About my feelings
3 Nossa história
Notas iniciais
Kakashi
Quando conheci a Nazuna, estava no sexto ano do fundamental. Eu era completamente antissocial, e ela.... era a garota mais sociável que já tinha visto. O que, de certa forma, me irritava.
(Flash Back on)
Kakashi
Não gostava de ouvir pessoas rindo, falando ou sequer respirando. Me deixava extremamente aborrecido. Por causa do murmurinho, não conseguia prestar atenção no que o professor falava. Que incomodo.
– Ei, ei, você soube? Parece que o Hatake perdeu seu posto de “inteligente” para a Mizutani-san. – Os idiotas falaram, achando que eu não estava escutando.
Além de não gostar das pessoas, tinha essa história. Eu sempre fui o cara que tirava dez, e sabia todas as respostas, mas neste ano, eu tinha uma concorrente: Nazuna Mizutani. Ela realmente sabia muito. E o que mais me irritava, era que ela não se importava com isso. Simplesmente agia normalmente, distribuía sorrisos, e conquistava as pessoas. Resumindo: Um exemplo de um ser totalmente sociável, que não julgava ou questionava ninguém. Esse perfil não combina com uma pessoa inteiramente inteligente. Pelo menos era o que eu pensava.
Até agora não havíamos botado em prática a nossa teoria de que ela era realmente “brilhante”. Eu ainda tinha meu posto.
# * #
Resultado: fiquei em segundo lugar no ranking de notas do trimestre.
Primeiro lugar: Nazuna Mizutani.
Ela é inteligente, bonita e sociável.
Eu sou inteligente e antissociável.
Nazuna
Eu havia me mudado de escola, e estava muito nervosa com essa notícia. O meu lado bom, era que eu conseguia fazer com que as pessoas gostassem de mim, assim fazia amigos com facilidade.
Quando cheguei na escola, já de início, quando éramos para pôr em prática nosso aprendizado, todos diziam que eu havia chegado para tirar o posto de Kakashi Hatake. Eu realmente não me importava com isso, mas logo de cara percebi que Kakashi-kun se importava, e muito.
Ele era a única pessoa com a qual eu não conseguia me relacionar, ou sequer falar. E não era só eu, mas sim com todos da sala. Ele os ignorava e eles o ignoravam.
# * # * # * #
Nazuna
Ficamos nessa situação de “ignoração”, até o oitavo ano, onde eu sentei do lado do Kakashi-kun. Estávamos no fundão da sala, ele do lado da janela, encostado na parede, e eu ao lado.
Eu não gostava de ter gente que me odiasse, como qualquer outra pessoa. E o fato de sentar do lado da única que me odeia, não havia me agradado nem um pouco.
Kakashi
Ah, o que eu fiz para merecer isso? Sentar justamente do lado DELA? Qual é.... me dá um tempo.
Sentar ao lado dela me deixava estressado. Não resisti e comecei a encara-la, sem ela perceber. Fiquei um bom tempo observando-a e reparei que, realmente, ela tinha um rosto muito bonito. O jeito de como prestava atenção na aula, explicava o porquê de ela ser inteligente. Sem perceber, acabei corando por causa do que havia pensado, e para evitar constrangimentos maiores virei meu rosto para o lado.
Nazuna.
Ele constantemente virava seu rosto para lado da janela, fazer sei lá o que. Isso me deixa intrigada.
– Não sou competitiva, mas se quiser recuperar seu posto, que é meu a três anos, sugiro que preste mais atenção na aula. – Não me segurei, e acabei falando.
Nesse momento ele virou com uma cara faia, porém com um leve rubor nas bochechas. Não queria admitir, mas.... ele estava muito fofo....
Kakashi
Desde de que ela me disse aquilo, algo mudou. Constantemente, trocamos olhares, desviamos e depois olhamos de novo.
De repente ela, sem aviso nenhum, puxou a cadeira para o lado da minha mesa e se sentou.
– Hã? O que você está fazendo? – Perguntei sem a mínima noção do que se passava em sua mente.
– Olha, você fala.... – Respondeu ela, debochada.
– Claro que eu falo, mas, sério, o que você tá fazendo?
– Como assim? Eu vim revisar a atividade com você. Dã.
– Por que justamente comigo?
– Hummm... por que simplesmente eu quero.
– Heeeeeeeeee.....?
Quando me dei conta, todos estavam olhando. Não era à toa, pois provavelmente essa era uma das primeiras vezes que eu abria a boca para falar.
– Matemática é umas das matérias que eu não me dou muito bem.
– O quê?
– Você é surdo?
– Não, é que você roubou meu posto, então eu esperava algo mais. Quanto você tirou em matemática esse trimestre?
– 9,4
– Não é ruim.
Ela começou a me encarar, com uma cara de curiosidade.
– O-O que foi? Tá me olhando assim por quê?
– Para um cara que é “antissocial”, até que você fala bastante, não?
Ela abriu um sorriso de olhos fechados. Instantaneamente eu corei.
– Ok, vamos revisar
# * #
Corrigimos as atividades, e por incrível que pareça, eu consegui esclarecer algumas dúvidas que ela tinha. Mas o que incomodou foram os olhares das pessoas à minha volta.
Mas, por algum motivo, eu realmente não me importei. Por algum motivo eu estava sentindo um ponto de felicidade por estar ao lado dela. Por algum motivo falar com ela era bom. Por algum motivo eu queria conhece-la mais. Afinal, que motivo era esse?
Nazuna
Fiquei um pouco surpresa com a minha própria atitude de sentar ao lado dele, sem aviso prévio.
Ele me intrigava, com aquele jeito duro que depois se transformava em um leve rubor em suas bochechas, que o deixava extremamente fofo.
Kakashi
Depois de revisarmos aquela simples matéria, minha vida mudou completamente. Nazuna, constantemente puxava assunto comigo e na maioria dos trabalhos em grupo ela dava um jeito de eu ficar no mesmo que o dela, mesmo eu querendo ficar sozinho.
Eu não conseguia negar suas palavras.
Eu não conseguia desviar o olhar de suas expressões.
Eu não queria parar de ver seu sorriso.
Eu queria tê-la para mim.
Nazuna
Ele com seu jeito estranho, tímido e duro de ser, me prendeu sem ao menos avisar. Me fazia rir de coisas bobas.
Não conseguia deixa-lo de lado.
Não conseguia parar de pensa nele.
Não queria dividi-lo com ninguém.
(Flash Back off)
Nazuna
Naquela época, eu achava que era apenas um sentimento de adolescente, que era comum se apaixonar.
Mas eu também não imaginava que esse “pequeno sentimento”, me faria sofrer tanto depois.
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