Abstration...
28 28.Morte
Notas iniciais
Quanto tempo! como estão?
Estava morrendo de saudades, não só de vocês como de nosso Alec lindo e gostoso e nossa heroína principal rsrs
mas de vocês principalmente claro!!!
Então ai temos um capítulo decisivo!
Falando em decisivo estamos entrando na reta final de nossa fic amada!!! e o que será que vai acontecer com o pobre do Alec?
Veremos hihihihi
Aproveitem a leitura!
28. Mortes
Alec’s POV
Desde que Aro havia colocado na cabeça que desmembraria os Cullen’s estava frenético, agora seu antigo senso de humor parecia seriamente perturbável, andava ansioso e diria que se fosse humano estaria com uma insônia daquelas! Seu semblante se tornara mais sombrio e seu rosto papírico quase cadavérico, eu o evitava sempre que podia, ele andava tendo as idéias mais loucas e os sonhos mais insanos pareciam rondá-lo o tempo todo.
Eu literalmente não gostara sobre como ele falou da Suzane, quase como um obsessivo fala sobre sua obsessão, os dias andavam chatos e sempre que ligava para Suzy ela não atendia, não retornava minhas mensagens. Fiquei preocupado com medo que talvez ela estivesse chateada pelo término de nossas férias, mas ela não era tão mesquinha, afinal ela entendia meu trabalho.
Os dias arrastavam entre treinamentos pesados para a nova guarda e entre a convocação de testemunhas, Aro parecia não estar muito certo até mesmo com os irmãos, já não sorria diante dos insultos e eu temia com o fim dos Cullen’s, até mesmo porque enquanto eles existissem era como se existisse uma força oposta as vontade de Aro, um clã maior e poderoso... Eu sabia que isso o matava, ele tinha sede de poder e parecia aos poucos enlouquecer com a idéia de colocar as mãos em Edward e Alice. Ele podia sentir que algo grande estava prestes a acontecer, algo que o daria muito poder... e apesar de desejar que os Cullen’s se mantivessem firmes, não tinha muita esperança, uma voz quebrou meu silêncio:
-Hey, Alec? – Era Felix
-Sim?
-Aro quer falar com você. – seu tom pareceu formal demais, sórdido.
-Ah, estou indo! Obrigado por avisar. Você está bem?
Ele saiu rapidamente e não me respondeu, dei de ombros e corri até a sala do trono,, Aro se encontrava sozinho lá, o que era perturbador, ele nunca estava sozinho no trono. Aqui me passou um frio pela espinha, ajoelhei-me:
-Sim Mestre? – ele observava o movimento de suas mãos avidamente, parou e olhou-me nos olhos
-Filhinho... Andas escorregando pelas bordas de nossos dogmas, não sei mais por onde andas, nem o que fazes... Não és mais o mesmo. Começo a temer pela sua lealdade... Ela mudou muita coisa não foi?
O frio da espinha agora me congelava, ele suspeitava de meus pensamentos de deserção? Será mesmo que negaria a mim, justa a mim que o servi por tantos séculos, o desejo de uma vida tranquila? Me mantive firme
-Não compreendo Mestre. Toda minha vida demonstrei lealdade cega a sua pessoa, além disso, o que Suzane tem haver com isso? – ele sorriu presunçoso como se eu fosse uma criança mimada a qual ele estivesse falando pela milésima vez que eu não poderia dormir sem escovar os dentes.
-Ah criança! Muda muita coisa... Eras um garoto, e o que és agora? Na sua mente um homem, o amor é traiçoeiro ele nos faz fantasiar demais, pensar demais, errar... Demais! – seus olhos que vagavam pela sala se fixaram em mim antes da última palavra e eu sabia que estava tudo perdido. Ele sabia!
-Porém és meu filho, e eu serei bondoso. – ele sorriu paternalmente – Aqui tens uma missão a cumprir, será simples e só precisa ser rápido e silencioso, não quero que se espalhe.
Enquanto andava pelo salão pegou um rolo de pergaminho enrolado em um suporte de prata, o lado de fora continha meu nome escrito com sua reconhecível caligrafia, ele sorria malevolamente quando me entregou, e o rolo pareceu pesar quilos
– Sei que irá parecer difícil, mas estamos em tempos decisivos, todavia verá que será melhor assim! Você é melhor que isso, não dê chance para que se defenda.
Trêmulo desenrolei o papel, ele resvalou no chão com a notícia que me veio, ele pedira demais... Era covardia, golpe baixo... Como realizar aquilo? Meu Deus para quem eu trabalhava? Ele não perdoaria, não me deixaria ter uma vida feliz ao lado de quem eu amo! Não, ele não abriria mão de um poder como o meu!
Senti meus olhos arderem com a fúria.
Suzane´s POV
Desliguei o celular:
- Bingo! Hoje ninguém vai morrer!
Voltei correndo até onde deixara Alice e Jasper, ao longe pude ver ainda as duas silhuetas entrelaçadas, continuavam em um fraternal abraço, como se fosse a última coisa que iriam fazer. Me aproximei lentamente e pigarreei desconfortável, o momento parecia muito íntimo, mas eu precisava lhes contar o que eu sabia, dois pares de olhos âmbar me fitaram:
-Bom... Pelo que percebo as notícias não são muito boas. – Alice suspirou longa e profundamente
-É verdade, seguimos uma pista falsa... É claro que agradecemos muito por ter vindo conosco, porém creio que está na hora de começar o plano b e eu ficaria feliz se pudesse ir embora e se salvasse, já teremos mortes demais. – seu olhar totalmente perdido e triste me fez perceber que ela realmente se preocupava comigo, sorri solidária e ela pareceu confusa
-Na verdade eu consegui algumas informações, parece que temos uma pista certa indo ao norte daqui. Se corrermos poderemos chegar em trinta minutos.
O Semblante de ambos pareceu iluminar, Alice abriu um enorme sorriso e me deu um abraço totalmente inesperado, surpresa me limitei a dar gentis palmadinhas em suas costas, Jasper sorria, porém manteve a discrição e a distância.
-Isso é fabuloso! – Alice quase quicava no ar batendo palmas, o que de algum modo me fez sentir saudades da minha cunhada bipolar – Não temos palavras para agradecer, espero que não se encrenque muito com Aro por causa da informação.
Eu não queria admitir, mas fiz força para segurar o sorriso natural que estava até poucos segundos estampado em minha face, não queria nem pensar o que aconteceria comigo quando Aro descobrisse, engoli seco e sustentei minha falsa felicidade:
-É melhor corrermos então! – Todos assentimos e disparamos silenciosamente, como fantasmas negros.
Eu queria muito mais muito mesmo acreditar que o Alec não estava envolvido nisso, mas estava ficando difícil, não atendia meus telefonemas, e parecia bem sombrio no dia que saiu... Agora eu sabia porque, certamente todo aquele papinho de estar cansado das brincadeiras de Aro eram apenas lorotas para me ludibriar, eu realmente não quis pensar nisso enquanto morria, mas agora depois de saber o que me tornei fica quase impossível não culpá-lo. Ele sabia a verdadeira função da guarda, sabia o motivo do recrutamento, sabia de tudo de ruim que ele fizera parte. Sabia das vidas que havia ceifado!
E eu me apaixonara... caíra na armadilha fútil de um bad boy príncipe cheio de desejos para se realizar,? Eu não poderia responder com certeza, mas gostaria de me chutar por dentro... como pude não perceber? Droga!
-Chegamos! Sentem o cheiro? Parece com o de Renesmee.
A animação de Alice não conseguiu me tocar e o sorriso que esbocei não chegou a tocar meus olhos, os encorajei a ir na frente e me sentei no chão, cansada, esgotada para ser verdadeira. As limitações que meu corpo não tinha, minha mente impunha. Alice ainda veio me chamar algumas vezes, a pista era real e eles passariam essa noite na tribo se preparando para partirem ao amanhecer:
-Vamos, podemos arrumar um lugar para tomar banho e esperar o amanhecer. – seu sorriso era cálido e me transmitia confiança, um cuidado que poucos tiveram comigo, entretanto precisava ficar só e remoer minhas dúvidas e desapontamentos:
-Tudo bem Alice, eu estou bem. Acho que vou caminhar um pouco, vejo vocês de manhã.
Ela apenas assentiu e caminhou na direção da barulhenta tribo, inspirei fundo e senti minha garganta queimar, estava na hora de caçar. Normalmente não caçava tão cedo, mas essa história dos Volturi estava me deixando nervosa e ansiosa, corri para um lugar longe da tribo e deixei os instintos milenares e vampirescos me dominarem. Ah sim! Ao longe havia uma presa, um cheiro amadeirado quase selvagem, era um homem. Disparei floresta adentro e encontrei minha vítima, era um índio, na realidade um bonito rapaz, quase nu é verdade, porém másculo com luzentes olhos pretos e cabelos de igual tom, sua pele bronzeada refletia o luar e de sua trança pendia uma longa pena azul-esverdeada.
Não estava com concentração para saltar sobre ele, aliás, acho que nem queria, apenas caminhei até a margem do rio em que estava deixando os gravetos estalarem propositalmente sobre meus passos. Seus olhos sagazes fixaram em mim, por um momento sua boca abriu um pouco deixando a mostra dentes alvos, eu não imaginava como estaria, porém ele parecia esbabacado, sorri quase involuntariamente e ele em meio ao devaneio também pareceu sorrir:
-Como... Quem é você? – Sua voz que parecia ridiculamente inocente para um homem daquele tamanho indagou – Parei de avançar e antes de falar olhei para o meu reflexo no lago: meus cabelos soltos e levemente ondulados dançavam no vento, os olhos não tão vermelhos contratando com o mármore da pele perfeita, o vestido que Alice me fizera vestir depois que acidentalmente rasquei minha blusa era branco e parecia uma túnica romana moderna, esvoaçando com o vento da noite:
(http://www.polyvore.com/cgi/set?id=46142861&.locale=pt-br)
- Suzane, prazer! – minha voz saiu melodiosa demais até para eu mesma ele fechou a boca e se endireitando respondeu firme:
-Tármini, você parece um fantasma então, por favor, só me diga que os mitos que meu pai contava não são verdadeiros e que você não é um fantasma ou uma defunta ou algo assim! – gargalhei com o pânico que ele imprimia na voz, pensei por um momento, tão jovem para morrer:
-Não não... sou apenas uma garota... passeando pela floresta e não sou uma... defunta. – pensei se aquilo não era verdade, seria eu uma defunta? Ah! Bobagem... ele pareceu relaxar e me retribuiu um sorriso
-Que bom, é só que, er... você é tão linda! Parece uma espécie de deusa dos ventos sei lá!
Ele corou e olhou os pés, não pude evitar me aproximar o sangue quente ainda não havia se dissipado de suas bochechas e eu podia sentir o calor que sua pele emanava, ele me olhou meio como se perguntasse o que eu estava fazendo, mas somente abri os braços como se lhe oferecesse um abraço. Ele estava confuso, porém ao olhar nos meus olhos pareceu se inebriar de beleza e aceitou o abraço enlaçando minha cintura, ele era mais alto então apoiando na ponta dos pés sussurrei no seu ouvido:
- Tão bonito, tão jovem... Desculpa, prometo que não vai doer – um arrepio antecipou pelo seu corpo como se o avisasse do perigo eminente, mas ele não se moveu, antes apertou mais forte minha cintura, antes de morder lambi seu pescoço, havia aprendido com Alec que o veneno atenuava a dor, com um último suspiro cravei os dentes na pele macia.
Ele apenas tremeu levemente e fechou as pálpebras, terminei e ateei fogo ao corpo, incinerou fácil. Ainda parada olhando as chamas dançarem ouvi um galho quebrando bem próximo, um capuz preto que eu conhecia estava bem na minha frente, os olhos rubis cravados em mim... ele fora mandado para me matar!
Disso eu tinha total certeza, sustentei aquele olhar frio, e imaginei como? Como poderia fazer isso depois de tanto tempo? Vivíamos juntos! A voz gélida e conhecida:
-Desculpe Suzane, mas Aro não a quer mais viva. – sua voz partiu ao falar meu nome.
O sangue recém sugado congelou dentro de mim.
Notas finais
O que me dizem? Sou má né? Eu não! o Aro é o mau da história! Muahhhhhhhhh
rsrs enfim comentem!!!
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