Acampamento Das Aberrações
6 Uma Doce Conjuradora das Trevas
Notas iniciais
Então... Espero que gostem!
/Carol
POV. Carollyn Black (Anteriormente conhecida como Harley Black)
Tem coisas que só um palavrão pode descrever, tal como uma ruiva irritante estragar seus planos para fuçar a vida dela. Então...
DREW QUE PARIU, HELLTHORNE!
Não entendo porque ela estragou o meu encontro com o idiota do amigo dela! As pessoas estão aí para serem usadas! E se eu quiser usar aquele garoto para descobrir todos os segredos sujos dela, eu vou usar!
E bem, acho que agora estamos quites. Eu sei que Hellthorne realmente é um E.T. e ela sabe que eu sou uma Conjuradora (ela teve a capacidade de confundir bruxa com Conjuradora! É uma parva mesmo!).
E lá estava eu, dormindo como um anjo que sou, quando a porta do meu chalé é espancada repetidas vezes. Resmungando, coloquei um roupão e abri a porta. Era aquela ruiva.
- O que você quer? – perguntei mal humorada.
- Desculpe interromper seu sono, majestade – disse Hellthorne – Mas quero impedir que você seja expulsa do acampamento.
Franzi a testa.
- Te explico se me deixar entrar – disse ela.
Contra minha vontade, abri espaço para que ela entrasse no chalé.
- Você sabe que horas são? – perguntei, pouco me lixando se iríamos acordar Lou – São três horas da manhã!
- E Zeus quer te matar, legal não? – remendou Sammy.
- Por quê? – perguntei – Eu não fiz nenhuma maldade!... Ainda.
- Ele disse que tolerou a mim e á ele – apontou para Lou – Mas não ia tolerar você.
- Como assim tolerou o Lou? Ele não é nada especial! – exclamei. Fui até a cama dele e sacudiu-o – LOU ELLEN, ACORDA CRIATURA!
Lou abriu os olhos preguiçosamente.
- O que foi? – resmungou.
Olhei no fundo dos olhos dele e ordenei que ele nos dissesse o que realmente era. Lou sentou-se obedientemente na cama e recitou:
- Eu sou um filho de Hécate e um Conjurador Ilusionista da Luz. Fui invocado no meu décimo sexto aniversário, cinco meses atrás.
... Oi?
- Você é um Ilusionista da Luz? – perguntei.
Lou sacudiu a cabeça e me encarou.
- E você é uma Sirena das Trevas! – exclamou ficando de pé – Soube no momento em que pus os olhos em você!
- Pelo menos eu não sou um viadinho fresco da Luz – desdenhei. Fiz uma voz fina ao imitá-lo – Olhem só para mim, eu sou um Conjurador da Luz. Paz e amor. Os mortais são legais, temos que respeitá-los e amá-los e blá blá blá!
E Lou fez uma voz patética ao tentar me imitar.
- Olhem para mim, pessoal, eu sou perfeita e todos têm que admitir isso – imitou ele – Sou uma Sirena sexy. Todos querem meu corpo nu! São tão sexy, mas as pessoas não sabem que eu ainda sou uma virgem donzela sensível e delicada!
- Vai tomar no cu! – mandei.
- Se a briga de família já acabou – interrompeu Sammy – Temos um problema para responder. Zeus quer lhe expulsar do acampamento por que acredita que você é perigosa.
- Vejam, o Senhor dos Raios é esperto – dei um sorrisinho.
- Temos que provar á ele que você é inofensiva – disse Sammy.
Lou e eu nos entreolhamos e caímos na gargalhada. Oh, mortais. Tão ingênuos! Até mesmo um fresquinho da Luz como o Lou sabe que eu nunca vou ser inofensiva. Nem se eu tentar, na verdade. Quando você é invocado para as Trevas, suas ações são sempre voltadas para o mal.
- Primeiro passo – disse Sammy – Eu vou vir aqui amanhã de manhã, antes de a corneta soar.
- Para que? – perguntei.
- Você vai ver.
* * *
POV. Lou Ellen
Aquela visão era tão estranha que eu mal acreditava nos meus olhos, e olha que como morador da cidade de Las Vegas, eu já vi muita coisa estranha.
Carollyn Black, a minha irmã Conjuradora das Trevas, vestida de forma... Bonitinha.
- Pronto – disse Sammy sorrindo – Você parece tão inofensiva quanto um gatinho felpudo!
O olhar que Carollyn lançou a Sammy tinha tanto ódio que nem um quilo daquela maquiagem rosada podia esconder.
- Fantástico, espero que Zeus partilhe de sua opinião – a Sirena deu um sorriso amigável, mas seus olhos não a acompanharam.
- Hoje você vai agir como uma garota doce e sensível, sim? – perguntou Sammy – Sem manipular ninguém, nem explodir coisas. Você vai mudar.
O sorriso amigável mudou para um sorriso desagradável nos lábios cor de cereja.
- Oh, Samantha – disse Carollyn – “As pessoas não mudam, só enganam a si mesmas e as pessoas ao seu redor” – Coringa.
- Você jura que não vai controlar ninguém nem vai fazer nenhum mal? – perguntou Sammy.
Carol deu um sorriso sincero.
- Juro.
Sammy sorriu e a puxou para fora do chalé.
POV. Carollyn Black
Sabe aquela relação amigável que poderia existir entre Sammy e eu? Então... Ela foi ralo a baixo junto com o meu delineador preto e meu batom cor de sangue.
A ruiva me deixou no Refeitório e foi para sua mesa, todos me encararam. As vadias começaram a murmurar entre si. Aquele filho de Atena idiota (qual o nome dele? Barnabé? Bill? É alguma coisa com B) veio correndo até mim.
- Oi, Carollyn! – ele disse todo derretido – Desculpe ir embora do nosso encontro, mas a chuva...
- Ah, sim, eu entendo – sorri.
- Adorei seu novo visual – sorriu ele ao me olhar dos pés a cabeça – Está maravilhosa.
Sempre estou, otário.
- Obrigada, querido – meus lábios já doíam com a falsidade daquele sorriso.
Então, eu decidi que era a hora para dar o golpe final de uma Sirena. O Beijo. Era aquele beijo que fazia a pessoa derreter-se totalmente por você e que te dava total controle sobre ela, seja qual for a situação.
Aproximei-me do garoto que eu ainda não tinha recordado o nome, inclinei-me e dei-lhe um beijo demorado. Pude ouvi-lo ofegar quando meus lábios encostaram nos dele. Ele passou as mãos pela minha cintura e me puxou ainda mais para ele.
Separei-me dele e dei um sorriso brilhante. Lembrei o nome dele!
- Te vejo mais tarde, Ben – sorri dando-lhe um último selinho.
Caminhei até a mesa do Chalé 20, sentei-me e comecei a tomar meu café. Lou soltou um riso baixo.
- O Beijo, hã? – perguntou – O pobre garoto não merece isso. E você não tinha jurado que não ia controlar as pessoas nem fazer nenhuma maldade?
Não pude evitar sorrir, esse um sorriso maldoso verdadeiro. É como eu sempre digo: Mais vale um sorriso maldoso verdadeiro do que dois sinceros falsos.
- Oh, isso só será ruim se Zeus descobrir – disse – E além do mais, Hellthorne já deveria saber: Nunca se deve confiar na palavra de uma Sirena.
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