Notas iniciais
Bom... Eu estava com muito medo de postar e vocês não gostarem, mas uma amiga minha me incentivou (obg Gi ♥) e eu vim aqui mostrar a história que eu escrevi para vocês.
Esse capítulo não foi betado, porque eu não tenho um beta, mas não acho que existam muitos erros.
Enfim, enjoy!

Capítulo 1

Acordei, me sentindo estranhamente aquecida para o frio de Londres e extremamente dolorida em certas partes do corpo. Oh, céus, o que eu fiz dessa vez? , pensei, sentindo minha cabeça latejar. Percebi um corpo colado ao meu e um braço envolvendo minha cintura e, ao olhar para baixo, vi que estava nua.

A pessoa atrás de mim se mexeu e enterrou o nariz em meus longos cabelos cor de fogo. Arrepiei-me quando ele soltou o ar em meu pescoço, e a pessoa até aquele momento não identificada riu, uma risada masculina, sexy, e inconfundível.

– Hey, ruiva. – ele sussurrou no meu ouvido, o que me fez arrepiar da cabeça aos pés. Ele riu novamente.

- Sirius?

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– Como assim você estava sóbrio? – gritei, o que fez minha cabeça doer cinco vezes mais. Resmunguei de dor. Depois de vestir minha calcinha e meu sutiã, que encontrei na pia do banheiro da suíte de Sirius (não me pergunte como eles foram parar lá), exigi explicações sobre o que havia acontecido, e ele havia começado a falar quando o interrompi.

– Bem.. Você ficou bêbada bem antes de alguma coisa fazer efeito em mim e você estava tão linda... – ele falou com aquela voz aveludada que deixava todas as meninas loucas por ele, e me empurrou até a parede. – Eu não resisti – e abaixou o rosto para beijar o meu pescoço. Suspirei e fechei os olhos, decidindo aproveitar, afinal a irritação já havia passado e não era muito comum ter o garoto mais bonito da escola te agarrando. Certamente eu entendia porque todas as meninas sempre voltavam para ele pedindo por mais.

Gemi quando ele mordeu meu pescoço, e ele passou as mãos por meu corpo até chegar ao cabelo, que ele puxou me fazendo jogar a cabeça para trás. Quando ele me beijou eu já estava completamente rendida ao seu jeito dominador e não pude resistir quando ele pediu passagem coma língua, explorando todos os cantos da minha boca. Não o impedi quando ele tirou meu sutiã e, bem, fizemos aquilo de novo.

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– Droga, Sirius – reclamei, depois de me recompor – a gente não devia ter feito isso, foi basicamente um incesto. – bati no ombro dele, tentando fazê-lo sair de cima de mim, mas ele continuou sobre mim, apoiado nos cotovelos.

– Mas você não conseguiu resistir a mim – ele piscou, com um sorriso malicioso no rosto – e eu aposto que você não se arrepende nem um pouco. Suspirei, derrotada. É, eu não conseguia me arrepender.

– Tá, tá. Agora pode sair de cima de mim? – pedi – Não sei se você lembra, mas nós temos um compromisso com os meninos. Ele saiu de cima de mim rapidamente e correu para o banheiro. Ri, ambos sabíamos que Remus ficaria puto se nos atrasássemos de mais.

Levantei-me calmamente, com cuidado para não pisar nas garrafas quebradas, e peguei uma toalha no armário, ignorando a coleção de calcinhas que ele mantinha lá. Tomei um banho rápido no banheiro de hóspedes, e logo comecei a pegar minhas roupas pelo quarto. Não achei minha calcinha, estranho. Peguei uma blusa preta gola V que estava jogada pelo chão e a vesti, achando muito confortável usar algo muito maior do que o meu próprio corpo. Sorri.

Naquela hora, Sirius saiu do banheiro já vestido e, ao me ver, grunhiu.

– Caralho, Lily. Será que você pode, por favor, cobrir essas pernas? – Ele reclamou, fitando minhas coxas nuas. Senti o rosto esquentar, e procurei minha calça pelo quarto, até encontrá-la pendurada de qualquer jeito no computador (hã?), e a vesti rapidamente.

Olhei-me no espelho. Eu tinha marcas vermelhas e roxas pelo corpo, principalmente no pescoço e nos ombros. Sirius, seu puto, xinguei-o mentalmente de todos os palavrões que me vieram à cabeça enquanto saíamos do quarto.

A blusa caía do meu ombro enquanto descíamos as escadas e eu, inutilmente, tentava fazer com que ela se fixasse lá. Sirius apenas ria.

– Quem manda pegar a roupa dos outros? – perguntou, desdenhoso. Apenas revirei os olhos e fui andando para a garagem, onde peguei meu celular e liguei para Remus, preparando-me psicologicamente para a bronca.

Atenderam no segundo toque.

– Hey, Rem – cumprimentei assim que atenderam.

–Lily? Aqui é o James – ele falou, rindo logo em seguida.

– O que foi? – perguntei, fazendo uma careta para Sirius, que me encarava tentando descobrir o assunto.

– Remus usou alguma coisa, e ‘tá todo enrolado nos cabos dos microfones aqui. Ele riu mais ainda. Ah, acho que não contei que tínhamos uma banda, não é? Bem, nós temos. Eu fico nos vocais enquanto Sirius toca bateria, Remus toca baixo e James fica na guitarra e backings.

– Esse drogado – falei, fingindo desgosto para logo rir junto com ele. – Enfim, só liguei pra avisar que estamos indo pra casa do Remito. Estamos muito atrasados? – mordi o lábio, tinha feito besteira.

– Nós... Quem? – James perguntou maliciosamente, mas pareceu forçado. Corei fortemente.

– Eu e o Six – corei mais ainda e tanto James quanto Sirius riram.

– Na verdade não, mas é melhor vocês chegarem antes do efeito da anfetamina passar – ele falou, depois de se recuperar de um ataque de riso\tosse.

– Okay, estamos indo – e desliguei, antes que ele tivesse tempo de fazer mais alguma piadinha.

– Vamos logo, cachorro. – brinquei com Sirius, entrando no carro dele. – Não queremos chagar lá depois de o Rem ter voltado ao normal. Ele riu e entrou no carro, e seguimos para a casa de Remus.

Estávamos no carro, a caminho da casa do Remus, quando eu me virei para Sirius.

– Hey, Six – chamei, e ele olhou para mim sorrindo de canto – É... que eu acho melhor não falar pros meninos o que houve. Falei pausadamente, com a vergonha aflorando. Meu rosto devia estar da cor do meu cabelo.

– Claro, linda – ele deu um sorriso torto – Mas se qualquer dia você quiser repetir... – ele falou sugestivamente, piscando para mim, e eu corei ainda mais.

– Não! – quase gritei – esquece isso, por favor. – Estava quase desesperada. Ele apenas ria.

– Relaxa, Lils. Eu não vou contar pra ninguém.

Liguei o rádio, um tanto mais relaxada, e os acordes de Back In Black encheram meus ouvidos.

Back in Back (AC\DC)

Back in black, I hit the sack
I've been too long, I'm glad to be back
Yes, I'm let loose from the noose
That's kept me hangin' about

Cantei junto, feliz por saber a letra e não precisar enrolar. Minha voz era um tanto rasgada e rouca, e eu adorava isso.

I've been livin' like a star, 'cause it's gettin' me high
Forget the hearse, 'cause I never die
I got nine lives, cat's eyes
Abusing every one of them and running wild

Sirius riu e me acompanhou, batucando no volante do carro.

'Cause I'm back! Yes, I'm back!
Well, I'm back! Yes, I'm back!
Well, I'm back, back
Well, I'm back in black
Yes, I'm back in black!

Back in a band, I got a Cadillac
Number one with a bullet, I'm a power pack
Yes, I'm in a band with a gang
They gotta catch me, if they want me to hang

'Cause I'm back on the track, and I'm beatin' the flack
Nobody's gonna get me on another trap
So look at me now, I'm just a makin' my pay
Don't try to push your luck, just get outta my way

'Cause I'm back! Yes, I'm back!
Well, I'm back! Yeah, I'm back!
Well, I'm back, back
Well, I'm back in black
Yes, I'm back in black!

Well, I'm back! Yes, I'm back!
Well, I'm back! Yes, I'm back!
Well, I'm back, back
Well, I'm back in black
Yes, I'm back in black!

Ah, yeah! Let's go!
Keep on goin'! Yeah, yeah!
Yeah, ah, yeah, yeah!
Here we go!

Well, I'm back (I'm back!)
Back (well, I'm back!)
Back (I'm back!)
Back (I'm back!)
Back (I'm back!)
Back
Yes, back in black
Yes, I'm back in black

Outta sight!

Passamos o caminho inteiro cantando e gritando pela janela do carro e, antes de chegarmos, Sirius acendeu um cigarro, enchendo o carro com aquele cheiro que, naquela época, me incomodava.

Eu preferia não me entregar a cigarros ou drogas, obrigada.

Estacionamos na frente da casa onde Remus morava e entramos sem cerimônia. A bagunça era generalizada, e eu tive que tomar cuidado para não pisar nas roupas e cuecas (e algumas calcinhas) que estavam espalhadas pela sala e pelo corredor que levava a entrada do porão, onde aconteciam nossos ensaios.

Acordes soavam vindos do andar de baixo e reverberavam no chão sob meus pés. Enquanto descia a escada, James errou um acorde e xingou a si mesmo.

– Calma, Jay. – falei rindo – não é o fim do mundo ter errado um acorde.

– A culpa é toda sua, Lily! – ele brigou – essa música que você compôs é difícil!

– Não é, não – ri do desespero dele – Não sei pra que tanta pressa, não é como se nós tivéssemos um show hoje ou algo do tipo.

Sirius e James se entreolharam, com uma expressão incrédula no rosto.

– Er... Lily? – James falou lentamente, como se tentasse explicar algo a uma criança – Nós temos um show hoje.

– O QUÊ? – gritei, entendendo o “e” até onde o fôlego permitiu.

– É no Cabeça de Javali. – ele falou, ainda me encarando. – Falamos sobre isso ontem.

– Como assim?! Eu não ouvi! –estava desesperada – qual é a set list? Me ajudem, porra! – eles apenas riam de mim.

Sirius me entregou o papel onde estava a set list e eu me sentei no chão para ler.

Highway to Hell (cover)

Brigther

Wait For Me (cover)

What If

Conspiracy

Heroes (cover)

– Só seis? – perguntei – Isso é menor que um mini show.

Sirius e James me ignoraram enquanto improvisavam alguma coisa em seus instrumentos.

– Só vamos fechar a noite, é tipo um festival de bandas locais – Remus falou, surgindo de algum lugar desconhecido.

– Rem! – pulei em cima dele – que bom que você apareceu – o abracei, afundando o rosto em suas roupas incrivelmente cheirosas – você é tão bom de abraçar – ronronei. Todos riram de mim.

Não sei por quê. Abraçar as pessoas é muito bom.

– Ok, Lily. Você já pode me soltar – Remus falou, depois de alguns minutos, nos quais eu fiquei agarrada nele como um macaquinho e os outros ficaram nos encarando.

– Não – minha voz saiu abafada, já que estava com o rosto na camisa de Remus. Ele tentou me afastar, mas eu simplesmente me agarrei mais a ele.

– Lily! – James brigou – Temos que ensaiar.

– Não – estendi o “ão” tanto quanto consegui – O Rem é tão bom de abraçar...

Ele tentou andar e me arrastou junto, nunca que eu ia largar o meu urso de pelúcia móvel.

– James? – Remus falou, como se pedindo ajuda.

– Certo – ele respondeu.

– O q- – senti um tranco e de repente o mundo virou de cabeça para baixo. Demorei alguns segundos para entender que James tinha me colocado no ombro dele como se eu fosse um saco de batatas. Comecei a me debater, e ele me jogou num sofá ao canto da sala.

Gemi de dor, pois minha cabeça tinha atingido a madeira do sofá.

– Ai, James. Não precisa ser tão bruto. – falei, sem notar que aquela frase poderia adquirir um sentido malicioso muito facilmente. Os meninos se entreolharam e riram, e eu corei imediatamente.

Levantei-me num salto.

– Vamos, vamos. A gente não tinha que ensaiar? – falei, fazendo gestos do tipo “vamos, andem”. Eles riram da minha vergonha súbita e foram para seus instrumentos. Sorri minimamente enquanto caminhava em direção ao microfone.

Esses garotos ainda iam me matar.

Notas finais
Gostaram? É a minha primeira fanfic postada então eu estou muito insegura >
Não sei quando vou postar o próximo capítulo, porque a minha criatividade pode tirar férias sem me avisar, mas espero não demorar tanto.
Até o próximo capítulo xoxo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.