Academia De Mutantes (em espera)
7 Apresento-lhes, Sarah, o demônio
Notas iniciais
-Falando de mim garotas? –disse ele, sorrindo.
-Estávamos apenas mostrando as coisas para a garota nova. Jay, esse é Jack. Jack, Jay.
-Já tivemos o prazer de nos conhecer — ele disse em voz alta, mas depois, quando todos já tinham voltado a conversar, ele sussurrou no meu ouvido: — Desculpe pela forma como te tratei antes, eu não sou muito bom com pessoas novas... – Ele pareceu querer dizer mais alguma coisa, mas naquele momento uma voz ressoou no refeitório:
— JACK IAN STARKS, ONDE VOCÊ SE METEU?! É MELHOR QUE VOCÊ NÃO ESTEJA COM ESSA SUA IRMÃ MALUCA E AS AMIGAS ESTRANHAS DELA!!!
— Merda, eu já vou indo. — ele disse, e foi falar com a loira (aquela que parecia ser sua namorada).
— Quem é essa? – perguntei.
— Sarah Beaty, ou Beauty como ela gosta de ser chamada. – Falou May — É a namorada do Jack a uns 2 anos. Ela é a maior puta. Ainda não entendo por quê ela namora ele a tanto tempo...
— É óbvio não é? – Disse Brenna – E então fez um gesto discreto apontando para os seios, e depois começou a andar como se tivesse dor na coluna e balançando o quadril, o que na verdade parecia BASTANTE com o jeito de andar da Sarah, e nos fez ter um ataque de risos.
No restante da noite nós conversamos e elas me explicaram tudo sobre o lugar. Pelo jeito nos situávamos no Brooklin, mais ou menos perto do Queens, mas longe de Manhattan.
Perguntei porque todo mundo usava a chave do quarto no pescoço.
-É tipo uma tradição do CMG – explicou Lunna, que maravilhosamente estava prestando atenção na conversa – Dizem que dá sorte, a maior parte das pessoas aqui não acredita, mas usa mesmo assim, só por “modinha”. Mas eu acredito que dá sorte... – Ela disse, meio vaga.
-Falando nisso, por que você ainda ta usando essa roupa? – Perguntou Brenna – Cadê o seu uniforme?
-Ah, eu não sei, vim pra cá direto depois que cheguei, onde eu arranjo?
-Deve ter um dentro do seu armário — disse May – Vamos, eu acompanho você, tenho que ir dormir mesmo, ela disse bocejando.
Quando chegamos no meu andar do dormitório me dei conta de uma coisa:
-Como nós fazemos essas plaquinhas, quero dizer, é algum poder mutante?
-Claro que não! — Ela disse, como se eu estivesse maluca – É o jeito como a argila da plaquinha é feito!
-Mas por que nós podemos escolher os números? Não há chance de confundirmos um com o outro?
-É exatamente por isso que NÓS escrevemos os números. – Ela replicou impaciente, como se isso fosse óbvio e eu tivesse feito uma pergunta muito idiota. – Acho que qualquer retardado reconheceria a própria letra, não é?
Eu concordei com a cabeça. Caminhamos em silencio até o meu quarto e nos despedimos rapidamente.
Fale com o autor