Notas iniciais
Depois de quase 5 anos, faltando dois dias para completar os 5, eu vooolteeei. Mais um capitulo para vocês!!

Voltamos para o que ele chama de quarto, aquilo esta mais para uma cela do que para um quarto. Jay está falando alguma coisa, mas não presto muita atenção, quando chegamos no “quarto” ele me diz que vai trabalhar um pouco e pede paciência que no final vamos nos resolver e que eu irei ama-lo.

Estou sozinha e penso em tudo o que eu vi na casa que pode me ajudar a sair desse inferno em que Jay me colocou. A casa é no meio do nada, mas se ele trabalha em casa então quer dizer que ele tem contato com o mundo exterior. Só preciso ter uma chance de entrar nesse escritório e tentar me tirar daqui. Deitada estou e deitada eu adormeço. Acordo com um barulho de porta se destrancando acordo assustada e me sento na cama e espero Jay entrar. Ele está com um prato de comida e um copo em suas mãos. O cheiro da comida é delicioso e lembra um dos meus pratos preferidos preparados pela a minha mãe, como resposta meu estômago ronca alto, sorrio nervosa

— Acho que alguém esta com fome?! –diz jay sentando ao meu lado na cama e me entregando um prato de lasanha de brócolis e queijo.

Me assusto pois é meu prato preferido de toda a minha vida olho meio desconfiada para Jay.

—Trouxe seu prato preferido. Diz Jay com um sorriso de canto a canto.

—Como você sabe que é minha comida preferida?.

—Eu sei tudo sobre você, anjo. Responde ele ainda com um sorriso nos lábios.

Com o prato no meu colo começo a comer. Coloco a primeira garfada na boca vem o mesmo sabor da lasanha que minha mãe fazia para mim quando ela ainda estava viva. Não aguentei e comecei a chorar, chorava e comia ao mesmo tempo, chorava de saudades e de raiva por ele estar fazendo isso comigo. Só queria ali estar na minha casa com minha mão ao meu lado, meu pai trabalhando em seu escritório e meu irmão jogando vídeo game em seu quarto. Quero aquela vida que tiraram de mim muito cedo.

Jay me olha atento, mas sem fazer movimentos para tentar me abraçar e consolar, agradeço mentalmente por ele me deixar chorar em paz e sozinha. Depois de alguns minutos chorando e comendo eu entrego o prato para o Jay. E me deito no travesseiro ainda chorando, dói lembrar de tudo o que aconteceu. Sei que demonstro fraqueza, mas nesse momento eu estou pouco me fodendo para isso.

—Me desculpe, anjo. Não queria fazer você chorar, só queria te fazer um agrado e te trazer alguma coisa que te confortasse. Quer conversar sobre? –Ele fala baixo e manso, logico que para não me deixar mais nervosa e fazer confiar nele.

— Não quero falar sobre o que acabou de acontecer e se não for muito posso pedir que você me deixe um momento sozinha. Por favor? –digo em meio de soluços.

Ele me beija a testa e sai do quarto com o prato vazio e o copo intocado nas mãos. Escuto a porta sendo trancada e não contenho o grito de dor que estava entalado dentro de mim. Dolorido e alto o grito sai e eu enfio meu rosto no travesseiro e grito muito mais, um grito atrás do outro, cada um mais dolorido que o outro

De exaustão de tanto chorar e gritar, adormeço em um sono conturbado por olhos azuis profundos como o mar.

Notas finais
bjs
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.