Notas iniciais
Bem, pessoal, eu nem tenho mais o que dizer. Apenas vou reafirmar que está MEGA complicado escrever a fanfic, pois estou em época de vestibular até janeiro. Eu mal posso esperar para ficar livre disso e voltar à ativa como antes. Espero que tenham paciência, pois estou dando o meu máximo para encontrar um tempo livre e escrever para vocês! Esse capítulo é dedicado a Laísm e AliceWonderland, foram as únicas que comentaram no último capítulo. Muito obrigada meninas, é assim que eu tomo ânimo e arranjo uma brechinha para escrever, mesmo que não tenha tempo! Espero que gostem :)

Andamos a manhã inteira sem rumo, parando de meia em meia hora. Em um momento encontramos Thalia e Leo. A minha amiga me puxou pelo braço, afobada, e nos distanciamos dos meninos.

– Ele me beijou! – ela disse contendo sua animação – Hoje de manhã!

– Sério? – eu gritei e sorri.

– Shhhh – ela pôs a mão em minha boca e então caímos na gargalhada.

Os garotos nos olharam como se fossemos loucas, mas não ligamos e continuamos rindo. Demoramos um pouco a retomar o fôlego, e quando conseguimos, Thalia perguntou:

– E você e Percy?

Olhei para o moreno, que estranhamente me observava de volta. Chacoalhei a cabeça e suspirei.

– Nada. Ainda estamos brigados.

– Por quê? – ela fez um biquinho – Pensei que essa atividade fosse unir vocês.

– Acho que nos separamos mais ainda. – eu dei de ombros – Encontrei Calipso destruindo algumas dicas para que ninguém pudesse completar a prova antes dela, e caímos no tapa.

– De novo? Puxa, eu queria ter visto. Você deu uma bela surra nela, né?

– Fisicamente eu estava em vantagem, mas quando Percy chegou, ela fez uma cena enorme e convenceu o Cabeça de Alga que eu estava brigando com ela por Luke.

– E ele acreditou?

– Sim.

Thalia e eu bufamos ao mesmo tempo. Isso era muito curioso, tínhamos reações parecidas ao mesmo tempo. Eu e Thalia tínhamos uma conexão profunda, a nível de alma. Eu a entendia melhor que ninguém e ela me compreendia completamente.

– Você explicou para ele...

– Claro que sim, mas ele não acredita. – eu chutei uma pedrinha – Mas quer saber? Eu não estou nem aí. Ele está com Rachel, não está? Então eu não sei nem porque estamos falando dele.

– Estamos falando dele, porque você gosta dele. – Thalia me pegou desprevinida.

– C-claro que não. – eu correi, mas ignorei aquela sensação idiota – Eu odeio ele.

– Não odeia não.

– Odeio.

– Odeia o quê? – Leo gritou.

– Cale a boca – Thalia gritou de volta.

– Sim senhora! – ele respondeu, enquanto eu e Percy demos risada.

Thalia aproximou-se de mim e falou mais baixo:

– Ele também gosta de você.

Fuzilei Thalia com os olhos. Eu não queria ninguém plantando expectativas falsas dentro de mim. Expectativas? Não. Eu nem ao menos queria ficar ao lado de Jackson. Isso.

– Tenho certeza que não, mas se você estiver certa, tenho pena dele. – eu disse.

Thalia me deu um soco no braço, e confesso que doeu, mas fingi que não. Leo chamou ela para continuarem a caminhada, afinal eles ainda não tinham encontrado a dica das bromélias.

Sussurrei a Thalia onde os papéis estavam antes dela ir embora. Ela sorriu e piscou. Depois gritou a Leo que fossem para oeste, e então eles sumiram.

Eu e Jackson voltamos a ficar sozinhos. Que saco.

– Pensou em algo sobre a dica? – ele perguntou sem olhar para mim.

– Não. – respondi e comecei a caminhar – Vamos andar mais um pouco e aí paramos para almoçar.

Percy me seguiu em silêncio. Andamos alguns metros e comecei a ouvir um barulho familiar, pareciam galinhas cacarejando. Segui o som até chegarmos em uma clareira, onde havia um galinheiro grande e cercado. Havia dezenas de galinhas, algumas estavam empoleiradas e outras estavam ciscando. Numa parte de madeira havia um monte de palha ajeitada em forma de ninho. Aproximei-me e pude enxergar ovos grandes e brancos respousando ali.

Alguma coisa surgiu em minha mente.

– Percy, repete a dica.

– Com a ajuda de Hermes, lute contra algumas mães e a próxima dica será descoberta.

– É isso! – eu comecei a escalar a grade do galinheiro.

– O que está fazendo? – ele perguntou atrás de mim e também começou a escalar.

– A dica está aqui – eu disse, pulando para o lado de dentro, assutando algumas galinhas.

Andei devagar entre elas e fui em direção aos ninhos de palha. Aproximei-me de um, mas senti uma bicada no meu pé.

– Você está doida? – Percy disse, já dentro do galinheiro – Vai comprar briga com todas essas...

– Mães. – eu sorri e avancei em um ninho, pegando um ovo.

Em baixo do ovo havia uma medalha de bronze com algo escrito. Não tive tempo de ler, pois um exército de galinhas começou a me enfrentar. Eu estava cercada por galinhas, isso chegava a ser engraçado.

– Vai por ali – Percy apontou e eu tentei passar por uma lateral vazia, mas outras galinhas vieram.

– Não dá!

Percy veio para perto e avançou sobre outro ninho e pegou um ovo. Ele saiu correndo e as galinhas foram atrás dele, cacarejando alto.

– Vai. – ele disse, enquanto era cercado por mães ferozes.

– Joga para mim – eu corri até perto dele e estendi as mãos.

Percy me encarou, mas assentiu e jogou o ovo para mim. Peguei-o e as galinhas vieram para mim.

– Joga! – ele disse estendendo as mãos, sorrindo.

Joguei para ele, que pegou no ar, sem quebrar o ovo. Comecei a rir. Estávamos brincando de bobinho com um bando de galinhas raivosas. Aquilo era tão bobo, mas tão... Divertido!

– Joga! – eu disse esperando que ele jogasse fraco, mas ele jogou forte e bateu na minha barriga.

O ovo explodiu e a gema tingiu minha camiseta.

– Jackson! – eu rosnei e corri até outro ninho.

Peguei outro ovo e joguei rapidamente. Acertei exatamente onde queria: na cabeça dele. O ovo escorreu pelo cabelo, pelo nariz e pelas bochechas de Percy. Tive uma crise de risos incontrolável. Ri tanto que a minha barriga quase explodiu.

– Ah é? – ele disse sorrindo maliciosamente.

Percy correu para o outro lado dos ninhos e pegou um ovo. Corri na direção oposta, mas senti algo quebrando e escorrendo pelas minhas costas.

– Seu idiota! – eu disse rindo e joguei dois ovos em Percy com muita força.

Um ele desviou, e o outro acertou seu peito. Ele jogou outro em mim, que acertou o meu cabelo. Joguei outro que acertou seu braço.

A guerra de ovos não durou muito mais. As galinhas nos cercaram e começaram a bicar nossos pés e nossas pernas.

Olhei ao redor e vi que estava perto da porta da grade. Corri e abri a porta. Percy veio logo em seguida, mas duas galinhas escaparam antes que eu fechasse.

– Pega! – gritei e saí correndo atrás de uma, que já estava longe.

Não sei se você sabe, mas caçar galinha é uma tarefa difícil. Quando eu estava chegando perto dela, ela batia as asas, como se ligasse um turbo e se distanciava de mim. Percy estava na mesma situação. Corremos, pulamos, e o placar estava 25 para as galinhas e zero para nós.

Em um momento, enquanto corríamos para pegar as galinhas, elas começaram a ir uma na direção da outra. Eu e ele poderíamos encurralá-las.

– No três. – eu disse.

– Um... – ele começou a correr rápido atrás da galinha dele, em minha direção.

– Dois – eu corri atrás da minha galinha em direção a ele.

– Três! – ele disse e pulamos em cima das galinhas.

Caí no chão a centímetros do rosto de Percy. Ele sorria e quando olhou para mim eu também sorri. Consegui pegar a minha e ele pegou a dele. Levantamos sem fôlego, porém rindo e segurando as galinhas que se debatiam em nossos braços. Abri a porta da grade e as colocamos dentro. Fechamos a porta e nos encaramos.

Antes que qualquer um dissesse alguma coisa, caímos na gargalhada novamente. Estavamos nojentos: sujos de ovo, terrra e suor.

– Empate? – ele estendeu as mãos rindo.

– Empate. – eu sorri e fechei a minha mão na dele.

Notas finais
Será mesmo que eles estão empatados? O que vocês acham? E o que vai acontecer? Comentem :D