Abraços Perdidos

10 Seu instinto segue doente.


Notas iniciais
mto obg a: Carl, whatsername, juliaalmeida25, Tuzi, Marcela, suzana_quintana, MMasen, Amandacs, Lio Cullen, Jee Lacerda, IsabellaF, novacullen, Lih Andrade, Lu Nandes, Agatha Roesler, Ana Candeo, elispreta, LekaEscritora, Tathajovi, Emillyeta, brubs, LittleDoll, Belle Duchannes, Isa Salvatore Cullen por comentarem *-----*
oi pessoal ! desculpem a demora, só consegui postar agr, pq entrei de férias de tudo o/ haha. e é isso aí, posts mais frequentes estão garantidos , pelo até o fim do mês o/ kkk o capítulo está pequeno pq é continuação do anterior, mas espero que gostem de um ambiente mais descontraído.
Boa leitura !

“Bella?” Edward chamou ao entrar no apartamento. Conteve uma pequena risada ao avistar a bagunça de sua casa do exato jeito que deixara. Não podia mesmo imaginar que Bella mudaria tanto ao ponto de arriscar suas mãos macias na arrumação daquele ninho.

Passando pelo sofá de couro preto, jogou seu paletó no mesmo e mordeu os lábios para refrear a vontade de jogar seu corpo mais do que cansado ali também. Antes, de qualquer forma, teria que verificar como estava sua bailarina.

Subiu as escadas de dois em dois degraus e se surpreendeu ao ver a porta de seu quarto entre aberta. Franzindo as sobrancelhas, empurrou-a e engoliu em seco com a cena; sua bailarina estava sentada displicentemente sobre o tapete de pluma preta, vestida apenas com sua camisa social, que, aliás, deixava mais do que nítido o sutiã provocantemente preto. O cabelo marrom passava dos ombros e a atrapalhava enquanto folheava um dos enormes livros de medicinas de Edward.

Esse que, por sua vez, sentia-se petrificado. Notou que Bella nunca teve atributos que a estereotipariam como uma mulher atraente para a maioria dos homens: não tinha seios fartos e coxas exageradamente grossas, no entanto, ele sempre soube, era a by Text-Enhance\">pele de porcelana, era a boca perfeitamente avermelhada, eram os olhos derretidos, era a elegância, a pose de inatingível que a fazia tão fascinante para si.

“Oi?” Bella chamou sua atenção arqueando as sobrancelhas, como se não devesse explicações à ele do porquê estava fuçando em suas coisas.

“Está entendo algo?” Edward sorriu, saindo de seu transe de encantamento.

“Ou minha mente está incrivelmente limitada à passos de dança, ou isso aqui só serve para quem tem genes Einstein.” Riu, fechando o livro.

“Eu passei seis meses apenas tentando entender um parágrafo, não se sinta mal.”

“Oh, uau” Fez ela, rindo, realmente surpreendida. “Me sinto muito melhor agora.”

“E pensar que tudo isso só serve para entender como nós mesmos funcionamos.”

“O que me intriga é: por que alguém, em são consciência, opta por algo assim?” Indagou ela, gesticulando com as mãos de um modo que fez o médico vislumbrar o quanto estavam magras e com veias extremamente roxas e saltadas. “Quero dizer... De repente, você tem uma vida na sua mão... Uma família, sonhos, um futuro... E daí você tem toda a responsabilidade de fazer com que tudo se realize ou se acabe...”.

Edward deu de ombros. “Você diz como se nós brincássemos de ser Deus.” Riu. “Não é bem assim. Você tem a responsabilidade, mas ela não é inteiramente sua. Digo, tem toda a equipe e tudo mais...” Parou, vendo que não estava se expressando bem. Suspirou. “Mas o gratificante é, depois, você ver que salvou uma vida, e que salvou sonhos, e que salvou uma família, que salvou um futuro. O mais gratificante é saber que, de alguma forma, foi mais útil nesse mundo do que a maioria das pessoas e que, talvez, você será lembrado de alguma forma no dia em que for embora daqui... Talvez não por todo mundo e nem pelo prêmio Nobel, mas pelo menos por uma pessoa... E isso é o que mais importa.”

Quando terminou seu discurso (o mais longo que fizera desde que reencontrara sua bailarina), viu que Bella o olhava em êxtase puro, fascinada. Mal podia acreditar que aquele homem maduro e de voz grossa que falava com tanta propriedade era o mesmo adolescente de seis anos atrás, aquele que, ela apostava, não conseguia nem amarrar o próprio tênis sem a ajuda da mãe.

“É... Talvez devêssemos descer e jantar.” Ele comentou, mexendo no cabelo, visivelmente constrangido com o olhar quase que hipnotizado que Bella lançava.

“Ah, sim” Ela balançou a cabeça, dispersando-se do transe. “Eu meio que fiz um macarrão instantâneo.” Edward gargalhou. “Hey, não ria!” Repreendeu, mas ela mesmo não se aguentava. “Agradeça, pois você poderia nem ter o que comer! E prepare-se para o melhor macarrão instantâneo de sua vida!”



“Você deveria ser proibida por lei de fazer um negócio desse.” Edward disse, rindo ao remexer na gororoba que Bella havia preparado.

Ela jogou os cabelos, fingindo-se de indiferente. “Melhor do que comer vento.”

“Estou com sérias dúvidas quanto à isso.”

“Ingrato.” Disse, fazendo um bico como uma criança mimada; Edward riu.

Logo, o único barulho que ouvia no ambiente era o tilintar dos talheres nos pratos de plástico (sim, porque Edward não confiava em si mesmo ao ponto de portar algum tipo de porcelana), e o médico, de repente, lembrou-se das conversas evasivas e pouco satisfatórias que teve com a bailarina até ali e sentiu vontade de saber mais. De saber de tudo, mais especificamente.

“Então... O que andou fazendo nesse tempo, além de se jogar de pontes?” Humor negro de merda, pensou ele logo depois. Bella engoliu a comida devagar, claramente constrangida com a tentativa falha do médico de deixar o ambiente mais leve.

“Nada demais.” Deu de ombros.

“Eu me lembro que uma amiga sua me disse que você tinha ido pra França, agenciada por um cara e tudo mais...” Começou, mesmo lembrando de que ela mesmo havia dito que aceitar a proposta de ir pra Europa havia sido a pior escolha de sua vida.

Bella estremeceu e fechou os olhos, como que tentando eclipsar algum tipo de lembrança que viera a tona naquele momento.

“Foi tipo isso.” Respondeu com um sorriso amarelo; as mãos magras circulando as cicatrizes no pulso de forma involuntária, fazendo com que Edward começasse a pensar que, talvez, tudo aquilo tivesse alguma ligação.

“Como tipo...?”

“Ele me agenciou e aí eu dancei por uns três anos numa companhia famosa lá... Eu era realmente muito boa.” Os olhos castanhos pareciam vidro de tão brilhantes, claramente nostálgicos.

“E como veio parar aqui se estava tão bem lá?” Pressionou.

“Coisas acontecem.” Respondeu, massageando a ponte do nariz fortemente, como se estivesse perturbada.

Edward esquadrinhou-a. “Que coisas?”

Bella levantou-se num rompante, batendo as mãos na mesa, deixando claro o fim daquele assunto.

“Coisas que não te interessam.” Respondeu sorrindo, suavizando a fala agressiva. “Já terminou?” Indagou, gesticulando para o prato; o médico apenas assentiu, ainda sem tirar os olhos dela. A vontade de desvendar todos os segredos daquela mulher vinha açoitando-o mais forte do que nunca naquele momento.



Edward bufou ao ver os números do relógio verdes e luminosos do relógio digital marcando 03h00min da manhã. Tentar dormir quando se está coma cabeça formigando em pensamentos é realmente uma merda.

Levantou-se com raiva da cama e, sem nem se incomodar em colocar uma calça para tampar sua cueca boxer preta, saiu de seu quarto em direção à cozinha; iria tomar um copo de água bem gelada, a fim de tentar afundar toda sua curiosidade num poço bem fundo.

Porque sua bailarina não merecia que ele ficasse agindo como a porra de uma velhinha fofoqueira que não tem mais nada para fazer na vida; ela, definitivamente, tinha se ferrado de um jeito inimaginável indo para a França e ele não deveria ficar querendo fazê-la relembrar tudo. Até porque, ele nem sabia se realmente queria que ela lembrasse de tudo e lhe contasse. Não queria ter em sua mente imagens horrendas de sofrimento protagonizadas por sua bailarina, aquela pessoa que ele faria de tudo para poder proteger.

Passando pela porta do quarto de hóspedes – que, naquele momento, abrigava um corpo magro e debilitado – Edward não resistiu e abriu uma fresta da porta para poder espiar; amaldiçoou a si mesmo um milhão de vezes, mas não pode deixar de notar que ela estava com as pernas cheias de marcas roxas e cicatrizes extensas, que subiam por sua barriga e iam até boa parte de seu colo. Tremia só de imaginar o que ela havia passado.

Seu coração o avisou no momento em que algo começou a mudar: porque Bella franziu seu delicado cenho para logo depois começar a emitir sons desesperados, daí passou a se debater freneticamente no colchão. Edward não pensou em mais nada e nem deu tempo a si mesmo de tentar interpretar o que estava acontecendo: entrou feito um furacão no quarto e a pegou da cama, abraçando-a, ainda adormecida.

A bailarina ainda se debatia e ele percebeu que lágrimas escorriam de seus olhos fechados... Isso o matou por dentro. Porque ele jamais imaginou ver aquela bailarina tão altiva e segura de si naquela situação frágil, dependendo dele para poder voltar a sanidade.

“Bella, Bella” ele chamou suavemente “Shii... Já passou, é só um pesadelo...” Acalmou, passando as mãos pelos cabelos dela de forma carinhosa.

Deliberadamente, ela foi se aquietando e, ao abrir os olhos, arfou e o abraçou com todas as forças de seu ser. Edward, por sua vez, beijou o cabelo opaco e sem brilho, ainda assustado e chocado.

“Obrigada” ela sussurrou, com a voz ainda embargada. “Você me salvou.”

Edward a estreitou em seus braços fortes e, naquele momento, fez a promessa para si mesmo de que, dali pra frente, sempre a salvaria, de todas as formas que lhe fosse possível. Sempre.


Notas finais
eae , gostaram / espero que sim *---* o nome do capítulo foi tirado da música nova da divissima, lindissima e perfeitissima Anahí, e eu achei que ela tem tudo a ver com a Bella de AP , então vcs vão ver mais capítulos com nomes tirado de lá, kkk
boooooom... oq aconteceu cm a Bella vai demorar um pouco pra se revelado, mas eu acho qe já dar pra ter uma noção, não ? :3 rs, deem seus palpites ! adoro ver o quanto são criativas, sério kkk
ah ! lembram qe eu havia prometido uma fic nova ? então, ela está meio empacada, mas vai sair, prometo ! já tem capa e tudo, acredito que ainda esse mês ele já estrá disponível !
enfim, é isso aí, lindas ! espero que tenham gostado e que comentem, pra eu poder postar o próximo daq a uma semana kkk sim, sem demoras, pq eu estou de férias e na onde estou morando agr n tem nada pra fazer, então posso me dedicar cem por cento as fics *oo* KKK
beijões, amores,a té mais ! ;****

PS.: os reviews serão respondidos , não se preocupem kkk