Academia Imperial (Fic Interativa)
6 A rainha dos amantes
Notas iniciais
Consulte as notas finais para saber o significado das palavras marcadas com *
França e Prússia juntos eram uma hiperpotencia que fazia todas as demais nações tremerem. A Águia dourada com seu tamanho, tecnologia e poderio bélico combinado a bravura, recursos e ferocidade da águia negra os tornavam senhores da Europa. Ásia e África.
Na Prússia a boa porem insegura rainha Monika I reina, mas não governa, o poder repousa nas mãos do marido Napoleão I da França cujo titulo era tão grande quantos suas terras “Sua majestade Imperial, Napoleão I, pela graça da constituição e pela vontade do povo, Imperador da França, Príncipe da Espanha, Suécia e Áustria, protetor da confederação do Reno, senhor colonial da Índia, Canadá, Argélia, Egito, Senegal e demais áfrica, Pai de sua majestade o Rei da Itália, conquistador de Londres, Moscou, Viena, Copenhague, Lisboa, Istambul e Atenas, comandante supremo da Grande Armée e agora Rei da Prússia”
Ele exercita o poder na forma o leal e sábio Marechal Otto que usava contente os títulos de “Primeiro Ministro e duque de Brandemburgo” embora o titulo de “Governador Geral” fosse mais adequado uma vez que a nação na pratica não tinha independência.
Berlim, Palácio Real, Prússia, 29 de agosto de 1821
A Princesa Ania Natasha Holsen Bonaparte ou apenas Princesa Natasha era a primeira na linha de sucessão ao trono Prussiano, porem o apelido de “Rainha dos amantes” fazia que fosse mau vista pelo senado Imperial, onde uma esmagadora maioria queria ver Jean governando tudo, ela sabia disso e em parte não deixava de concordar, o mais novo era um grande conquistador e político, amigo de senadores e sobrinho favorito de reis, enquanto ela não podia fazer mais que exibir os fartos seios e balançar a bunda, mas mesmo assim ELA era a mais velha! A Prússia era SUA”
Ania caminhava com o marido Heins pelos corredores do luxuoso Palácio Rela de Berlim, na decoração o que mais se destacava era o uso soberbo de prata e platina. Diferente dos palácios franceses criados para o calor e dias de sol os palácio Prussianos com grossas paredes, espessos tapetes polacos e grandes lareiras eram ideais para o frio Germanico.
A princesa era uma mulher de 16 anos extremamente atraentes, com longos e ondulados cabelos loiros, olhos cinzas, grandes e lindos seios que poderiam dar muito leite a um futuro príncipe, a cintura era afinada por inúmeros corpetes e espartilhos e os pés eram delicados. Usava um vestido branco de seda com lacinhos pretos.
Caminhava de braços dados com o marido com quem nunca quis se casar, embora fosse nobre e bonito.
–O que Otto que com você? – perguntou o homem severamente olhando para a loira que deu um sorrisinho e se abanou de leve com seu leque das mesmas cores que seu vestido.
–Ele é o primeiro ministro, talvez queira me elogiar por ser a melhor princesa de todos os tempos! – declarou ela em um tom arrogante, mesmo se achando a melhor os mais velhos ocasionalmente insinuavam que ela era a encarnação de sua avó conhecida nos tempos de hoje como ‘Filha do mal”.
–Você devia ser menos arrogante, alteza!
–Você devia ser mais homem, marido” mas não tem problemas um filho com você seria um saco – comentou a garota irritando Heins que cerrou os punhos. Eles então seguiram a caminhada em um tenso silencio, passavam por inúmeras portas, salões e guardas cujo uniforme era negro como suas almas.
O casal chegou na salão onde a princesa havia sido convocada, porem o homem foi impedido de entrar.
– Mas, o que? Como ousam imperdir-me de prosseguir e acompanhar minha esposa? – ele falava com ódio, tentando se soltar.
– Perdão, Heins, mas você não pode entrar. Você não é rei, nem ao menos será pai de um. Não tem o direito de participar de uma reunião particular. – ela se aproximou um pouco e sussurrou, tampando seu rosto da visão dos guardas com seu leque de penas de pavão, todas as penas tinham 'olhos' intimidadores. – Eu te conto o que aconteceu a noite, agora vá logo antes que os guardas do meu irmão apareçam, esses sim não tem paciência com você.
Natasha se afastou dele, e os guardas o levaram para longe. Ea entrou com calma no recinto, vendo sua mãe, seu irmão mais novo, Frederick e o primeiro ministro, Otto, homem forte e robusto com um enorme bigode branco e vestes militares. Ela caminhou para seu lugar e ao ver que estavam apenas os quatro no recinto, chamou o irmão para perto e colocou-o no colo.
–Schwester*, Schwester – disse o menino alegre subindo no colo dela e beijando seu rosto, a garota sorriu fazendo carinho nos cabelos castanhos claros dele – tudo bem?
– É claro, querido. Por que não estaria? – beijou o topo da cabeça do menino, sorrindo verdadeiramente. Ele era um dos únicos, senão o único, que tirava-lhe sorrisos reais. Ouviu um murmúrio e viu o ministro conversando com a Rainha. Otto então se levantou eu começou a falar:
–É um prazer vê-la Alteza, esta se tornando uma dama cada vez mais bonita – elogiou o homem de uma maneira formal e respeitosa, a menina sorriu de leve.
–Claro que é um prazer me ver, mas então você só aparece quando tem coisas chatas acontecendo – ela iria falar mais porem parou ao receber um leve chute vindo da mãe.
–Bem, venho trazer uma importante mensagem a senhorita eu vim para lhe informar sobre uma academia na Sicilia, fundada por seu pai, já foi informada? – ela balançou a cabeça positivamente – Lá, todo nobre europeu, e de um sub-reino denominado Brasil, um dos domínios de Portugal, estudarão, por um ou dois anos. O objetivo é promover a paz e amizade entre as nações, uma jogada muito esperta, não é? – perguntou, sorridente. – Todos entre 5 e 17 estudarão lá.
– Deixe-me ver se entendi. Passarei dois anos em uma ilha, longe de meu marido e família, para estudar no meio de nobres ridículos de outros lugares europeus, tudo isso porque meu pai não quer mais matar os idiotas revoltos, e sim "promover a paz"? por deus ele é Napoleão Bonaparte e não um santo – as palavras finais foram com total desgosto, ela já estava de pé olhando para o homem como se fosse tirar uma faca do vestido e cravá-la em seu pescoço. Ele afastou a cadeira o máximo que pôde, e viu o pequeno príncipe respirando de forma descompassada, suando frio, olhando para baixo e se encolhendo lentamente.
Suprimindo a raiva a princesa percebeu que o irmão passava mal e correu ate ele.
– Fred! – Disse a princesa em um tom exaltado e nervoso– Fred, você está bem? Respire direito, querido, calma. – ela passava a mão em suas costas, e abraçava-o fraco. Lentamente, sua respiração foi voltando ao normal, mas o menino ainda tremia apavorado e suava frio, além de não falar. – Fale comigo, Fred, está bem?
– Dois anos sem você. Não posso,Schwester. E-eu vou com você, m-me deixa ir com você? Prometo me comportar. – ele tinha lágrimas nos olhos, assim como ela. Limpou as dele e as de si própria, abraçando-o e levantando-se com ele no colo.
– Vai ser só por um ano e-e a Heloisa talvez venha para cá – Heloisa era a filha mais velha de Napoleão e Monica, estava casada com o Rei da Suécia que era um grande amigo do Imperador — Vou escrever para você, peca para um criado ler e responder, você dirá a ele o que escrever. Se durar mais que um ano, você irá comigo, eu mesma virei te buscar. – ele deu um singelo sorriso, e a irmã também. Amava-o mais que a si mesma, e também estava destruída em saber que passaria um ano sem vê-lo.
– Perdão pelo incômodo, mas deve pedir para que um criado arrume suas malas ainda hoje – disse o primeiro ministro se aproximando dela e falando com uma voz calma, a princesa respirou fundo e colocou o pequeno do lado da Rainha que não tinha um olhar de mãe, mas sim frios olhos de uma governanta.
Natasha, respirou fundo, limpou os resquícios de maquiagem borrada pelas lágrimas e seguiu aos seus aposentos, tampando o rosto com o leque. Precisava relaxar. Mandou um criado chamar um casal de suas concubinas. Soltou sozinha, com certa dificuldade, o espatilho externo que usava. Retirou o vestido, ficando apenas com sua "calcinha", que era como uma calça larga, e seu espartilho interno. Deitou-se, e ouviu a porta de seus aposentos abrir, pelo menos elas não haviam demorado
Fale com o autor