Abducted by a Stranger
4 Capitulo 4
Notas iniciais
Espero “ele” sair do quarto e corro para a janela que está coberta com uma cortina clara, mas não consigo enxergar por ela. Então abro a cortina e me deparo com absolutamente nada em volta. Fora alguns pinheiros há uma distancia de uns 40 metros, mas nada alem disso.
Tento abrir a janela e ela nem se move. Tento mais um pouco colocando toda minha força, mas mesmo assim ela continua no mesmo lugar. Depois da janela vou para as portas. A porta do closet está aberta, mas dentro sem janelas. Vou para a porta por onde meu raptor saiu e está trancada. Forço, mas ela nem se meche. Vou para o banheiro e tirando a janela que está no alto e estreita não dava para tentar fugir do mesmo jeito.
Quando minha ficha cai de que ele me tem prisioneira e não tem como fugir, me desespero. Quero gritar, mas não tenho força e também tenho medo de que ele volte e me veja em desespero. Quero me mostrar forte e não demonstrar tanto medo. Sento-me no chão do banheiro não tenho forças para nada a não ser ficar imóvel mirando os azulejos brancos da parede.
Não sei quanto tempo se passou, mas quando olho para a porta lá está ele com a mesma mascara preta. Isso já está me dando nos nervos quero saber quem é esse filho da puta. Em um movimento brusco levanto-me do chão e vou ao seu encontro. Quando chego perto fecho meu punho e tento acertá-lo. Consigo pegar seu queixo por que ele não tava esperando que eu o atacasse. Ela cambaleia um pouco e eu avanço querendo bater nele muito para que ele me deixasse em paz, mas só consigo proferir mais um soco que pega sua bochecha e ele me segura firme, eu tento sair de seus braços, mas ele é mais forte que eu. Então depois de muitos minutos tentando me soltar eu desisto, minhas forças foram embora meus joelhos sem dobram, mas ele me segura firme contra seu corpo. Me deixo levar pela a falta de comida, de água e desfaleço em seus braços. Não quero isso, mas não posso mais agüentar. Caio em lágrimas, choro alto, grito extravaso tudo o que está dentro de mim reprimido desde que meus pais morreram. Não chorei assim nem quando eles me deixaram sozinha nesse mundo cheio de pessoas que só fazem o mal para a gente.
Nesse meio tempo de desespero sinto uma mão e meus cabelos, fazendo-me um tipo de cafuné. Paro por alguns segundos, mas a dor é mais forte que eu, então continuo a dar uma de desesperada, não sei por quanto tempo estou assim, só sei que depois de um tempo sinto uma picada em meu braço, olho e vejo uma seringa, 30 segundos depois já não sinto nada e minhas vistas ficam escuras e sei que ele me deu alguma coisa para que eu me acalmasse e dormisse e é isso que eu vou fazer vai que quando eu acordar isso não passou de um sonho esquisito.
Durante meu sono sonho com um homem de cabelos escuros e olhos mais azuis que o mar do caribe. Esse homem me comprou por uma noite e como não resisti acabei me vendendo, foi uma única vez, ele me procurou de novo, mas não consegui fazer o que eu fiz outra vez. Senti-me suja uma verdadeira puta, vagabunda uma verdadeira prostituta.
Acordo novamente com muita sede, olho para o lado e vejo que tem uma jarra de água e uma bandeja com um prato de comida ao lado. Meu estômago ronca e pede por comida. Não quero comer, mas preciso meu corpo todo dói. Coloco um pouco de água em um copo e tomo achando a melhor água que eu já bebi em toda a minha vida. Penso um pouco antes se eu devo comer ou não. Meu estomago ronca, mas fico em dúvida. Me levanto e vou para o banheiro para tomar um banho enquanto aquele louco não volta. Tomo o banho e vou para o closet acho roupas que servem perfeitamente em mim e as visto. Como é bom colocar uma roupa mesmo essas não sendo propriamente minhas. Sento na cama e olho para o prato de comida de novo. Sei que não devia, mas vou comer a fome me ganhou nessa batalha. Assim que termino o prato e estou o guardando no mesmo lugar que eu encontrei “ele” entra no quarto.
–Boa noite, anjo! –ele diz e se encaminha ao meu encontro.
Estou com medo de que ele faça alguma coisa comigo então me encolho na cama.
–Boa noite! –digo em um sussurro quase inaudível.
–Vejo que banhou e comeu. Fico feliz por isso, já estava preocupado com sua saúde. –“ele” diz e se senta ao meu lado, mas sem me tocar.
–A necessidade ganhou do meu querer. –digo em um tom de raiva que “ele” ignora.
–Então que a necessidade prevaleça. Pelo menos por enquanto. -diz ele com um sorriso fraco nos lábios.
–Qual é o seu nome? –faço a pergunta sem que o filtro do meu cérebro a evitasse.
–Me chame de Jay. É tudo o que eu posso te dar agora. Sei que você está curiosa então decidi te levar para um tour pela a casa. Vamos? –diz e se levanta esperando para eu me levantar também.
Eu não quero, mas a curiosidade fala mais alto que o bom senso. Quero explorar para ver se tem como eu escapar desse louco. Levanto-me e nos encaminhamos para a porta. Jay primeiro me leva pelo corredor e nesse corredor existem 3 portas tirando a porta de onde saímos. Na primeira porta existe um quarto vazio com só cortinas na janela. Na outra porta há o quarto onde acordei pela a primeira vez nesse inferno, e a última porta é um quarto quase igual ao que saímos à única diferença é que esse tem algumas fotos no criado mudo e na cômoda observo as fotos e por um instante me vejo em todas as fotos, em uma estou sorrindo para a câmera sei que quem tirou essa foto foi meu pai um mês antes dele e mamãe morrerem, em outro quadro estou dormindo e meu cabelo espalhado pelo travesseiro e nas outras eu conheço todas as fotos e sou em todas.
–Onde você conseguiu essas fotos?-pergunto e minha voz falha um pouco.
–Algumas como você percebeu peguei-as do seu facebook e as outras peguei em seu apartamento enquanto estava organizando para que o mesmo fosse desocupado. -diz ele em um tom de tranquilidade.
–Você o que? -disse já querendo bater naquela cara coberta por aquela mascara horrorosa.
–Disse que peguei suas coisas e retirei daquele lugar. Você não mora mais lá. Agora você mora comigo em nossa casa. –disse ele como se explicasse para uma criança que ela iria mudar de onde ela ama para uma casa fria e sem vida.
Nessa hora eu explodo.
–Você não tem o direito de fazer isso comigo. Eu não moro aqui, eu não sei quem é você, não sei por que você está tão obcecado assim comigo se eu nem te conheço direito. –quando termino estou hiperventilando. Desabo de joelhos no chão querendo virar uma barata e sair daquele lugar correndo e nunca olhar para trás.
–Você é minha. Só não se acostumou. Tenho todo o tempo do mundo para fazer você me amar. –ele diz e eu olho para ele com uma cara de “você perdeu o juízo?”
–Levante-se vou mostrar o restante da casa. –forço e me coloco em pé. Preciso da ajuda que eu puder para sair desse lugar.
Descemos uma escada que dá em uma cozinha bem grande toda equipada, saímos e depois vejo que estou em uma sala que tem um sofá bem grande e uma TV gigantesca presa a uma parede. E depois passamos por uma porta que ele não parou em frente a ela nem comentou o que havia por trás. Andamos mais um pouco e caímos em uma área de serviço com uma porta que dava para o quintal. Me interessei na hora por ela e acho que “ele” percebeu.
–Essa porta fica fechada 24horas por dia, então esquece que você vai tentar fugir por ela. Por que não vai conseguir. –ele diz com um sorriso meio diabólico.
Olho para a porta que está na minha frente e não para ele. Tenho que me esforçar mais para não transparecer meus sentimentos. Devo ser mais cuidadosa daqui para frente.
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