Abelha Rainha

3 Capítulo 3


Notas iniciais
Oi Queridos, tudo bem? Aqui está mais um capítulo, espero que vocês gostem! Boa leitura.

— Não sente mais nenhuma dor? — perguntou Gary se sentando na cama.
Estávamos em seu quarto, que ficava no lado esquerdo do segundo andar. Conseguimos dar um jeito de enrolar o inspetor dos meninos, Jorge, e ele me deixou passar. Só tenho que dar um relógio novo para ele.

— Não — respondi me sentando ao seu lado. Olhei em seus olhos, que agora estavam azuis como o céu noturno, cheio de estrelas dentro. Eu achava isso incrível nele, os vários tons de azul que seus olhos proporcionavam. E eu adorava essa vista.

Gary me olhou de volta, e em um movimento rápido, juntou seus lábios nos meus. Devido a surpresa, não retribui de imediato, mas depois continuei o beijo. Ele fazia carícias na minha nuca, algo que já estava acostumado a fazer, e eu passava minha mão entre seus cabelos loiros, desarrumando-os do topete perfeito.

Meus pensamentos foram até a enfermaria. Leon me deixou lá, depois foi procurar a enfermeira e eu adormeci. Acordei com Andy me balançando — provável que ela tenha pensado que eu estava morta — e então subimos para os dormitórios, onde encontrei Gary. Ele me convidou para ir pro seu quarto, e aqui estamos nós.

A intensidade do beijo aumentava a cada instante, ele estava com um certo fervor, e quando percebi, sua mão desceu para o meu glúteo esquerdo.

— Gary... — sussurei na sua orelha. — Acho que não é o melhor momento.

— Que se foda — disse dando de ombros. E me beijou novamente. Tentei me separar, mas ele era mais forte. Foi então que levantei minha mão e bati com força no seu rosto. Aproveitei o momento do choque para me levantar batendo o pé no chão propositalmente.

— Gary Edwards — falei deixando minha raiva transparecer — se eu disse que não era o momento adequado, é porque simplesmente não é o momento adequado! — quase gritei falando essa última frase.

— Calma Paixão — pediu abrindo um sorriso nervoso.

— Ah me poupe — falei saindo do quarto. O corredor estava praticamente vazio, exceto pela presença de Jorge.

— E o meu reló...

— Não enche o saco! — dessa vez eu gritei.

Não é só porque não estou mais com dor que ele pode fazer o que bem quiser comigo.

Atravessei o corredor, abri a porta com velocidade e nem me preocupei em fecha-la. Passei as escadarias e abri outra, dessa vez a do dormitório das meninas, e sorri para algumas meninas que estavam lá. Após isso, caminhei mais rápido até chegar no meu quarto e pulei na cama.

Não queria saber de nada. Nada de Gary, nada de Diretora brava por eu cabular — não foi propositalmente mas ela arranja motivos para me odiar até do chão — mais seis aulas e nada de Leon o professor gatão.

Ouvi meu telefone tocar.

— Alô — falei com a voz amarga.

— Querida, é a mamãe.

— Oi mãe — me endireitei na cama.

— Filha, não tenho muito tempo, então vou ser breve. — murmurrei um sim, e ela continuou: — traga Gary para a festa também. Mamãe ama você, beijos.

— Quê? — perguntei. — Não vou levá-lo, mamãe.

— Vai sim, e ponto final Rain. Não discuta comigo Querida. Os pais deles vão, seria estranho ele não vir com você já que estão namorando.

E ela desligou. Meus pais tinham um certo carinho com o Gary, mal sabem que ele força a filha deles a fazer sexo.

— Quando que você vai voltar a falar com o Gary? — perguntou Petra. Estávamos no banheiro, e dois dias já haviam se passado desde a última vez que eu estive no quarto dele.

— Hoje mesmo. — respondi retocando o gloss. — as pessoas não vão estranhar, eu pisquei e mandei beijos no ar para ele duranta a troca de aulas e o almoço.

— Só me intriga o por quê de você ter parado de falar com ele — disse arrumando a franja. — o sexo não foi bom?

— Querida, isso não é da sua conta. — falei e sai do banheiro.

Andy nos alcançou un pouco antes do sinal bater, indicando que a última aula iria começar.

— Vejo vocês mais tarde — falei indo na direção da sala de Filosofia.

Hoje Leon já estava sentado na cadeira, com seu material, e na lousa um resumo estava pronto.

Olhei para as cadeiras, e me lembrei que Gary fazia essa aula junto comigo. Revirei os olhos e caminhei até o fundo da sala, me sentando ao lado do loiro, que abriu um sorriso maroto.

— Finalmente.

— Cala a boca — falei baixinho. Tenho quase certeza que ele não escutou.

Apoiei minha bolsa no chão, tirando meu caderno e estojo de dentro, preparada para copiar o resumo.

— Hoje iremos falar sobre Aristóteles. Mas antes, a chamada.

Esperei ansiosamente a minha vez, e quando chegou, falei "presente" abrindo meu melhor sorriso. O professor, por sua vez, apenas continuou a chamada, como da última vez.

Eu me vejo com Leon. Digo, eu sou bonita, ele também. Faríamos um casal lindo, assim como Gary e eu. Mas imagino que seria algo melhor, já que Leon é mais maduro que Gary. Ele não pensou antes de me levar pra enfermaria, somente me levou.

— Paixão — ouvi Gary chamar enquanto Leon guardava sua caderneta na bolsa — precisamos conversar. Depois da aula na biblioteca?

Eu não queria conversar com Gary, não desse jeito. Não queria de maneira alguma que ele me convidasse, eu que iria falar com ele primeiro. Então fiz um sinal negativo com a cabeça, e voltei a prestar atenção na aula.

Leon começou a falar sobre a cidade natal de Aristóteles, introduzindo sua vida, moradia e família.

— Aristóteles foi discípulo de Platão, que estudamos na aula passada, e preceptor de Alexandre Magno...

Eu estava com a cabeça baixa, escrevendo um resumo sobre o filósofo no meu caderno quando ouvi três batidas soarem na porta. Levantei meu olhar, e Leon estava indo em direção a porta. Quando abriu, a diretora lhe deu um sorriso caloroso e depois adentrou a sala.

— Bom dia, alunos.

— Bom dia. — a classe respondeu desanimada.

— Gostaria de avisar que, os uniformes dos atletas e das líderes de torcida irão mudar em breve. O Marketing do Internato está trabalhando para deixá-los mais modernos, e tenho certeza que ficará — a diretora deu uma piscada para Leon. — Srta. Coller, preciso falar com você por um instante.

Me levantei e caminhei até a frente da sala, sentindo o olhar de todos nas minhas costas. Saímos da classe, o corredor estava vazio.

— O Filósofo foi um dos mais importantes da história — ouvi Leon dando continuidade na aula, e a Sra. Gayve fechou a porta.

— Pois não, diretora. — falei enrolando uma mecha de cabelo no meu dedo indicador.

— Srta. Coller, queria saber o motivo de você ter faltado nas aulas do período da tarde, na terça feira — ela abriu um sorriso amarelo. — pensei que tínhamos resolvido esse assunto.

— Aconselho você conversar com a Enfermeira — falei rapidamente. — agora, se me der licença, tenho que ir assistir uma aula.

Andei na direção da porta, não olhei para trás, mas deu para sentir que ela estava me fuzilando. Mas não tem problema, nada que meu pai não resolva.

Abri a porta novamente, e Leon sorriu para mim. Depois voltou a explicar, enquando eu voltava para o meu lugar.

Eu não via motivo para mudar o uniforme das líderes de torcida, o dos atletas eu até compreendia. Eles vestiam uma camiseta grande e roxa, com detalhes pretos e brancos com um grande G estampado, com algumas flores brancas ao redor. Era um tanto quanto revelador. A bermuda era preta, sem nenhum detalhe. Quando estava muito frio — temperatura abaixo de zero — o treinador obrigava eles a usarem o moletom — cinza com o G roxo no meio.

— Srta. Friergi, poderia ler o "tome nota" da página 7, por favor? — perguntou o professor.

— Sim senhor.

A voz dela era suave, e uma frase me chamou atenção.

— A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.

— Quem poderia explicar essa frase?

Pensei um pouco, vendo algumas possibilidades e preparei mentalmente o que eu iria falar.

Levantei a mão.

— Srta. Coller, por favor.

— Eu posso citar várias qualidades, como cozinhar, argumentar, apresentar, liderança, comunicação... Mas todas elas tem um princípio, o qual seria a coragem. Segundo Aristóteles, ao fato de que para fazer todas essas ações, é necessário o primeiro passo. É necessário a coragem para cozinhar algo no fogo — dei uma pausa e continuei a falar: — para comandar um grupo, para se comunicar bem, para argumentar algo... então a coragem é a base de todas as qualidades.

— Muito bom, Srta. Coller. — disse Leon sem perder a profissionalidade. Tenho certeza que, no fundo, ele ficou impressionado — Mas só para reforçar, o que eu quero que vocês entendam é que, para Aristóteles, a lógica não é uma ciência, e sim um instrumento para pensar.

"O Silogismo nada mais é do que um argumento constituído de preposições que se extrai uma conclusão. Logo, é um raciocínio imediato, que fornece o conhecimento de uma coisa a partir de outras coisas, buscando suas causas. Esse é um dos métodos de ensino de Aristóteles."

Joguei meu cabelo para trás, e um papel na minha mesa chamou minha atenção. Estava mal dobrado, olhei para o lado e Gary sorria.

— Leia — sussurrou. Abri o pequeno papelzinho, e dentro estava escrito:

"Paixão, me desculpe pelo outro dia. Eu só estava tentando fazer aquilo, por que pensei que você queria. Afinal, já estamos juntos à dois anos e nem transamos ainda... Isso está me deixando preocupado. Biblioteca depois da aula?"

Eu não podia deixar que ele pensasse que eu não me interessava por ele, isso iria estragar tudo.

Rabisquei um "sim" no papel e devolvi a mesa de Gary.

— Um dos motivos de eu trabalhar com frases — disse professor — é para estimular vocês a argumentar, e a entender uma oração, pois nos exames para algumas faculdades, principalmente Yale, as perguntas tem a ver com interpretação. É claro que você tem que ter conhecimento da base do assunto, porém você entender o que a frase diz já é de grande ajuda.

Leon continuou falando outras curiosidades de Aristóteles, como quando ele largou a Academia após a morte de Platão devido a pouca importância que a mesma dava em relação à natureza, que ele viajou por vários lugares no mundo grego e depois Aristóteles criou sua própria escola.

— Então classe, gostaria de pedir os exercícios do capitulo um para casa, visto na semana que vem. Infelizmente só temos duas aulas por semana, mas é o suficiente para acompanhar os demais professores. Não se esqueçam de fazer os exercícios.

O sinal bateu, e todos os alunos se levantaram. Lembrei que tinha que me encontrar com Gary, mas decidi fazer uma pequena mudança nos planos. Antes de ele começar a andar, peguei seu pulso.

— Gary, não faz sentido a gente se encontrar na biblioteca sendo que estamos saindo da mesma aula.

— Ah, sim — falou sorrindo — então vamos juntos.

Ele entrelaçou seus dedos nos meus, mas antes de sairmos da sala, decidi soltar sua mão. Caminhei na direção do professor, que estava organizando suas coisas.

— Obrigada por me levar até a enfermaria.

Ele levantou o olhar, surpreso, e depois falou:

— Não foi nada, faria isso com qualquer um — respondeu sorrindo.

Eu não sou qualquer um.

— Vamos Paixão? — gritou Gary da porta.

— Tenho que ir — falei caminhando até a porta.

— Tenha uma boa noite, Rain. — disse o professor. Me virei rapidamente, e consegui captar um sorriso diferente do outro.

Era um sorriso sincero, que eu tenho questão que ele não mostraria para qualquer um.

— Igualmente — falei jogando todo o meu charme.

O corredor do terceiro andar era incrivelmente frio, olhei pela janela e já estava escurecendo.

— A biblioteca já está fechada? — perguntou Gary. Eu tinha esquecido da sua presença.

— Creio que não. Eles fecham as sete, geralmente.

— Ah, não foi dessa vez. — falou quando vimos a porta, que estava fechada.

Tirando a nossa presença, o corredor estava vazio. Já era de se esperar, porque a caminhada para chegar até a biblioteca era grande e cansativa.

Ah, por isso que Gary me trouxe aqui.

Estamos sozinhos.

— Bom, isso não estraga meus planos — disse me colocando contra a parede. A luz estava se encontrava no teto do corredor, e o chão era como o do corredor do dormitório.

Gary apoiava o ante braço esquerdo do lado da minha cabeça, e sua outra mão estava segurando a minha. Dessa vez, eu que o beijei primeiro. Ele retribuiu na mesma hora, e percebi como ele beijava bem. Me mantive envolvida, e comecei a fazer leve carícias nas suas costas com minha mão esquerda. Ele, por sua vez, tirou sua mão da minha e passou os dedos pela minha barriga.

Eu não estava usando o blazer do uniforme, já que de manhã não estava tão frio — dentro da escola tem alguns aquecedores -, e me arrependi por isso. Gary desabotoou os dois primeiros botões da minha camisa, deixando meu sutiã à mostra.

Parece que não tem nenhum aquecedor no terceiro andar. Meu pai não vai gostar de saber disso.

— Lingerie preta? — sussurrou na minha orelha. Senti os meus pelos se levantarem, e o beijei de novo. Ele levou a boca até minha clavícula, e então o empurrei.

Meu coração não batia forte.

— Gary, minha mãe te convidou para ir na festa que meu pai vai dar. Que tal fazer isso minha casa?

— Paixão... — ele balançou a cabeça — tenho certeza que aqui vai ser bom também.

— Lá vai ser mil vezes melhor — sussurei em sua orelha com a tentativa provocá-lo. — Sábado de manhã o motorista do meu pai vai me pegar aqui, e você vai junto. E então, depois da festa, a noite será nossa.

— Você promete?

— Claro.

Liguei o chuveiro e deixei a água quente cair sobre meu corpo, aquecendo minha alma.

Alguma coisa puxou minha cortina, e vi o rosto negro e molhado de Petra.

— Mas que saco! — falei desligando o meu chuveiro. Peguei minha toalha e a enrolei no meu corpo.

Meu corpo não era muito diferente da Petra, só que eu tinha mais peito. Mas fora isso, éramos quase iguais. Andy que era peituda, e eu a invejava devido à isso.

Sai do box parei em frente ao grande espelho que havia na parede. Estava meio embaçado, mas eu consegui ver meu reflexo.

Uma garota — linda é claro — me encarava, seus cabelos morenos estavam molhados, e desciam até sua cintura. Havia uma toalha enrolada em seu corpo. A menina deixou a peça cair, e colocou o cabelo sobre os peitos medianos. Tinha uma cintura fina, de dar inveja, e um glúteo redondo.

— Eu sou muito bonita.

— Já é estranho você estar falando sozinha — falou Petra aparecendo atrás de mim. — e agora está pelada em frente ao espelho, se encarando. Gary te causou um grande estrago, hem.

Não entendi o que ela disse, até ela tocar na minha clavícula. Merda! Gary tinha deixado uma marca.

Depois de voltar para o meu quarto, fiquei pensando em quem seria o cara certo que eu estava esperando. Quanto tempo ele iria demorar para chegar?

Leon me parecia um bom partido. Com certeza ele deve ter bastante dinheiro, pois papai me disse uma vez que o salário dos professores no Internato é muito bom, e além disso ele é bonito, tem um corpo ótimo e um sorriso encantador. Sua personalidade é um tanto quanto brincalhona, mas sem perder a profissionalidade.

— Temos uma fila grande de garotas. — falou Andy pegando a lista que estava fixada no quadro negro da secretaria.

— Sim, vai dar trabalho — disse Petra — Temos dez minutos para a seletiva começar.

— Então vamos — falei começando a andar.

Definitivamente eu não tive uma boa noite de sono. Fiquei pensando em como faria para adiar minha "noite de amor" com o Gary. Estava pensando em pedir para Cristina — uma empregada que cuida de mim desde pequena — colocar alguma coisa na bebida dele para ele dormir. Essa foi minha melhor ideia.

Caminhamos até a quadra interna do Internato, e umas quinze meninas já estavam esperando na porta.

— Bom dia garotas — falei abrindo um sorriso — só vamos nos organizar e depois chamaremos vocês em ordem alfabética.

Abri a porta da quadra e acendi as luzes. Uma por uma foram dando claridade à quadra. Segui até o final da mesma, parando sobre uma mesa. A mesa e as três cadeiras estavam posicionadas de frente para a porta da quadra, e as meninas iam ter todo o espaço para apresentar suas séries.

Vi a lista que estava em cima da mesa, e após Petra e Andy se sentarem, chamei o primeiro nome.

— Bom dia!

— Bom dia Audrey — falei.

— Querida, agora você vai apresentar sua série.

— Tudo bem — respondeu Audrey com um sorriso enorme.

Pelo menos ela não para de sorrir, em uma apresentação nossa boca nunca pode se fechar. Temos que sempre estar alegres.

— Cinco, seis, sete e oito!

Audrey começou a fazer várias acrobacias, que me surpreenderam. Ela se movia com graciosidade e leveza. Seus cabelos loiros voavam, junto com seu corpo a cada pulo. Ela finalizou com um espacate de frente.

— Muito bom — elogiou Petra.

— Realmente — falei. — Audrey, a lista com as finalistas vai ser colocada na secretaria na segunda.

— Ananda Greng — chamei. Essa menina faz aula de Filosofia comigo.

— Apresente sua série — pediu Andy ajeitando o cabelo.

A série que Ananda apresentou foi mais simples. Ela não explorou o espaço, sem contar que estava vestindo uma roupa de dar dó. Um shorts jeans preto e um moletom do Internato, com um G estampado. Nós, mesmo no frio de Peticcan, usamos roupas curtas, de preferência com a barriga para fora.

— Ananda, a lista com as finalistas irá estar segunda feira na secretária. — avisei com um sorriso. — pode se retirar.

— Definitivamente ela não vai passar — falou Andy quando Ananda já tinha saído da quadra. Por isso que eu gosto da Andy, ela me entende.

Depois de mais dez nomes, uma garota me chamou a atenção. Quando ouvi o barulho dos passos, arrumei minha postura. Olhei para a porta e uma garota ruiva com franja na testa, com um nariz empinado estava caminhando na nossa direção. Vestia uma saia de prega vermelha, parecida com o uniforme das líderes de torcida, uma regata colada branca e um salto alto preto.

Como ela vai se apresentar usando salto?

— Holly Wilson — falei autoritária. — pode começar.

A primeira coisa que ela fez foi abrir um espacate. Fiquei surpresa pelo seu desempenho, ela dava mortais e uma série de pontes como se estivesse esse descalça.

Não posso dizer que eu não desejei que ela caísse e tivesse uma fratura.

Ela não parou de sorrir, explorou o espaço muito bem e montou uma ótima série. Essa garota teria futuro.

— Sinto muito — falei quando a Holly tinha terminado. Ela respirava forte, mas controlava sua respiração com dignidade. — temos meninas muito boas aqui, talvez você não passe.

Petra e Andy me olharam assustadas.

— De qualquer forma, a lista com as finalistas estará na secretária na segunda. Obrigada pela presença.

Holly ainda sorria. Um sorriso malicioso e sarcástico.

— Não há de quê — respondeu dando as costas. Ela foi embora rebolando, os passos ecoavam pela quadra.

— Mas que porra foi essa Ray? — perguntou Petra usando meu apelido.

— Ela era ótima! — disse Andy.

— Ela veio de salto para um teste. Ela me desafiou. Não perguntem mais nada.

O resto do sábado se passou rapidamente, e eu já estava cansada de dizer "a lista das finalistas estará na segunda feira na secretária".

Finalmente a última garota tinha se apresentado, e conseguimos atribuir mais vinte meninas ao nosso time.

— Ainda estou incrédula com a sua atitude — falou Petra quando estávamos subindo para o dormitório.

— Andy, você pode mandar a lista para a secretária? Nãp se esqueça de falar que só é para ficarem na segunda — Andy fez que sim com a cabeça, e desceu as escadas rapidamente.

— Eu sou a Capitã, e eu decido as coisas. Não preciso de ninguém para falar o que é certo é o que é errado, Petra. Agora me dê licença que eu tenho que tomar banho.

Abri a porta do meu quarto e a fechei imediatamente. Peguei minhas coisas e me preparei para ir no banheiro.

Minha mente estava confusa, e Holly Wilson não saía da minha cabeça.

Notas finais
E aí, gostaram? Não se esqueçam de deixar suas opiniões nos comentários, por favor. Isso me ajuda muito!! Ah, queria contar para vocês que no próximo capítulo, muitas surpresas vão acontecer... Beijinhos de Luz!