Abstinência
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Espero que gostem!
Boa leitura ♥
Sirius Black estava deitado em sua cama de dossel, no dormitório de Hogwarts. Longe de parecer preocupado, ele lançava a goles para cima, aguardando-a voltar, como se fosse uma bola de basquete. Bem, era um equivalente, no mundo dos bruxos.
— Olhem só! O cara que debocha de mim por roubar o pomo de ouro, depois dos treinos — James empurrou a porta, fazendo-a bater fortemente.
— Se eu pegasse o bastão, as coisas não acabariam bem — ele disse, sem desviar a atenção de seu exercício.
James jogou a mochila no chão, dando a meia volta no quarto, incrédulo.
— O quê? — perguntou Sirius, ao perceber que o olhar do amigo não mudava, e estava dirigido diretamente a ele.
— Há quanto tempo você tá na fossa? — ele perguntou, sem rodeios.
Sirius continuou jogando a goles, parecendo pensativo.
— Uma semana, eu acho — respondeu, por fim.
— Uma semana? — repetiu James, desacreditado.
— É — retrucou o amigo.
— Deixe-me ver se entendi... Você tá há uma semana sem pegar ninguém? — perguntou James, novamente.
— É — ele repetiu.
— Você? — James insistiu.
Sirius revirou os olhos, sentando-se na cama.
— Qual é o problema, cara? Você tá há dois meses, só correndo atrás da Evans — ele retrucou, levantando uma sobrancelha, sarcasticamente.
James corou pela observação do amigo.
— Mas é porque eu estou apaixonado por ela. Vai me dizer agora que tá a fim da Lene? — o amigo replicou, fazendo com que Sirius arregalasse os olhos.
— Que isso, veado? Tá louco? Enlouqueceu? Pirou? — ele começou a gaguejar.
— Eu não vejo outra explicação — implicou James, jogando na sua cama, do outro lado do quarto — Ela parece ter partido para outra. Ou melhor, outras.
— Ela não vai demorar para voltar — garantiu Sirius, seguro de si.
— E até lá, você fica aí. Esperando... Esperando...
Ele deu de ombros, voltando a jogar a goles para cima.
— Quem diria... O grandioso Sirius Black sofrendo de abstinência — James continuou provocando.
Sirius apertou os olhos, olhando na direção do amigo, que parecia cada vez mais divertido.
— Você sabe o porquê de ela ter feito isso? — ele perguntou, tentando parecer desinteressado.
— Pensei que você já soubesse — disse James — Posso ter escutado uma coisa ou outra...
— Para mim, ela está tentando me enlouquecer — Sirius resmungou, quase deixando a goles escapar de suas mãos.
— Pensei que eu quem estivesse pirando — o amigo brincou.
— Vai ver a loucura é transmitida...
James observou a bola vermelha subindo e descendo, por alguns minutos, em silêncio.
— Ou vai ver, ela está tentando não enlouquecer — ele disse, repentinamente.
Parecia que aquele era o dia em que Lily e ele bancavam os psicólogos dos amigos.
— O que quer dizer com isso? — Sirius distraiu-se, fazendo com que a goles batesse em seu rosto — Ai!
— Ela acha que está dependente demais. E você pode dar um pé na bunda dela a qualquer momento — respondeu James, com a delicadeza que adquiriu do amigo.
— Eu não vou fazer isso! — ele franziu o cenho, a bola completamente esquecida no chão.
— Você já fez isso — James retrucou.
— E daí? Nunca fiz isso com ela!
O amigo bufou, percebendo que não importava o argumento, não ia conseguir fazê-lo entender.
— Ela está com medo — James defendeu-a — E é natural. Lily teve medo que eu não tivesse amadurecido...
— Ela não teve medo, ela teve miopia — disse Sirius.
Esse comentário, geralmente, o faria rir, mas ele decidiu ignorar, vendo que o moreno queria desviar o assunto.
— Você mesmo vive falando que não sente nada por ela, que é só sexo, mas todo mundo sabe que vocês sentem mais que atração — ele continuou falando — E não adianta negar!
Sirius revirou os olhos, jogando-se para trás na cama, a fim de deitar.
— Só pensa bem no que vai fazer. A Lene é como uma irmã para mim, e não quero vê-la magoada — terminou James, vendo que não conseguiria falar mais nada além daquilo.
Assim que terminou de falar, ele seguiu até a porta.
— Onde você vai? — perguntou Sirius.
— Dar uma volta com a Lily — James respondeu.
— Mas você acabou de chegar!
Ele deu de ombros, antes de sair, fazendo o amigo bufar, inconformado.
Não demorou muito tempo deitado, quando a porta abriu-se novamente.
— Esqueceu o quê? — perguntou.
— Não esqueci nada.
Sirius ergueu os olhos, vendo como Marlene encostava-se na parede do quarto.
— A gente precisa conversar.
Notas finais
Uhum.
Seeeei...
Gente, eu não me dou bem nos hots da vida. Quando eu me der, escrevo um hot Blackinnon dos bons, mas, como não manjo, vai ficar nas insinuações mesmo, não me odeiem >.
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