Notas iniciais
Oi gentee!! desculpem por só estar postando agora, eu fiquei sem luz a tarde inteira!!!!

A conversa com o treinador não foi tão assustadora quanto parecia... Mas por algum motivo aquela sala me dava arrepios. Parecia vir das paredes... como se elas emanassem algum tipo de escuridão. Mas quando eu perguntei ao treinador ele disse que ali só havia um dormitório masculino antigo, que quase não possuía alunos, pois a maioria fora transferida para o prédio novo.

Meu primeiro “treino” foi com um garoto ruivo um ano mais novo que eu e que tinha entrado há pouco tempo também. Ele vinha de uma família pobre e a maioria das coisas dele eram da CMG, porque ele não tinha muito dinheiro para comprar outras (cabelos ruivos, vestes de segunda mão... deve ser um Weasley). Seu nome era Thomas Hammilgton e me pareceu bastante simpático, embora um pouco calado.

Os treinos se baseavam em treinarmos nossos poderes, quero dizer, nossas mutações e também à despertá-los, pois a maioria dos “mutantes” possuíam mais de uma mutação que iam evoluindo com o tempo. Se você vai a escola (e se você não vai, meus parabéns) já deve ter aprendido que a evolução se baseia em varias mutações que são “selecionadas” pela natureza de forma que o mais forte, ou adaptado sobrevive. Basicamente, é isso que a CMG faz, treina à nós para que possamos “sobreviver”. Seu objetivo é “unir” todas as mutações até criar uma raça de super-humanos que irá dominar a Terra (nossa, isso parece até filme de ficção científica).

Infelizmente, sempre tem um chato pra foder com a porra toda. Um grupo de mutantes que se acham os fodões, se recusa a “se misturar” com os outros mutantes, então eles simplesmente lutam contra a CMG, provocando ataques contra a Academia e coisas assim. Pelo que me disseram, são mais ou menos um pessoal que se acha o melhor, e não quer que seus poderes se misturem com o de “gente inferior”... A maioria das pessoas aqui odeia eles, mas eu não sabia o que pensar... Gosto de ouvir os dois lados da história, quero dizer, a CMG tem vencido essa “guerra” até agora, e são os vencedores que contam a historia, não é mesmo?

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Demorei algum tempo para chegar no almoço. Ainda não tinha decorado onde ficavam as coisas, e aquele lugar era IMENSO. Quando cheguei lá Brenna, May e Nathalie já tinham chegado lá (nem me perguntem onde estava Lunna). Elas falavam todas animadas sobre o treinamento especial que ia acontecer de noite. Ele acontecia todas as sextas feiras, e as aulas da tarde eram sempre suspensas para que nós possamos nos preparar.

O treino era mais ou menos uma mistura de caça à bandeira com pique esconde. Basicamente, você tinha que capturar a bandeira do outro time e trazê-la de volta ao seu campo. Para fazer isso você poderia usar sua mutação para te ajudar, porém, o outro time também poderia usar suas mutações para te impedir... Infelizmente, muitas vezes aconteciam alguns, hm... acidentes, que tornavam o sábado, basicamente no Dia de Visitar o Seu Amigo Gravemente Ferido Por Uma Árvore No Hospital. Os “jogos mortais” aconteciam no pátio exterior (que pelo que diziam já foi um cemitério), as 10 h, quando já estava bem escuro e se estendiam até que alguém capture a bandeira do outro time... ou morra.

-Alguém já morreu?! — Perguntei assustada.

-Sim, mas faz muito tempo... – Respondeu Lunna, que havia acabado de chegar. Um calafrio percorreu a minha espinha. Por algum motivo eu tinha um mau pressentimento sobre esse jogo, embora May tenha me garantido que era muito raro algo tão grave acontecer.

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Durante a tarde, Nathalie, de forma silenciosa, me ajudou a me preparar para o treino. Me emprestou uma capa verde-musgo, uma calça e um tênis que ajudava á se locomover mais rápido no meio do mato (não que ela tenha falado alguma dessas coisas pra mim).

Logo, (o que não foi tão logo assim), eu já estava completamente equipada e Nathalie ficou olhando para mim de uma forma completamente muda e fascinante. De certa forma, mesmo sem ter dirigido nem uma palavra a mim desde que cheguei, ela foi a pessoa com que mais me identifiquei. Seu silencio, a sua solidão, me mostravam algo que os outros não podiam perceber. A dor. Ela sofria calada, pois não queria que os outros descobrissem seus sentimentos – talvez por medo, talvez por desconfiança – mas naquele silêncio eu percebia que lá havia alguém que já sofreu o mesmo – ou até mais – que eu. Isso era reconfortante, pensar que não estava sozinha, mas o que eu mais gostava nela era o mesmo que eu gostava em pessoas como ela: espaço. Elas não te pressionam para falar ou ficam em cima de você o tempo todo. Elas se contentam com o silencio, pois sabem que quando for a hora certa confiaremos nelas, ou pelo menos esperam que sim. Pois eles são os mais confiáveis, aqueles que confiam em você e te deixam espaço o suficiente para confiarmos neles.

A noite caiu e saímos para o pátio. Os times haviam sido escolhidos após o almoço. Eles diziam que eram escolhidos ao acaso, mas obviamente haviam panelinhas em cada lado. May, Brenna, Lunna e Thomas estavam no meu time. De alguma forma, Jack também estava lá, embora todos os seus amigos estavam do outro lado. Era a primeira vez depois de ontem que eu o via sem eles e, de alguma forma ele parecia maior, mais alto, mais forte, sem todas aquelas cópias loiras xerocadas fazendo sombra nele. Em minutos o jogo começaria, cada um dos times se transferiu para a sua base, procurando um bom esconderijo para a bandeira e a função de cada um. Eu iria para a defesa, por ser novata.

De novo eu tive a sensação de que algo naquela noite iria dar errado. Quando olhei para o lado percebi um pequeno brilho atrás de uma arvore. Aquilo eram olhos... me observando? Mas o brilho sumiu tão rapidamente quanto surgiu. Ouviu-se um tiro ao longe indicando que o jogo havia começado.

-Que os jogos comecem... – murmurei para mim mesma, e, não sei se era minha imaginação, ouvi alguém gritando “Cornucópia!” ao longe.

Notas finais
Oii gente, bem, amanhã eu entro de férias e vou ter duas viagens uma atras da outra... vou tentar escrever bastante hoje... talvez eu consiga postar mais um capítulo. Depois disso pode ser que eu tenha tempo para escrever no domingo... Então, até mais... por enquanto