Academia Real ~ Admissão

4 Chás, rainha e gato ~


Notas iniciais
❥ Oie, como vai esse meio de semana, pois é, posso dizer que estou animada, apesar da falta de comentários. . ❥ Espero que gostem.

Um impacto ao pé do ouvido, e “zuuuum” realmente acho que essas coisas que vem pelo meu ponto cego me perseguem ou talvez, eu seja invisível.

Foram dois garotos jogando ou rúgbi ou basebol. Alguma coisa que joga bolas. Estava tão tonta que só um chá horroroso de Unha de Dragão ajudou. Coisas com mãos também me perseguem, poxa! Unha de Dragão é nojento!

Quando dei por mim estava na enfermaria, Salém estava me olhando e lá fora uma confusão dos diabos.

— Ela acordou!

Salém gritou, o seu grito parecia fazer o barulho de dezenas de vuvuzelas em meus ouvidos.

— Salém, menos! Minha cabeça vai explodir desse jeito.

— Me desculpe – ele me olhou docemente e sarcasticamente ele gritou – CALA A BOCA AÍ!

Aquele grito ecoou na minha mente, mas pude ver um ar de satisfação em seu semblante.

— Obrigada, Salém, tenho uma eterna devoção por ti.

Falei apertando as minhas têmporas.

— De nada Suzan, estais melhor?

Suzan? Quem lhe deu permissão para me por apelidos? Resolvi ignorar e perguntei:

— O que foi que aconteceu? – foi nessa parte que ele me explicou tudo, até o que o Antônio, Betina e Atlas estavam fazendo lá fora junto aos garotos que estavam jogando bola. A Rainha Romena chegou e quando viu o galo enorme na minha cabeça, usando de todo o seu senso de humor.

— Meu Deus ela está desenvolvendo um espaço extra para o cérebro.

— Ou uma segunda cabeça

Salém completou. Hoje ele realmente estava cômico.

— Engraçado.

Falei indignada.

— Vamos dar um jeito nisso não podemos ter uma competidora com uma coisa dessas na cabeça, não é? – Minha mente estava em euforia. A presença da rainha em pessoa era completamente desnecessária – Spikei— Senti uma leve ardência, que passou rapidinho – Bem mais bonita.

— Obrigada Majestade – ainda estava um pouco tonta, não sabia se era pelo fato de ter tomado chá de unhas de um Dragão que eu nunca tinha visto em minha vida. – eu quero vomitar.

Apareceu em minha frente um pequeno balde onde despejei todo aquele líquido amarelo.

Ixi! Unha de Dragão – Falou a Rainha Romena com um asco evidente – Também me dá isso. Eca, que nojo!

— Isso por que a senhora não tomou, não é? – normalmente eu me controlaria, mas eu estava tão tonta que saiu sem querer.

— O que?

Saiu como uma tapa. Parecia que ela iria me dar um golpe de karatê, e eu iria sair voando pela a janela. Eu tinha duas opções: rir ou pedir desculpas. Escolhi a primeira.

— Isso por que… a senhora não tomou. – Falei disfarçando – É muito ruim... A gente nem sabe o que o Dragão andou fazendo antes de cortarem as unhas dele...

— Isso é verdade, por isso eu evito sofrer traumatismos cranianos – ela falou rindo de forma ácida – ninguém quer que você morra de aneurisma cerebral não é?

A Rainha saiu do recinto, foi nesse momento em que pensei em várias coisas. Eu poderia ter sido banida, enforcada ou esquartejada e meus restos poderiam ter sido distribuídos pelo reino para servir de exemplo. Eu realmente renasci.

— Quase.

Deixei o pensamento escapar pelos meus lábios.

— Quase mesmo!

Falou Salém se divertindo com toda essa história.

Pouco tempo depois a Rainha voltou com todos, muitas perguntas, muitas respostas Betina, Atlas, Antônio, Louranne e Salém entraram para falar comigo. Depois de dada a resenha a Rainha Romena falou:

— Bem... você precisa descansar, e alguém deve ficar com você esta noite – Sempre enquanto ela falava tinha a sensação de que ela estava flutuando, contudo enquanto ela falava gesticulando como a Rainha Branca do país das maravilhas Atlas ficava mais triste a cada segundo, se achando culpado por toda situação – infelizmente não poderá ser o Atlas por que ele, assim como você, irá fazer o teste amanhã, às dez da manhã. Mas você pode escolher qualquer um de nós para te fazer companhia.

Qualquer um? Olhei ao redor e a primeira pessoa/coisa que eu vi foi o Salém não tinha me passado pela cabeça nenhuma outra pessoa, além disso ele parecia ser divertido.

— Posso escolher o Salém?

O gato olhou para mim com um olhar felino vingador, enquanto todos pareciam estar assustados com a minha escolha.

— Pode sim... e se Salém concordar, terá uma semana, ou que tal… – Falou apertando as mãos como se bolasse um plano – um mês de Habeas corpus?

Salém abriu seus olhos como se estivesse tendo uma taquicardia, com seus olhos amarelos bem abertos falou:

— Serio? Um dia por um mês? Um mês sem pelos, lambidas, miados, bola de pelos e ração para gatos?

— E… se você se comportar... Poderá haver uma redução permanente em sua pena.

Um sorriso pareceu escapar de seus lábios reais, ao tempo que Salém tinha um ataque andando em círculos pela sala.

— Se eu soubesse que era só fazer isso teria o feito séculos antes!

— Não é assim Salém! – a Rainha falou em tom de bronca – É a consciência de que ajudando aos outros estamos nos ajudando a construir um lugar melhor.

E, eu acho que Salém pensou assim: “Que mané melhor nenhum! Eu quero que explodam! Hahahahah”, ele tinha uma cara de incendiário. Salém adotou sua postura de “cuidador” :

— Está bem, vamos ajudando logo! Todo mundo saindo, que ela precisa descansar.

—Você não vai querer mãos e pés?

Falou a Rainha

— Mas é Claro!

O gato respondeu se dirigindo ao centro da sala. Com um movimento de ambas as mãos ela pronunciou um feitiço.

Habeas Corpus.

Salém foi envolvido por um pó cintilante, aquele gato negro e peludo se transformou em um garoto que aparentava ter 17 anos, barbicha para se fazer, cabelos negros, lisos e longos e todo de preto. Deduzi que provavelmente aquela era a roupa da prisão.

Não se engane, tanta beleza esconde uma rebeldia. Passamos a noite conversando, Salém foi preso por explodir um museu em Paris para pegar uma pedra mágica. Foi preso alegando que a pedra pertencia a ele, mas na realidade ele odiara fazer trabalhos da escola e resolveu explodir o museu para se livrar dos trabalhos. Disse a ele que fugir da escola era mais fácil e ele me disse, na mesma noite, que nessa escola não, uma vez dentro só se sai dela formado.

— As Escolas e Academias Reais não aceitam fracassos, então ela mesma te corrompe e você se forma ou em magia branca ou negra.

Quando eu já estava adormecendo senti Salém arrumar as minhas cobertas, e fazer carinho em meus cabelos.

No dia seguinte acordei em minha cama, Salém tinha me trazido o café da manhã e estava ao pé da cama, me olhando.- Que horas são?

— São... – ele olhou no relógio da parede – Sete e vinte e cinco. Ainda está muito cedo. – olhei pela a janela bem no momento em que alguém estava atravessando um portal das pontes. E falei

— Nem tanto, como foi a sua noite?

— Foi boa, tirando o fato que você fala dormindo.

— Serio? – falei assustada.

— Não. – ele sorriu – Estou brincando, olhe o que eu trouxe para você comer.

Era uma bandeja generosa com pão, laticínios e mel. Havia uma tigela cheia de frutas e um copo com suco.

— Obrigada Salém – falei me arrumando na cama, quando ele colocou a bandeja no meu colo e me arrumou na cama para que eu pudesse comer sem me sujar.

— Obrigado a você, fazia muito tempo que eu não podia tocar nas coisas, e ver colorido e principalmente... – foi então que Louranne puxou a minha cortina.

— Bom dia! – Ela pareceu assustada com a aparência de Salém de forma que falou o encarando – Salém... Que gato você está, é... Quis dizer... que lindo você está.

Salém estava com o cabelo preso em tentativa de rabo de cavalo, pois o cabelo dele era muito liso e as presilhas e elásticos escorregaram pelo cabelo. Ele tirou o cabelo do rosto.

— Obrigado Louranne.

— Vai ficar assim por quanto tempo?

— Um mês.

— Só para ser enfermeiro? Se fosse para mim, nem em humano ele tinha se transformado. – Pensei abismada “Com toda essa inveja você só vai ganhar uma bela coloração verde Louranne”.

— E você – Ela pensou “sua biscatezinha, ladra de bons partidos e de animais de estimação”. Mentira, eu não sei! – Como está?

— Minha cabeça dói um pouco, mas vai dar para fazer o teste numa boa.

— Serio? Que bom.

Pareceu desanimada com a minha rápida recuperação. Ela saiu com ares de quem trama algo. Falei sussurrando para Salém

— Nossa, como você aguenta tudo isso?

— Eu não sei... Com o tempo você se acostuma.

Eu lembrei da carta da minha avó, a qual, ainda não havia lido, peguei-a da gaveta e a li em silêncio.

“...Espero que você dê passos gloriosos e não se esqueça de pegar o tesouro, sua pentelha imprestável. Que você tire o nome da nossa família da lama!”

“PS: Nunca mais deixe isso sozinho.”

Dentro do envelope estava a carta da minha mãe. Olhei para Salém e vi o porquê da minha mãe ter fugido com um ladrão. Ele, o meu pai, não era um ladrão se ele tiver sido pego agora ele era um gato, aqueles pensamentos estavam me deixando confusa e um pouco atordoada. Salém estava lendo algo e eu tive que perguntar:

— Salém você não me parece tão velho.

Salém me olhou com um olhar de desaprovação, mas logo me deu um sorriso maroto.

— Não se envelhece tão rápido quando se tem uma Pedra Filosofal não é?

Aquilo me pegou de surpresa.

— Eu não acredito! Você roubou uma Pedra Filosofal?

— Eu não roubei! Só um pequeno fragmento dela foi absorvido pelo meu corpo quando me atacaram.

— Então, você tentou roubar?

— Não, eu só queria olhar mais perto, botar ela no meu bolso e carregar no meu pescoço por alguns séculos, que tal?

Ele falou com sarcasmo e eu o respondi com um olhar furioso.

— Não seja rude! Mas, na real, qual é a sua idade?

Salém me encarou como se tivesse se divertindo.

— Não sei, acho que tenho 37 – deve ser a idade que a minha mãe tem hoje – não sei, perdi as contas.

Perdi a coragem de perguntar sobre a minha mãe ao Salém, acho que ele nem percebeu.

— Vem cá garota! – falou ele levantando-se de onde estava, eu estremeci – Você não tem um teste? – ele falou vindo em minha direção.

— Que horas são? – perguntei o observando

— Umas oito e meia, não é melhor você ir tomar um banho e trocar de roupa?

— É bom, né...

Ele me olhou desconfiado, parado bem ao meu lado, retirou a bandeja do meu colo.

— Vai querer um banho de língua, é?

— Eca, Salém! – falei me cobrindo, então ele começou a fazer-me cócegas –Pare Salém!

— Você vai tomar um banho já! – Ele falou, me puxando da cama, porém eu me agarrei à cama foi ai que.

Vinguardium Leviossa — Ele tinha conjurado um feitiço, eu estava flutuando! Eu estava de camisola! Foi então que ele se tocou que eu estava flutuando e interrompeu o feitiço me deixando cair de bunda ao ar e cara enterrada no colchão.

— Não acredito que você fez isso! – falei furiosa enquanto eu me recompunha, ele me olhava incrédulo.

— Eu também não acredito, me desculpe, não... Eu não achei que iria funcionar. Só o fiz para te assustar.

Ele estava se desculpando, muito sem graça, mas eu ainda estava irritada. Tô nem aí, ele que faça experiências com outros.

— Tudo bem Salém, eu vou tomar banho! Certo?

Entrei no banheiro. Furiosa. Liguei o chuveiro me despi antes e me joguei de cabeça na água. E deixei ela esfriar. Secando o cabelo percebi que havia pegado muito pesado com Salém. Me vesti bem rápido e quando saí do quarto, Salém estava na janela, olhando para alguma coisa no jardim.

— Salém, me desculpe, eu fui muito rude com você. Tá! Você foi um estúpido, mas não foi sua culpa, eu fui mais.

Salém continuava a olhar pela janela, parecendo não ter ouvido uma só palavra que eu havia dito.

— Salém? Você está aí?

— Cale a boca. – ele me falou muito concentrado no que estava acontecendo lá fora.

— Não seja idiota! -- Falei indo em direção a janela a fim de tentar ver em que ele estava tão interessado – O que é que você tanto olha?

— Olhe – era um pombo, mas não era um pombo comum, pude observar que Salém sabia a diferença de um animal falante dos animais comuns, principalmente por ter uma pessoa estranha falando com ele, parecia um punk.

— Deixe de ser fofoqueiro! Vamos dar um volta – falei puxando-o

—- Deixe de ser idiota – ele falou com tom caricato me irritando e me puxando para a janela, tocou em meu ouvido e falando um feitiço o qual eu nunca tinha ouvido falar antes — Entrevolus.

Pude ouvir o que o pombo e o punk falavam. Eles estavam falando sobre conseguir as respostas do teste de hoje e como o mesmo seria. Fiquei abismada da maneira de como essas pessoas poderiam ser idiotas, fiquei ainda mais abismada quando Salém disse que iria estragar a festa deles só por divertimento eu me limitei a dizê-lo como ele era estraga prazeres:

— Deixa eles, se eles são burros é outra coisa, até parece que alguém não vai descobrir.

— A gente descobriu e é por isso que eu vou denunciar e depois quem sabe eu até possa ganhar dias a mais de Habeas Corpus.

— Tá que você ficou gatinho com o seu corpo e tal, mas não se empolgue. Vai acabar com a fama de dedo-duro e dedo-duro morre cedo, e com o dedo quebrado.

— Sim! Está bem, poetisa fajuda eu tenho quase quarenta anos, tenho que ter atitudes de senhor de quarenta anos.

Ele falou muito sarcástico, falei coçando a cabeça.

— Sim, senhor de quarenta anos, você sabe quantos anos tem aquela pomba por um acaso? E se ela tiver “amigos”? Como você fica?

Aposto que ele pensou “fico Perdido”, mas ele falou, apertando as minhas bochechas de forma que eu fizesse um bico:

— E um risco ao qual se tem que correr, né?

Chei não chalém— foi tudo que eu consegui dizer com ele apertando as minhas bochechas daquela maneira.

— Ficaste tão bonitinha... – ele me deu um selinho e saiu quase que saltitando. Depois que ele saiu por aquela porta eu me toquei! ELE ME BEIJOU! Que descarado! E nem me disse nada. Que idiota! Eu tinha me desculpado e ele nem me deu bola. Fiquei totalmente sem reação.

Notas finais
❥ Eu realmente não sei se seria possível juntar esses cinco primeiros capítulos e reduzi-los em 3. Eu estou pensando seriamente no assunto. Pfv dê sua opinião ;D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.