Abaffiato

5 Dominique Weasley


Notas iniciais
Mais um para vocês, e esse foi muito difícil eu conseguir escrever... Na realidade, todos foram difíceis de escrever, não estou acostumada a escrever esse tipo de capítulo, então espero que tenha ficado bom!

NARRAÇÃO DE DOMINIQUE WEASLEY

— Certo. — riu de nervosismo — Não estava preparada para contar o meu segredo quando começaram, mas de alguma forma eu sinto como se o meu segredo não devesse permanecer preso, assim como está, dentro de mim.

Todas me encaravam com total atenção, curiosas para saber qual era o terrível segredo que dera origem à toda aquela conversa numa madrugada fria com neve caindo e cobrindo todo o chão em que pisávamos. Pelo menos estávamos bem seguras na Casa dos Gritos.

— Tudo aconteceu nas férias, antes do ano letivo se iniciar...

Aquela era a nossa última noite de férias, e para nos despedirmos dela fomos até o Caldeirão Furado beber um pouco de whisky de fogo e cervejas amanteigadas. Todos ríamos muito, eu, Rose, Roxy, Lily, Alvo, Louis, James e Hugo, e claro que alguns já passavam da conta e se encontravam um pouco bêbados.

James era um deles. E sem que qualquer um conseguisse perceber como aquilo aconteceu, ele já estava discutindo com um bruxo qualquer que não deveria ter mais do que dezoito anos.

— Cala a boca seu idiota! — ele gritava a plenos pulmões. — É melhor calar antes que eu perca a cabeça!

Como era de se esperar, todos nós corremos para impedir que a briga continuasse e se agravasse. E foi no momento em que James caiu no chão, que pegou um canivete que tinha no bolso e levantou empunhando-o como se fosse uma varinha.

— Ei James! Onde pensa que vai com isso? — perguntei assustada ao ver a lâmina brilhando — Anda, me dê isso aqui agora.

— Não vou dar nada a ninguém, só se for um belo soco na cara desse idiota! — gritava quase sem conseguir se manter em pé.

— James Sirius Potter! Me dê isso aqui agora! — disse autoritária, conseguindo assustá-lo e entregar-me o canivete. — Anda, vamos embora, a festa acabou.

O bruxo saiu o mais rápido possível de perto de nós e todos saímos pela porta, para voltar para casa o mais rápido possível.

— Ai droga! Esqueci minha bolsa! — reclamei lembrando — Podem ir na frente que eu vou logo atrás.

Voltei para o Caldeirão Furado e notei que havia deixado minha bolsa em cima do balcão. Não havia mais ninguém ali, tudo estava escuro e em silêncio, provavelmente fecharam assim que saímos dali.

— Alohomora! — disse para destrancar a porta.

Entrei calmamente para não ser notada por ninguém que pudesse estar acordado no andar de cima, peguei minha bolsa que estava sobre o balcão e, antes que eu pudesse virar, senti uma mão em minha cintura e alguém prensando-me no balcão para que eu não pudesse virar.

— Não deveria estar aqui loirinha. — uma voz asquerosa com bafo forte de whisky de fogo soprou em meu ouvido. — Ainda mais sozinha. Não te ensinaram que não é seguro uma garota da sua idade andar sozinha por aí nesse horário da noite?

— Me deixa ir embora, eu só vim pegar minha bolsa. — falei já com os olhos fechados rezando para que ele só me largasse e me deixasse ir. — Me deixa ir.

— E por que eu faria isso? Não tem ninguém aqui para te ouvir — sussurrou passando a mão na minha coxa —, ninguém para te ajudar, ninguém irá me impedir de abusar desse seu corpinho lindo e indefeso. — riu passando a outra mão em meus seios, e a outra por baixo de minha saia sobre minha calcinha.

A essa hora eu já chorava de desespero, temendo o que ele poderia fazer comigo ali, sozinha e sem conseguir me defender.

Tentei me desvencilhar dele, mas o máximo que consegui foi um puxão de cabelo que fez minha cabeça arquear para trás, deixando meu pescoço desprotegido e dando chance para ele o beijá-lo causando-me arrepios de nojo e medo.

Eu não conseguia pegar minha varinha que estava na minha bolsa, a qual ele jogara longe de mim, não conseguia me mexer porque ainda estava prensada no balcão, eu não sabia o que iria fazer sozinha naquele lugar escuro. Tentei gritar, mas ninguém ouviu.

— Grite o quanto quiser, o feitiço abaffiato é muito útil, deveria saber. — riu virando-me para ele.

Eu nunca o havia visto. Era um homem que devia ter mais de cinquenta anos, pois seu bigode revelava alguns fios brancos, sua barba estava mal feita e suas roupas completamente amaçadas. Sua cara era de um psicopata descontrolado, seu sorriso de maníaco...

— Como é linda essa menina. — dizia olhando para meu corpo.

Senti-me nua, suja e impotente.

Ele agarrou minha camiseta e a rasgou, revelando meu sutiã branco por baixo. Ele foi aproximando-se dele quando eu consegui dar uma cabeçada nele, deixando-o tonto. Aquilo doeu imensamente, mas tinha que usar aquele tempo que o deixara desorientado para pensar em uma maneira de fugir dali, peguei minha bolsa do chão e comecei a correr, mas ele agarrou a minha perna derrubando-me no chão.

Comecei a tentar chutar ele, mas ele colocou-se em cima de mim prendendo minhas pernas, e tudo o que eu conseguia fazer era gritar inutilmente. Olhei para o lado quando ele tentou me beijar e vi algo brilhando saindo da minha bolsa, era o canivete que eu havia confiscado do James.

Estiquei o quanto pude o meu braço para conseguir pegar enquanto ele continuava a beijar meu pescoço e descia para o meu colo. Peguei o canivete, liberei a lâmina e enfiei nas costas dele fazendo-o urrar de dor. Empurrei-o para longe de mim tentando me levantar, mas ele tentou vir para cima novamente, dessa fez cravei a faca em sua virilha, perto de seu pênis que estava enrijecido e outro urro de dor foi soado, de alguma forma o canivete ficou preso e quando eu consegui puxar ele rasgou a pele dele.

Ele caiu com a mão no lugar onde jorrava sangue e eu consegui sair correndo dali o mais rápido que consegui sem olhar para trás, minha blusa rasgada, meu cabelo bagunçado.

Continuei correndo quando esbarrei em alguém, e esse alguém era o James. Ele me viu naquele estado, e mesmo bêbado sabia que algo ruim tinha me acontecido, então sem fazer pergunta nenhuma ele me levou para o apartamento que ele iria se mudar em breve e cuidou de mim, mas até hoje ele não sabe o que aconteceu naquela noite.

NARRADOR 3ª PESSOA

Chocadas. Completamente chocadas.

Era assim que Rose, Roxanne e Lily se encontravam quando Dominique terminou de contar o seu segredo.

— Por que você nunca contou nada pra ninguém? — perguntou Roxanne. — Nem ao próprio James naquela noite?

— Não sei. Sinceramente eu não sei. — confessou — Eu acho que eu só não queria reviver aquela memória, e tinha a esperança de que se eu não contasse a ninguém, eu apenas esquecesse-se do que aconteceu. Mas isso nunca aconteceu, toda noite eu me lembro disso.

— Não consigo imaginar o que você sentiu naquela noite. — Lily sussurrou.

— Espero que nunca ninguém consiga imaginar. — murmurou Dominique.

Notas finais
O que acharam? Podem ser sinceras, ok? Espero o comentário de vocês. Beijão ♥