

Chegamos em uma colina onde tinha um pinheiro alto no topo, e em um galho qualquer havia uma lençol pendurado?

Não, parecia lã de carneiro, perguntei a Greg e ele disse que aquilo era o velocino de ouro, não sabia o que era isso, então ele me contou a história de como esse tal de Percy Jackson havia salvo o acampamento e como ele era legal, enquanto subíamos a colina vi algo estranho se mexer, era um dragão, peguei a moeda no bolso da calça, e quando a toquei ela se transformou em uma maça.

Calma cara, esse é o nosso dragão protetor, Peleu. -fiquei mais calmo, e continuamos seguindo pela encosta, até conseguir identificar o tal acampamento, ele era enorme.

Edificações gregas enormes, pilares e no início uma casa azul, que Greg chamara de Casa Grande.

Havia um alago que seguia até a praia, pude ver uma quadra de vôlei e uma horta enorme de morangos.

Vamos falar com Quíron e o Sr. D. — Disse Greg sorrindo, caminhamos até a varanda da casa, onde um homem em uma cadeira de rodas jogava um jogo estranho, do outro lado da mesa havia um cara gordinho com cabelos encaracolados e bem pretos.

Olá, Sr. D, Quíron, esse é o William Buchholz, ele teria vindo com o grupo que chegou hoje pela manhã, porém enfrentamos um pequeno problema com as dracanae...

Tudo bem, tudo bem, Gregory porque não leva o senhor Walter Buchovsky pra conhecer o acampamento, está atrapalhando o meu jogo de pinochle.- o homem gordinho resmungou de um jeito arrogante, e antes que Greg pudesse falar algo, eu me entrometi.

E você Senhor D, porque não trata Greg com mais educação, você é muito arrogante, sabia? E o meu nome é William seu rolha de poço!- respondi, enquanto Greg me olhava com medo e engolia em seco.

Nã-ão se preocupe Sr. D, ele é só um campista novato, vou mostra-lhe o acampamento. — Greg me puxou antes de qualquer resposta do tal Sr. D.

Caminhamos alguns metros em direção a uma clareira onde ficavam várias casas, que Greg chamou de chalés, ele falou que o o único chalé não ocupado hoje em dia era o de hera, mas o de Zeus e Hades estavam vazios porque a única filha de Zeus se tornou uma caçadora e porque o filho de Hades não passa muito tempo no Acampamento.

Seus amigos estão conhecendo o resto do acampamento. Ah e só pra avisar, você tem que devolver essa moeda pra dona... chalé 5 o nome dela é Clarisse.

Segui o caminho até os chalés, haviam várias estátuas e jardins, olhei para o chalé 1, o mais imponente, cheguei na porta do chalé 5, bati algumas vezes e ninguém abriu, o rock pesado estava muito alto, então abri a porta, várias crianças e adolescentes com caras más e feias me lançaram um olhar raivoso, eu tava ferrado.

Quem é você, e poque está no nosso chalé? — perguntou a mais alta e raivosa do grupo, usava um casaco camuflado.

Ah, eu vim devolver isso. — tirei a moeda do bolso e as crianças ficaram me olhando, a grandalhona veio até mim e pegou a moeda da minha mão.

Como arranjou isso, eu emprestei ao sátiro Greg. — disse ela

Eu me chamo William, Greg é meu amigo, ele me emprestou a moeda porque estávamos em apuros... — respondi com um pouco de medo.

Vou devolver isso a Clarisse quando ela voltar ao chalé, a propósito, meu nome é Andressa.

Andressa? Eu achei que tu era homem. — respondi com um sorriso achando que ela iria ter senso de humor, mas não foi o que aconteceu, ela me empurrou porta a fora e eu cai de cara na lama e meus óculos caíram no chão.

Escuta aqui seu nanico, agora você vai levar a maior surra da sua vida seu palhaço.

Ele não vai não. — ouvi uma voz masculina atrás de mim, mas como estava sem óculos não consegui identificar quem era.

Era só uma brincadeira, Percy. Relaxa, ahn... eu vou lustrar algumas armas. — a garota fechou a porta tão rápido que não deu pra ver com que cara havia ficado.

Toma os teus óculos, William. — conseguir distinguir que agora era Vinny, o garoto do museu que falava, então, peguei os óculos de sua mão.

Quando coloquei os óculos vi que Vinny já estava com a camiseta laranja com os dizeres Acampamento Meio-sangue, e a figura ao lado dele era um garoto de cerca de 16 anos, tinha cabelo preto liso e olhos verdes, ele me ajudou a levantar sorrindo e disse:

Prazer, eu sou Percy Jackson, filho de Poseidon.

Notas finais
comentem se gostaram, ou se não gostarem xinguem minha mãe