Notas iniciais
PESSOAL, QUE SUFOCO! Eu tinha postado essa capítulo há uns 5 dias atrás, depois reli ele inteiro (já no site, postado) e então coloquei a fic como Terminada. Quando um autor marca essa opção, não dá mais para alterar nada da fic... Aí, to eu checando as visualizações do capítulo e não vejo esse capítulo na tabela. Corri desesperada para a página principal da fanfic e quase tive um enfarto quando não vi o capítulo lá! A minha sorte é que eu escrevi essa fanfic inteira no Word, então pelo menos não perdi o capítulo para sempre. Corri na página de suporte do Nyah e pedi para eles alterarem minha fanfic para Não Terminada, para eu poder repostá-lo (e já estava achando que isso não era possível, e que a minha fic ia ficar sem o último capítulo T_T desesperada feat chorando) Hoje acessei para olhar se havia alguma resposta da equipe e... TCHARAN! Eles editaram a minha fanfic e eu estou podendo repostar o último capítulo! Agradeço muito ao Nyah, que mesmo com um bug estranho de apagar o meu capítulo, a equipe de suporte viu minha mensagem e atendeu ao meu pedido! Obrigada! Bem, depois de toda essa novela mexicana, eu espero do fundo do coração que gostem desse final. Boa leitura, nos vemos nas notas finais :D

– Eu gostaria de agradecer primeiramente a Calipso, a garota mais linda e inteligente desse acampamento. Sem ela, não teríamos conseguido. – ele sorriu para Calipso do mesmo modo que sorria para mim.

– Não foi nada, querido – ela respondeu em seu microfone – Quem nos apoiou o tempo todo foi a EQUIPE FOGO!

Metade do salão foi a loucura, gritando e comemorando a vitória do time. A outra metade continuou observando. Ouvi Percy bufando ao meu lado. Pelo visto eu não era a única competitiva dali.

– Que tal irmos tomar um ar? – eu sugeri, sorrindo e tentando ignorar a voz fina e irritante de Calipso ao fundo.

– Claro – Percy abraçou um lado da minha cintura e me conduziu até a porta – Ficar sozinho com você é a melhor coisa que eu descobri nesse acampamento.

Dei uma leve risada. Como eu havia encontrado aquele garoto? E como havia sido idiota e insegura tantas e tantas vezes, enquanto estava na minha cara que eu gostava dele de verdade? E vice-versa! O mais incrível... Vice-versa.

Andamos pelo gramado, e a noite soprava um vento estranhamente frio. Aconcheguei-me mais em seus braços e paramos perto de uma árvore grande e frondosa. Fora os ruídos de Luke, Calipso e do pessoal lá dentro, dava para ouvir alguns grilos e bichinhos chiando perto de nós.

– Se você avistar alguma aranha aqui por perto... – eu olhei para Percy, que já me observava antes.

– Eu te protejo – ele disse, simulando tirar uma espada de um cinto imaginário – De todos os monstros, de todos os inimigos, de todas...

– Aranhas. – eu disse, entre risos – Apenas aranhas.

– Mas, e os monstros? – ele perguntou sério – Você se lembra o que Quíron nos disse?

Argh, Quíron. Eu quase havia me esquecido do dia louco que tinha passado. Suspirei cansada.

– Eu não sei se acredito nisso. – fui sincera – Se for verdade... E aí? Vamos sair dando uma de herois, correndo perigo de vida e lutando com coisas sobrenaturais que não sabíamos que existiam há menos de 24 horas? Nós mal sabemos nos virar sozinhos!

– Bem... – ele mexeu nos cabelos – Acho que sim.

– Isso é assustador.

– Apavorante. – Percy concordou – Mas estamos juntos, tudo bem? Para sempre.

Dei um sorriso e então afundei o rosto em seu peito. Inalei seu perfume forte masculino e então me senti completamente protegida. Ali, naquele momento, eu havia encontrado o meu porto seguro. Percy enlaçou seus braços em minha cintura e abaixou a cabeça até alcançar meu pescoço. Ele deixou um beijo leve em minha pele e então deu uma longa risada do fundo de seus pulmões.

– O que foi? – perguntei assustada.

Chequei meu cheiro discretamente, mas saber se eu estava com bafo seria mais difícil – e constrangedor. Olhei para minhas roupas, mas elas estavam intactas e perfeitas. Apalpei meu cabelo até perceber que ele estava do mesmo jeito que Hazel deixara. Seria a maquiagem?

– Não é nada com você – ele pegou minhas mãos inquietas e pousou-as em sua cintura – Quer dizer, é tudo com você... Eu... Não consigo acreditar que eu estou com você. Que você gosta de mim e quer estar aqui comigo.

– Não seja bobo. – eu abracei sua cintura – Você é maravilhoso. Eu que não acredito ter te encontrado.

– E eu não acredito que você é tão melosa e chata desse jeito – uma voz estridente assustou-me e fez-me virar imediatamente para onde ela vira.

Lá estavam Luke, Calipso, Octavian e mais duas garotas – que eu tinha a vaga impressão que se chamavam Silena e Drew – parados um ao lado do outro, encarando a gente. Percy rapidamente se pôs em minha frente e flexionou os joelhos, em posição defensiva.

– O que estão fazendo aqui? – ele perguntou.

Avistei Leo e Thalia correndo em nossa direção. Algo estava muito errado.

– Que recepção calorosa, irmãos semi-deuses. – Octavian, o loiro magricelo que Rachel estava beijando há poucos minutos atrás, disse.

Meu coração gelou. O rumo daquela conversa não começara bem.

– Do que estão falando? – perguntei, testando-os.

– Não se faça de tonta. – Luke franziu os cenhos – Nós sabemos que vocês são iguais a nós.

Thalia e Leo finalmente chegaram e se colocaram ao nosso lado. Quatro contra cinco. O ar estava pesado, até difícil de respirar.

– Farejamos encrenca – Leo sussurrou para mim – O que está acontecendo?

– Está acontecendo a coisa mais importante da vida de vocês – dois homens altos surgiram da escuridão de trás da nossa árvore.

Um era pálido e tinha os cabelos encaracolados curtos negros. Vestia-se completamente de negro e seus olhos eram opacos. O outro era loiro, sua pele bronzeada reluzia entre todos e seus olhos cor de mel eram no mínimo sedutores.

– Eu sou Apolo, e este é Hades – o loiro apontou para o cara pálida – Viemos resgatá-los, filhos.

Só agora percebi uma aura em torno dos dois homens... Uma aura cinza. Aqueles caras exalavam algo sobrenatural, mas meu cérebro ficou alerta. Quíron havia dito que o deuses não aparecem mais aos filhos. Por que então, justamente na companhia de Luke eles apareceriam para nós? E como Luke sabia de tudo? Quem havia contado?

– Expliquem melhor – Percy rosnou.

– Viemos fechar o nosso selo – o suposto Hades começou a falar – Para admitirmos vocês como filhos, vocês precisam nos dar algumas gotas de sangue para fundir com o nosso.

Apolo tirou de seu cinto uma adaga de um ouro resplandecente, que fez meus olhos doerem um pouco.

– E por que querem nos admitir como filhos agora? – perguntei rapidamente – E por que Luke e esses outros estão aqui? Como eles sabem de tudo isso? Por que não soubemos antes?

– Ah, querida filha – o suposto Apolo disse entre os dentes – Não podemos responder a todas as perguntas, mas olhe – ele apontou para Luke – Vocês todos são especiais, eles apenas souberam antes. E já fecharam o selo conosco.

Luke ergueu a manga de sua camisa e mostrou um pequeno corte feito há pouco tempo.

– Como podemos confiar em vocês? – Thalia espremeu os olhos – Quíron não nos disse nada sobre isso.

– Ah, Quíron – Hades disse com um pouco de desprezo – Ele já está velho. Não deve ter lhes contado um décimo dos poderes incríveis que vocês ganharão quando fecharem o selo conosco...

– Poderes? – Leo arregalou os olhos – Tipo voar?

– Com certeza – Apolo disse – Annabeth e Leo, vocês são meus filhos. Percy e Thalia, vocês são filhos de Hades.

– Hades? – os dois estranharam automaticamente.

– Sim. – Hades lançou um olhar não muito legal, mas aquele devia ser seu olhar costumeiro – Precisam unir o sangue ao meu.

Percy olhou para mim com a testa franzida. Pelo seu rosto, percebi que ele estava desconfiado. Olhei para Thalia, que também parecia descrente. Leo era o único neutro, levemente alegre pela ideia dos super poderes. Apertei o braço de Percy discretamente e ele entendeu.

– Sinto muito, mas não queremos aceitar isso agora.

– Vocês não tem tempo para recusar. – Apolo insistiu – Não vão sobreviver aos monstros sem poderes.

– Que monstros, por Zeus? – Thalia se exaltou – Nos deem licença agora, ou vamos chamar o diretor.

– Eles não vão cooperar – Calipso cantarolou para os homens.

– Se não vão pelo bem – Hades disse com a adaga na mão, e começou a andar em nossa direção – Vão pelo mal.

– Corram! – eu gritei e puxei Percy pelo braço.

Corremos mata adentro, pois a passagem para o salão estava impedida pelos cinco. Entramos na trilha inicial da prova final. O céu de lua cheia ajudava um pouco: pelo menos não nos batíamos em árvores e conseguíamos distinguir as formas por onde passávamos. Gritos sobrenaturais nem um pouco legais soavam atrás de nós. Corremos mais rápido, e desviamos um pouco da trilha. Lembrei por onde estávamos indo: para perto do rio, perto da cachoeira que tinha o portal-arco-íris-mágico-sei-lá-do-que, que nos levou ao Acampamento Meio-Sangue.

– Gente – eu disse ofegante – Vamos tentar ir para o Acampamento.

– Mas não há arco-íris agora. – Percy lembrou – Será que vai funcionar?

– Temos que tentar – Thalia disse.

– Ai! – Leo gritou e paramos de correr.

Apolo havia pego Leo.

– Me solta, seu louco – Leo se debateu e chutou a cara de Apolo, que ficou meio tonto.

Percy correu até Apolo, mas Hades o impediu, empurrando-lhe e fazendo-o cair no chão. Eu e Thalia corremos, mas Apolo pegou Leo pela garganta e ameaçou estrangulá-lo, caso déssemos mais um passo.

Percy caído no chão não tinha muito o que fazer, estava longe demais de Leo. Apolo pegou a adaga de Hades e aproximou-a do braço de Leo. O garoto se debateu mais um pouco, até que a lâmina entrasse na carne de seu braço, fazendo-o urrar.

– Pare! – a voz de Thalia soou como um trovão, e vários clarões iluminaram o céu.

Uma descarga elétrica acertou Apolo, e por algum milagre, não atingiu Leo. O garoto caiu no chão com o braço pingando o líquido escarlate. Apolo se transformou em pó e Hades gritou irado.

Thalia correu até Leo, e ajudou-o a levantar.

– Vamos ver se vocês farão o mesmo que fizeram com Apolo, se eu me transformar... – ele começou a fumegar e a se retorcer – Nisso!

O homem alto se transformou numa criatura horrível, com um corpo cheio de penas negras, uma cabeça de dragão e patas com escamas prateadas. Devia ter no mínimo sete metros de altura.

– Ele não era Apolo, e você não é Hades! – gritei – Deuses são imortais, seu idiota!

– Vamos começar por você, sabichona – a criatura rosnou e avançou para mim.

Percy, que já havia se levantado, me empurrou com força para longe, e a pata da criatura não nos acertou por milímetros. Avistei Leo segurando a adaga de Apolo e vindo por trás do monstro. Corri para o lado e tentei fazer-me de isca.

– Você não se garante do nosso tamanho? – eu provoquei – Tem medo de perder a luta contra uma garota?

O monstro gritou e lançou uma perna em minha direção. Por reflexo, me joguei para esquerda e rolei pelo chão. Leo já estava mais perto do monstro negro.

– É um covarde mesmo – gritei novamente – Covarde! Covarde! Covarde!

O monstro urrou e começou a fumegar de novo. Seu tamanho foi reduzindo até voltar a ser um homem alto.

– Quem é o covarde ag... – o homem começou, mas Leo enfiou-lhe a adaga pelas costas e ele tossiu pó.

O falso Hades vomitou um pó cinza e então transformou-se completamente em cinzas. Leo deixou a adaga cair no chão e entrou em ataque.

– Eu matei um homem! Eu matei um homem! – ele disse apavorado.

– Não! – Thalia disse – Era um monstro, Leo! Você foi um heroi...

– Eles queriam o nosso sangue para alguma coisa ruim. – Percy disse ao meu lado.

– E Luke, Calipso, Octavian, Drew e Silena já deram o deles. – eu murmurei.

– Falando pelas costas? – Luke apareceu correndo e trombou com o pobre Leo, esmurrando-lhe a cabeça.

Leo caiu desacordado. Thalia tentou revidar, mas Luke deu-lhe uma rasteira e bateu em sua nuca. Ela caiu desmaiada também. Luke correu novamente em uma velocidade sobrenatural. Fiquei alerta, tentando ver se mais alguém de seu bando estava vindo, mas ele parecia estar sozinho.

– Vou lhe dar uma colher de chá, Perseu – Luke disse, de frente para Percy – Não lutarei com a minha espada.

Só agora eu havia percebido uma espada de bronze, pendurada em seu cinto. Observei-o – de olhos arregalados – jogá-la no chão.

– Pare, Luke – eu ameacei em vão.

– Quieta, Annabeth – ele disse, rindo – Depois a gente se acerta. Agora é apenas eu e ele.

Percy novamente se pôs em defensiva, mas Luke logo lhe investiu um soco na boca do estômago. Percy cambeleou para trás, mas voltou a ficar alerta. Luke investiu um chute, mas Percy segurou sua perna. Luke se desequilibrou e tentou outro chute, mas Percy largou a perna do loiro e desviou. Percy investiu um contra-ataque rápido e acertou o queixo de Luke. O garoto ficou um pouco atordoado, e Percy tentou um soco na barriga, mas Luke segurou o braço de Percy e o torceu para o lado. Percy gritou, mas deu uma cotovelada nas costelas de Luke. Luke soltou o braço de Percy, que se afastou de Luke.

– Pare, Luke! – eu gritei – Por que está fazendo isso? Por que deu seu sangue a monstros? Quem é seu pai divino?

– Eu não sei quem é meu pai divino! – ele gritou irado – Ele não quis se apresentar para mim, sabe? Deuses são idiotas, egocêntricos e mesquinhos! Eu não quero sustentar o reino de miséria que eles nos dão!

– Você mal conhece esse mundo! – eu gritei.

– Dois dias são o suficiente – ele disse.

Percy aproveitou a distração de Luke e lhe investiu um chute na barriga. Luke caiu para trás. Percy se jogou em cima do loiro e lhe meteu um soco no queixo. Luke se debateu e rastejou ligeiramente para a direita, e então eu vi o que ele estava fazendo: ele ia pegar sua espada e atacar Percy.

– Percy! – eu gritei, vendo Luke empunhar a arma – A espada!

Percy olhou para a mão de Luke e tentou agarrá-la, mas Luke deu lhe uma joelhada na barriga, e Percy caiu para trás. Luke investiu um golpe com a espada e cortou o peito de Percy. Corri enquanto Luke se levantava, chutando a lateral do corpo de Percy.

– Para! – eu gritei para distraí-lo e consegui.

Luke virou-se para mim e tentou um golpe em meu peito, mas desviei e apenas arranhou meu braço esquerdo. Luke avançou para mim, eu recuei alguns passos. Como podia desarmá-lo?

– Largue a espada e vamos lutar igualmente.

Luke largou a arma na mesma hora e avançou sobre mim. Seu punho acertou a lateral da minha costela, e eu chutei seu joelho. Luke não recuou, e se jogou em cima de mim. Caí no chão e girei o corpo. Luke tentou um soco em mim, mas fechei os braços na minha frente e bloqueei-o.

Ouvi Percy se levantar do chão. Tentei levantar-me, mas Luke prendeu um braço meu.

– Solte ela! – Percy gritou e investiu um soco na costela de Luke.

Luke me soltou e eu rolei para o lado. O loiro recuou pegou a espada novamente. Percy investiu o chute em seu peito, mas Luke o derrubou no chão e preparou a espada.

– Acabou, Perseu. Eu venci – Luke disse, e então tentou o golpe final.

Agarrei a mão de Luke por trás no último instante e torci seu braço até a espada cair no chão.

Percy chutou o rosto do loiro, que caiu no chão ao meu lado. Percy se ergueu com dificuldade.

– Não, Luke. – eu disse, preparando meu punho.

Encarei-o não mais do que por 5 segundos, e então acertei sua cabeça e Luke desmaiou.

Percy gemeu perto de mim, e então virei para ele. Sua camisa estava ensopada de sangue e seu corpo estava com alguns hematomas. Fiz Percy sentar no chão e corri até as pedras da queda d’agua, que estavam próximas de nós, e que com sorte nos levaria para o Acampamento, novamente.

Pulei quatro pedras e cheguei na quinta. A água fluia calmamente, e a luz da lua a fazia brilhar as pequenas gotinhas. Fechei os olhos e me coloquei no local do portal.

Um frio percorreu minha espinha e senti estar em queda livre, até abrir os olhos. Eu estava num gramado macio. Olhei para além de um campo de morangos e avistei a Casa Grande, onde Quíron estaria.

Fechei os olhos e voltei para as pedras – não sei como.

Corri até Percy e puxei-o, e deixei-o apoiado em minhas costas. Caminhamos do jeito que conseguimos, até chegarmos no portal. Levei-o para a enfermaria da Casa Grande e deixei-o aos cuidados do homem de mil olhos. Voltei correndo e peguei Leo e Thalia, levando-os desmaiados até a enfermaria.

Duas mulheres vieram me ajudar, e quando consegui ver todos deitados em suas macas, minhas pernas bambearam, e eu apaguei.

– — -

– Filha... – uma voz profunda e feminina soou em minha mente.

Eu não via nada, estava tudo vazio. Mas sentia a presença de alguém.

– Filha...

– Mãe? – gritei – Cadê você?

– Annabeth... – a voz profunda tomou um tom sufocante – Nos salve.

– — -

Acordei com o rosto de Thalia me olhando bem de perto. Girei o rosto devagar e Percy também me olhava de perto, do outro lado. Leo estava um pouco mais longe, balançando os braços e cantarolando algo, até que me viu e veio também para perto de mim.

– Oi galera – eu murmurei – Como vocês est...

– Oi Annie – Thalia sorriu – Está tudo bem agora. Graças a você.

– Graças a vocês – eu a corrigi e sentei-me na maca.

– Valeu, Annie – Leo disse – Se não fosse você, eu ia ficar desmaiado, sozinho, no escuro, perdido...

Dei uma leve risada, mas minha costela doeu. Lembrei de Luke.

– Luke já não estava mais lá, quando Quíron foi pegá-lo. – Thalia advinhou meu pensamento.

– Não sei se fico aliviada, ou...

– Esquece isso – Leo disse, sorrindo – Temos muita coisa maneira para fazer aqui!

– É, Annie, relaxa. – Thalia disse e piscou para mim – Agora vou deixar vocês a sós.

Leo e Thalia deixaram a enfermaria e Percy sentou-se ao meu lado na maca. Ele ajeitou o meu cabelo – que devia estar horrível – e passou a mão pelas mnhas bochechas.

– Você está bem? – ele perguntou, preocupado.

– Não sei. – eu coloquei a mão em minha cabeça – Eu ouvi uma voz quando estava desmaiada.

– Pedindo para salvá-la?

– Sim – eu respondi assustada – Como você sabe?

– Eu também sonhei. Com a voz de um homem que me chamava de filho.

Ficamos em silêncio por algum tempo. Enrolei e desenrolei algumas mechas de cabelo tantas vezes que eles começaram a cachear. Percy também estava perdido em seus pensamentos, tamborilando os dedos e mexendo os pés.

– Eu acho que os nossos pais estão em apuros. – ele quebrou o silêncio.

– Sim. E Luke está aliado com alguém que talvez esteja por trás do sumiço dos deuses.

– Quíron disse que nossos pais mortais já foram avisados que vamos ficar por aqui. Nós vamos ser treinados, e quem sabe poderemos ajudar em alguma coisa...

– Só me promete uma coisa? – perguntei, insegura – Vamos ficar juntos?

– Para sempre, Annabeth. Nem que eu tenha que lutar todos os dias e desmaiar às vezes... Estaremos juntos para s...

– Annabeth, Percy – Quíron entrou na enfermaria – Há uma missão muito importante a ser cumprida e vocês, Thalia e Leo foram designados pelo Oráculo. Venham comigo.

Eu e Percy nos entreolhamos, e levantamos da maca. Andamos lado a lado, juntos. O que quer que nos esperasse, iria enfrentar quatro adolescentes loucos, que acima de tudo, prezavam a união e a amizade.

Estávamos prontos? Não. Mas nunca estamos prontos para o futuro. Ele simplesmente vem, e nos obriga a improvisar. E era isso que faríamos. Eu, Percy, Leo e Thalia. Juntos.

Notas finais
E então, o que acharam? Ai gente, eu só tenho a agradecer a TODOS os meus leitores, e principalmente aqueles que alguma vez comentaram na fic, e favoritaram ou recomendaram... Foi graças a vocês que eu continuei essa história, mesmo passando por tantos altos e baixos na minha vida pessoal! Obrigada mesmo, me sinto muito feliz, e desejo que todo escritor tenha leitores como vocês! Muito obrigada por fazerem parte disso e por me empurrarem para frente! Sobre a segunda temporada... Vocês viram que o fim ficou meio suspenso no ar, né? Então, deixei assim pois recebi vários pedidos de segunda temporada! Nesse momento não poderei fazê-la, pois estou em novos projetos, mas fiquem ligados no meu perfil! Se quiserem, marquem-me como autora favorita e vocês terão acesso às minhas novidades! Obrigada pessoal, amei ter vocês como leitores e espero vê-los de novo em breve! Beijos no coração, semideuses, amo vocês
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!