About A Girl: Skater Boy
22 Capítulo 21 – Três Situações Em Uma Noite.
Notas iniciais
Cara... Faz tempo que não atualizo essa fic... Mas não, eu não abandonei ela.
Minha mãe tá me dando bronca pra ir dormi, mas dane-se, ainda não começou The Big Bang Theory, então... xD
Tá ai né... Então tá. =)
Kiss Smile =DDD=
(reviews? Só posto o outro cap se tiver no mínimo um comentário)
– Tudo bem! — Todos disseram juntos. — Mas faltou o nome da banda. — Logan lembrou.
– Skater Boy?
– Quem disse isso? — Eu perguntei, mas ninguém disse nada.
Olhamos para trás e arregalamos os olhos.
(Melanie’s POV)
Elisabeth se aproximou da mesa e parou atrás do Justin.
– Elisabeth! O que faz aqui?! – Exclamei surpresa, já que ela não costuma ir para os mesmos lugares que eu.
– Eu vim... Chamar-te para... Subir – Ela responde de cabeça baixa.
Todos então começam a se encarar, acho que ficamos assim por um grande tempo. Todos então sorriam e encaram a Elisabeth, que não disse nada, pegou o celular e saiu andando com ele no ouvido, falando coisas idiotas sobre meninos.
Pamela anota algo em uma folha que ela estava usando como rascunho.
– Pam, o que você está anotando ai? – Justin pergunta se levantando e indo ao lado da irmã.
– O nome do grupo né – Ela fala como se fosse óbvio. – Gostei do nome que a garota disse, então decidi anotar.
– Mas você nem perguntou se nós gostamos! – Logan exclama batendo as duas mãos na mesa.
– Vocês gostaram? – Pamela pergunta para todos, que respondem sim ao mesmo tempo. – Então pronto! Agora cala a boca Logan.
Todos riram a cara do Logan, que se encolheu na sua cadeira e acompanhou a todos quieto.
Um tempo depois tivemos que ir embora por causa dos nossos pais.
Já no meu apartamento, corro para o meu quarto e entro no meu banheiro já me despindo. Abri a torneira para encher a banheira e me enrolei na toalha, voltando para o meu quarto e preparando minhas roupas para dormi.
Deixei tudo pronto para quando terminasse o banho e peguei meu IPOD. Entrei no banheiro e tirei a toalha, me preparando para entrar na banheira. Antes mesmo de entrar, coloquei meu IPOD em uma mesinha ao lado daquela coisa e entrei de uma vez. A água está morna, então não me preocupei de recuar por causa da temperatura.
Primeiramente lavei-me para depois poder pegar meu IPOD e ouvir música enquanto penso na vida. Coloquei na pasta de músicas e deixei no modo aleatório. Assim que apertei play, começou a tocar One Way Or Another da Blondi.
– “One way or another I'm gonna find ya, I'm gonna getcha getcha getcha getcha” – Comecei a cantar enquanto usava um shampoo como microfone. – “One way or another I'm gonna win ya, I'm gonna getchaAAAAAAAAAAAAH!” – Gritei de susto quando uma barata para em cima do meu IPOD – OH MÃÃÃÃE! – Pulei para fora da banheira e agarrei a toalha com força, cobrindo o meu corpo com ela.
Eu definitivamente ODEIO baratas!
Entrei no meu quarto e saí em disparada para a porta, mas alguém a abriu na hora em que fui girar a maçaneta. Sabe no que isso deu? SIM! EU FUI DIRETO PARA O CHÃO! E DE BRINDE GANHEI UM GALO ENORME NA CABEÇA!
– Ai... – Gemi me levantando – Mas o...? – Encarei o indivíduo que havia abrido a porta, e na hora arregalei os olhos.
Um cara alto estava parado na porta e me encarava de um jeito... Malicioso...?
Não, eu não o conhecia, e isso é o que mais me assusta.
– Que-quem é você? – Perguntei gaguejando.
– Philip Scott – Ele apresentou-se ainda me encarando daquele modo.
– E o que faz aqui na minha casa?
– Só vim dar uma visitinha pra Elisabeth. – Ele respondeu me ajudando a levantar – E você, mocinha? Qual é o seu nome? – Perguntou me olhando da cabeça aos pés.
Agarrei com força a toalha antes de responder – Melanie Janet, irmã mais nova da Elisabeth.
– Atá... – Antes que ele dissesse mais alguma coisa, fechei a porta na sua cara e voltei ao banheiro esquecendo-me completamente do fato da barata ainda estar lá.
Olhei dentro da banheira e xinguei a mim mesma pelo que havia visto dentro dela. Meu IPOD havia, literalmente, ido por água à baixo. Peguei uma garra que tinha dentro de uma das gavetas debaixo da pia do banheiro e tirei a pequena tampa que impede a água de descer pelo ralo.
Depois que a água terminou de descer, peguei meu IPOD com a mesma garra e o levei para o meu quarto para secá-lo e ver se ainda funciona.
Coloquei uma regata azul e um short branco, e com a mesma toalha que me enxuguei minutos antes, usei para secar meu IPOD. Apertei o botão para liga-lo, mas aquela merda não dava nenhum sinal de vida. Ai meus deuses...
Terminei de secá-lo e o coloquei junto com o fone de ouvido dentro do meu armário em um fundo falso para que o meu pai não visse tão cedo. Amanhã mesmo eu o levo para arrumar, mas antes tenho que dormi pois já é dez horas. É cedo, eu sei, mas eu estou com tanto sono que pra mim não faz a menor diferença.
Deito na cama e apago no momento em que encosto a cabeça no travesseiro.
(Justin’s POV)
Assim que eu e a Pam cruzamos a porta, minha mãe se jogou em cima da gente e nos puxou em direção ao sofá.
– Meus meninos – Ela sorriu se sentando no meio de nós dois.
– Ih! O que foi que fizemos dessa vez? – Perguntei desconfiado.
– Eu não fiz nada mãe! Foi o Justin! – Pam apontou em minha direção.
Minha mãe riu e se levantou, pegando o seu tablet em cima da mesinha de centro da sala e voltando a se sentar entre a gente – Vejam isso. – E então abriu uma página.
Na tela, apareceu vários conjuntos de roupas masculinas e uma feminina. Olhei para a Pamela como se a perguntasse o que era aquilo.
– Então... Eu estava descendo para tomar um ar, e decidi ir pra piscina – Ela explicou – No mesmo momento, uma garota, irmã de uma de suas amigas, passava com um celular no ouvido. Perguntei pra ela se tinha visto vocês dois, e ela respondeu que vocês e mais alguns amigos estavam em uma das mesas da piscina conversando sobre um certo show e que vocês estavam se preparando para formarem uma banda.
– Elisabeth – Pamela disse apoiando sua cabeça sobre sua mão direita.
– Então pensei em ajudar vocês montando isso aqui – E então mostrou várias fotos com looks diferentes.
– Deixe-me ver – Pediu Pam puxando o tablet da mão da minha mãe – Hum... – Pamela foi passando foto por foto até que parou um tempo e aproximou o rosto da tela em suas mãos.
– O que foi? – Minha mãe perguntou – Não gostou de nenhum Pamela?
– Não é isso – Ela negou – É que essas roupas... São diferentes das que eu pensei para eles... Liga pra Dona Karen e avise que temos um pedido e que amanhã levaremos para ela ver.
Minha mãe sorriu e correu em direção ao telefone. Pamela pegou o celular e enviou a foto das roupas do tablet da mamãe para o seu. Depois que o envio concluiu, colocou o tablet em cima do sofá e correu para o quarto, sendo seguida pela minha mãe depois que a mesma terminou a conversa.
Encarei o tapete da sala por alguns minutos antes de me levantar e correr para o meu quarto. Peguei meu IPOD dentro da gaveta do meu criado-mudo e coloquei os fones, desligando-me do mundo.
(Logan’s POV)
Assim que abri a porta, meu pai olhou em minha direção.
Aquele velho não dorme nunca?! Passei pela sala e subi as escadas, entrando em meu quarto.
Quando me sentei na cama, minha mãe entrou em disparada pela porta e a trancou em seguida.
– O que ouve Madame? – Perguntei enquanto pegava um gibi debaixo da minha cama.
– Fale baixo senão ele pode ouvir... – Ela sussurrou enquanto tirava o gibi da minha mão – Eu quero que você vá até uma farmácia e compre um... Ai... Um daqueles testes de gravidez. Um não! Oito.
– Pra que?
– Pra que serve um teste de gravidez, Logan?!
– Pra... ATÁ!... VOCÊ TÁ GRÁVI... – Na mesma hora minha mãe tampou minha boca.
– Fala baixo!
– Ok. Você tá gravida?! – Perguntei, mas desta vez sussurrando.
– Eu não... Eu não! Quando você chegar, eu te explico! Agora anda! Mas não vá pela porta da frente, porque senão ele pode ver.
Assenti e levantei da cama, peguei minha jaqueta e a vesti. Minha mãe trancou a porta, já adivinhando que eu pularia a janela em vez de descer e ir pela porta dos fundos.
Abri o vidro da janela e passei uma perna, e com a mesma procurei por um galho firme para subir em cima e me agarrar antes de descer aos poucos. Antes de passar o corpo todo para o lado de fora, minha mãe puxou seu cartão de crédito do bolso e me entregou depois me empurrou para sair logo.
Agarrei-me na árvore e desci por ela lentamente, tomando cuidado para não errar a posição e despencar com tudo no chão.
Cheguei ao chão são e salvo e, sem fazer barulho, atravessei o quintal e pulei o portão.
Corri pela calçada e virei a rua. Já era onze da noite, e seria um milagre se achasse uma única farmácia aberta a essa hora. A não ser também que alguém esteja com ódio da própria vida e decida fazer hora extra.
Assim que atravessei a avenida, passei por uma rua deserta até encontrar uma farmácia aberta. Viu só?! Esse ai não sente amor pela vida.
Apertei os passos para chegar mais rápido no local. Quando abri a porta, o sininho ecoou pela loja, e a atendente logo direcionou seu olhar em minha direção.
– Boa noite, senhor. – Ela disse direcionando a mim um sorriso forçado – Sinto muito, mas estamos fechando agora.
– É coisa rápida, eu juro.
A caixa me encarou por um tempo até decidir me atender.
– O que o senhor deseja? – Perguntou ligando um computador ao seu lado.
– Oito testes de gravidez, todos de marcas diferentes. – Pedi pegando o cartão do meu bolso.
– Temos no momento apenas cinco marcas diferentes – Ela diz verificando em seu computador – Pode ser?
– Ãhn... Tá bom vai! – Concordei entregando o cartão – Dois de cada marca.
– Tudo bem.
Ela então saiu de trás do balcão e pegou um cestinho, sumindo pelos corredores da loja. Minutos depois ela aparece com duas cestinhas lotadas de caixas de diferentes cores, mas com as mesmas formas.
– Aqui está – Ela então enfiou todas as caixas dentro de duas sacolas pequenas e beges. – Deu... – Sem deixa-la terminar, empurrei novamente o cartão em sua direção e a encarei sério.
– Eu odeio contas.
Ela então riu e pegou o cartão. Reparei em seu rosto por demorados segundos. Ela mais parecia ter a minha idade, e acho que também não deveria trabalhar em um lugar como esse.
Seu cabelo cacheado e castanho caía sobre seus ombros, e seus belos e grandes olhos verdes foram os que me chamaram mais atenção.
Olhei em seu peito, vendo um pequeno crachá preso sobre sua blusa branca. Ramona Walli é o que está escrito nele.
– Belo nome – Soltei sem perceber – Francês?
– Oui – Ela respondeu sorrindo – Como sabe?
– Tenho um primo que mora na França, então sei bastante sobre isso. – Respondi apoiando meu braço sobre o balcão – Não acha que é muito jovem para trabalhar aqui?
– Eu? Não! Acho que tenho idade suficiente para isso sim. – Ela responde me entregando o cartão e as sacolas – Tenho dezoito anos. Por quê? Achou que eu tinha quantos anos?
– Achei que tivesse minha idade – Sorri – Dezesseis.
– Já passei dessa época – Ela diz rindo – Preciso fechar a loja, então...
– Ah sim! – Me recompus e peguei minhas coisas, guardei o cartão e saí de perto do balcão ao lado da Ramona. – Então... Vemo-nos... Algum dia?
– Claro. Que tal amanhã às oito da noite? – Perguntou enquanto guardava sua blusa do uniforme debaixo do balcão – É o único horário que estou livre.
– Pode ser... Até mais então.
– Tchau. – Acenou sorrindo.
Peguei as sacolas e corri para fora da farmácia ainda com um sorriso bobo no rosto. Refiz todo o caminho que fiz para ir até a loja, e na hora de voltar, é que Fudeu.
Assim que parei em frente a rua da minha casa, bem lá de trás, pude ver meu pai sentado nas escadas em frente a porta de casa. Não daria para dar a volta pela casa já que a casa de trás é praticamente grudada com a minha, e se eu passasse pela frente bem rápido, é capaz que meu pai me veja passando.
Batuquei meu bolso até encontrar o meu celular, puxo o mesmo para fora e ligo para a minha mãe.
– Oi Logan – Ela atendeu – Comprou?
– Sim comprei, mas tem um pequeno probleminha agora...
– O que?! – Minha mãe alterou.
– O papai... Ele está sentando em frente a casa! Não dá pra passar!
– Eu vou resolver isso agora, espere um pouco – E desligou.
Esperei para ver o que aquela velha ia fazer, até que a vejo sair e puxando o meu pai para dentro. Lentamente me aproximo de casa e pulo o portão, passo pela entrada e subo a árvore por onde desci.
Com o maior cuidado do mundo, entro pela janela aberta e a fecho em seguida. Coloco as sacolas em cima da cama e abro a porta.
– E então...? – Minha mãe entra, me assustando.
– Ali – Apontei para as sacolas em cima da cama.
– Ótimo. – Disse pegando o seu cartão do meu bolso – Aqui está, e vê se não gaste tudo com besteiras – E me entrega um bolo de dinheiro.
– Tá, tá! Agora me explica pra quê tudo isso?
– Hum... Tudo bem vai.
Fale com o autor