Acampamento De Férias De Verão

19 Mãos, cavalo e bromélia


Notas iniciais
Olá meus amores!! Achei o nome do capítulo meio estranho, mas não me veio nada legal em mente, então é isso aí :B
Ah, só um pequeno comentário: essa prova está apenas começando.
HEHEHEHEH

- E a prova começa... AGORA! – o diretor gritou e apitou.

Muitas pessoas saíram correndo, mas eu e Percy fomos andando normalmente floresta a dentro. Todos tínhamos recebido em voz alta a primeira pista. Eu ainda estava pensando sobre ela:

Um dos animais de Poseidon está te esperando com a próxima dica.

- Cavalo! – Percy disse – O cavalo é um dos animais que Poseidon governa. Precisamos encontrar um deles no meio na floresta.

Bufei. Ele tinha razão. Por que eu não havia pensado nisso antes?

- Estou certo? – ele disse, olhando para mim, inseguro.

- Sim. – eu disse seca – Provavelmente vamos procurá-lo o dia inteiro, e temos chance de não encontrá-lo.

- Aqui é gigante mesmo, mas... – de repente senti os dedos de Percy entrelaçando os meus – Acho que sei por onde ir.

Antes que eu pudesse puxar a minha mão, ele me puxou para a esquerda e fomos andando rápido entre as árvores. Volta e meia tínhamos que desviar de obstáculos como cipós, galhos caídos e até raízes expostas, mas Percy não desgrudava a mão da minha, e nem titubeava pelo caminho.

- Que tipo de dedução lógica você está fazendo? – eu perguntei, quase sem fôlego.

- Não sei – ele disse, sorrindo – Estou seguindo uma intuição, eu acho.

- Eu não acre... – comecei a falar alto, mas fui interrompida, quando ouvi um relinchar à nossa frente – ...dito.

- Achamos. – Percy correu mais rápido, o que possibilitou que eu soltasse a minha mão da dele – Olá garotão!

- Mas...

- Venha, Annie, passe a mão nele – Percy disse, acariciando o focinho do belo cavalo negro que parecia estar sorrindo.

- Eu não sei... – enquanto eu hesitava, Percy veio até a mim e me puxou pela mão, até chegar perto do cavalo.

O cavalo relinchou alto e curvou a cabeça para o meu lado, pensei que ele fosse se bater em mim, mas ele logo abaixou a cabeça, e ficou parado.

- Ele gostou de você. – Percy sorriu – Quer que você passe a mão nele.

- Como sabe disso? – perguntei, ainda hesitante.

- Tenho uma ligação mágica com cavalos – ele disse ironicamente e pegou a minha mão – É só fazer isto.

Então, a minha mão, guiada pela mão de Percy, encontrou com o pelo macio do cavalo, que fez um barulho agradável. Eu já havia andado de cavalo algumas vezes e até ajudado no estábulo, mas acariciar nunca. E era uma sensação muito agradável.

Agradável até demais, eu pensei. Percebi que Jackson estava perto demais de mim e que nossas mãos ainda estavam unidas. Oras, que saco. Por que as mãos deles gostavam das minhas? De uns tempos para cá, notei que era um hábito dele pegar em minhas mãos, mesmo que incoscientemente.

Grande coisa, Annabeth. Ele e provavelmente pegava em lugares mais interessantes quando estava com Rachel.

Saí rapidamente de perto do moreno, e fui para o outro lado do cavalo, perto da cela. Havia uma medalha de ouro amarrada na lateral da cela. Olhei-a, curiosa, e me surpreendi quando li:

O dia inteiro Apolo procurando, aqui estou com outra dica lhe esperando.

- Ei, Luke! Está ali! – ouvi a voz de Connor na minha esquerda.

- Vem Thalia – a voz de Leo surgiu do outro lado.

O pessoal estava começando a chegar na primeira pista. Larguei rapidamente a medalha de ouro e chamei Percy para que seguíssemos andando.

- A dica estava na medalha? – ele perguntou alto, andando ao meu lado.

- Medalha! – Frank gritou e o pessoal começou a se empurrar para ler a próxima dica.

- O dia inteiro Apolo procurando, aqui estou com outra dica lhe esperando! – Thalia leu, e todos saíram correndo, cada um falando o que achava ser a tal dica.

- Parabéns, cabeça de alga – eu disse, com vontade de dar um soco na cara dele – Você não precisava espalhar para todo mundo!

- Desculpe – Percy disse baixinho – Bem... Apolo significa sol.

- Sim, isso é óbvio – eu respondi.

- Ahm – ele bagunçou os cabelos – Então, é algo sobre o girassol? Foi o que o pessoal saiu dizendo.

- Não – eu disse – Isso seria muito fácil.

Percy se calou. Provavelmente entendeu que eu estava tentando pensar sem barulhos. Parei perto de uma árvore e me escorei nela. Olhei para cima. A mata era bem fechada, poucos raios de sol chegavam plenamente em nós...

- Isso deve dificultar certas plantas de sobreviverem. As mais altas tem vantagem adaptativa. Mas algumas plantas pequenas devem ter se adaptado a este ambiente também. Mas só seria possivel se elas grudassem as raízes nas árvores, que são mais altas e pegam mais sol. Hum, interessante. Talvez...

Parei de pensar. Percy me olhava com um profundo interesse, como se estivesse ouvindo o meu raciocínio.

- Continua – ele pediu.

Ah, que saco. Não posso mais pensar em silêncio? Desencostei da árvore, mas algo esbarrou no meu ombro. Virei e vi que era uma folha de bromélia pequena.

- Uma bromélia – eu disse, sentindo uma luz surgir em meus pensamentos – Bromélias são plantas que “grudam” nas árvores, mas não para parasitar, e sim para conseguir um lugar melhor posicionado para pegar luz do sol. É isso. Temos que achar um lugar com muitas bromélias.

- Perfeita! – Percy disse, mas depois pigarreou – Essa bromélia. Perfeita. Então, alguma ideia de onde podemos ir?

- Não. – respondi, abrindo a mochila e pegando o mapa – Acho que estamos por aqui. Podemos vasculhar aqui e se não encontrarmos, vamos aqui.

Apontei com o dedo os lugares e Percy entendeu rapidamente. Fechei o mapa e seguimos caminhando.

Notas finais
Não se esqueçam de comentar, ok? Beijos ♥