Academia Real ~ Admissão

3 Sanduíches e convites ~


Notas iniciais
❥ Primeiramente fora bruxos! Segundo, muito obrigada por vim até aqui. Gostaria de pedir um pouco de paciência a ação começa mesmo no quinto capítulo que já esta escrito, mas eu gostaria de criar uma regularidade postando toda segunda e quarta. Lembrem-se que eles só tem 14 anos. Sério! Se você gosta, comenta Se não gostar, comenta por favor Se desistiu de ler, comenta também. Se tiver alguma duvida, comenta :P

No dia seguinte, acordei às onze e meia ainda um pouco sonolenta. "Poxa! Perdi o café da manhã", levantei correndo e tomei um banho rápido. Dei uma olhada no quarto Louranne, Salém e a outra garota estavam dormindo.

Me vesti rapidamente, soltei cabelo e sai praticamente voando sem me importar muito com maquiagem. Acabaria me atrasado, entrei no elevador e apertei o botão “telhado”, quando a porta abriu mais um quebra nozes:

— Desculpe, há uma pessoa me esperando.

Falei tentando passar.

— Nome? – O porteiro me indagou

— Da pessoa ou o meu?

— O seu, senhorita.

— Aah... – Me sentindo uma boba. – Desculpe, Suzanne Brocane.

— Pode entrar. É a mesa do canto

— Desculpe.

Falei com uma breve reverência. Quando eu cheguei, ele estava com a mão na cabeça com os cabelos para trás olhando a paisagem.

— Desculpe a demora, acordei tarde.

— Você está linda!

Falou me ignorando, levantando-se para puxar a cadeira para mim.

— Você também está... – a resposta saiu mais rápido do que eu esperava dei uma risada nervosa e tentei disfarçar – ótimo, foi o quis dizer.

Ele olhou para mim e se aproximando de modo que me deixou um pouco constrangida

— O que vamos comer?

Me perguntou.

— Sei lá, não gosto muito de almoçar .

— Eu também não gosto. Que tal sanduíches?

— Uma ótima idéia!

Bem, o jardim suspenso é simplesmente lindo, têm os mais variados tipos de plantas e flores de lá, se tinha uma das mais lindas paisagens.

— Qual sabor você quer?

— Adoro queijo, pede qualquer um com queijo e suco de acerola pra mim.

Ele chamou o garçom, gnomo, e pediu dois sanduíches e dois sucos de acerola. Estávamos conversando sobre arma nossa, como ele se interessou nesse assunto! Estava me dizendo que eu poderia usar uma espada do chaos, aquela com correntes...

— Poderia adaptar as adagas.

— Acho que não...

Me respondeu olhando para as nuvens

— Assim, não para luta direta, mas como arma adicional.

— Bem, sendo assim você tem a permissão do príncipe.

Me falou sorrindo com aqueles lindos olhos lilás

— Sim majestade

Eu falei brincando, foi então que os nossos sanduíches chegaram. Almoçamos, comentando sobre a festa de ontem e as coisas básicas de quem ficou com quem, o que aconteceu longe dos nossos olhares que virou notícia, ignorando o fato, é claro, de que viramos notícia, só que...

— E então majestade?

Uma voz que veio bem de trás de mim. E como sempre, nessas ocasiões, nunca tenho a oportunidade de vê-los chegando.

— “E então majestade” digo eu, você está mais perto do que eu, maninho. – praticamente dei uma de coruja virando o pescoço para ver que era o príncipe herdeiro, ele conjurou uma cadeira e sentou na nossa mesa. Arrumei um pouco meu cabelo e o olhei curiosa.

— Bem... Você não vai me apresentar a sua amiga?

Eu sorri divertida com isso, não era necessário.

— Desculpe-me os dois, esta é a Suzanne Brocane. Suzanne este é o meu irmão Antônio.

— Olá majestade.

Antônio era tão bonito quanto Atlas, só que completamente diferente, assemelhava-se à mãe e com o cabelo escuro do pai, pele queimada de sol. O cabelo era curto e ele parecia um artista mexicano.

— Sim, Atlas e a partida de tênis que você me deixou esperando? – falou pegando um guardanapo da mesa – Já são uma e meia o compromisso era há meia hora.

Atlas ficou bem surpreso, e imediatamente começou a rir e segurando o riso falou com uma cara engraçada.

— Serio? Que horas são?

Ele deu um sorriso de canto de boca, me limitei a comer e a ouvir a conversa.

— Agora? deixa eu ver aqui – falou erguendo o braço onde estava seu relógio e falou de forma sarcástica – Pelo posicionamento do sol... São UMA E QUARENTA E CINCO!

Antônio falou quase gritando, só que, de uma forma divertida. Eu muito sem jeito, pois, mais uma vez Atlas tinha levado uma bronca por minha causa.

— Com Vossa licença majestades.

Falei me levantando.

— Que licença nenhuma, a mocinha vai ficar aqui!

Ele me segurou pelo braço eu olhei assustada para Atlas que me respondeu com uma das mãos no queixo e sorrindo piscou de leve.

— Então… – soltei meu braço delicadamente – está bem.

Voltei a sentar.

— Atlas a sua namorada é muito bonita – uma voz feminina veio por trás de mim, de novo esse povo atinge meu ponto cego.

— Não estamos namorando!

Falamos juntos.

— Não parece.

A garota que tinha acabado de chegar beijou o rosto de Antônio e de Atlas.

— Pare com isso Betina, desse jeito vai assustar a Suzanne.

— Não se preocupe, como eu disse, já estava indo.

Tentei sair novamente sendo impedida por uma energia que estava na atmosfera.

— Indo onde? Você não vai a lugar nenhum. Irá ficar conosco.

— Boa idéia Antônio, ela me parece ser uma lady, portanto por que não nos acompanhar?

Betina acompanhando a idéia bizarra de Antônio.

— Amanhã temos os testes não é Atlas?

Ele estava afônico, acredito eu que com todo o constrangimento que o irmão e a prima dele estavam fazendo passar.

Betina tinha cabelos pretos e ondulados, tinha uma pele branca levemente bronzeada, os olhos lilás dela fazia jus a sua descendência, uma vez que era prima de Atlas e Antônio, os seus traços faziam dela uma das pessoas mais bonitas do reino.

— É verdade, amanhã temos a prova de conhecimentos gerais.

Falou meio atordoado, eu interrompi o salvando de ter que dar explicações afinal, as provas eram surpresa.

— Bem.. ainda dá tempo de a gente jogar tênis?

— Acho que não – falou Betina – mas podemos ir ao lago, que tal?

— Eu acho ótimo, desde que todos apareçam – falou Antônio dando olhares ameaçadores á Atlas – Não é Atlas?

— E... será ótimo! Vamos Suzanne

Se levantando e me puxando para o elevador. Olhei para trás e vi Antônio e Betina rindo e acenando para nós. Acenei de volta.

— O que foi?

Eu o perguntei

— Nada. E uma Besteira que minha mãe ta pegando no meu pé... E que ela perguntou se já tinha montado a minha guarda. – Ele parecia ter puxado esse assunto apenas para desviar do constrangimento que ambos tínhamos passado – bem… e... – Ele estava realmente ficando vermelho, o que me assustou um pouco. -- Eu queria que você fosse um dos primeiros a receber o convite.

Brigada, mas você não tem a guarda Real?

— Não, ela é só para o príncipe herdeiro, ele pode me ceder, mas eu tenho que contar com todas as hipóteses não é?

— Claro que sim, só que. Eu nem sei ainda se tenho chances de passar. E depois temos que treinar e...

Chegamos ao andar, ele estava tão perto de novo que eu pude sentir o quentinho da sua respiração. A porta abriu bem a tempo e eu me afastei dessa vez.

— Bem eu vou me trocar você vai me buscar? No quarto?

Falei nervosa e rapidamente.

— Claro, 103 não é?

— Como você sabe? – eu falei enquanto ele andava atrás de mim – Você virando uma espécie de maníaco?

— Não. – ele ruborizou de novo – Minha mãe pediu que eu fosse atrás de você ontem à noite para garantir que estaria tudo bem.

Foi então que eu me lembrei da carta, não tinha lido. Já estávamos na porta do meu quarto bem ao lado do querubim de mármore.

— Está tudo bem – sorri – eu vou me trocar.

Antes mesmo que pudesse tocar na porta a mesma abriu.

Oie— eu acho que essa é a Louranne, super loira, super sorridente, super Miss Simpatia – Tudo bom, Majestade?

Aquilo me surpreendeu ela estava fazendo uma enorme reverência,a ponto de cogitar que ela bateria a cabeça no chão.

— Tudo.

Atlas falou tão assustado quanto eu levantando cordialmente o rosto dela. Ela, por sua vez falou beijando a sua mão.

— Que prazer vê-lo.

Como vocês já sabem, acho nojento beijo em mãos...

— Bem Atlas, eu vou trocar de roupa você me espera?

— Sim, não demore.

Acompanhado de um olhar: “por favor, não suporto gente assim!”

— Claro!

Acompanhado de um olhar: “nem eu, se ferrou majestade”

Enquanto Atlas lidava com a Super Miss Louranne, peguei o meu biquíni e fui ao banheiro me arrumar. Depois de pronta saí rapidamente do quarto puxando Atlas pelo o braço e ela ficou olhando de longe, me amaldiçoando. Pude ouvir a porta bater ao longe.

Quando saímos eram umas duas e meia, ele pegou um carrinho em um pequeno estacionamento perto de uma saída lateral fomos à caminho do lago. Ele estava dirigindo e me perguntou:

— Por que você não usou algum feitiço para trocar de roupa?

— Por que geralmente, quando eu faço esse tipo de feitiços sempre esqueço alguma peça.

Ele riu de mim.

— Iria ser bem divertido, pegue isso.

Ele me deu alguma coisa parecida com um fone de ouvido sem fio.

— Escute, estão falando de nós.

— Estão mesmo, estão falando que você dirige muito mal.

— Serio?

Ele falou em um tom sério.

— Lógico que não, estão falando que passamos muito tempo juntos. Estão achando que estamos namorando ou ficando.

— Você não parece detestar a idéia.

— E você, que nem nos defendeu hoje no almoço.

— Não disse que achava a idéia ruim.

Ele falou, os seus cabelos estavam agitados com o vento e ele estava sorrindo… Ah… aquele sorriso encantador. Amoleci.

— Também não falou nada.

Acho que fiz uma cara de decepção, pois ele parou o carro olhando para mim com cara de interrogação.

— Você queria que eu falasse… OLHA A BOLAAA!!

Notas finais
❥ Assim... essa primeira parte é bem importante, pois eu realmente quero criar uma atmosfera divertida, tranquila. E assim que uma corte normalmente é. Principalmente em tempos de festas. Prometo que tudo será explicado. Até quarta o/