Academia De Mutantes (em espera)
11 Vendo Fantasmas
Notas iniciais
Onze
Aquilo não podia estar acontecendo. Ele não podia estar ali. Ele não deveria nem estar vivo! Todas as provas de sua existência tinham sumido há seis anos, eu forcei a minha mente a apagar todas as minhas lembranças dele. Mas só porque você não se lembra de uma coisa, não quer dizer que ela não aconteceu...
Flashback on.
Eu estava confusa e apavorada. Meus olhos ardiam por causa das lagrimas. Eu entrei na cabine de policia para eles saberem para onde me mandar.
-Querida, nos entendemos o que você esta passando e queremos ajudar, mas antes você terá que responder a umas perguntas, tudo bem? — Eu concordei com a cabeça. –Quantas pessoas estavam com você no carro?
-T-três. –eu falei, soluçando.-eu, meus pais e meu irmão.
O policial me olhou espantado. Pegou um celular e fez algumas ligações, mais policiais chegaram e fizeram mais perguntas. Se eu tinha certeza de que eram três pessoas no carro. Como era meu irmão. O que tinha acontecido no carro. Aquilo tudo era muito idiota para mim, tudo o que eu queria era ir para casa, e aquelas perguntas me pareciam idiotas e sem sentido.
Depois do que pareceram horas respondendo a perguntas estúpidas, finalmente me explicaram o sentido daquilo tudo. Apenas dois corpos foram achados no carro: o da minha mãe e do meu pai. O corpo do meu irmão nunca foi achado. Quando perguntaram para pessoas próximas da minha família, ninguém se lembrava de que eu ao menos tinha um irmão. Mas eu me lembrava, não lembrava? Nos estávamos discutindo pouco antes do acidente, nós discutíamos sobre... sobre o que mesmo? Eu me lembrava do meu irmão ele era moreno, tinha olhos verdes... ou eram azuis? Seu nome era... Joffrey? Johnson? Jasper? James? Naquele momento percebi que não me lembrava de quase nada sobre meu irmão, concluíram apenas que aquilo fora algum reflexo pós-traumático e que não havia irmão nenhum. Eu nunca mais voltei a pensar nele, até aquela noite na floresta atrás da CMG, quando encarei seus olhos negros como se estivesse vendo um fantasma (porque, né, eu estava vendo um). Seu nome era Jason.
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