Acampamento Júpiter
6 Capítulo VI
– Vocês estão prontas, crianças? – perguntou Yasmim arrebentando a porta do nosso alojamento, seguida por Katherine. Hoje era o dia em que iríamos visitar o Olimpo.
– Estamos, capitã! – exclamou Maria animada (Filha de Marte fã de Bob Esponja. Sentido para que?)
– Eu não ouvi direito!
– VOCÊ É SURDA? – gritei – ELA DISSE QUE ESTAMOS PRONTAS!
Katherine fez um muxoxo.
– Sua estraga prazeres – disse.
– Eu não estou animada para ver Mercúrio – disse – Ele é meio chato.
– Então vocês tem isso em comum – disse Lucky bocejando – Agora, vamos antes que eu caia de sono.
– Você vai cair de sono? – perguntou Yasmim enquanto saímos do alojamento e andávamos pelas ruas até a praça – Olhe para a Marina!
Marina Lhey era filha de Somnus, deus do... Ah, por favor! Um deus chamado Somnus só pode ser deus de uma coisa! [N/Netuno: Deus das festas?] Certo, só não vou responder á isso porque eu sou educada... Voltando a Marina.
Marina tem olhos castanhos brilhantes, cabelos negros e lisos e, apesar de ser bem simpática e legal, vive com uma expressão de sono.
A minha melhor pegadinha de toda a história aconteceu com ela. Eu estava cansada de vê-la com cara de sono, então fiz um café com leite para ela, com o pequeno diferencial que era só café puro e concentrado.
A garota não dormiu por dois dias.
Quando chegamos a praça, Reyna e Jason estavam comandando todos em direção a diferentes águias.
– Carro é para os fracos – disse Sammy – Os fortes vão de águia.
– Os romanos vão de águia – corrigiu Maria.
As duas fizeram um high-five.
– Ah, não! – exclamou Kath – Filha de Marte e filha de Bellona amiguinhas? Vai dar merda!
– Relax, Solzinho – disse – Vai dar tudo certo.
– Não me chame de Solzinho! – exclamou Kath.
– Você não manda em mim – disse.
Kath sorriu malignamente (filhas de Apolo me dão medo, assim como as filhas de Vênus). No momento que Kath sorriu desse jeito, é como se ela dissesse: Eu vou te jogar para fora da águia.
Corri para perto de Sammy e Maria. Será que posso roubar denários o suficiente para contratá-las como guarda-costas? Baah. Claro que sim, sou filha do deus dos ladrões, dã.
– Carol! – chamou Reyna lendo em uma prancheta – Carol Wings, Lucky Steves, Maria MkLeen e Bruno DarkLight na águia três!
Nós quatro seguimos para a águia e sentamos nos bancos feitos de couro que eram colocados nas costas de cada águia, cada um de nós sentou-se em um banco.
Bruno havia se sentado no banco ao lado de Maria, o que parecia deixá-la nervosa e desconfortável.
O Monte Olimpo, por algum motivo que é explicado nas aulas inúteis de mitologia do Acampamento, é localizado atualmente no Empire State, em Nova York. E nós estamos na Califórnia.
Porque os deuses romanos não escolheram um lugar mais perto? Tenho certeza que Netuno adoraria uma praia.
As águias nos levaram até Nova York. Nesse tempo, eu fui olhando as outras águias; Octavian estava agarrado ás suas próprias pernas e de olhos fechados (bicha) enquanto Jason estava de pé em seu banco e gritava:
– UHU! SUPER HOMEM!
– GAVIÃO ARQUEIRO É MELHOR! – gritou Carol de sua águia.
– MENTIRA!
– É SIM, SEU IDIOTA!
– Fomos reduzidos a isso – lamentou Lucky tranquilamente, com os cabelos vermelhos voando em volta da cabeça – Ouvir uma discussão sobre quem é o melhor super herói.
– Eu prefiro o Hulk – disse Maria.
– Eu prefiro o Batman – disse Bruno – Ele é demais.
Lucky revirou os olhos.
Enquanto isso, na águia sete, Lucy estava tentando desesperadamente fazer com que os cabelos ficassem no lugar, o que é realmente difícil quando se está voando numa águia romana á cem quilômetros por hora.
As águias pousaram em um estacionamento vazio perto do Empire State. Pulei para fora do banco e me espreguicei.
– Nova York – disse – Um ótimo lugar para roubar.
– Carol! – repreendeu Lucky – Sem roubos.
Fiz um biquinho.
– Por favor? – perguntei.
– Não!
– Pessoal! Atenção aqui! – disse Jason – Vamos nos dividir em dois grupos, um liderado por mim e o outro por Reyna. Júpiter nos disse que nossa entrada só será permitida do meio dia e...
Não escutei o resto, porque eu saí de fininho do estacionamento. Sei que no acampamento nós somos treinados para ser sempre o exemplo e fazer tudo certinho, mas qual a graça disso?
Como eu estava com fome, eu entrei na fila de um Starbucks, atrás de um grupo de amigos. Uma garota loira de olhos cinzas, um garoto bronzeado de olhos verdes (gato, admito), uma garota musculosa usando uma faixa vermelha na cabeça e dois irmãos parecidos um com o outro.
– Então, Percy – disse um dos irmãos, o mais alto – Travis e eu vamos sair para...
A garota loira lançou-lhes um olhar severo, ela me deu medo com aqueles olhos cinzas.
– Vocês não vão roubar nada, Connor, entendeu? – disse.
Connor revirou os olhos junto com o irmão Travis. Connor olhou para mim e deu um sorriso.
– Olá – disse virando-se para mim – Sou Connor Stoll.
– Olá – respondi – Carol Wings.
A garota musculosa, parecida um pouco com Maria, revirou os olhos.
– Será que nem no Starbucks você sossega, Connor? – perguntou.
– Calada, Clarisse – disse Connor – Enfim, Carol, você vem sempre aqui?
Ergui as sobrancelhas.
– Ah, sim – disse – Eu moro nesse Starbucks.
O garoto bronzeado riu com Clarisse e Travis.
– Sou Percy Jackson – disse o de olhos verdes – Essa é minha namorada, Annabeth.
– Legal, legal – disse a mulher do caixa – Mas vão ficar aí se conhecendo ou fazer o pedido?
Clarisse lançou um olhar raivoso para a mulher, que fez ela se arrepender de ter dito aquilo (será que ela é filha de Marte? Não... Ela já teria sido treinada por Lupa)
– Queremos cinco cappucinos – disse Annabeth pegando o dinheiro.
Depois que os cinco foram embora, peguei meu cappucino e voltei para o estacionamento, onde Jason ainda estava discursando (que discurso!).
– E é por isso que nós ficaremos unidos – terminou Jason – Entendido?
Nath concordou, porque ela era a única devidamente acordada depois desse discurso inútil. Filhos de Minerva...
Reyna e Jason nos guiaram até o Empire State. As pessoas nos olhavam com um pouco de curiosidade, mas assumiam que éramos apenas um grupo escolar.
– Com licença – disse Reyna ao homem moreno na recepção – Viemos para a excursão ao Olimpo.
O homem levantou os olhos do computador.
– São os pretores romanos? – perguntou.
– Sim.
– Ah, desculpem-me – disse levantando – Vocês não são do meu turno. Vou chamar o Gary.
O homem saiu. Alguns minutos depois, o tal Gary chegou e nos entregou duas chaves, uma a Reyna e outra a Jason.
– Obrigado – agradeceu o Super Homem Loiro.
O grupo de Jason subiu o elevador primeiro. Depois nós, o grupo de Reyna, nos apertamos dentro do elevador e subimos até o Olimpo.
– Mano – disse com a minha cara espremida contra a parede igual uma panqueca – Se algum infeliz ousar soltar uma flatulência, morre.
E com um timing perfeito, ouvimos o som de um peido. Todos começaram a gritar ao mesmo tempo.
– SILÊNCIO! – gritou Reyna e todos ficaram em silêncio.
– QUEM FOI O FILHO DE UMA JUNO QUE FEZ ISSO? – gritei – QUANDO EU CONSEGUIR SAIR DAQUI EU VOU ESTRANGULÁ-LO COM MINHA PRÓPRIAS MÃOS!
E o pior de tudo foi que o elevador ficou com cheiro de esgoto. Lucy parecia que queria cometer um suicídio ali e agora. Quando finalmente a porta do elevador se abriu, todos corremos para fora liderados por Reyna.
– O que houve lá... – começou Jason, então sentiu o cheiro que vinha de dentro do elevador – O que morreu aí dentro?!
– Meu sistema olfativo – disse Maria respirando profundamente o ar puro do Olimpo.
– Eu voto em jogarmos o peidorrento no Tártaro – disse Katherine – Quem concorda comigo levanta a mão.
Todos levantaram a mão, menos Perry, um filho de Concórdia, deusa da paz nos lares.
– O filho da deusa da paz causando discórdia? – perguntou Reyna confusa.
– Quem liga? – perguntei – MORTE AO PERRY!
– AHH! – gritou Perry correndo.
E depois de Maria ter enchido o filho da deusa da paz de porrada, nós seguimos para o Olimpo.
Notas finais
E aí, galera? Gostaram?
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