Notas iniciais
Desculpem a demora, eu to precisando de umas ideias pra a continuação!

- Foi a Laura. – Hazel rangeu os dentes, me ajudando a levantar.

— Eu vi.

— Ela está chorando agora. – Bianca apontou para Laura, sentada sozinha.

— Não passou de um mal entendido. – Percy falou.

Muita gente chegou perto de mim e perguntou como eu estava... Depois de uns minutos, consegui sair dali e fui com Hazel, Thalia, Bianca e Percy até o chalé.

— Esperem! – Laura gritou, vindo em nossa direção com o rosto vermelho.

— O que ela quer, hein? – Bianca disse sem paciência.

Laura nos alcançou. Olhou pra mim e começou a chorar e soluçar intensamente.

— Eu não que-queria que acontecesse i-isso. E-eu só estava-a com ciúmes.

— Tudo bem, Laura. Eu to bem. – tive pena de vê-la naquele estado.

— Você me desculpa-a?

— Claro. Mas sem brigas; não estou interessada em ser presidente de fã-clube nenhum... – eu sorri.

— Tá bom. – ela enxugou uma lágrima, deu meia volta e saiu andando de cabeça baixa.

Continuamos andando até o chalé. Virei para Percy quando chegamos.

— Obrigada mesmo, Percy. Estou te devendo uma...

— Vou cobrar! – ele riu – Mas então você achou que tinha morrido?

- É, eu... engoli muita água.

— Eu disse. – Bianca disse, entrando no chalé.

— Só você mesma, Annie! – Hazel riu, seguindo a irmã.

Corei de vergonha.

— Eu também acredito em outras dimensões. – Percy deu de ombros, sorrindo.

— Ah ta. Só está falando isso pra eu me sentir menos idiota.

— Não. É sério.

— Então... me sinto menos idiota.

Percy riu.

- Vamos Annie. Você vai pegar uma gripe. – Bianca apareceu na porta e me empurrou pra dentro.

— Então tchau. – ele disse.

Tomei um banho bem demorado. Quando eu estava secando o cabelo com a toalha, Débora chegou nervosa.

— Annie! Meu Deus, você quer me matar do coração? – ela me abraçou bem forte.

— Ta falando de quê?

— Já me contaram, Annie. Não tente me enganar.

Ok. Naquele momento, Débora fez a ficha cair.

— Não conta pro papai nem pra mamãe, Débora. Por favor. Eles podem ter um treco se souberem disso. E... além do mais eu já estou bem.

— Annabeth, você perdeu a noção? Por pouco eu não fico sem você! – ela começou a chorar – Droga. Eu prometi a mim mesma que não ia chorar.

— Eu também te amo, Débora. – comecei a chorar também.

Tipo, ver a Débora chorar, era como um meteoro cair na terra, ou qualquer coisa do tipo. A única vez que eu a vi chorando, foi no enterro do vovô Michael. Débora não era anormal. Ela apenas não gostava que ninguém a visse chorando, e chorava sozinha.

— Cheguei e trouxe novidades, gente! – Piper entrou no chalé.

Rapidamente, Débora enxugou as lágrimas.

— O que houve? – Piper perguntou.

— Ahn. Nada.

— Ela teve cãibra na lagoa. – Hazel, a linguaruda, contou.

— Na água? – Piper assustou-se.

- Já estou bem. O Percy me ajudou. – não quis mencionar “salvou” pois seria muito: eu estava morrendo e ele me salvou.

— Oh meu Deus, Annie! – Piper colocou a mão na minha testa, como se fosse uma médica profissional.

— Eu já estou bem.

— Mas... Como?

— Uma longa história... – suspirei.

Uma semana se passou, mas meus amigos não me deixaram participar das primeiras provas da competição entre as equipes Água e Fogo.

— Eu não estou doente! – repeti várias e várias vezes, mas ninguém me escutava.

Um certo dia, de manhã quando eu ainda estava dormindo e sonhando com o Apolo Rodriguez (aquele ator gato que roubava o coração de milhares de meninas no mundo), alguém bateu na porta.

— Quem é? – Thalia que já tinha levantado, perguntou.

— Débora. – minha irmã respondeu impaciente.

Thalia abriu a porta. Eu ainda estava de olho fechado, tentando sem sucessos, voltar ao meu lindo sonho.

— Annie, ainda está dormindo? Já são 10 da manhã!

- Na verdade eu estava dormindo.

- Olha, seu querido namorado não apareceu para seu posto de salva-vidas da piscina perto da quadra de vôlei.

— E o que eu tenho a ver com isso? – respondi com raiva.

— Como não encontrei nenhum dos amigos dele e também não encontrei o outro salva-vidas, você é quem vai ter que cobrir o posto dele.

— E se eu não quiser? – abri os olhos.

— Aí ele vai ser advertido. E você sabe: se ele tiver 3 advertências ele é mandado de volta para casa.

Bufei. Ou eu ia passar 2 horas de plantão em cima de uma cadeira ridícula de salva-vidas ou eu meu namorado ia ser advertido.

Levantei e me arrastei até o banheiro.

— Você tem de ir logo. Se alguém se afogar... – Débora pressionou.

— Ta bom, ta bom. – eu disse amarrando o biquíni – Então, passa o protetor aqui, por favor... Não quero descascar.

Débora passou nas minhas costas e eu passei nos braços e nos ombros. Depois, saí apressada, em direção à piscina.

— Legal, não vou poder comer nada até a hora do almoço. – pensei alto.

Cheguei na piscina, que estava incrivelmente cheia. Bem, fazia muito calor e o melhor jeito de se refrescar era na piscina.

E eu não ia entrar, claro. A menos que alguém se afogasse, o que eu não queria que acontecesse.

Sentei na cadeira de salva-vidas e suspirei.

— Assim até eu me afogo! – uma voz masculina e grave veio de trás de mim.

Meu coração pulou, claro.

— Ah, oi Percy.

— Ta fazendo o que aqui?

— Vendo se alguém vai se afogar.

— Oh, jura? – ele riu, mostrando seus dentes perfeitos e brancos.

— To cobrindo o posto do Luke... A propósito, você viu ele?

— Vi, mas faz um tempo. Ele estava andando com uma galera por aí.

— Ah, certo.

Meu estômago roncou alto.

— Não comeu nada?

— Não. – senti meu rosto corando de vergonha.

— E o que você quer? Eu posso ir buscar.

— Não precisa, obrigada. – menti.

Pelo visto meu estômago não concordou com a minha decisão e reclamou.

— Sério, você gosta de suco? Pão?

— Gosto. – me rendi.

— Tudo bem... Pode ser um suco de laranja e um sanduíche natural?

— Pode, por favor.

— Já volto, então. – ele saiu bagunçando seu cabelo.

Percy trouxe o prometido, e confesso que comi sem respirar... ou quase isso.

— Obrigada. – bebi o ultimo gole de suco.

— Nossa, nem me ofereceu! – ele falou bravo.

— Ops. Desculpa, é que eu... – embolei uma palavra na outra, sem graça.

— Que nada, to brincando. Já comi. – ele riu.

— Há-há. Muito engraçado você. – fiz cara feia.

— Se eu sou não sei, mas você é muito engraçada. – ele sorriu.

— Annie? – ouvi a voz de Luke.

Era ele mesmo, vindo ao lado de Calipso.

— Oi. – respondi irritada, ao vê-lo ali.

— Por que esse cara ta aqui? – ele perguntou quando chegou ao meu lado.

— Na verdade, a pergunta certa é: por que você não está aqui?

— Han? – ele franziu o cenho.

— Caso você tenha esquecido vou te explicar. Estou aqui pra cobrir o seu plantão. E o Percy que é meu amigo está fazendo companhia para mim. – falei nervosa – A propósito, aonde você estava?

— Nós estávamos tomando café no refeitório. – Calipso respondeu sorrindo.

— Então, como sua barriga está cheia, pode assumir seu posto. – desci da cadeira idiota de salva-vidas.

— Calma, Annie. – ele veio me beijar.

— Tenho que ir. – desviei e puxei Percy junto comigo.

Andei sem rumo até perto do chalé. E Percy apenas me seguiu sem dar uma palavra.

— Ai que folgado...

— Ele nos seguiu. Acho que falo com você mais tarde. – Percy saiu caminhando e chutando umas pedrinhas.

— Até que enfim que aquele cara saiu.

Nem me dei ao trabalho de olhar para a cara dele.

— Ah, qual é Annie? Está brava comigo, que sou seu namorado por causa daquele babaca do seu amiguinho?

— Olha, se continuar falando assim dele, nem perca o tempo de conversar comigo, porque eu não vou escutar. Se ele é meu amigo, então quero que você o respeite. – olhei bem para Luke, falando sério.

— Ta. – ele respondeu.

— Não entendo porque você implica tanto com ele. – amenizei o tom de voz.

— Ele não desgruda de você. Parece um chiclete...

Fuzilei-o com os olhos.

— Engraçado. Você e a Calipso não desgrudaram um segundo, e você até esqueceu de mim, não me procurou uma vez desde que chegamos.

- Nada disso. – ele passou a mão pelo meu rosto – Eu sou ciumento, e você sabe.

- Eu não te dou motivos para ter ciúmes de ninguém. – levantei as sobrancelhas – Já você, não posso dizer o mesmo!

- Olha, eu vim pedir desculpas por ter feito você ficar lá como salva-vidas.

— Certo.

— Me desculpa? – ele fez aquela cara de cachorro pidão.

Notas finais
Pessoal, passo a bola pra vocês! O que a Annie deve fazer e por quê? A melhor resposta entrará no capítulo! :D beijoss