Acampamento De Férias De Verão
12 A canoa
Notas iniciais
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Essa foi a minha reação de escrever o capítulo. Espero que gostem :D
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Um Super Feliz Aniversário para Kaatty! Muitas felicidades, linda *-*
– O-oi Percy. – eu sorri.
Ele me cumprimentou com dois beijos na bochecha, mas o último bateu na trave, porque eu me movi sem querer de um jeito errado.
Ele se afastou sem graça e corou, e eu fiquei sem saber se pedia desculpas, ou se fingia que nada aconteceu.
– Ela dá uma bela índia loira, não dá? – Thalia chegou ao lado de Leo.
– Dá sim. – Percy se descontraiu, e eu ri também.
Thalia piscou para mim, e eu abaixei a cabeça, tentando espantar o calor do meu rosto. Leo puxou papo com Percy, e quando consegui me concentrar eles estavam falando sobre um novo modelo de carro que eu estava totalmente por fora.
– Vamos pegar um drink? – pedi a Thalia.
– Já voltamos, garotos – Thalia disse em vão, porque os meninos estavam empolgados demais falando alto.
Andamos até a mesa de drinks, eu pedi um de morango com abacaxi, e Thalia pediu um de limão e acerola.
– Você é tão discreta que às vezes me comove – eu revirei os olhos, enquanto esperávamos o drink dela sair.
– Eu e Leo vamos andar de canoa daqui a pouco! – ela ignorou meu comentário – Ele e alguns amigos ajeitaram umas canoas e colocaram ali no canto direito do rio. Não dá para ver daqui, eles estão escondidos atrás das árvores.
– Mas está de noite...
– Eu sei, por isso que tem que ser escondido. – ela estalou os dedos – Trouxemos algumas velas para iluminar dentro da canoa. Quer ir também? Tem uma sobrando, porque Piper desistiu de ir com Jason.
– Pode ser, vou chamar Luke.
Thalia revirou os olhos e resmungou alguma coisa, mas deixei ela para lá. Rodei a festa de cima a baixo mas ninguém sabia me dizer onde ele estava.
– Não encontrei Luke. – eu disse a Thalia
– Ah, que sorte. – Leo disse – Eu também tinha convidado Percy enquanto vocês saíram, vocês dois podem ir juntos.
– Isso! – Thalia falou alto demais – Percy, vem cá.
Percy se juntou a nós e Thalia explicou a ideia. Ele sorriu e concordou.
Thalia me puxou pelo pulso até as árvores que escondiam as canoas. Leo, Percy, Frank e Nico ajeitaram as canoas dentro da água enquanto Thalia, eu, Hazel e Larissa esperávamos.
Percy me ajudou a entrar e depois entrou. Ascendi duas velas, uma deixei apoiada ao meu lado e a outra fiquei segurando. Percy começou a remar sozinho.
– Deixa eu ajudar. – eu tentei afastar o silêncio.
– Tudo bem, eu faço remo desde pequeno. – ele disse sem nenhum resquício de estar cansado.
Ele guiou a canoa perto dos outros, para o lado oposto que a festa estava acontecendo. Ninguém tinha nos visto até aquele momento, então relaxei vendo que estávamos bem distantes e fora do campo de visão de qualquer um do acampamento.
As outras canoas ficaram cerca de dez metros distantes umas das outras, o que nos deixava bem isolados.
Percy parou de remar e sentou de frente para mim. Entreguei uma vela a ele. A vela era suficiente para clarear seu corpo e seu rosto. Ele estava me olhando.
– Então – ele pigarreou – Já tinha andando de canoa?
– Já, mas não à luz de velas – eu disse, e ele riu.
– É, eu também não. – ele respondeu, bagunçando o cabelo para frente e para trás.
– Pelo menos estou me sentindo mais índia. – comentei.
– Realmente – ele disse ironico – Agora você parece uma índia, nesse escuro.
– Ha ha. – eu sorri – Você também não parece um índio.
– Mas eu sou o líder da tribo! – ele apontou para o cocar.
– E quem estabeleceu isso? – eu empurrei o cocar para trás, que caiu no lago.
– O líder da tribo. – ele sorriu e se esticou até pegar o cocar molhado – E a senhorita irá pagar por tal desonra!
Percy começou a me fazer cosquinhas na barriga, um lugar muito sensível do meu corpo, ainda mais sem roupa. Tentei segurar a risada e comecei a contra-atacar, até que achei seu ponto fraco: o pescoço.
– Não! Aí não vale! – ele disse rindo e cutucando a minha barriga.
Percy conseguiu prender uma mão minha e eu fiquei só com a outra me defendendo enquanto ele me atacava. Me curvei para o lado, em uma tentativa de fugir, mas fui muito brusca e acabei perdendo o equilibrio. Caí no lago.
– Não acredito... – Percy disse, em meio a gargalhadas.
– Sua culpa! Me ajuda a subir – eu mandei.
– E as palavrinhas mágicas? – ele ainda ria igual a um louco.
– Agora seu Cabeça de Alga! – eu me remexi, e senti meu top afrouxar. – Ah não
– Me dá as mãos – Percy esticou os braços.
Coloquei minhas mãos em meus seios, e procurei meu top a minha volta, sem nenhum sucesso, estava tudo escuro, e o top havia afundado.
– Me dá seu cocar – eu disse.
– O chefe da tribo nunca dá seu cocar...
– Eu estou sem top, me dá o cocar agora Perseu. – eu disse, torcendo para que a luz da vela não denunciasse minha cara vermelha.
– Ah – ele arfou, tirou rapidamente o cocar e me deu meio desajeitado – Desculpe.
Desamarrei o cocar e transformei-o em top. Amarrei-o com força nas costas, para que nenhum outro acidente acontecesse.
– Pronto, me puxa.
Percy esticou novamente os braços, me pegando na cintura e me puxando para cima.
Consegui subir na canoa. Quando sentei novamente de frente para Percy, notei que ele me olhava corado.
– Quer voltar? – ele perguntou quase em um sussurro.
– É melhor esperarmos um pouco até eu me secar, se não vão desconfiar – eu disse.
– Você vai ficar com frio – ele me olhou, preocupado.
– Só um pouquinho. – eu dei de ombros, sentindo meu corpo se arrepiar com a brisa noturna batendo na minha pele molhada.
Percy deixou a vela no canto e sentou um pouco mais próximo de mim. Ele abriu as pernas, deixando espaço suficiente para uma pessoa.
– Senta aqui. – ele disse tão naturalmente que eu não pude sentir se era um pedido ou uma ordem.
Obedeci, porque estava ficando gelada. Sentei-me de costas para Percy, entre suas pernas. Ele estava sem camisa, mas estava quente. Minha pele das costas em contato com a pele de seu abdomém produziram um calor confortável em mim. Ele me puxou mais para trás para que eu ficasse completamente encostada nele.
– Posso te abraçar? – ele perguntou baixinho, no meu ouvido.
– Pode. – tentei ser o mais casual possível.
Percy cuidadosamente me envolveu pela cintura com seus braços quentes, o que possibilitou que parte do meu abdomem também ficasse quente. Pude sentir sua respiração no meu pescoço.
– Está confortável assim? – ele perguntou, preocupado.
– Estou. – eu respondi me sentindo mais quente – Obrigada.
Olhei para o céu, e senti que Percy acompanhou meu olhar. Havia muitas estrelas, e a falta de luz aos arredores de nós só deixavam o céu mais brilhante. Estava lindo.
– Sabe o nome daquelas ali? – apontei para cima.
– Não.
– São as Três Marias. – eu disse – E aquelas cinco, você sabe?
– Também não.
– São o Cruzeiro do Sul.
– Mas ali tem um outro Cruzeiro do Sul...
– Não – eu acompanhei seu olhar – Ali só tem quatro.
– É verdade... – ele disse, sorrindo – Você é boa nisso.
Eu dei uma risada curta, e voltei a ficar no silêncio. Eu poderia dormir daquele jeito, sem problemas. Tudo estava calmo, eu estava quente e protegida pelo meu amigo.
– Então, chefe da tribo, o que temos para fazer agora? – quebrei o silêncio.
– Er... Sei lá – sua voz falhou.
Me mexi e virei meu corpo de frente para ele. Ainda estávamos muito perto, eu podia enxergar alguns detalhes de sua íris.
– Vamos, você é criativo, pense em algo. – eu sorri.
Percy não sorriu. Ao contrário, sua expressão ficou mais séria, o que me deixou um pouco encabulada. Fingi não perceber.
– Nada? Não pensou em nada?
– Pensei, mas não é nada que eu possa fazer – ele respondeu, negando com a cabeça.
– Ora, por que não?
– Porque não.
– Vai, me diz! – eu tentei estimular – Podemos adaptar alguma brincadeira. Só não pode exigir muito espaço...
– Não foi nada, esquece. – ele virou o rosto.
Toquei seu queixo de leve e o trouxe de volta para poder olhar em seus olhos. Percy estava chateado com alguma coisa.
– Você pode confiar em mim – eu disse – Mas se não quiser contar...
Percy se aproximou mais de mim, até eu poder sentir seu hálito em minha boca. Ele olhou em meus olhos e então encostou os lábios nos meus.
Eu não recuei. Seus lábios eram quentes e macios, e pressionavam os meus tão gentilmente que precisei tocar em seu rosto para saber se aquilo tudo não era um devaneio.
Percy separou nossas bocas, e eu senti uma pontada no meu peito. Antes que eu abrisse os olhos, senti novamente seus lábios sobre os meus, mas desta vez, ele os abriu um pouco mais e pediu passagem. Cedi quase imediatamente, e Percy aprofundou o beijo com a língua, que acariciava a minha em movimentos harmoniosos e precisos. Ele pousou as mãos em minha cintura e me puxou lentamente para si, o que me causou um arrepio em meu estômago. Acabei abrindo os olhos, e me dei conta do que estava fazendo.
Percy cada vez mais me envolvia em seu beijo – um beijo que eu nunca tivera parecido com Luke, um beijo cheio de emoções. Mas eu não podia continuar, me sentia mal. Eu tinha um namorado, e estava beijando um amigo.
Me afastei.
Percy abriu os olhos imediatamente.
– Por favor, eu quero voltar. – eu disse de cabeça baixa.
– Eu fiz algo errado, não fiz?
Neguei com a cabeça, mas não consegui olhá-lo novamente. Percy remou silenciosamente até o nosso ponto de partida e me ajudou a sair da canoa. Andamos lado a lado até chegarmos na porta do meu chalé.
– Boa noite. – eu disse, abrindo a porta.
– Annabeth – ele segurou meu pulso, e eu fui obrigada a me virar para ele – O que aconteceu na canoa... Acho que você ficou chateada.
– Está tudo bem – eu fingi um sorriso.
– Não parece – ele me olhou – Eu preciso saber se você está triste ou com raiva de mim.
– Não estou triste, nem com raiva de você – eu respondi firme.
– Ah, que bom, porque – ele disse aliviado – eu gosto muito de você, e me sentiria idiota se tivesse feito algo que te magoasse.
Assenti com a cabeça. Meu coração bateu forte de alegria, Percy havia declarado que gostava de mim. Abri a boca para retribuir, e contar que eu gostava muito dele também, mas não o fiz. A imagem de Luke apareceu em minha mente. Eu não podia, não antes de resolver aquela bagunça mental.
Percy ficou sem graça e corou. Talvez ele esperasse que eu lhe dissesse algo.
– Tudo bem, boa noite. – ele disse sem me tocar e virou as costas.
Vamos, Annabeth, fale!
– Percy! – eu o chamei, mas ele não voltou – Percy!
– Quer que eu o chame? – Thalia me deu um susto, ao lado de Leo.
– Não. – eu disse, controlando a respiração – Amanhã eu falo com ele.
Deitei completamente confusa. Eu estava feliz pela noite com Percy, mas estava me sentindo culpada por Luke. Antes de pegar no sono, decidi que no dia seguinte eu seria honesta com o meu namorado, e terminaria com ele.
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