Notas iniciais
Heeeeey, sexy guys! Vocês já devem ter percebido (ou se não perceberam, percebam agora u_u) que agora eu tenho uma co-autora! Sim! A diwa é a Debby Valdez, filha de Poseidon/Vulcano que não pode ver meus movimentos ninjas U-U
Esse capítulo foi escrito pela Debby, então... Espero que gostem! XD

POV Debby

E aqui começa a minha jornada. Depois de uma semana com Lupa, a loba, ela me mandou seguir para o sul até o Acampamento Júpiter. Ela disse que os treinamentos duram apenas uma semana, mas eu digo que foi porque ela não me suportava mais...

Meu nome é Debby Abadeer. E há uma semana descobri que sou uma semideusa romana filha de Vulcano. Eu, graças aos deuses, não puxei a ele. Pele café-com-leite, cabelos quase negros ondulados e olhos amarronzados não saíram dele. Sou a fotocópia da minha mãe. Não decidi se isso é bom ou ruim.

Há quase um mês, tive um encontro com um grandalhão no pátio da minha oitava escola. Digamos que eu me identifico com o título daquele livro, Desventuras em Série, por que minha vida é exatamente assim. Dizer que eu sou “azarada” ou que tenho uma “maré de má sorte” é muito pouca coisa. Minha vida é uma droga.

Então, ele me disse o diretor queria me ver e eu simplesmente pensei: merda. Enquanto seguia o armário, pensei em tudo de ruim que tinha feito no ano. Acidentalmente, incendiei o armário da minha sala com todo material dentro, quebrei cinco computadores da sala de informática, toquei fogo na blusa da bitch da sala (essa não foi tão “acidentalmente” assim). Bem, também teve o tempo que eu passei no psicólogo por terem dito que eu estava trocando ideias com uma galinha (Eu juro que era uma mulher com asas, mas com a sorte que eu tenho, ninguém acreditou).

Paramos no meio do caminho e outros dois grandalhões se juntaram. Eu não disse, eu? Eles só tinham um olho.

– Meio sangue no jantar! – Disseram em uníssono e começaram a bater palminhas como completos idiotas. Dê-me graça, Senhor.

– O que? Vocês não vão querer me comer. Eu não tenho um gosto muito bom, crua.

– Nós assar.

– Com que fogo, inteligência de nós todos?

O grandalhão apontou para um caldeirão, com grelha do lado e um cabide com aventais e babadores. Affe.

– Que sorte a minha. – falei rolando os olhos.

– Meio sangue sortuda! Comida boa! Hum!

– Santa mãe da idiotice...

– O que dizer?

– Eu? Nada, nada. Enfim, olha, eu tenho aula. Adios.

– Não. Garota fica. A gente come ela. Ficar de barriga cheia.

– Tentador. Mas, não sei, deixem-me pensar. Esperem aí, que eu vou buscar uma coisa. Aqui. — Eles esperaram.

Pus-me a correr na velocidade máxima gritando o mais alto que eu pude. Os ciclopes, depois de um breve momento de confusão, começaram a correr atrás de mim. Depois de quase cinco minutos correndo, vi a minha casa. Minha mãe descascava alguma coisa na porta de casa quando me viu correr e levantou o facão gritando como uma louca. Olhei para trás e os ciclopes estavam correndo de volta para sabe-se lá de onde vieram. Resisti ao impulso de fazer o mesmo.

Ela ainda estava no seu “estado selvagem” quando cheguei perto.

– Mãe! Para, os ciclopes já foram.

– Que ciclopes?

– Os que... Os que estavam me seguindo! Você afugentou-os, não foi?

– Eu estava na esperança de TE afugentar, mas... Parece que vai ser expulsa de novo. O jeito é estudar em casa.

– Mas a senhora vai me ensinar?

– Não.

– Então quem vai?

– Garota folgada. Vou dar umas ligações.

Três semanas depois, Lupa apareceu. Você imagina: A sua mãe chorou ao te entregar á um bando de lobos e ver você partir sem a certeza de que lhe verá de novo. Ha-ha. Ela largou a mochila na minha cara e depois escutei ela gritar no telefone: “Tô livre! Armanda, VAMOS DAR UMA FESTA!” Amor de mãe é tudo na vida.

A loba me guiou até um monte de escombros. Olhando mais de perto parecia vagamente uma casa. Uma casa de pedra que foi esmagada, pisoteada, mastigada, cuspida, chutada, largada no chão, incendiada e esmigalhada, e depois foi reconstruída por um arquiteto que tinha um QI de uma caixa de sabão em pó. Mas Lupa parecia bem orgulhosa “daquilo”.

Por dentro, não havia nada. Apenas cobertores jogados, estátuas quebradas. Ela disse que eu me sentasse. Não tinha cadeira, então me sentei no chão. Os lobos me rodearam. Lupa falava latim, coisas como “Será digna”... Ela fez que sim para os lobos e eles se afastaram. Ela disse:

– Ave Debby Abadeer, filha de Vulcano, deus das forjas e do fogo.

Depois de dizer que eu era um vulcão, começou uma semana de treinamento com espadas (que eu quase matei a loba), treinamento de construção (que eu quase matei a loba), aula sobre os deuses romanos (que eu quase matei a loba) e a hora do jantar (que eu quase matei a loba). Digamos que eu sou um pouquinho desastrada, e as únicas coisas que eu construí ficaram loucas e tentaram matar a loba.

Depois de uma semana chegando perto da morte, Lupa me enviou para o sul para procurar o Acampamento Júpiter, onde eu vou morar. Como estava morrendo de preguiça de chegar até lá a pé, peguei um ônibus — Lupa não contava com minha astúcia! -. Porém, eu não contava com a minha falta de astúcia.

Estava quase no meu destino, quando simplesmente aparece uma “coisa” metade mulher, metade morcego no ônibus. Ela tinha a cara amassada, enrugada e feia com dentes enormes e olhos esbugalhados (devia demorar uma hora só pra piscar). Era cinza com o corpo de couro, garras e perninhas curtas e grossas. Ela vestia apenas uma armadura esburacada. Lembra-me de minha tia Cefelina. Quando passou por um passageiro, ele lhe disse:

– Bom dia, senhora.

To ferrada. Um garoto cedeu o lugar á ela. Júpiter amado, quem deixou aquele projeto de demônio entrar? Encolhi-me e pensei desesperadamente: O que eu vou fazer? O que eu vou fazer? O que eu vou fazer?

O ônibus parou. Eu estava em São Francisco, a entrada era pertinho dali. Com muita calma andei até a porta. Os olhos de fusca da BatVelha me seguiam. Quando estava descendo, ela veio atrás. Cadê a droga da Lupa quando eu preciso daquela vira-lata? A velha veio me seguindo de longe, e eu apenas tentei seguir em frente. Estava quase vendo o túnel, quando ela sibilou pra mim.

– Filha de Vulcano. Você não vai chegar.

– A senhora...

– Não sou casada.

– A senhorita poderia não falar comigo.

– E você manda em mim? Agora, eu vim matá-la. Se não correr, vai ser melhor.

– A senhora, por favor...

– EU NÃO SOU CASADA!

– DANE-SE! Só um segundo. – Fingi que ia tirar uma coisa da mochila e comecei a correr.

Eu começava a ver o túnel melhor. Ouvia as asas da senhora não casada bater nos meus ouvidos.

– Fique parada e vou poder tomar-lhe sua vida! – Ela falou. Virei-me correndo de costas e levantei as mãos para o ar.

– Eu prefiro morrer a perder a vida! – Voltei a olhar pra frente e me aprecei. Duas garotas estavam escoradas na parede do túnel. Uma com cabelos castanhos cacheados girando seu pilo completamente entediada e outra ruiva que ameaçava jogar seu pugio na cabeça dela. Nenhuma das duas parecia notar uma garota correndo do capeta versão feminina.

– AEW! UMA AJUDINHA AQUI? – A garota de cabelos castanhos me olhou entediada, a outra apenas atirou o pugio em minha direção. Creio que ela queria atirar na “coisa” — Ou vai ver era em mim mesmo.

Consegui alcançar o túnel na hora que o bicho conseguiu me alcançar. Ela abriu as garras e eu me lancei no chão. Pó dourado choveu. A garota de cabelos castanhos estava com uma spatha em mãos.

– Obrigado pela consideração – Me sentei e comecei a cuspir pó de monstros. Lembre-me de passar enxaguante bucal cinco vezes.

– De nada. Bem vinda ao Acampamento Júpiter e Blábláblá. Meu nome é Carol Wings e eu vou roubei sua carteira. – Ela estendeu minha carteira e eu tomei das mãos dela. Abri e virei pra ela.

– Me passa os cinquenta denários que Lupa me deu... – Ela me entregou contrariada. – Me deixa adivinhar. Filha de Mercúrio?

– Vamos, Inteligência-mor. Temos que encontrar os pretores.