About To Crash
12 Chapter Eleven: Mommy
A criatura começou a andar em sua direção, balançando os longos braços. Em um movimento com o braço esquerdo dela, Bronsky teve que se desviar para não ser atingido. Do buraco na garganta, a criatura soltou um ácido na direção de Bronsky, que teve que pular para direita para não ser atingido, porém, a criatura desferiu golpe com o braço direito que atingiu em cheio o peito de Bronsky, que voou para o canto oposto do quarto, o machado havia caído a uns 3 metros para a direita dele.
Com dificuldade de respirar, Bronsky tentou se levantar, porém a criatura esmagou o braço esquerdo dele com um de seus braços.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA – gritou Bronsky quando sentiu o braço sendo atingido, a dor era horrível.
A criatura pegou o pé direito de Bronsky e o arremessou para o canto direito da sala. Quando o corpo bateu na parede com um baque surdo e caiu no chão Bronsky lembrou-se do canivete em seu bolso. Ele o pegou. Bronsky sentiu novamente a criatura pegando o seu pé direito, porém, mesmo cheio de dores pelo corpo, ele foi rápido e conseguiu cravar o canivete no braço que agarrou seu pé. O braço o largou e a criatura se afastou um pouco. Bronsky levantou-se e pegou o machado, que estava próximo dele agora.
- Vamos lá desgraçada, me dê o seu melhor – falou Bronsky para a criatura, reunindo uma coragem que nem ele sabia da onde vinha.
A criatura deu um passo a frente e atacou com o braço esquerdo, Bronsky desviou. Quando a criatura atacou o atacou novamente, Bronsky reuniu toda a força que tinha em seu braço direito e desferiu um golpe na vertical contra o braço. Cortou-o no meio. Um sangue vermelho-escuro começou a jorrar da metade do braço que ficou no corpo. A criatura balançava-se toda pela sala, jorrando sangue nas paredes e no chão.
”É agora”
Aproveitando que a criatura estava ainda desesperada, Bronsky começou a correr com o machado erguido em direção da criatura, porém, o sangue que continuava jorrando atingiu Bronsky nos olhos
- Droga – disse ele, limpando o sangue pegajoso dos seus olhos fechados.
Quando estava mais ou menos limpo e ele abriu os olhos a criatura já não estava mais na sua frente. Ele olhou pelo resto da sala e não a viu, então sentiu algo pingando em seu cabelo, olhou para cima.
A criatura estava no teto.
”O QUE?”
Antes que Bronsky pudesse fazer qualquer coisa, a criatura pulou em cima dele.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA – gritou ele novamente ao sentir o peso da criatura.
Porém, dessa vez, o machado não caiu de sua mão.
”É agora ou nunca”
Quando Bronsky iria atacar a criatura, algo aconteceu. O buraco na garganta fechou e na face da dela apareceu um rosto humano, o rosto de Victoria.
- Olá filho, estou tão feliz em vê-lo – disse o rosto, sorrindo.
- Mãe?
- Sim Bronsky, é a sua mãe, eu estava com tantas saudades.
- Eu também mãe – falou Bronsky, chorando.
- Porque você está lutando comigo? Você não é assim.
- Eu sei mãe, me desculpe.
- Tudo bem filho.
Porém Bronsky notou que o buraco na garganta estava se abrindo de novo. Bronsky percebeu então que a criatura apenas estava mexendo o seu lado emocional para matá-lo de uma vez.
- Por que você não larga esse machado e dá um abraço na sua mãe?
- PORQUE VOCÊ NÃO É MINHA MÃE – berrou Bronsky para a criatura, e reunindo coragem e força, ele acertou o machado na cabeça dela.
A criatura se levantou balançando-se desesperadamente e caiu no chão ao lado de Bronsky.
Levantando-se, Bronsky tira o machado do rosto da criatura e fala.
- Minha mãe era Victoria Harper, uma doce mulher que Horton enlouqueceu. Você é apenas a figura que Horton tem como mãe, você não é minha mãe.
O rosto da criatura já não era mais de Victoria.
A dor de cabeça voltou com mais força a Bronsky que se ajoelhou segurando-a com a mão direita. As paredes, o teto e o chão estavam voltando ao normal, Bronsky estava voltando ao mundo normal, porém a dor era intensa demais, ele não iria agüentar.
Com a vista embaçada ele olhou para o espelho, Horton estava nele olhando-o com um sorriso maléfico no rosto. Antes que pudesse fazer mais alguma coisa, Bronsky desmaiou.
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