Above The Law [EM HIATUS]
2 Capítulo 2 - Uma Bebida Amarga
Notas iniciais
— Nunca o vi por aqui. Você não costuma frequentar esse tipo de ambiente, não é? – perguntou Alison com um olhar interessado, sentando-se ao lado de Arthur ao balcão.
— Venho pouco, normalmente após o expediente com meu parceiro que me abandonou essa noite – disse Arthur rindo da situação.
— Parece que hoje então é o dia de sermos abandonados então. Fui abandonada pelo meu “amigo” também ainda agora. – riu Alison também
Então por um breve momento Arthur e Alison ficaram em um silencio profundo, olhando um para o outro, até que Arthur decidiu quebrar o súbito silêncio, reconhecendo a jovem dama.
— Você não é a jovem indicada ao PERA? Eu vi hoje no jornal. – disse Arthur, antes de pedir duas doses de tequila ao barman.
— Sim, eu mesma – respondeu Alison orgulhosa de si.
— Parabéns! É muito bom ser reconhecido pelo que se faz! – disse Arthur estendendo a mão na direção de Alison.
O garçom colocou as duas doses de tequila sobre o balcão
— Obrigada. – disse Alison, recebendo o cumprimento de Arthur.
– E você, faz o que? – disse Alison antes de pegar sua dose e virar
— Trabalho na polícia, sou detetive. – respondeu Arthur. Arthur achou engraçada a iniciativa de Alison ao virar a dose.
— É um desafio? – perguntou Arthur pegando sua dose e virando de uma vez
Alison então ficou gelada. Como ela, chefe de uma das máfias mais fortes de Seattle, estava ali sentada com um detetive. Será que estava sendo investigada pelos federais, pensou ela.
— Alison, você está bem? – perguntou Arthur preocupado, pois via o tom de pele de Alison ficar ainda mais claro que o normal. Estava pálida.
— Desculpe, eu tive uma breve tontura. Vou ao banheiro e já volto. – disse Alison ainda atônita com o que acabara de ouvir.
Ao entrar no banheiro olhou para o espelho, abriu a torneira e molhou o rosto tentando acalma-se. Suas mãos estavam tremulas e seu rosto estava pálido, como se tivesse visto um fantasma.
— Controle-se Alison. Você não pode dar bandeira. Você é forte e mais inteligente que eles. Você vai conseguir sair dessa. Coragem! – disse molhando o rosto e dando alguns tapas em sua cara.
Alison então, tentando se recompor voltou ao balcão onde Arthur estava sentado.
— Você está realmente bem? – perguntou Arthur preocupado
— Sim, só precisei de um tempo para me recompor. Acredito que seja o cansaço do trabalho – disse Alison disfarçando
— Já que eu que puxei o assunto do trabalho, me deixa compensá-la. Mais duas doses! – pediu Arthur ao barman
— Eu não sei se é uma boa ideia.. Nós não nos conhecemos direito, e estamos aqui bebendo juntos. – disse Alison receosa, tentando se esquivar.
— Por favor, eu fui inconveniente falando de trabalho. Não quero estragar sua noite. Deixa eu te pagar essa dose e se você quiser, pode ir depois. – disse Arthur olhando nos olhos de Alison e pegando em sua mão
— Tudo bem então... – disse Alison decidindo aceitar e sentando-se novamente no balcão
“É melhor eu me aproximar dele. Assim posso saber de algumas informações de investigações.”
As bebidas então chegaram e Alison e Arthur voltaram a beber e conversar. Alison reparou que Arthur usava uma aliança
— Você é casado? Desculpe, é melhor realmente eu ir embora. Não quero problemas – disse Alison se esquivando e levantando, pegando sua bolsa e pronta para ir embora.
— Não.. Essa aliança na verdade é simbólica. – respondeu Arthur com um olhar de lamentação.
— Como assim? – perguntou Alison curiosa
— Sou viúvo. Oito anos. – respondeu Arthur
— Eu sinto muito...Não deveria ter perguntado – disse Alison aproximando-se de Arthur, se solidarizando, dando um abraço.
— Não é sua culpa.. Todos pensam que sou casado e acho que de fato sou ainda. Não consegui me libertar. – disse Arthur com um olhar solitário.
— Agora quem tocou em um assunto desagradável fui eu. Desculpe-me, e bem... Acho que eu agora que preciso compensar. As duas doses são por minha conta. – disse Alison sorrindo para Arthur
As novas bebidas chegaram e Alison e Arthur tomaram. Depois desses momentos tensos Arthur e Alison passaram a noite rindo, bebendo, conversando. Alison reparou que havia um karaokê no bar e puxou Arthur para cantar com ela. Juntos cantaram “All You Need is Love”. Alison estava dividida em seu interior. Havia acabado de conhecer um cara muito legal, mas que futuramente poderia se tornar seu pior inimigo, caso ele realmente descobrisse sua verdadeira ocupação. Já Arthur lembrava que não se divertia assim desde que Anne faleceu. Já havia saído outras vezes com Tyler, mas não era a mesma coisa. O celular de Alison então começou a tocar, era David.
— Não é melhor atender? – perguntou Arthur, olhando para o celular de Alison
— Não é ninguém importante. – disse Alison desligando a ligação
Após uma noite de bebedeira, cantoria e boa conversa, Alison e Arthur pagaram a conta e deixaram o bar. Como já era tarde, Arthur estava preocupado em deixar Alison em casa.
— Não precisa. Realmente não precisa, eu moro muito perto daqui. – disse ela rindo e se apoiando em Arthur.
— É claro que precisa, olha o seu estado. Eu faço questão! – disse Arthur amparando-a, porém cambaleando também.
Os dois foram então em direção ao carro de Arthur que estava estacionado em frente ao bar.
— Tem certeza que está em condições de dirigir? – perguntou Alison
— Tenho de estar, senão como vou voltar para casa? – respondeu Arthur rindo
Os dois chegaram então ao edifício em que Alison morava. A fachada do edifício era toda de vidro com o nome do prédio em um letreiro dourado no topo do prédio. Alison cumprimentou o porteiro, passaram pela porta giratória, pelo saguão, digno de um dos prédios mais sofisticados da cidade, e entraram no elevador. Enquanto subiam, ambos ficaram em silêncio no elevador. Saíram do elevador e Arthur deixou Alison na porta de seu apartamento
— Está entregue moça – disse Arthur rindo.
— Obrigada, Sir Arthur. Mas viu? Como eu disse, não precisava. Era perto do bar
— Claro que precisava você não viu aquele rapaz te olhando? – disse Arthur se se lembrando de que havia um rapaz no bar que estava olhando para os dois
— Ele estava te olhando, ele era gay – gargalhou Alison. – Para mim isso foi uma desculpa que o senhor arrumou para ficar a sós comigo por mais tempo. Você não quer entrar? – provocou Alison.
Arthur se sentiu atraído, mas ainda tinha sentimentos por Anne para entrar no apartamento.
— Alison, eu sou viúvo. Mas ainda não estou pronto para outro relacionamento. Desculpe-me se gerei alguma expectativa. – disse Arthur
Alison não deixou Arthur terminar de falar. Agarrou o policial dando-lhe um beijo e por um instante percebeu que Arthur retribuiu o beijo. Arthur então se afastou.
— Você não deveria ter feito isso... Eu não quero te decepcionar. Boa noite Alison. – disse Arthur, assustado com o que tinha acontecido, antes de deixar o prédio de Alison.
Alison então entrou no seu apartamento e ficou pensando: “O que foi que eu fiz? Mas ele beija bem e é gato. Acho que o risco vale a pena.” A ideia de flertar com o perigo lhe excitava. Arthur deixou o prédio confuso. Amava Anne, mas por um lado sentiu vontade de entrar e passar a noite na cama de Alison. Era inegável a química que os dois tinham. “É melhor eu me afastar dela.” pensou Arthur, entrando em seu carro. Ele passava a mão em seus lábios enquanto ia para sua casa. Tinha gostado do beijo de Alison, mas precisava resistir.
Após uma longa e amarga noite, Seattle amanheceu. A cabeça de Alison explodia de dor, efeito da bebedeira da noite passada com Arthur. Ao se levantar alisou a sua cama e pensou na quão maravilhosa poderia ter sido a noite com Arthur caso ele entrasse no apartamento.
— Um homem daqueles ser policial... É muita ironia do destino – exclamou antes de ir se arrumar
Após sair do banho, Alison pegou seu celular e viu que havia mais cinco ligações de David. Decidiu retornar as ligações.
— Bom dia David. Vi que me ligou ontem. – disse Alison no celular
— Bom dia Ali. Por que só retornou agora? – perguntou David, curioso.
— Ontem você me dispensou. Então tive de ir me divertir sozinha. – disse Alison buscando provocar David
— Posso saber com quem? – perguntou David irritado
— Você sabe que não devo nenhuma explicação a você, devido à natureza da nossa relação né? Mas como é algo que afeta nossa família irei falar. Mas não por celular!
— Já estou aqui, você vai vir agora?
— Sim. Vou tomar meu café na Gert e estou indo aí. Vou ir aí antes de ir à empresa. – disse Alison desligando o celular
Desceu então para tomar o seu café e cumprir o seu mantra matinal.
* * *
Enquanto isso, David estava no lugar onde a “família” costumava se reunir.
— A madrinha tá desapontada com você David. – disse o rapaz que acompanhou Alison no dia anterior. Seu nome era Ben.
— Por causa de que? – perguntou David sem entender
— Por causa da confusão com o carregamento de armas. Você sabe que a madrinha gosta de tudo na mais perfeita ordem. – disse o rapaz olhando firme para David
— Mas quando o carregamento chegou eu conferi e não tinha problema algum – disse David surpreso
— Então foi alguém daqui da família que roubou. Bem, a madrinha vai descobrir e quando ela descobrir... Ela não vai perdoar. Isso é traição. – disse Ben alisando seu fuzil.
— Ontem quando o carregamento chegou estavam o Ethan e a Michelle comigo. Foram os únicos que viram a carga entrar e sabiam onde estava. – disse David pensativo
— Sugiro você investigar isso e só acusar quando tiver como provar. Você sabe as regras da família David, finalizou Ben se retirando, levando seu fuzil.
— Sim, eu sei. – disse David apreensivo.
* * *
Arthur iniciou seu dia cedo, na verdade, não conseguiu dormir a noite. Só lembrava-se de uma das melhores noites nos últimos oito anos. Olhou o seu celular e viu o número de Alison e tentou lembrar-se do que mais havia ocorrido noite passada antes do beijo.
“ — Você é um viúvo bem interessante, sabia? – disse Alison provocando
— Você também é bem bonita. Mas no momento, não estou procurando alguém. – disse Arthur desajeitado
— Deixe-me colocar o meu número aqui. Quem sabe eu ganho uma chance futura com você? – disse Alison já pegando o celular de Arthur e digitando o seu número
— Você é maluquinha menina – disse Arthur rindo”
“Então foi assim...” lembrou-se Arthur. A cabeça de Arthur também doía, afinal, fazia tempo que não bebia daquele jeito. Quando olhou o relógio viu que estava atrasado. Deu um pulo da cama e foi direto se arrumar. Não conseguiu nem ter tempo para tomar café em sua casa. Passou no drive-thru de uma lanchonete onde costuma passar quando está atrasado. Pegou apenas um cappuccino e seguiu em direção à delegacia.
— Está atrasado Matthews. – disse o capitão com um olhar bem sério para Arthur. O capitão era um homem bem rígido com normas e regras, pois como ele gostava de se gabar, no exército, ou você segue as regras, ou está fora.
— Desculpe Sr. Marvin – desculpou-se Arthur – Ontem tive um imprevisto – tentou mentir
— Um imprevisto com uma jovem mulher? – perguntou Marvin, rindo, não conseguindo manter a pose de sério.
— Do que o senhor está falando? – Arthur continuou se fazendo de desentendido, porém, visivelmente constrangido.
— Detetive O’Green, venha aqui, por favor. – chamou Marvin, tentando controlar o riso.
Tyler então se aproximou dos dois
— Pois não senhor? – perguntou Tyler, também segurando o riso.
— Mostre seu celular. – disse Marvin rindo
Então Tyler mostrou o celular. Ali havia o vídeo de Alison e Arthur cantando no karaokê.
— Já superou a viuvez parceiro? – perguntou Tyler não contendo mais o riso
— Não é nada disso que vocês estão pensando. Ela já estava no bar também e apenas fizemos companhia um pro outro. Não rolou nada – defendeu-se Arthur.
— Enfim, chega de brincadeira. Venham os dois a minha sala, por favor. – disse Marvin chamando os dois.
Arthur e Tyler então seguiram Marvin até a sala do capitão. Após os dois entrarem Marvin fechou a porta.
— É algo que nós dois fizemos senhor? – perguntou Arthur ao Marvin
— Não. – disse Marvin com um tom misterioso.
Marvin então abriu uma das gavetas de sua mesa e pegou uma pasta com alguns documentos. Eram documentos relativos a uma determinada investigação.
— Essa pasta contém todas as pistas que conseguimos coletar até agora – disse o capitão
— Mas pistas do que senhor? – perguntou Tyler
— Já faz algum tempo que alguns amigos que trabalham com os federais e com a Interpol entraram em contato comigo. Os EUA estão fazendo uma “caça as bruxas” em sigilo. Estamos indo atrás das máfias, e existem fortes indícios de que aqui em Seattle existe uma grande máfia em atividade. – disse Marvin retirando os documentos da pasta
Então fotos e fichas criminais dos mais diversos mafiosos ficaram sobre a mesa. Muitos ali eram conhecidos e possuíam grandes cartéis também, como Oliver Santiago da Califórnia, Martin Howelouis de New Jersey, Paola Franccischone de New York.
— E o que você quer de nós, senhor? – perguntou Arthur, examinando as fichas criminais.
— Como você e o Tyler são os meus detetives mais experientes e os mais capacitados aqui na casa, eu quero que vocês foquem a atenção nesse caso: da existência de uma possível máfia aqui em Seattle. – respondeu o capitão, olhando nos olhos dos dois.
— Mas e o serviço de campo senhor? – perguntou Tyler
— Ficará a cargo dos oficiais e recrutas. Quero que vocês sejam os meus olhos em Seattle, e o principal: não falhem comigo. – disse o capitão na sua tradicional voz grossa e séria
— Pode deixar senhor, não vamos falhar. – disse Arthur pegando as pastas, cumprimentando o capitão.
— Confio em vocês filhos. – respondeu Marvin
Arthur e Tyler então saíram da sala.
— Você pirou de vez? Os federais estão nesse caso e até agora não descobriram nada. Como que nós vamos fazer? – perguntou Tyler, ligeiramente irritado e dando um tapa no braço de Arthur
— Bom, o primeiro passo é estudar o caso. – disse Arthur dirigindo-se a sua mesa e a de Tyler.
—Você um dia ainda vai acabar nos matando. – disse Tyler olhando para cima, estava nervoso, mas juntou-se a Arthur.
* * *
Alison após tomar seu café, se dirigiu para o galpão onde estava sua “família”. Durante o caminho, ligou para Ben.
— Reúna todo mundo. Quero ter uma conversa com eles. – disse Alison
— Ok madrinha, irei avisá-los. – disse Ben.
Alison então desligou e seguiu seu caminho ao galpão. Ao chegar lá, todos já estavam reunidos. Alison então subiu ao palanque, que já estava preparado para a sua chegada, posicionou-se em frente ao microfone de maneira poderosa.
— Lealdade e vitória, meus afilhados! – gritou Alison
— Lealdade e vitória, madrinha. – gritou os membros da máfia
Alison então tomou a palavra.
— Família, um momento especial se aproxima. Um momento de ascensão! Um momento de glória! – disse Alison em tom vibrante
Os membros então aplaudiram e gritavam saudando a “madrinha”.
— Porém, meus afilhados, apenas estarão conosco nesse momento aqueles que se mostrarem leais! Aqueles que se mostrarem dispostos a dar a vida pela família. – continuou Alison discursando.
Então cessou por um instante o momento de euforia.
— Ontem me deparei com uma situação de desconfiança. Uma situação que não deve existir em uma família. Alguém negociou uma carga de fuzis com os fornecedores. Porém essa carga veio incompleta. – disse Alison furiosa. – Alguém furtou alguns fuzis. – blefou Alison.
Os membros da máfia então começaram a olhar entre si com ar de desconfiança
— Quero saber quem esteve presente no momento da negociação. – disse Alison – De pé! – completou sua fala.
Então David, Ethan e Michelle se levantaram.
— Ethan, David e Michelle, venham comigo. Os demais podem voltar as suas atividades. Lealdade e vitória sempre, meus afilhados! – bradou Alison
— Lealdade e vitória, madrinha! – responderam os outros criminosos
Então Alison, Michelle, Ethan e David ficaram a sós. Os quatro foram para uma sala no galpão onde Alison costumava ficar.
— Bem, quero saber quem negociou diretamente com o fornecedor. Como bem sabem, erros não são tolerados. Muito menos traição. – disse Alison puxando uma gaveta em sua mesa e pegando uma arma, era uma pistola. Apontava a arma para cada um enquanto falava
— Fui eu madrinha, perdão! – disse Michelle deixando todos surpresos, inclusive Alison.
— Você Michelle? — disse Alison surpresa, porém com um olhar extremamente frio.
— Sim, perdão. Eu não percebi que o fornecedor havia trago a menos. O Ben percebeu, e então decidimos nós mesmos resolver o assunto. – disse a moça tentando explicar a situação. Alison olhava firme para seus olhos, percebia que Michelle estava suando de nervoso e com as pernas trêmulas. Estava evitando olhar nos olhos de Alison.
— Bom Michelle, além de você me dar um prejuízo com o fornecimento, você também me deu um prejuízo com o fornecedor. Esse fornecedor nunca tinha feito isso antes. – disse Alison alisando sua pistola. – Esse prejuízo vai sair da sua parte, afinal a família não pode se prejudicar por seus erros não é? — disse Alison de maneira fria.
— A “família” ou você que não pode se prejudicar? — perguntou Michelle irritada afrontando Alison
— Você sabe o quanto de dinheiro eu coloco aqui? Pra uma idiota por tudo a perder? Muito dinheiro querida. Dinheiro imensurável. – rebateu Alison, apontando a arma para Michelle.
— É muito fácil vir aqui apenas dar ordens ao invés de realmente por a mão na massa. Aposto que a princesa nunca matou ninguém. Nem mesmo essa pistola que está na sua mão você deve saber usar. – disse Michelle desafiando Alison.
— Como é?! Está me desafiando?! Quer tirar a prova?! – disse Alison apontando a arma na cabeça de Michelle. Estava furiosa de ser desafiada.
— Calma Alison! Vamos nos acalmar, estamos todos muito nervosos aqui! Ninguém precisa levar uma bala – tentou acalmar Ethan
— Abaixa a arma Alison, por favor. – pediu David
Alison olhou friamente para o rosto de Michelle e apertou o gatilho. Michelle num momento fechou os olhos e lágrimas escorreram pelo seu rosto. Alison então começou a rir debochando.
— Cadê a coragem agora? – disse Alison rindo. — Nunca mais duvide de mim, Michelle. – disse Alison guardando a arma em sua gaveta. – Saiam daqui. E Michelle, além do desconto do prejuízo, eu vou descontar sua insolência também. Fique feliz de ter saído daqui viva. – terminou Alison
Após os quatro saírem da sua sala, Alison pensou: “Será que eu devo ligar para o Arthur. Preciso me manter próxima a esse policial”.
Alison então pegou seu celular e ligou para Arthur que atendeu
— Arthur Matthews, pois não¿
— Sou eu Arthur, Alison Johnson.
— Olha.. Se for sobre ontem que você quer falar, é melhor esquecer o que aconteceu. Foi um erro – disse Arthur tentando dispensar Alison
— Sim, você tem razão. Eu fui estúpida em ligar. Desculpe, não irei incomodar mais. – disse Alison desligando o telefone
— É muita ousadia desse detetivezinho. Dispensar-me assim. Mas isso não fica assim mesmo. Daqui a pouco você vai estar na minha mão, Arthur. – disse Alison para si mesma.
Alison então deixou o galpão e olhou para o relógio. Ao ver a hora, decidiu não ir para a empresa e trabalhar em casa, mas antes passaria no hospital para fazer uma visita.
— Wendel, hoje não irei à empresa. Irei fazer uma visita no hospital. – disse Alison no celular avisando ao seu “fiel servo”.
— Anotado, Sra. Johnson.
Alison então desligou o telefone e antes de se dirigir ao hospital, passou em sua casa para pegar roupas. Ia passar a noite no hospital.
* * *
Arthur e Tyler ficaram estudando os casos a tarde toda e no final do expediente, já a noite antes de irem embora, Arthur fez uma observação.
— Repare numa semelhança Tyler. A maior semelhança entre esses diferentes casos é que a maioria dos chefes eram pessoas acima do bem e do mal. Pessoas importantes em seu país. – disse Arthur, circulando algumas informações nos relatórios.
— Pessoas que você sequer poderia desconfiar... – completou Tyler
— Normalmente usavam suas empresas para lavar dinheiro e injetar mais dinheiro dentro da máfia. Normalmente eram do ramo empresarial – disse Arthur mantendo sua linha de raciocínio
— Precisamos traçar o perfil de cada um e reparar se existe mais do que meras coincidências.. – completou Tyler
Veio então a imagem de Alison tensa ontem no encontro após Arthur lhe revelar que era policial.
— Tyler... É apenas uma intuição minha. Não tem nada de concreto. Mas coloque o nome da empresária Alison Johnson na lista de investigação, por favor. – disse Arthur de maneira séria.
Tyler achou estranho, mas como o instinto de Arthur quase nunca falhava, então anotou o nome de Alison.
* * *
Alison então chegou ao hospital e se dirigiu a recepção
— Boa noite. Vim visitar uma pessoa. – disse Alison, abrindo sua bolsa e retirando seus documentos de identificação.
— Qual o nome¿ — perguntou a recepcionista, pegando os documentos.
— Gabrielle Johnson – disse Alison
— É parente? – perguntou a recepcionista
— Sim, minha irmã. – disse Alison pegando sua identificação
— 3º andar, quarto 306. – disse a recepcionista dando uma etiqueta com a identificação para Alison
Alison então subiu e entrou no quarto. Lá se deparou com uma jovem loira de olhos claros, porém estava muito magra aparentando estar em uma situação muito crítica. Estava dormindo quando Alison entrou no quarto. Alison então se aproximou dela, fez um carinho em seus cabelos e beijou sua testa.
— Minha irmãzinha. Eu vou te salvar.. Eu vou fazer o impossível por você, eu juro. – disse Alison com lágrimas nos olhos enquanto segurava as mãos de sua irmã mais nova
— Alison.. Que bom que você veio! – disse Gabrielle fazendo um grande esforço para falar
— Eu nunca vou te abandonar minha flor. Você é sangue do meu sangue. – disse Alison emocionada.
— Eu vi nos noticiários sobre você. Parabéns Alison Johnson, a grande empresária. – disse Gabrielle com muita dificuldade e tossindo.
— Gabrielle, é melhor você parar de falar. Você não está totalmente curada. – preocupou-se Alison
— Você vai passar a noite aqui comigo¿ — perguntou Gabrielle, olhando para Alison
— Sim, eu vou.
Alison então com os olhos marejados novamente olhou pra Gabrielle.
— Gabi... Independente do que digam a você sobre mim. Saiba que eu te amo muito. Eu vou fazer tudo ao meu alcance para te salvar. Eu daria a minha vida por você se possível. – disse Alison pegando nas mãos de sua irmã.
— Eu te amo, Alison. – disse Gabrielle
* * *
Arthur e Tyler encerraram o expediente e foram para suas casas. Arthur ao chegar em casa lembrou-se do beijo da noite passada e da ligação de Alison
— Uma boa noite de sono vai te fazer esquecê-la. Hoje foi apenas um dia de ressaca após uma noite de tanta bebedeira. – disse Arthur para si mesmo.
* * *
Era tarde da noite já quando uma linda mulher estava deitada na cama de casal em sua casa, seminua. Era morena, tinha um corpo escultural. Seus olhos eram verdes como esmeraldas. Sua pele era igual a de uma boneca.
— Amor, você vai demorar muito¿ — a linda jovem chamou seu affair. Estava vestindo um robe transparente com uma lingerie vermelha e sensual.
— Estou aqui, minha princesa. – disse um rapaz loiro saindo do banheiro. Tinha um corpo bem definido.
Então o jovem rapaz agarrou a dama, despindo-a de suas roupas íntimas e ela despindo-o em meio a beijos fervorosos em sua cama.
— Enquanto a Alison está lá trabalhando, comandando a “família” eu estou aqui com o namoradinho dela. Que desculpa você deu essa vez, David?– disse a jovem debochando, nua, sobre o corpo de David.
— Desta vez nenhuma. Por incrível que pareça, a Alison não me procurou hoje após o nosso encontro no galpão. – respondeu David – Não sei como a Alison não desconfiou de nada entre nós, hoje, Michelle.
— Porque é uma tonta. E te digo meu bem... Que já está na hora da nossa família, ter outra madrinha. Não acha? — perguntou Michelle com um olhar ambicioso.
— Não seria uma má ideia. – disse David com um sorriso malicioso.
Após falar isso, David girou seu corpo e ficou em cima de Michelle. Tiveram então uma noite inteiras de completo prazer.
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