Notas iniciais
Yo mina-san, como vão? Bem, eu estou muito nervosa, pois esta é a minha primeira fanfic, então acho normal. Mas dá um frio na barriga bem grande, tenho que admitir. Escolhi Naruto por ser um dos meus animes e mangas favoritos, e fazer do Kakashi o personagem principal foi por que sou completamente apaixonada por ele. Por que? Não faço a menor ideia, mas eu amo ele. Só para esclarecer: a personagem principal, a Nazuna, é de minha autoria, ou seja, foi eu que a criei. Ao longo da história eu vou descreve-la, mas se quiserem imagina-la por si próprios, estão liberados

Nazuna

Eu estava dentro de um taxi, em direção a cidade de Konohagakure, na qual iria morar daqui para frente. Estava nervosa até os fios do cabelo com a ideia de mudar radicalmente a minha vida, mas mesmo assim entrei de cara nesta proposta. Tenho 29 anos, já posso muito bem responder por mim mesma. Recebi a indicação de um amigo, que me disse que esta era uma boa cidade para recomeçar a minha vida.

Fazia alguns meses desde que meu pai havia morrido, e isso não podia ter acontecido em uma época pior para mim.

Estava perto das datas de provas dos meus alunos, e eu não tinha muito tempo para ficar com ele, e quando ele se foi, me senti culpada. Não só por esta vez, como por todas as vezes nas quais eu escolhi meu trabalho como professora ao invés do homem que me criou. Minha mãe me abandonou com ele assim que eu nasci, e no início sempre me questionava se o problema era comigo, se eu não deveria ter nascido. Mas meu pai sempre estava do meu lado. Ele era o meu porto seguro. Sem ele, fiquei sem chão.

Por isso resolvi me mudar para Konohagakure, e dar aulas lá. Mandei meu currículo para todas as escolas que haviam na cidade, e em especial, havia uma que eu queria realmente ser aceita. Não demorou muito para receber as respostas, e na maioria fui convocada para uma entrevista. E, o que eu realmente queria, veio. Me chamaram para a escola principal de Konohagakure, Konoha’s school.

Cheguei na cidade, e logo pedi ao motorista para me levar ao endereço da minha nova casa.

A casa tinha dois andares e ficava perto da escola que eu queria trabalhar. Sempre gostei de casas com mais de um andar, então não economizei na hora de escolher.

Entrei nela, e já comecei a espalhar as caixas com minhas coisas pela sala. Realmente, ficou um caos. Tanto que nem dava para andar direito. É, eu sempre exagerei....

Depois de longas horas arrumando a bagunça, fui investigar melhor os cômodos. Havia um em especial que estava louca para checar. Logo de cara me deparei com ele: Era uma biblioteca bem grande, cheia de estantes com livro antigos.

Quando fui comprar a casa, o antigo proprietário disse que nem se importava com livro nenhum, ou com os móveis, só queria vender a casa. Não era um homem muito simpático.

Depois de ficar mais e mais horas dentro da biblioteca, o dia já havia se passado, e a noite reinava escura.

Fiz uma lasanha que eu tinha comprado ontem, e me deliciei com os quatro queijos.

Levantei cedo, e tomei um banho demorado para acordar mesmo. Estava com um frio na barriga, pois iria para a escola me apresentar.

Foi uma sorte grande ter uma vaga de matemática na escola que eu justamente queria. Pelo que escutei dos rumores e do motorista do taxi, era uma escola muito boa, e a de destaque na cidade.

Fui a pé de casa até a escola, já que era pertinho. Mas, na hora de passar pelo portão, travei. Eu estava realmente nervosa.

Porém, a minha onda de ‘nervosísse’ foi cortada por um leve toque em meu ombro. Quase pulei de susto, mas aí me dei conta de que era um dos professores da escola. Ele era um pouco mais alto que eu, tinha um rabo-de-cavalo e uma cicatriz em cima do nariz, entre os olhos.

– Você deve ser a professora que veio para a entrevista, não é? – Perguntou a mim.

– S-sim. – Gaguejei pelo susto e pelo nervosismo.

– Eu sou o professor de história, Iruka Umino, é um prazer. – Ele falou sorrindo.

– Sou Nazuna. Nazuna Mizutani, é um prazer também.

– Bem, vou lhe levar até a sala do diretor.

– Muito obrigado.

Fizemos um pequeno tour pelo colégio, que era enorme. Mas teve uma coisa que me incomodou muito. Enquanto caminhávamos em um dos corredores de salas, eu passei os olhos por dentro de uma, e provavelmente um professor, de cabelos grisalhos me chamou a atenção. De certa forma, eu o reconhecia, mas.... Não poderia ser que eu estava pensando... seria... seria muita coincidência.

Quando acabamos a caminhada, Iruka-sensei me deixou em frente a sala do diretor, para eu me apresentar.

– Aqui está a sala do Sarutobi-sensei, o diretor.

– Muito obrigada mesmo.

– Não há de que, espero que possamos trabalhar juntos. – Depois ele saiu andando e cruzou o corredor. Antes de bater na porta e me anunciar, dei um travadinha. Respirei fundo e bati. A voz de um senhor me disse para entrar.

– Oh, mas que bela jovem temos aqui! – Um senhor de cabelos brancos me disse.

– Ah, o-obrigado.

– Oh, não seja tímida. Eu sou Hiruzen Sarutobi, o diretor. É um encanto conhece-la.

– Prazer, Nazuna Mizutani.

– Eu realmente fiquei impressionado com a sua ficha, Mizutani-san. Você ganhou vários prêmios na área da matemática. Mas, com todo esse talento, por que não tomou outro rumo? – Ele indagou a mim. Pensei um pouco nas palavras certas, e respondi:

– Desde de pequena sempre odiei matemática, porém no Ensino Médio, me apaixonei pela matéria. Por quê? Pois eu tive o prazer de ter um professor ótimo que ensinava bem. Foi aí que eu percebi, que a matéria pode nos levar a outros caminhos, e a compreender outras coisas. Não sei bem ao certo quando decidi me tornar professora, mas eu queria mostrar aos outros como a matemática é importante para a vida.

Quando terminei meu discurso, ele deu uma pausa, como se estivesse assimilando as palavras que acabara de dizer.

– A senhorita realmente merece este cargo. – Meu coração acelerou com o comentário do senhor que estava a minha frente. Fiquei realmente feliz – Fazia tempo que eu não via uma jovem como você.

– Muito obrigada, Sarutobi-sensei. – Abri um sorriso, com os olhos fechados.

– Com certeza, Mizutani-san, você ficou com o cargo.

Eu quase dei um pulo de alegria, mas seria falta de educação. Depois de ver minha euforia abafada ele continuou:

– Vou lhe explicar um pouco sobre as regas do colégio. Aqui, nós usamos uma bandana, como sinal de que somos do colégio Konoha. – Ele percebeu que eu havia uma dúvida, e me cedeu a palavra.

– Com “nós”, o senhor se refere aos professores?

– Tanto professores, como alunos. Para não impormos o uso do uniforme, distribuímos bandanas a eles.

– Não seria mais fácil usar uniformes? Pois, esquecer de colocar uma bandana é mais fácil do que esquecer de colocar o uniforme.

Ele soltou uma risadinha de que estava gostando da conversa, e respondeu:

– Sim, seria. Porém gostamos de desafios. – Sarutobi-sensei deu uma leve pausa, e me questionou – Por que fazes tantas perguntas?

Travei. Será que estava sendo intrometida, e ele me julgara mal? Olhei em seus olhos e percebi que havia um sorriso em seus lábios.

– Pois sou extremamente curiosa, senhor. – Dei a resposta que ele queria.

– Hu, hu, hu.... Bem, continuando, você dará aula para o oitavo ano. Depois apresento-lhe as pestinhas.

– Sim.

– Bem, então acho que terminamos por aqui. Hoje eles não têm aula de matemática, então seu trabalho começa amanhã.

Sai da sala quase dando pulos de alegria. A escola era ótima e as pessoas ali também. Ai ai.... Era realmente muito bom.

Comecei a traçar o caminho para a minha casa, e me deparei com um parquinho, esquecido pelo tempo, que fora gasto pelo sol e pela chuva.

Por algum motivo ele despertou uma curiosidade em mim, e comecei a andar pelos brinquedos e pelas pequenas ervas daninhas, que haviam ali.

No fim do parquinho, havia uma cerca, enferrujada que dava para um penhasco, não muito alto. Parei ali, e observei a gloriosa vista.

Fiquei desfrutando daquele silêncio por um longo tempo, até.... Escutar um som de livros caindo atrás de mim.

Me virei.... e.... senti meu coração dar uma pequena pausa entre seus batimentos, logo depois disparou como nunca.

A figura com a qual me deparei, foi a de um grisalho, que uma vez... a muito tempo.... fez meu coração disparar....

Notas finais
Ai ai, e ai? O que acharam? Hum, hum? Bem, tomara que tenham gostado. Beijos até o próximo capitulo minna-san!!