About This Girl I Know.
12 How do you feel? That is the question
Leana Silver;
Brian é um bom rapaz. Mais do que aparenta ser. Estávamos bebendo e fumando até que resolvemos tomar umas pílulas também para ficar tudo mais divertido. E então eu apaguei. Agora acordei no quarto de alguém, mas não acordei assustada. Apesar de tudo, eu sei que a minha noite foi ótima. Olhei para o lado e vi uma foto de Brian com alguns caras e um que eu consegui reconhecer. James. Eles eram menores. Depois vi uma foto de Brian com uns quatro anos tocando guitarra, que fofo! E depois outra com uns dez anos tocando guitarra e um menino de mais ou menos a mesma idade na bateria. Olhei mais de perto… Era James. Os dois são realmente muito próximos. Me esforcei para tentar lembrar se tinha dormido com Brian, mas não conseguia. Meu coração começou a palpitar, peguei meu celular para olhar as horas e vi várias chamadas perdidas de James. Sentimento de culpa começou a tomar conta de mim, e se ele tivesse planos para nós e eu sai com o melhor amigo dele e não lembro se dormi com ele? Comecei a sentir minhas pálpebras pesadas e comecei a enxergar dobrado. A porta se abriu e eu enxerguei Brian.
- O que aconteceu? — antes que pudesse responder já estava enxergando tudo preto. — Leana! Leana! — não tinha forças para responder e nem mais para ouvir.
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Quando acordei fui correndo vomitar. Estava no hospital. Voltando para cama, vi Brian em uma poltrona dormindo. Sentei e fiquei olhando para tal, apreciando cada detalhe de seu rosto. Não queria acordá-lo, mas estava ficando entediante.
- Brian. — sussurei. Nada. — Brian! — agora tinha gritado e ele deu um pulo da cadeira, coisa que me fez rir por alguns segundos.
- Leana! — ele logo levantou da cadeira e chegou perto de mim. — você está bem?
- Me sinto enjoada… — minha expressão ficou mais tensa. — E culpada. O que nós fizemos ontem, Brian?
Ele ficou em silêncio. Creio que ele se lembre, ele não abusou nas pílulas como eu. Droga! Esse silêncio era perturbador e nada bom. Mas o silêncio foi cortado pela voz do médico que tinha acabado de entrar.
- Como você se sente… — ele leu meu nome na prancheta que estava em suas mãos — Leana Silver.
- Melhor, obrigada. — menti. Na verdade, me sentia péssima. Mas não tinha nenhum remédio que diminuísse culpa.
- Brian, pode vir aqui por um segundo? — Isso me deixou angustiada. Ele deveria falar comigo, não com ele. Ele não era meu responsável. A conversa parecia longa, eles nunca que voltavam. Ou eu era impaciente demais para perceber que tinha levado poucos minutos, não sei. Meu subconsciente estava brincando comigo. Mas eu não conseguia pensar em ânsia ou dor de cabeça ou em nada. Apenas em James.
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Sentei na porta do Hospital e esperei o taxi que eu havia pedido chegar. Estava em silêncio e muito pensativa quando Brian chegou e sentou do meu lado. Antes que ele pudesse falar alguma coisa, interrompi.
- Precisamos conversar. — Ele abaixou a cabeça. Agora era óbvio que tínhamos feito sexo. Oh, Deus, eu sou uma vadia.
- Podemos ir para a sua casa? Ou prefere ir para a minha?
- Vamos para a minha.
O caminho foi silencioso, só quebrado por alguns comentários que o taxista simpático fazia as vezes. Ao chegar eu abri a porta e sentei no sofá esperando Brian fazer o mesmo. Ele ficou alguns segundos olhando diretamente nos meus olhos, e então eu abri a boca, mas dessa vez, ele me interrompeu.
- Nós transamos. — corei. Como ele foi direto. Coloquei a mão na cabeça pensando o que eu ia falar ou fazer agora. — Sem camisinha.
- O QUE?
- O médico acha que você está grávida. — Não podia acreditar, eu queria que ele começasse a rir e falasse que era apenas uma brincadeira e eu ia dar um soco no braço dele e rir também. Mas isso não aconteceu.
- Mas… Ah, e… Não sei o que falar, caralho. Não acredito que fomos tão descuidados assim, porra! — Não encontrava palavrões suficientes para o que eu estava sentindo agora de raiva. Eu queria avançar no Brian e deixar o olho roxo dele menos solitário, e quem sabe quebrar alguns ossos. Mas ao mesmo tempo, queria fazer isso comigo também. A culpa não foi só dele. Respirei fundo tentando manter a calma. — Por que ele acha isso?
- Por que você acordou vomitando e tudo o mais.
- Porra, tu falou o que a gente tomou ontem?
- Não.
- Então!
- Mas ele disse que pode ser por isso que você tenha desmaiado, não sei explicar. Ele disse pra você ver se tem algo de errado acontecendo, esperar uma semana para fazer o exame e… — Sua fala foi interrompida pela campainha. Levantei e vi que era James. Agora eu entrei em desespero.
- Brian — sussurrei — Vai para o armário. — antes que ele pudesse levantar eu o puxei e fui empurrando para dentro do meu closet.
- Onde você viu isso? Em filmes? Parece aquelas cenas que a mulher tá transando com o amante e o marido chega em casa e ela tranca ele no armário. Opa, agora eu sou seu amante.
- Cala a boca. Não tem graça, entra ai e só sai quando eu mandar. — Desci as escadas correndo tanto que tropecei e cai. Merda.
- Oi James! — fingi um sorriso e disfarcei meu cabelo todo bagunçado passando a mão sobre eles.
- Hã… Tá tudo bem?
- Tá sim, eu só acordei agora.
- Ah, tá. Então, eu queria saber se estava tudo bem. Te liguei ontem e você não atendeu nenhuma vez e… — James começou a corar. — Desculpe. Você deve ter saído com as suas amigas, deixado o celular em casa e… — ele estava suando. — Só queria saber como você está. — Odeio mentir, sou péssima para mentir. Bosta.
- Ah… Obrigada, eu estou bem. Eu acho.
- Ah. — Eu sabia que James estava esperando para eu convidá-lo a entrar, mas não o fiz. — Enfim.
- Bom, eu vou indo — James deu um passo para trás e agora sim tinha a certeza que eu ia convidá-lo para entrar ou para sair comigo.
- Ok, vai lá. Cuide-se. — sorri e fechei a porta na cara dele. Desci pelas paredes e parei no chão, chorando baixinho.
Brian Haner;
Estou me sentindo péssimo, não sei se é porque eu trai a confiança de um dos meus melhores amigos ou porque eu estou começando a suar feito um porco e ficando sem ar. Acho que todos esses fatores. Me sinto culpado, mas eu não consigo resistir a Leana, mas eu não posso sentir isso que eu sinto perto dela. Ele gosta dela, ela gosta dele. Isso está claro, eu só sou a máquina sexual daquela vadia.
James Sullivan;
Desisti de ligar tantas vezes e tomei vergonha na cara. Quem eu sou? Um manézinho de quinze anos? Não. Eu fui na casa dela, mas acho que era melhor deixar o orgulho tomar conta de mim. Agora estou com o orgulho ferido e também com uma coisa partida. Uma coisa que nem eu sabia que tinha. Um coração. Um coração partido. Por que Lea agiu daquele jeito? Será que ela não gostou de mim, ou será que tem outro?
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