Abril, 1912 - Brittana
5 Interlocução
POV Brittany
De manhã, acordei Sam no tempo em que nossos colegas de quarto Kurt e Blaine saíram para passear pelo navio. Estava inquieta. Queria contá-lo toda a história de Santana e minha quase prisão.
— Wow, tudo isso aconteceu enquanto eu dormia?
— Sim, Sam! — Confirmei.
— Hoje vamos jantar super bem, então.
— Sem dúvidas.
— Espere um segundo... — Ele me olhou sério. — A garota não te reconheceu?
Levantei-me da cama, pensativa.
— Bem... Acho que não.
— “Acha”?
Voltei a olhar para Sam.
— É... Ela perguntou se já nos vimos antes. Só que, não tinha certeza... Então, creio que ela não deva saber que fui eu a garota que esbarrei nela.
— Espero que ela não saiba mesmo, essa situação poderia gerar um escândalo e isso seria ruim demais para nós.
— Eu sei...
Ele se pôs diante a mim e beijou minha testa.
— Mas, o importante é que está bem e que não foi presa, Britt.
— Nem me lembre. Quase tive um treco.
Ele sorriu.
— Por que não vamos dar uma volta agora, antes de ir tomar o café da manhã?
— Maravilhoso! Eu aceito, totalmente.
Sam assentiu, satisfeito.
— Eu só preciso, você sabe, trocar de roupa... — Ele alcançou sua mochila e a revirou. — O que acha melhor, trapo número um, dois ou três?
Gargalhei com sua brincadeira e apontei para um dos trajes.
— Oh, esse aqui é ótimo Srta. Chique, eu sinto que favorece minhas sobrancelhas.
— Ah, cale a boca Sr. Bobão, você mal tem sobrancelhas...
Rimos.
— Ouch!
POV Santana
Durante meus sonhos, percebi que o fato de eu ter a sensação de reconhecer o “Sr. Pierce” não era por acaso. Nem por questão de outra vida. Ou o que quer que seja que “ele” quisesse inventar para a minha pessoa.
Ele não era ele, era ela.
Claro. Era a garota da boina que havia esbarrado em mim. Porém, com os cabelos bem mais curtos.
Todavia, aparentemente não tive tempo de interligar os fatos no dia anterior com um turbilhão de coisas passando pela minha mente e o meu choro descontrolado borrando minha visão. Tão óbvio. Será que ela estava tentando se redimir comigo pela grosseria de correr sem cuidado algum pelo deque ao embarcar no Titanic? Não fazia ideia, exceto que eu não havia tido tempo de lhe agradecer, verdadeiramente, pela gentileza de me fazer repensar na morte.
De me estender à mão, me segurar.
Ver-me.
Antes, eu já havia ouvido histórias sobre mulheres se disfarçando de homens. Mas, por um momento pensei que fossem apenas boatos. E elas existiam mesmo, a Pierce (se esse fosse seu real sobrenome) era minha prova viva disso.
Muita coragem da parte dela.
Isso era... Deveras intrigante.
Se eu não tivesse escutado sua voz genuína e visto seus cabelos loiros enormes outrora, talvez eu acreditasse em sua farsa por mais tempo, como todo mundo estava acreditando.
Agora nós duas estávamos quites, guardando um segredo escandaloso uma da outra.
POV Brittany
Eu estava desenhando os pés de uma mulher, sentada do outro lado do salão da terceira classe, há algum tempo. Apesar das vestes de segunda mão, seus sapatos eram incríveis, pareciam até não fazer parte do resto de sua realidade. Ela teria o comprado com boa parte de seu dinheiro? Roubado? Ganhado de seu marido, parente ou alguma patroa? Muitas perguntas.
Responder por ela eu não podia, mas poderia imaginar. Ou ir meramente perguntá-la sobre. Queria captar aquela imagem o máximo que eu conseguisse, antes de ela mudar de posição outra vez.
Suas pernas eram lindas.
— Muito bom mesmo, loirinho... — Kurt comentou, aparecendo atrás de mim.
— Obrigado.
Sam, do meu lado, cutucou-me de súbito, e eu, a primeira vista, não entendi o motivo.
— O que?
— Olha quem tá aqui.
Virei à cabeça e vi Santana descendo as escadas do salão. Naturalmente, todos tinham os olhos nela. O que uma garota de porte estava fazendo no meio da ralé? Era o que todos deviam pensar. Inclusive eu.
Imaginei que só a veria de novo no tal jantar. Estava surpresa.
Animada, feliz.
Ela veio até mim, sem graça de estar ali, e eu me ergui automaticamente do banco de madeira que residia para cumprimentá-la, fechando meu caderno de imediato sem terminar o desenho. Falar com ela me parecia mais importante do que a finalização do desenho, ou pelo menos era isso que meu corpo dizia.
— Olá... — Santana cumprimentou-me, esbanjando um sorriso.
— Oi...
— Será que eu poderia conversar com você agora?
— E já não estamos fazendo isso? — Eu ri.
— A sós, quero dizer. Em algum lugar mais... Privado.
— Oh, certo... Sem dúvidas. — Eu olhei para trás e vi Sam e Kurt mandando-me joinhas. Por eles tudo bem, ao que tudo indicava. Retornei os olhos na Srta. Lopez e sorri. — Vamos?
— Claro.
— Depois de você... — Fiz questão de ela me guiar.
— Obrigada.
(...)
Paramos de caminhar, ao chegarmos bem perto da popa do transatlântico.
— Quando eu tinha dez anos meu pai morreu, e só me restou meu irmão. Nós dois fomos parar num orfanato e, depois de alguns meses arrumando encrenca, nos adotaram e nos levaram ao Reino Unido. Mas, a vida lá era complicada, então cá estou eu, fugindo com meu irmão, de volta à América, com poucas moedas no bolso... — Contei a Santana. — Não faço ideia do que me espera no futuro, mas prefiro crer em algo bom, por mais que, no meio da estrada, eu leve um tiro no pé.
Ela riu, e o clima ficou estranho logo depois. Quieto demais. Precisava quebrar aquilo. Dizer algo. Ainda mais por tudo que acontecera ali na noite anterior.
— Bom Santana, andamos e andamos mais um pouco, falamos sobre como o tempo está bom e sobre a minha infância... Mas, acho que não foi para isso que veio falar comigo, não é?
Santana tinha a postura extremamente ereta e as mãos unidas em frente ao corpo. Ela estava distante, evitando olhar-me nos olhos. Mesmo assim, me ouvia.
— Engraçado, eu nunca pensei que voltaria aqui de novo tão cedo...
— Imagino.
— Enfim, você tem razão... — Ela disse, fitando-me. — Veja, eu não fiz isso ontem, então vim lhe agradecer devidamente pelo que fez por mim. Não apenas por me puxar de volta, mas por sua discrição também. Obrigada.
— Ok... De nada.
— E, bom, não é só isso...
— Não? — Ela negou e aí, eu perguntei: — Então, o que mais quer me dizer?
— Que eu sei que não é um homem.
— V-Você... Você sabe o que?! — Engasguei no meio da frase, absurdamente preocupada, procurando apoio no corrimão da balaustrada ao lado.
— Eu demorei um pouco para juntar os pontos, pois estava fora de mim ontem. E, confesso que, ainda a pouco, tinha certas dúvidas sobre minhas recentes suspeitas. Porém, te vendo com mais cuidado agora, não me resta mais incertezas. É a garota da boina.
Ela sabia.
— Santana, eu... — Comecei a sentir minha garganta se fechar e tentei manter a calma. — Ahn...
— Não se preocupe, não direi a ninguém sua verdadeira identidade. Nós duas temos segredos complicados demais para a sociedade entender, não é? Assim como manteve a discrição sobre mim ontem, manterei a discrição sobre você também. Sou justa, não a prejudicaria por simples e puro capricho.
— Acho que você está me confundindo...
— Ah, pare com isso. Foi você que esbarrou em mim, há dois dias. Não faço ideia do porquê se veste assim, mas a questão é que isso não é da minha conta... E por favor, não fique me olhando dessa maneira... Eu não me importo de saber. Sério. Se acalme. Está tudo bem.
Trocamos alguns olhares em silêncio, e eu repirei fundo, assentindo.
— Certo... — Relaxei a voz, ao notar que podia confiar nela. — Neste caso, meu nome é Brittany Susan Pierce.
— É um prazer lhe conhecer de verdade, Srta. Pierce. — Ela sorriu.
— Apenas Pierce, por favor... É mais seguro.
Eu olhei para os lados. Por sorte, só nós duas estávamos naquele espaço. Outras pessoas se situavam para além de alguns bancos, distraídas.
— Claro... Pierce. — Ela repetiu e descansou os ombros. — Escute... Sei que deve estar pensando: “pobre garota rica, o que ela sabe sobre a miséria?”, mas...
— Não... Não é o que eu estou pensando. — Rebati, de sobrancelhas franzidas e dei dois passos à frente. — Na verdade, eu me pergunto o que de tão grave pode ter acontecido com a moça à minha frente, para ela ter pensado ontem que não havia outra saída a não ser a morte.
Santana engoliu em seco e apertou os olhos.
— Bem, eu... Ahn... — Ela desviou o olhar e chegou ao parapeito, apertando-o. — Foi tudo...
Serena, eu a segui com os olhos, apenas ouvindo, e a morena voltou a me encarar quando me coloquei ao seu lado na amurada.
— Foi meu mundo inteiro, Brittany... E todas as pessoas nele... A inércia e a futilidade tomando conta do meu corpo e eu num canto, só assistindo, incapaz de pará-las. Como se... Eu fosse um objeto estagnado, sendo devorado por traças.
Ela se virou de frente para mim e pôs uma mão no ar, mostrando-me a joia em seu dedo. Peguei sua mão. Aquela pedra enorme no anel, com certeza, valia mais que tudo que eu tinha ou teria em toda a minha vida.
— Deus, olha o tamanho disso... Se parece com uma âncora. — Brinquei. — Você teria ido direto para o fundo do mar.
Santana continuou séria, mas não se ofendeu com a piada.
— Setecentos convites foram enviados e durante todo esse período, ao invés de sorrir, me alegrar, eu tenho me sentido cada vez mais... Apagada... E ainda tem o Sebastian... — Ela travou. — Quer saber, esqueça.
Esquecer? Como? Aquele homem... Tinha algo de errado em relação a ele. Não precisava juntar tantas pistas para perceber. Conseguia ver tristeza nos olhos de Santana ao mencionar ele. Mesmo assim, queria entender seus sentimentos por Sebastian. O porquê eles estavam noivos. Deveria existir um porquê.
— Você o ama? — Interroguei.
— Perdão?
— Você ama o Sebastian?
Ela ficou boquiaberta, nitidamente incomodada com minha indagação.
— O que? Está... Está sendo muito intrometida... Não deveria me perguntar isso.
— Ora, por que não? É uma pergunta simples. Você o ama, sim ou não?
— A conversa está se tornando extremamente inapropriada, Brittany. Você não vê?
— Por que apenas não responde a pergunta? É tão difícil assim? Ou você não sabe a resposta?
Santana riu nervosa, e deu alguns passos me deixando para trás. Pus-me perto dela de novo, enquanto a mesma mostrava-se pasma com a linha da nossa conversa. Ela se virou para mim, de repente.
— Isso é um absurdo... Você não me conhece, eu não te conheço, e nós não vamos discutir isso. Entendeu? Você é folgada, grosseira, atrevida, e... Eu vou embora, agora mesmo. — Santana me deu um aperto de mão, toda irritada, exatamente como eu me recordava dela da primeira vez que a vi. — Brittany... Pierce... Ou melhor, Sr. Pierce foi um prazer. Eu lhe procurei para agradecer, e agora eu já agradeci...
— É, e de brinde me ofendeu.
— Bem, você mereceu.
— Oh, certo.
— Certo.
Nossas mãos continuaram balançando no vento, Santana não me largava e eu também não fazia questão de fazê-lo. Sua mão era tão macia, por mais violência que ela aplicasse a minha. Sorri, achando a situação hilária.
— Achei que estivesse indo embora, Srta. Lopez. — Provoquei.
— Eu estou.
— Ah, é?
— É!
Ela soltou minha mão e se virou para ir, mas não satisfeita, voltou a olhar para trás em poucos segundos.
— Quer saber? Eu ficarei aqui, vá você! Cheguei primeiro e você está me importunando, saia!
— Para que? — Eu ri. — Para a senhorita “ver as hélices” de novo?
Perplexa, ela somente piscou os olhos, pensando no que diria a seguir.
— Cale a boca...
— Desculpe, eu não quis dizer isso.
— Que seja... O que é essa coisa estúpida que você está carregando, afinal? — A morena puxou meu caderno de desenhos e o abriu. — Então... Você é uma artista?
— Não... Eu apenas gosto de desenhar.
Ela sentou-se em um banco.
— São bons.
Eu a acompanhei no assento. O que diabos estava acontecendo? Santana era muito indecisa.
— Muito bons, na verdade.
Santana me olhou impressionada, ao passo que folheava meu caderno.
— Brittany... É um trabalho incrível.
— Obrigada.
Ela parou em um desenho específico e arregalou os olhos.
— Nossa... — Santana continuou, vendo a sequência de esboços de mulheres nuas. — V-Você usou modelos de verdade para desenhar estes?
— Fiz quando visitei um bordel... — Essa tinha sido a primeira vez na vida em que me disfarçara de garoto (tirando as brincadeiras de criança), há uns dois anos. Lembro-me que Sam e eu estávamos curiosos sobre o que acontecia num lugar desses e aí, tiramos a prova viva. Depois daquele dia, voltei sozinha no lugar mais duas vezes. — É um lugar recheado de diferentes moldes físicos, sabe...
Santana levantou as sobrancelhas.
— Hum... Bordel. Parece que leva a sério mesmo essa história de ser homem... E você gostou bastante dessa mulher aqui, né? Desenhou ela várias vezes.
— Por causa das mãos dela, são lindas. Fora que a garota era uma pessoa tão vivaz, divertida, mesmo com aquela realidade em volta, aquilo me inspirou. Nós conversamos por horas sobre tudo e ela me autorizou a desenhá-la, sem cobrar nada. Ah... — Eu virei para a próxima página, onde não existia mais nudez. — Esse é o Hudson. Ele era um cara engraçado, vinha todos os dias jogar pôquer no bar em que meu irmão trabalhava, mas nunca apostava muito alto. Ele sempre perdia, e mesmo assim nunca deixava de tentar, nós o apelidamos de Sr. Constância. Porventura, um dia, ele consiga vencer.
Eu contei a história por trás de mais alguns desenhos em seguida, até Santana se manifestar.
— Você tem um dom, Brittany. — A morena olhou para mim, e balançou a cabeça para enfatizar suas palavras. — Tem mesmo... Você vê as pessoas.
Espreitei os olhos.
— Eu vejo você.
Ela abriu-me um sorriso.
— E...?
— Você não teria pulado. Só está confusa, não quer morrer. Aposto que nunca tentou antes.
Santana fechou a cara, novamente.
— É... — Ela se levantou, devolvendo-me o caderno. — Por que não posso ser como você, Brittany? E, sei lá... Apenas seguir em direção ao horizonte quando quiser... Sem regras. — Não era bem assim. Eu me ergui e coloquei-me ao seu lado, escutando-a atenta. Não queria cortá-la. — Ninguém nunca me perguntou o que eu realmente queria. As pessoas só deduzem e eu tenho que aceitar, porque essa é a minha função. Quão injusto isso é?
Muito.
— O que você realmente quer? — Quis saber.
— Diz, neste exato momento?
— Sim.
— Arrancar o maldito espartilho do meu corpo e me livrar desses saltos... Eu te invejo, pode acreditar.
Nós rimos.
— Me fale mais sobre você, Santana.
— O que quer saber?
— Tudo...
— Por exemplo?
— Onde nasceu?
— Na Espanha. — Ela passou a andar e eu a segui. — Porém, mais tarde, eu e minha família nos mudamos para a Inglaterra...
(...)
Olhos castanhos me encontraram radiantes, outra vez. Estávamos em outro canto do navio agora, Santana insistira e me levara até o deque da primeira classe. Só me restou ir.
A experiência era boa, não digo o contrário.
— Pierce, diga para mim que iremos vagar pela América, conhecendo-a de ponta a ponta, livres, mesmo que seja só por dizer.
— Não, nós iremos mesmo. — Me alegrei com a ideia. — Vamos nos entupir de algodão-doce e andar em todas as montanhas russas possíveis até não poder mais.
Ela gargalhou, animada.
— Depois, cavalgaremos na praia, passando pelas ondas. Mas, nada de subir no cavalo de ladinho. Tem que montar de verdade.
— Você diz, com uma perna de cada lado? Como um homem? Não sei...
— É. “Como um homem”. Isso é montar de verdade.
— Tudo bem, mas só se você me ensinar.
— Certo, neste caso, lhe mostrarei como jogar cartas “como um homem” também...
— E cuspir como um homem. — Ela ironizou.
— O quê? Não te ensinaram isso na escola de madames? Não creio!
— Não! Não me ensinaram! Vê se pode...
Eu ri com ela.
— Vamos fazer isso. — Segurei sua mão e trouxe-a comigo.
— O quê? Não, Britt...
— Vamos lá.
— Eu não posso...
— Pode sim. Você pode tudo... Veja bem. — Apossei-me do corrimão do parapeito e cuspi no oceano. — Viu só?
— Argh, que nojenta! Não acredito que fez isso.
— E eu não acredito nesse seu choque... — Ri de sua reação, e dei dois tapinhas em seu braço. — Ok, sua vez.
— Sério?
— Sim, qual o problema? É libertador.
— Libertador, tá... Sinto que vou me arrepender amargamente.
— Não pense nisso, só faça... É melhor se arrepender de algo que fez do que algo que não fez, eu sei que quer tentar... Vejo nos seus olhos.
— Ok, ok...
E Santana tentou, mas foi um desastre.
— Isso foi... Foi... Horrível.
— Ah, jura? — Ela riu.
— Olha, você tem que transformar seu corpo numa alavanca, acumular saliva, arquear o pescoço. E cuspir... — Eu comecei a me preparar e senti Santana me dar uma série de leves socos no braço, engasguei, olhando para trás. — Que foi?
— Mãe... — Santana falou num tom agudo, para uma das quatro mulheres nos olhando horrorizadas, petrifiquei. — Senhoras, deixe-me apresentar a vocês, este aqui é o Sr. Brittan Pierce.
A mulher me encarou com a cara fechada, reprovando minha aproximação com Santana. Andei um passo para o lado. Droga, por que ela me analisava tanto? Só faltava ela descobrir que eu era uma garota como Santana descobrira.
Eu estava paranoica.
Péssima ideia aceitar o convite de ir até a primeira classe, Brittany. Péssima ideia.
A senhora Lopez me olhou de cima a baixo, pela terceira vez.
— Encantada. — Disse, sem vontade.
Quanto às outras mulheres? Sorriram, e por isso consegui me soltar.
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