Ablazing
61 Ablazing-61- Na terra das Val’Kyrias
Notas iniciais
Cerca de doze horas após a batalha de Tai Mangetsu, tudo já estava praticamente resolvido. A grande catedral havia sido reconstruída quase instantaneamente por Nori Cobalt. Todos os cidadãos já estavam livres do encanto de Valin.
Para explicar toda a situação e o feitiço no qual foram submetidos, Lorde Eonnir havia dito que aquele fora nada mais do que um ataque surpresa de uma horda. Fora dito também que, no processo, a horda conseguir fugir e Tai voluntariamente deixou a legião pra investigar as ações das hordas. Por fim, o rei Val´Kyria dissera que não ocorrera uma única morte, porém alguns feridos.
Naryu e Dan, com certeza os mais abatidos fisicamente com a sequência de combates, já tinham todos os seus ferimentos físicos curados pela pequena Kushi, cuja alma a concedia poderes curativos. O maior problema restante para os dois era a falta de Anïn, e energia física dos dois. No caso de Naryu, até uma grande quantidade de sangue havia sido perdido em tributo para a Espada de Lenderon.
Os dois então foram designados a descansar no Q.G. das Val’Kyrias para recuperar as forças e esperar Lorde Eonnir, onde também, acabaram por se alimentar. Além deles, alguns outros Kishins costumavam passar um bom tempo na Legião, fosse para discutir táticas, treinar, ou receber trabalhos.
Dan: Awwwn! *se espreguiçando* Gato, to detonado! Mas... fala ai... o que foi aquilo que você fez lá na catedral? Foi tipo... BOOM, BAM, BOOOOOOOOM!!! Na moral, eu tava até achando que a gente não ia conseguir. Aquele técnica da Tai, o tal do “UpperBlaze” era muuuuito... forte... forte até de mais...
Naryu: É, Overblaze! Mas é verdade... Ela ficou tão forte que mal consegui entender tudo aquilo...
Dan: Isso! Aquela hora que você me disse pra segurar ela, eu não sabia mesmo o que fazer e-
Luster: Naryu? Vocês venceram a Tai mesmo! Quase não dá pra acreditar!
Dan: Eita! Lá vem a chapeleira maluca!
A duelista havia chegado há pouco no Q.G. e, ao ver Naryu, ainda com sua jaqueta, se impressionava.
Luster: Não enche, moleque!
Naryu: Luster! *imediatamente ficando de pé*
O gato então tirava a jaqueta da amiga, intacta e a estendia-a para Luster. Por de baixo da jaqueta, Naryu não mais usava roupas. Tudo o que se podia ver era o magro corpo do gato.
Naryu: Muito obrigado por emprestar! Aqui está.
Dan: Aaaannnnhhh! Sabia que já tinha visto essa jaqueta em algum lugar!
Luster: Mas... não precisa mesmo? E a sua-
Ao observar a barriga do gato, a garota não via cicatriz alguma, o que a impressionava. Mas logo em seguida, lembrava-se da Val’Kyria Kushi e seus poderes curativos.
Dan: NA-NA-NARYU! Chama a Kushi de novo! Você tem uma cicatriz titâââââââââââânica nas suas costas!!
Naryu: QUÊÊÊÊ?! TENHO?! ONDE, ONDE?! TIRA, TIRAAAA!!!
Luster: (Tirar... Uma cicatriz?!) *levando uma das mãos à boca como quem põe-se a pensar*
Dan: Ela parece com uma.... uma... acho que um... um cãozinho!
Naryu: CA-CA- CAHORRO!!!! NÃO!! ONDE, ONDE??!!!
Luster: (Por que tanto medo de...cachorros? Alias... até que faz sentido por que ele é tipo... meio gato...) Se acalmem!! É só uma cicatriz!! Deixa eu dar uma olhada.
Naryu: Só uma cicatriz?? Por que tanta histeria, Dan?! Você me assustou!
Dan: Perai, gato... então você tem medo de...
Luster: Seu trouxa! Não é um cachorro! É um... uma... acho que é uma boca com grandes dentes ou algo assim...
Naryu: Pera ai... Boca com dentes... cãozinho... Isso não é uma cicatriz, é a minha marca de nascença!
Luster: Como assim, marca de nascença?
Naryu: *Virando-se de frente para os outros* É! Nós, linx, nascemos com a marca de nascença das nossas mães. Elas são como um símbolo familiar. Cada família tem uma.
Luster: Então essa é a marca da família Gale? A ultima família linx...
Naryu: Não...
Luster: Como assim? Você não era o ultimo?
Naryu: Sou... até onde eu sei... Não posso ter certeza. Eu ainda acredito que... lá fora haja mais pessoas da minha espécie....
Luster: Que pena, Naryu... Tomara que encontre alguém...
Naryu: Sim... eu ainda tenho esperanças de achar os restos dos Néfilos e-
Dan: Olha, gato! Um cachorro!! Foge!
Naryu: AAAAAAAAHHHHHH SAI DAQUI COISA RUIM!!!!!!
O linx, amedrontado pela brincadeira do amigo dispara correndo na direção da porta do Q.G.. Antes que pudesse perceber, o gato já estava no chão. Ele havia batido de cara com uma figura que entrava no Q.G..
Dan: HAHAHAHAHAHAHAHA!!!! MUITO BOA!!!! O Bamboo tinha que tá aqui pra ver isso! HAHAHAHAHAHA-
Eonnir: Dan, Dan... Menos barulho, sim?
Luster: Lorde Eonnir!
Dan: Mal ae velhote...
O grande líder da legião voltava para seu Q.G., desta vez, diferente de há algumas horas atrás, o velho mostrava uma expressão de leve felicidade ao observar a juventude de seus legionários.
Eonnir: Senhor... Mario, não é? Levante-se filho. *estendendo a mão para o gato*
Naryu: Ma-Mario? Lorde... meu nome é Naryu... *aceitando a ajuda do velho*
Eonnir: Queria desculpar-me, sim? Agora... *observando os outros*... Vejo que já conheceu algumas Val’Kyrias... Quais são tuas impressões sobre nós, filho?
Naryu: Minhas... impressões? Eu, eu acho vocês fenomenais! Cada um de vocês é especial de uma forma diferente...
Eonnir: É bom ouvir isso. Alegra meu velho coração... Quer se tornar um membro não é? Por obséquio, aguarde na minha sala. Dan, poderia guia-lo, filho?
Dan: S-Sim, Velhote! Vamo lá Naryu...
Naryu: Ok...
–
Após alguns poucos minutos de espera, Naryu e Dan, sentados na sala de Lorde Eonnir, testemunhavam a entrada, não só do líder da legião, mas de todo o conselho das Val’Kyrias, Hanaki, Kawatou, Sillícia, e até Nori entravam juntos do Sábio senhor Mangetsu.
Dan: Vish... o bagulho vai esquentar...(sussurrando)
Eonnir: Comecemos...
–
Um frio percorria a espinha do gato imaginando tremendos feitos que poderiam ser exigidos para tornar-se um legionário. Medo, emoção ou... quem sabe... Ansiedade era o que consumia o linx dos pés à cabeça?
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