Notas iniciais
Oi gente!! Eu sei que eu tenho postado pouco, mas pelo menos agora eu estou tentando fazer capítulos de pelo menos 1.000 plavras, assim eu recupero o tempo perdido!

Passei o resto do dia tentando processar tudo o que haviam me contado. Então... Basicamente, tudo o que Jason tinha me dito estava certo, a CMG havia mentido para mim e eu estava prestes a entrar num grupo de rebeldes praticamente perseguidos pelo governo. Parecia ótimo!

Durante o almoço fui conversar com o Jason.

-Oi Jase!

-Oi! – ele falou incrivelmente mais simpático do que da ultima vez em que nos encontramos. –Nath me disse que você veio para o nosso lado da força. – Nath? Eles já tinham toda essa intimidade?

-Hm, é... me desculpe pela forma como eu te tratei na segunda, eu não estava pensando direito, isso parecia muito maluco para mim...

-Tudo bem, isso tudo ainda parece muito maluco pra mim, imafine para você. É natural que você tenha ficado assustada. Mas, me diga, o que te fez tomar a decisão de se juntar a nós?

-Bom, no inicio eu fiquei na duvida e até pensei em não aceitar, mas aí eu me lembrei do que você tinha dito pra mim naquele dia e achei que eu realmente estaria sendo egoísta em não ajudar. – Jason tossiu qualquer coisa que soava como “cof psicologia reversa cof” – Eu sorri. Continuamos conversando, enquanto eu terminava o meu hambúrguer duplo com batatas fritas grandes e uma coca light (afinal, não quero engordar). Meu irmão, como percebi, mal tocou na salada que havia pego. Depois de um tempo perguntei:

-Jason, qual é o seu poder mesmo? – Ele sorriu, com uma expressão levemente irônica e respondeu:

-Ah, eu desapareço. – E, logo depois de terminar a frase sumiu sem deixar rastro, bem a tempo do sinal que marcava o fim do almoço.

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O resto da semana passou correndo. Finalmente, na quinta, Jack foi falar comigo no café da manhã.

-Oi Jay! Posso falar com você?

-Claro! – respondi. Todas as garotas da mesa explodiram em risadinhas. Quantos anos elas tinham? 7?

-Bom, Nath me pediu para te avisar sobre a reunião no sábado. Você sabe, a reunião do clube de química. – “clube de química”, ou só química era o código padrão para falar sobre os rebeldes sem chamar muita atenção. Fiquei um pouco curiosa para descobrir porque Nathalie não me falou diretamente sobre a reunião em vez de chamar seu irmão para fazer isso. Olhei para ela, sentada na mesa onde eu estava, junto das meninas. Ela olhou para mim e lançou um sorriso levemente malicioso. O que estava havendo com aquelas pessoas? Mais adiante, outra pessoa também me observava, mas alguém bem mais loira e puta do que a pequena Nathalie: Sarah Beaty. Ela nos observava com um olhar ameaçador, parecendo querer pular em cima da gente a qualquer instante.

-Ignora ela. – disse Jack, vendo que a piranha nos observava. – Ela tem tido um ódio mortal por qualquer garota que ousasse falar comigo, desde que terminamos.

-Vocês terminaram? – Eu perguntei, incrédula. Espera... eu acho que as meninas falaram isso comigo uma vez... ou duas. Droga, por que eu nunca presto atenção no que os outros falam?! Jack concordou e continuou falando sobre a reunião. Eu comecei a perceber como o corpo dele se encontrava extremamente perto do meu. Meu deus, qual era o meu problema? Ele estava me falando uma coisa de total importância e eu reparo na distancia entre nossos corpos! Eu estava virando uma Bella Swan da vida.

De noite, na hora e lugar da reunião (que Jack me fez escrever no braço para ter certeza de que eu não iria me esquecer) as pessoas começaram a chegar. Depois de terem chegado uma meia dúzia de pessoas na sala, Nathalie fechou a porta e começou a reunião. Pelo jeito menos da metade do grupo iria presenciar a reunião, o resto ficou com preguiça, ou tinha dever acumulado, ou tava com preguiça mesmo. Nathalie falou qualquer coisa sobre recrutas novos ou algo do tipo, eu realmente não sou a melhor em prestar atenção nas coisas. Percebi que a sua timidez costumeira não era atuação, ela se enrolava com as palavras o tempo todo e de vez em quando não conseguia se falar direito. Basicamente, o que eu consegui entender de seu discurso foi que, nós como agentes novos em sua maioria, deveríamos atrair outras pessoas para os “rebeldes” e tentar sermos o mais discretos o possível. Do outro lado da mesa, vi Jessica sentada ao lado da cadeira vazia de Nath, ela acenou e fez um gesto para que eu esperasse. Momentos depois, um aviãozinho pousava na minha mesa, contendo um bilhete:

“Oi, Jay! A Nath é uma porcaria falando, né? Ainda assim ela é ótima como líder. Vc tá a fim de ir no cinema amanhã? Eu tava combinando com um pessoal aqui, e eu pensei que você também gostaria de ir. Estamos pensando em fugir durante o “treinamento especial”. Pode deixar, nós fazemos isso sempre e nunca somos pegas (ok, quase nunca). Me responde por esse aviãozinho mesmo, pra gente poder comprar os ingressos. ”

Rabisquei um “Sim, é claro!” na minha típica caligrafia mutante, que parecia a cada dia mais feia e mandei o avião de volta para Jessica. Nathalie continuou falando durante mais alguns minutos. Nesse tempo, ela explicou um pouco sobre cada uma das pessoas diretamente ligadas a CMG, com quem nós deveríamos ter cuidado: Sarah (filha do diretor da CMG), Noah Smith (ex-rebelde, trador), Olivia Jones (ex-rebelde, traidora), Joshua e Zoe Williams (gêmeos, filhos da vice-diretora da CMG) e May Powell (filha do intendente supremo da CMG).

Sim, May estava na lista. A May, que sempre fora tão legal, a May, que fora a primeira a vir falar comigo, era a nossa mais importante inimiga. Eu olhei perplexa para todos da sala, que pareciam extremamente sérios. Eu queria que alguém simplesmente pulasse de sua cadeira e dissesse que tudo era uma brinacadeira, que May não era fila de merda de intendente nenhum e estava no nosso lado. Mas ninguém fez isso, então eu fiquei quieta, imaginando o que é que tinha me convencido a entrar naquele grupo, e se aquilo valia mesmo a pena.

Saí da sala de “química” de cabeça baixa, pensando no que Nathalie havia dito. Eu estava realmente deprimida. A semana passaria muito mais rápido sem May ao meu lado, rindo e me fazendo rir. Não que não fossemos mais nos ver, mas nossos encontros passariam a fazer parte de espionagens para os rebeldes e eu passaria o tempo todo desconfiada, pensando que May era uma traidora e que ela era “perigosa”.

Caminhei para o meu dormitório em silêncio.

Notas finais
Então, gente, foi isso, o que acharam? Deu o maior trabalho de fazer o capítulo desse tamanho, então se eu me ferrar na prova de história é culpa de vocês, eu devia estar estudando! Anyways, espero que tenham gostado, beijos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.