Notas iniciais
Capítulo dedicado a Debby Valdez, a minha ex-irmã grega que mal pode ver meus movimentos ninjas U-U
Esse capítulo ficou pequeno... Mas prometo que o próximo será maior, ok?

O Olimpo é o melhor lugar para perceber que séculos de vida não fazem bem á sanidade mental. Claro, os deuses romanos são perfeitamente disciplinados porque, por algum motivo desgraçado, a Roma sempre foi muito disciplinada.

Um saco.

– Olha lá – disse Lucky sorrindo bobamente – Apolo...

– Ei – disse Carol – Tira o olho do meu pai, sua tarada!

– Só estou falando que ele é bonito – disse Lucky – Mas admito que é estranho, porque ele é seu pai...

– Só cale a boca – disse Carol.

Reyna e Jason nos conduziram através das ruas do Olimpo até o Salão do Conselho Olimpiano. Duas nebulae abriram as portas e nos deixaram entrar, lá estavam os doze deuses olimpianos.

No centro, Júpiter com seu terno caro de seda. Ao seu lado Juno, com um vestido branco e brincos de pena de pavão. Todos nós nos ajoelhamos.

– Bem vindos, romanos – disse Júpiter com sua voz grossa – Bem vindos á mais uma visita ao Olimpo, permitida por mim. Espero que saibam que qualquer deslize resultará na expulsão ou morte do culpado.

E, propositalmente, o deus dos deuses olhou para mim e depois para o meu pai Mercúrio, que estava usando um terno executivo despojado.

Todos os semideuses se sentaram em cadeiras montáveis de plástico enquanto os deuses se sentavam em seus tronos (não curti, achei ofensivo) e a sessão de debate teve inicio. Os únicos que prestavam atenção eram Jason, Reyna, Octavian e Nath, o resto estava boiando/vegetando.

Por fim, nós fomos liberados para andar pelo Olimpo. UHU! HORA DE CAUSAR NA CIDADE ETERNA! [N/Júpiter: COMO É?] Nada não, Sr. Pikachu...

Quando eu já estava saindo do Salão triunfantemente, Ceres me chamou.

– Sra. Ceres – disse fazendo uma reverencia.

– Dispenso cortesias – disse ela – Eu tenho uma missão para você, romana.

Merda, Tia dos Cereais!

– Claro, Senhora – disse formal.

– Um filho meu acaba de ser treinado por Lupa – disse Ceres – Ele é importante para mim. Ajude-o no Acampamento Júpiter e será recompensada.

– Hãn... Tudo bem – confirmei.

A deusa assentiu e sumiu. Bizarro.

Fui para a Vila Principal encontrar com Maria e Lucky. Para variar, todas as minhas amigas estavam suspirando e observando Apolo.

– PAREM COM ISSO! – berrou Carol – ELE É O MEU PAI!

– Sabemos – suspirou Lucky – Isso é estranho.

– Mas ele é tão lindo – disse Maria.

E todas suspiraram em uníssono.

Carol revirou os olhos e bufou.

– Isso que dá ter um pai bonitão – disse dando de ombros.

– AH, VOCÊ TAMBÉM NÃO! – berrou Carol estressada.

– Relaxa, guria – falei – Paz e amor.

– ENFIA ESSA PAZ E AMOR NO SEU...

– Filha! – cumprimentou Mercúrio.

– Olá, Sr. Mercúrio – disse Carol rapidamente – Eu... Ouvi meu pai me chamando ali...

Carol saiu andando de fininho enquanto Mercúrio apertava minha mão. É, nossa relação nunca passava disso. Se eu queria receber um abraço dele? Claro, que semideus não quer? Mas, infelizmente, esse contato é estritamente proibido.

– Tudo bem no acampamento? – perguntou ele.

– Sim – concordei – Sabia que semana passada eu roubei um púgio decorado com safiras?

– Parabéns, filhota! – ele exclamou orgulhoso e, sem mais nem menos, me puxou para um abraço. Fiquei tão perplexa que por um momento não reagi, mas então abracei-o com força.

Ele separou-se de mim, sorriu e se despediu. Ainda sorrindo feliz, eu decidi comprar um sorvete na barraquinha da Quione; coloquei a mão no meu bolso e...

Minha carteira sumiu.

EU FUI ASSALTADA PELO MEU PRÓPRIO PAI!

* * *

Voltamos para o Acampamento, e eu reclamava aos sete ventos que fui roubada de modo injusto e desleal.

– Cala a boca, você faz a mesma coisa com a gente – disse Maria.

– Sim, mas só eu posso roubar aqui – falei – Isso é um absurdo!

– Ele é o deus dos ladrões, o que você esperava? – perguntou Lucky.

Já eram sete da noite quando as águias pousaram tranquilamente no pátio principal. Todos correram para o Refeitório (digo, andamos civilizadamente. Somos romanos, por favor), já que estávamos morrendo de fome. As pobres ninfas quase não conseguiam servir a comida ao mesmo tempo em que comíamos.

Depois disso, voltei para o dormitório com Maria e Lucky, pus meu pijama e me joguei na cama. Pretendia dormir a noite toda, se Somnus permitisse...

Só não esperava ser acordada por uma deusa problemática.