Notas iniciais
OMG! FINALLY!

Chapter Twelve

Para aumentar minha falta de paciência, eu tive que ficar na sala depois do fim da aula de ciências, aparentemente, minha professora “está preocupada que minhas notas caiam”. Eu a convenci que era temporário e que eu faria o possível para aumentá-las. Ela pareceu acreditar porque ela me deixou ir quando me viu tropeçar nos meus próprios pés em minha pressa de sair de lá.

Eu fui andando com pressa, tirando os alunos da minha frente, até a cafeteria e procurei por Frank, pensando que Mikey podia ter o arrastado até uma mesa com seus amigos. Eu vi que estava certo quando vi Mikey sentado no fundo da cafeteria, Frank estava do seu lado, encarando os próprios pés.

Eu não pude fazer nada além de ir até eles. Eu queria vê-lo, não, eu precisava vê-lo.

-Oi, Gee –Mikey disse ao me ver, apesar de ter parecido um pouco irritado com minha presença –O que você quer? – Ele perguntou suspeitando de mim quando me sentei.


Eu olhei para Frank antes de responder.

-Nada, o quê foi? Não posso mais almoçar com meu irmão agora?

-Tá, que seja –Ele disse se virando pra falar com seus amigos.

Eu fiquei irritado porque ele estava ignorando Frank, mas isso significava que eu tinha ele só pra mim.

-Você está bem? –Sussurrei para ele, ele balançou a cabeça de leve com cuidado para não chamar atenção.

Eu fiquei lá beliscando meu próprio almoço por alguns minutos, ocasionalmente olhando para Frank.

Frank me observava com cuidado enquanto mordia seu lábio. Parecia contemplar algo importante.

-Lá fora –Ele mexeu os lábios e eu o entendi.

-Eu vou fumar lá fora –Eu disse para Mikey, ele apenas balançou a cabeça e continuou a conversar com seus amigos.

Eu andei pela cafeteria e dei um empurrão na porta que dava para o patio. Não tinha ninguém, como sempre. De vez em quando eu até penso se as pessoas sabem que tem um patio, já que só podia ser visto do playground. Eu sentei em uma pedra e esperei por Frank.

Cinco minutos depois eu o vi correndo pelos degraus do playground. Ele parou de repente na minha frente, tentando voltar a respirar. Eu o puxei para baixo para ele descansar, ele agachou.

-Gee, posso fazer uma pergunta? –Ele disse depois de um silêncio reconfortante.

-Claro, o quê é?

-Aquele dia, na minha casa... Você disse que queria me ajudar, hm, bem, você... Você me beijou porque sentiu pena de mim?

Eu olhei para ele surpreso e pensei por um segundo.

-Não –Eu disse –Eu te beijei porque eu quis.

Ele olhou para seus joelhos de novo e voltou a me encarar.

-Você… Quer me beijar agora? –Ele perguntou hesitante.

De repente eu percebi que tinha a resposta perfeita, uma palavra que mudaria nossas vidas para sempre.

-Quero.

Ele sorriu e eu o senti se aproximar. Eu perdi o ar quando ele pressionou seus lábios contra minha boca. Era como cair em um sonho que eu não quisesse sair. A mão de Frank foi para o lado do meu rosto, nossas línguas se tocaram.

De repente ele se separou, me fazendo sentir incrivelmente vazio por dentro.

Ele ajoelhou no chão, sorrindo para ele mesmo.


-Eu gosto de você –Disse enroladamente, me fazendo parecer uma criança.

Frank me encarou sorrindo, ele já sabia disso, e pareceu o encorajar.

-Você quer… Talvez, fazer isso uma rotina? –Ele perguntou sem tirar os olhos de mim.

-Você quer dizer… Namorar?

Frank sorriu.

-É.

Ele fez isso soar tão comum, mas não de uma maneira ruim, apenas como algo que todos fazem. Eu, de qualquer forma, não estava acostumado, e isso só me lembrou de quão novo Frank era.

-Eu, hm… Você é bem novo, Frank, eu só... –Parei de falar.

-Oh –Ele suspirou.

-Não é por isso –Continuei –É só que… Eu não quero parecer que estou me aproveitando de você.

-Eu sou muito mais maduro do que pareço, Gee, você sabe disso –Ele me disse, eu balancei a cabeça –Eu passei port anta coisa, eu acho que posso ter um relacionamento com você –Ele completou com um sorrisinho.

-Certeza sobre isso, querido?

Frank levantou uma sobrancelha e quase começou a rir.

-Você tá dando em cima de mim?

Eu senti meu rosto ficar em um tom raro de vermelho e comecei a rir nervosa.

-Cala a boca.

-Vem calar –Ele provocou, sorrindo insanamente e isso me fez feliz só por saber que ele havia esquecido seus problemas por um instante.

Eu fui até ele e pressionei meus lábios contra os dele.

-Ora, olhem quem são!

Me separei de Frank assustado e procurei o intruso, apenas para encontrar, para o meu disgosto, Jason e dois de seus amigos olhando para nós.

-Eu sempre soube que você era um viado do caralho. Bastardo –Jason cuspiu em mim e eu só pude ver Frank se levantar para encara-lo.


-Frank, esquece. Não vale a pena –Eu disse puxando sua manga para faze-lo sentar novamente.

-É isso aí, vai pedir colo dessa bicha, tenho certeza de que… Oww! Filho da puta!

Eu soquei o rosto de Jason.

-Não se atreva a chamá-lo de bicha! –Eu disse entre os dentes.

-Desgraçado! –Ele gritou enquanto o sangue escorria por seu rosto –Você quebrou meu nariz!

-Não seria a primeira vez, seria? –Respondi sentando casualmente na pedra, olhando para um Frank perturbado.

Jason desistiu e correu para longe, provavelmente para re-arrumar o nariz, de novo.

Frank estava olhando para mim com fascinação, como se eu tivesse criado a roda ou alguma coisa assim.

-Não sabia que você podia fazer isso.

-Eu não criei um hábito, não sou violento –Disse, caso ele achasse que eu fosse. Era apenas o único jeito que eu conhecia para parar o Jason.

-Eu sei que não –Ele disse antes de abaixar para me olhar propriamente-Você... Fez aquilo por mim?

Eu pensei em dizer que eu faria tudo por ele, se ele pedisse, e, no lugar disso, apenas balancei a cabeça.

Notas finais
Salve um unicórnio, deixe uma review.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.