Notas iniciais
Desculpa, eu não consegui postar ontem, estou tentando postar todo dia... Mas espero que gostem desse capítulo!!!

Acordei num quarto branco, a luz e a brancura das paredes pareciam me cegar. Após me acostumar com a luminosidade, me levantei. O lugar onde me encontrava parecia um grande hospital era um corredor imenso, com várias camas enfileiradas. E branco. Muito branco.

Comecei a andar pelo corredor, vi uma porta à minha direita. À minha esquerda, o corredor se estendia até uma grande janela, com a vista para uma floresta. Comecei a me lembrar de como havia parado ali. Eu estava em Nova York, tinha um tarado me perseguindo... Espere! Floresta em Nova York, como assim? Aproximei-me da janela, que como percebi, não era realmente uma janela, parecia mais um telão gigante que reproduzia uma imagem de floresta. Mas nossa, aquilo era mais do que simples alta definição. Parecia uma espécie de 3D, mas bem melhor do que o do cinema, na verdade parecia que eu conseguiria esticar a mão e encostar num galho mais próximo.

De repente, o telão/janela parou de mostrar uma floresta e passei a ver uma grande parede de tijolos. Percebi que havia neve do lado de fora, embora já não nevasse mais. O painel parecia agora funcionar como uma janela normal.

-Legal, não é?- Pulei com o susto. Finalmente alguém havia chegado! Na minha frente estava um garoto moreno, com olhos claros. Seu cabelo caia levemente em cima dos olhos, mas sem formar aquela franja ridícula de Justin Bieber. Ele olhava fixamente para a parede.

-Qual o seu nome?- Perguntei.

-Isso é irrelevante. Venha. – Respondeu. Pulei de novo. Ele não havia mexido a boca para falar. Acho que o choque em meu rosto era óbvio, pois ele respondeu:

-Sim, eu sou telepata, agora venha, estão te esperando.

-O que? Quem está me esperando? – Mas ele não respondeu, só continuou andando.

-Você vem ou não vem? – Eu o segui. Atravessamos a porta e fomos parar em outro corredor, este não tão branco quanto o outro, com papel de parede e carpete de tons diferentes de bege. As paredes possuíam várias portas numeradas de forma não consecutiva. Os números nas portas também pareciam ter uma caligrafia diferente cada um. Viramos algumas esquinas e chegamos numa porta não numerada.

-Escolha um número de três dígitos. – Falou o garoto. –De preferência um que seja fácil de gravar, esse lugar é grande. – Escolhi o 201. Ele estalou os dedos e a plaquinha em cima da porta pareceu tremeluzir.

Levantei o dedo e escrevi na plaquinha o número. De alguma forma, mesmo sem eu ter utilizado nenhuma tinta, uma gosma parecia sair do meu dedo, como se eu o tivesse sujado de gelatina. Levantei a mão à altura dos olhos. Estava limpa. O garoto já havia se virado e caminhava para voltar de seja lá de onde ele tinha aparecido.

-Ei, você não pode pelo menos me dizer o seu nome? – Gritei.

-É Jack, e o seu?

-Jay.

-A gente se vê depois, Jay. Agora entre, você será informada do que está acontecendo. – E então ele se virou e continuou o seu caminho. Segui o seu conselho e entrei no quarto.

Notas finais
E aí? Gostaram do Jack? Sinceramente pra mim ele ficou meio sombrio demais nesse capítulo, o que vocês acharam? Quero reviews!!