Abra seus olhos

2 Minha vida é uma farsa


Notas iniciais
Oieh, gente me perdoem pela demora, eu estava com bloqueio e quase sem vontade de escrever, mas eu apresentei minha fic para uma amiga,(Bhia

Voltando para casa, sozinha como de costume, sinto algo se aproximando de mim, como um vulto, ou ''Goblin", pois corria muito rápido, e quase conseguia me alcançar voando.

Talvez, fosse alguém mas é como se soubesse quem era, de repente começou a dirigir palavras a mim, mas não sabia quem era, e fiquei procurando uma explicação até adormecer.

~Dia seguinte~

A minha cabeça, ainda dói, não sei o que aconteceu ontem, só estava voando, como faço todo dia, apesar que essas coisas sempre acontecem mas ontem foi a pior de todas...

~Morg on~

–Já te disse pra tomar mais cuidado... Se ela te descobre, não sabe o que vai ser capaz de fazer... Silêncio acho que ela acordou, vá embora agora!

De repente Annie aparece na porta, e começa a me fazer perguntas como, com quem estava falando e pra onde foi, Annie não vai descansar até conseguir, é melhor eu inventar algumas desculpas...

~Morg off~

Aquela história está muito mal contada, minha tia não está falando a verdade, minha cabeça dói e está sangrando, é como se alguém tivesse me apedrejado.

Tomo um rápido café da manhã com O negativo, já que não estava com muito apetite, não ia gastar o último saquinho de B positivo.

Tomei um banho rápido, e fui me deitar novamente, quem sabe consigo chegar a tempo pras aulas à tarde...

Acordou assustada, com Morg gritando nos meus ouvidos, ainda bocejando, escuto ela falar sobre um incêndio na antiga casa dos meus pais, pulo da cama e me visto depressa, parece que não pegou fogo em tudo, só na parte da frente, mas enfim eu tinha que ir lá, é minha história, tenho que conferir...

Chegando lá avisto toda fachada, destruída, acho que isso é por conta do tempo também, pois faz mais de 16 décadas que não vou lá, a porta estava escancarada, parecia um arrombamento, a cada cômodo que eu entrava, surgiam novas memórias, e lugares da casa que eu não me lembrava, como um quarto decorado com bolas de futebol, e troféus de futebol voador, uma cama de solteiro, guarda roupa e uma estante de livros, tenho certeza que não havia isso na minha casa, na sala um álbum de fotos jogados e com marcas em todas as fotos que eu estava presente, aquilo era tudo muito estranho e o medo começou a surgir. Eu tive a famosa impressão que alguém me vigiava, era a mesma impressão do vulto no dia anterior, mas dessa vez, era visível, um garoto vestido com calças jeans e camisa largada, deveria haver mais ou menos a mesma idade que eu, pelas presas, que não estavam tão curtas, ele era alto, loiro, olhos castanhos, e com uma barba rala, ele era muito parecido comigo, a menos pela cicatriz no braço direito.

Depois deu reparar nele por inteiro ele não correu, nem falou nada apenas ficamos em silêncio nos olhando, até que um simples olá vindo da parte dele, quebrou esse silêncio. Eu não sabia se corria, gritava ou respondia, com um sorriso envergonhado, levanto a mão direita, abaixo a cabeça, e coço a nuca, como sempre faço quando me sinto envergonhada.

Ele começa a se apresentar, dizendo que seu nome é Arthur, tem 18 décadas, e outras coisas.

–Como entrou aqui, Arthur? Você não tem o direito de entrar, a casa não lhe pertence, e mesmo que a porta estivesse aberta, a casa é de minha família.

–É difícil de explicar, Annie, eu sinto muita pela nossa mãe, posso explicar...

O que ele quis dizer com nossa mãe? E como ele sabe meu nome? Nunca o vi, e agora, eu já nem sei mais, a meu Deus como assim?

–Annie fique calma, vamos conversar me escute, você corre perigo, Annie! Annie! Acorde! Anne Elise!

As últimas palavras de que me lembro antes de cair, isso tem acontecido comigo com frequência, mas por quê? Não me lembro de acontecer esses desmaios na minha infância.

Então eu acordo, com minha cabeça sangrando novamente, vejo Arthur quase se matando pra não me devorar, dava pra ver a vontade que ele tinha do sangue da minha cabeça, me levanto rapidamente, e fico com tontura por causa disso.

–Annie, você corre perigo, não pode mais ficar em Carmelia, é muito perigoso.

–Arthur, o que você quer dizer com isso? Estou confusa...

–Quero dizer, que quem matou nossa mãe, vai te matar também, vamos pra casa agora...

Interrompi Arthur, com um simples gesto de silêncio, saímos de lá bem baixinho, mas depressa, trancamos a porta com uma vassoura do lado de fora só pra ganharmos tempo. Saímos voando, em direção a casa de minha tia Morg.

Chegando lá, minha tia estava com a aparência de assustada, quando nos viu, a primeira coisa que disse foi:

–Arthur?!?!?!?!?!??!????!!!!!???!?!?!?!?! O que faz aqui? Eu te disse pra ficar longe de mim e de Annie!

–Tia Morgana? Escondeu-me de Arthur a vida inteira? O que estava pensando? Ele é ou não meu irmão, e você esconde uma coisa assim?

–Annie, foi para seu próprio bem, eu juro, por favor acredite em mim, eu sei que menti sobre muitas coisas, mas Arthur, só iria lhe trazer problemas...

–Acredite nela Annie, eu não tão bom, quanto um irmão deveria ser.

–Eu não entendo, minha vida é uma farsa! Você é mesmo minha tia? O meu pai está vivo? Arthur brotou do inferno?-Deixo eles falando sozinhos enquanto corro para meu quarto, fecho a porta mas em segundos ela se destranca, quando vejo é Arthur...

–Annie posso explicar, quando você tinha cinco ou seis anos você desenvolveu uma doença, não é umas das piores, mas pode te matar a qualquer momento. Ela se resume em você ter ataques de memória, e esquecer parte da sua vida em questão de minutos. Por isso você sempre desmaia, a qualquer hora do dia... Não se lembra de mim por causa dessa doença, perdeu todas as lembranças que tinha de mim, que tinha da nossa vida, você viu nossa mãe sendo morta, e é por isso que querem te matar! A qualquer momento do dia você pode se lembrar, de quem a matou, e quando isso acontecer vai querer se vingar, e vai ser pior, por isso te peço, que haja o que houver não conte pra ninguém quem a matou, principalmente pra mim, ou pra Morg, ok?

–Mas Arthur?

–Annie, ok?

–Sim Arthur, ok!

Notas finais
O que acharam? Se gostou comente, e se não gostou comente também, por que não vai cair a mão comentar :) Bjus
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.