Ablazing
47 Ablazing-47- No olho da tormenta.
Notas iniciais
Na catedral, Tai, novamente sozinha, caminhava até o seu trono muito pensativa. As imagens de Kawato passavam pela sua cabeça assim que a loira sentava-se.
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“Kawato: Eu não posso me unir a ti, minha amiga. Por mais que entenda a sua causa, não sou a favor da mesma.
Tai: E... O que você vai fazer agora?
Kawato: Eu vou fazer aquilo que posso fazer. Entenda, Tai, Estou praticamente de mãos atadas no momento. Tudo o que tenho para fazer é, nada menos do que assistir o rumo desta tempestasde.
Tai: Ma-
Kawato: Vou para longe daqui... Me parece que as tuas visitas estão chegando. Não quero ser um incomodo.
Logo, o cavaleiro de elite dá as costas para a sua amiga e digire-se à porta.
Tai: Kawato...
Kawato: Só quero lhe deixar um ponto para refletir. Com certeza a tua causa é a mais nobre que há, porém, tens toda certeza de que vossa solução reamente é a melhor a se tomar neste momento?
Dessa forma o Chô-Kishin despede-se ao sair pelo grande portão principal da Catedral. O vento forte da tempestade batia em seus lenços e agitava-os.”
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Tai: Kawato... Você com certeza é uma pessoa e tanto...
Um choque então consome os pensamentos da tempestária como um relâmpago a surgir. Era algo que a fazia até suar de tão intenso que era. A verdade é que ela acabara de captar a presença das almas da cidade.
Tai: Ele... Está chegando! Dan Aheat, um Ryushin... Hahaha, aí sim! Vou começar a lutar de verdade! Parece que ele encontrou com a Hanaki e ela vai lutar contra a Valin agora... Entendi. Isso vai ser muito bom.
A loira então levantava-se e estufava o peito esperando a chegada de seu próximo rival.
Tai: Dragão de fogo... meus raios vão acabar com você!... Não,não. Essa não ficou muito legal... vou ter que pensar em uma frase de efeito boa...
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Noppo: A chuva tá parando...
Naryu: É! Mas alguma coisa me diz que ainda tem muita coisa pra resolver... Noppo, foi um prazer lutar contra você, aprendi muita coisa, mas agora...
Noppo: Sim, eu sei... Mas, Naryu, antes de você ir, me diz uma coisa? Qual é a sua intenção no meio de tudo isso?
Naryu: Minha intensão? Então... eu meio que não tenho pra onde ir, sabe? E... eu conheci um cara que... por mais que seja muito chato e estranho, foi a primeira pessoa a ser legal comigo... Eu quero entrar pra legião das Val´Kyrias e lutar junto com ele sempre que possível! Um dia quem sabe eu possa ficar tão forte quanto ele ou até lutar com ele!
Noppo: E você quer que as Val´Kyrias continuem existindo... E pra isso quer impedir a tempestária, né? Entendi... Mas esse cara... quem é?
Naryu: Você é uma Val´Kyria também, não é? Conhece o Dan?
O senhor das chuvas fazia uma feição neutra com um sorriso leve e um pouco sarcástico.
Naryu: Não conhece?
Noppo: O negócio é o seguinte: Quem não conece ele?! O cara vive andando por ai e bebendo sakê feito um idiota! Ele anda por ai com um broto de Bambú na camisa e vive arranjando brigas com o conselho e....
Naryu: Hahahaha!!! É esse mesmo! Ele é bizarro, né?
Noppo: Sim... Mas já tá na hora de você ir. Ele já deve ter chegado lá...
O garoto com a capa de chuva então cai em um sono profundo deviduo ao feitiço do bando da tempestária. Naryu torna a sua feição de alegria para uma um pouco mais séria e, finalmente desatina-se a correr em direção à catedral.
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Agora a catedral estava vazia. Parecia que Tai havia saído deixando o seu trono deserto. Em poucos segundos uma voz começa a ecoar por toda a estrutura. Era um grito brutal de guerra. O rugido de um dragão.
Dan: TAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! APAREEEEEEEEEEECAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!
Dan chegava completamente empolgado em seu objetivo e entrava correndo pronto para derrubar tudo, mas, para o seu azar, a vilã parecia na estar mais lá.
Dan: Mais o que?! Cadê você sua andrógena degraçada!!!!!!!!!!
Tai: Do que você me chamou?!
Um verdadeiro relâmpago então percorre toda a catedral para, enfim dar a imagem da poderosa tempestária defronte ao grande vitral da cathedral.
A filha das Val´Kyrias surgia em uma posição excêntrica e cheia de si. Com um olhar afiado, o simples fato da sua presença parecia chamar o inimigo para ela.
Dan: Você tá surda?! E o que é que você tá pensando fazendo toda essa merda de “nova legião”?!
Tai: Então você não quer participar, não é? Veio então direto para a sua perdição me enfrentar, presumo.
Dan: Quê?! Olha aqui! Para de dar uma de diva e fala normal! Todo mundo sabe que você não fala desse jeito todo fru-fru!!
Tai: O que?!(Tombando como em um anime) Tá, tá... beleza, vou falar normal... To vendo que a sua namoradinha vaca te deu essa roupinha nova, né? Acha que consegue me vencer com essa porcariazinha?
De fato Dan agora trajava roupas diferêntes. Agora vestia uma rouba de batalha escura com detalhes vermelhos metálicos. A mesma deixa va ainda os seus braços e metade das pernas expostos. Era possível ver o tanquinho na barriga de Dan pois a rouba era aberta nessa parte.
O garoto, porém, ainda não se desfasia de seu cinto de couro, de suas botas vermelhas e muito menos de suas típicas luvas com a marca de uma gota. Como em um lutador de boxe, uma faixa era enrrolda nos dois braços e ia até o cotovelo onde era deixado uma longa faixa ao vento em cada braço.
Dan: Do que você chamou ela?! Sua maldita!!!! Você vai ver... Eu vou acabar com você!!!!!
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O dragão então explodia em fúria e disparava como um míssil na direção da rainha dos relâmpagos. A mesma então sorria de adrenalina pronta para a sua tão esperada luta. Esta imagem parecia congelar no tempo formando uma perfeta obra de arte.
Dan Aheat, vestido com as vestes incendiárias, finalmente se jogava no olho da tempestade. As nuvens no céu carregavam-se mais e mais chegando finalmente ao seu crepúsculo. O que será que pode ocorrer a seguir?
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