Notas iniciais
Coloquei minha primeira fic por insistencia da minha amiga, desculpe se não ficou bom qualquer coisa.

Vai lá. Pula, corre, não olha pra trás. Pensava isso enquanto me pendurava na janela. Os Hills eram a décima segunda família da qual eu já estive, nenhuma delas durou mais de dois anos.

Meu nome é Jamie Adams (ou só Jay se preferir), e sou provavelmente a garota de treze anos mais procurada no mundo. Meus pais morreram quando eu tinha sete anos num acidente de carro e depois disso eu vivo fugindo. Alguém sempre me acha e me coloca em alguma família adotiva, na qual eu vivo junto até que algo aconteça e eu tenha que fugir novamente.

O “algo” ao que estou me referindo são coisas estranhas que acontecem comigo desde que me entendo por gente. Na verdade eu fujo assim desde que ainda estava sob os cuidados dos meus pais, e depois que eles morreram as coisas estranhas só ficaram piores. Uma garota metida com o nariz sangrando, um professor chato caindo da escada, sempre quando eu estou perto, sempre com gente que eu odeio, sempre mais gente botando a culpa em mim.

Dou uma última olhada na casa e ligo para o Tom. Tom é um cara que faz documentos falsos. Não só passaportes e certidões de nascimento como provas e bilhetes falsos além de poder copiar a assinatura de qualquer pessoa, é o que ele chama de “talento especial do Tom”. Mas o que ele tem de mais talentoso é a sua capacidade de me irritar em segundos.

- E aí Jay, como estão as coisas? Ficou com saudades e resolveu ligar para o seu chapa?

-Não temos tempo pra isso, Tom. Preciso de um kit completo para ontem! Coloca aí o nome de Jennifer Carey, 12 anos

-É só pra isso que vocês ligam nunca podem conversar, é sempre “não temos tempo para isso” argh!

Deixei Tom resmungando e comecei a pensar aonde iria Boston? Miami? Acho que eu nunca fui para Nova York, sempre quis ver de perto a estátua da liberdade.

-Ei, Tom vê se consegue aí uma passagem de Califórnia para Nova York.

- Ah, claro the Big Apple é pra hoje?

-Não, Tom, pra ontem!

Deus! Às vezes esse cara me tira do sério!

-Prontinho, resolvido! Vou mandar o Manny mandar tudo pro aeroporto. O vôo sai ás onze da noite, já são oito horas melhor se apressar.

Desliguei o telefone na cara dele sem me despedir. Não dá pra ouvir aquele blá blá blá por muito tempo. Manny devia ser um dos comparsas do Tom. Tem pelo menos um deles em cada uma das cidades dos Estados Unidos (e mais uns vinte no Canadá, além de sete no México). Esses caras eu costumo chamar de flashes porque eu te juro que um deles já conseguiu percorrer 80 km em menos de cinco minutos. Percorro mais umas três ruas e chego no aeroporto encharcada de suor. .

Notas finais
Bom, então, se não fico bom qualquer coisa é só dizer!!