ASNY - O presente de Myelli
1 Capítulo unico
Notas iniciais
Depois de um longo ano de descanso a grande semana do natal chegou, todos os duendes trabalhavam a todo vapor ajudando o bom velhinho para que a noite do dia 24 fosse mágica e perfeita. A fábrica do papai Noel estava toda enfeitada com a decoração natalina mais linda que se possa imaginar, neve encantada enfeitava o teto, pisca-pisca por todos os lugares, enormes pinheiros decoravam o lado sul da fábrica e músicas natalinas animava o lugar.
Diversos duendes foram divididos em grupos de acordo com suas roupinhas, o grupo vermelho era responsável por ler as inúmeras cartinhas que chegavam, o grupo amarelo era responsável por fabricar os presentes, o grupo azul por empacotar e o grupo verde para organizar todos os presentes no trenó do papai Noel.
Tudo acontecia na maior festa e animação, quando um pequeno duende de gorrinho vermelho pisou em um carrinho de brinquedo e foi direto ao chão, fazendo todas as suas cartas voarem pelo local, os duendes que estavam mais próximos começaram a rir bastante do amiguinho que havia caído e até mesmo o duende que havia caído também ria de si mesmo. Ainda rindo os amiguinhos vieram lhe ajudar a levantar e a recolher as cartinhas, porém uma cartinha ficou escondida nos galhos de um pinheiro e não foi vista pelos pequenos duendes.
A grande noite então chegou todos os presentes já estavam no trenó do papai Noel, os duendes festejavam por mais um bom trabalho concluído.
— Ho! Ho! Ho! Obrigado meus amiguinhos por toda a dedicação de vocês! – o bom velhinho agradeceu. – Agora é por nossa conta não é mesmo Rudolph. – falou alisando a cabeça da rena líder que saltitou em animação.
O velhinho sentou-se no trenó e segurou as rédeas, as renas galopearam e se prepararam, todos os duendes em uma grande animação se alinharam em uma pista de voo.
— Tudo pronto? – perguntou para as renas que concordaram. – Então vamos nessa! – ele sacudiu as rédeas e as renas começaram a correr pela pista feita de duendes ganhando velocidade para em seguida subir aos céus do polo norte e seguir viagem para todo o planeta.
[...]
— Guyn... Guyn... Guyn! – um duende corria já sem folego atrás de seu amigo.
— Que foi Duth? – perguntou Guyn.
— Olha o que eu achei. – Duth mostrou a cartinha, aquela cartinha perdida.
— Oh não, temos que fazer algo, não podemos deixar essa criança sem presente. – disse o duende preocupado.
— O que iremos fazer, não iremos mais alcançar o papai Noel.
— Já sei! – falou Guyn animado. — Pegue um pouco de areia mágica e me encontre lá na saída.
Assim o outro duende fez, enquanto isso Guyn foi até a casa das renas ele precisava falar com Snowflake o filhote do Rudolph.
— Snowflake preciso da sua ajuda, Duth encontrou uma cartinha que não foi lida, e não podemos deixar que essa criança fique sem presente, por isso iremos até ela para realizar o seu desejo.
— Guyn você tá louco eu nunca sai da fábrica, sem contar que papai me mataria se soubesse disso.
— Para tudo tem a primeira vez e com o Rudolph deixa que com ele eu me entendo depois, agora vamos. – Guyn sem pedir pulou nas costas do pequeno que apenas suspirou derrotado e seguiu para a saída.
Duth já os aguardavam na saída com um saquinho em mãos, Snowflake parou para ele subir e em seguida ganhou voo para a casa da menina Myelli.
[...]
— Snowflake é ali. – Duth apontou para uma casa.
O pequeno voou para a janela do quarto que estava aberta e entrou. Era um quarto muito bonito todo com decoração natalina, na cama dormia uma garota tranquilamente. Os duendes se aproximaram da cama e olharam para a menina.
— Certo, agora vamos realizar o pedido dela. – Guyn pegou a cartinha e começou a ler, já no finalzinho ele riu como a possibilidade de bater nela enquanto dorme. – O primeiro pedido foi um par romântico para o superman. Quem é superman? – ele perguntou arqueando um sobrancelha. Snowflake negou com a cabeça mostrando que também não sabia.
— É aquele super-herói que usa a cueca por cima da calça. – Respondeu Duth.
— Ahhhh! – disse Guyn voltando a olhar para a carta — O segundo pedido foi sobre Harry Potter esse eu conheço, e o último foi ler algumas de suas fanfic’s.
— Seria legal ler as fanfic dela, mas nós não temos tempo, já está quase amanhecendo e temos que voltar antes do papai Noel.
— É verdade, papai também não pode saber que eu saí da fábrica. – disse Snowflake.
— Ok! Ok!... Duth jogue um pouco de areia magica nela. Faremos ela se divertir um pouquinho.
[...]
— AAAAAAAAAAAAHHHHH! – eu estava caindo em alta velocidade, o medo tomou conta de todo meu corpo, eu não sabia o que estava acontecendo, a poucos minutos eu estava na minha cama e do nada comecei a cai. O chão estava ficando cada vez mais perto e o medo cada vez maior, quando pensei que era meu fim braços me seguraram. Abri os olhos e não acreditei no que vi dois lindos olhos azul me encaravam e se não bastasse os olhos azuis ainda tinha um pequeno sorrisinho lateral de deixa qualquer garota apaixonada.
— Não se preocupe, não deixarei você cair. – o herói falou com sua voz grave.
— Se isso for um sonho eu não quero acordar! – disse abraçando o pescoço do meu herói favorito.
— Qual seu nome? – ele me perguntou.
— Myelli – respondi.
— Lindo nome. – eu sorri encabulada. – Foi um prazer te conhecer Myelli. – ele pousou em um campo florido me colocou no chão e deu um beijo na bochecha.
Ele se afastou pegou impulso e voou... Eu ainda estava no mesmo lugar parada olhando ele se afastar sem acreditar no que tinha acabado de acontecer, como assim produção eu acabei de voa e receber um beijo do superman.
— Eu aposto que estou sonhado. – falei.
— “ Porque nos sonhos entramos num mundo inteiramente nosso. Deixe que mergulhe no mais profundo oceano ou flutue na mais alta nuvem. ” – ao ouvir isso olhei para trás e me deparei com o próprio autor.
— Albus Dumbledore! – exclamei correndo em sua direção e o abraçando para ter certeza que ele era real.
— Olá minha jovem criança. – seu sorriso bondoso iluminava ainda mais aquele momento magnifico que estava acontecendo comigo. – Vamos, vim te busca para conhecer Hogwarts. – ele me deu sua mão e eu sem pensar duas vezes a segurei e juntos aparatamos.
Se era um sonho posso dizer que era muito real porque senti girar para todos os lados ao mesmo tempo e por sorte não vomitei, mas o enjoou e a tontura ainda permaneceu por longos segundos.
— Qual a sensação de aparatar pela primeira vez minha jovem?
— Horrível! – respondi e ele sorriu.
— Venha vamos conhecer o castelo.
Até então eu ainda não tinha olhado para frente e ao fazer isso meus olhos brilharam, eu estava de frente para o castelo de Hogwarts.
Segui o diretor que me levou para conhecer todo o castelo, cada pedacinho dele, as torres, os salões comunais, os jardins a casa do Hagrid, o lado negro, até a lula gigante eu vi. Nosso último lugar foi o grande salão onde todos da escola estavam reunidos.
Ao passar pelas grandes portas de madeira quase chorei de emoção, as vê as mesas, as bandeiras das casas, o teto iluminado com o céu cheio de estelas. Dumbledore me levou para mesa dos professores e eu vi cada um deles, Minerva, Snape, Lupin.... Ainda tive a honra de jantar com eles.
No final do jantar Dumbledore e eu aparatamos de novo em frente à minha casa.
— Isso é real? – perguntei.
— “ Naturalmente está acontecendo dentro da sua cabeça, mas por que é que isto deveria significar que não é verdadeiro? ” – ele respondeu sorrindo, eu também sorri e vi ele sumir.
Sentei no batente da porta e ainda com um sorriso enorme no rosto fiquei ali admirando o céu que já começava a clarear e se aquela noite já não estava magica o suficiente, ao longe cortando o céu ainda vi algo que só poderia se o trenó do papai Noel, até o Ho! Ho! Ho! Eu escutei.
Rindo entrei em casa...
[...]
— Guyn não temos mais tempo o papai Noel acabou de passar! – Duth falou desesperado.
— Pelas botas do Noel vamos logo! – Guyn disse já subindo junto com Duth nas costas do Snowflake que partiu em disparada de volta para o polo norte.
[...]
Era manhã de natal Myelli estava com muita preguiça de acorda decidida a dormir mais um pouco se virou para o lado, no entanto não foi o outro lado da sua cama quentinha que achou, mas sim o chão geladinho. Atordoada mais que depressa em um pulo ficou de pé. Semicerrando os olhos e analisando todo o local falou.
— O que eu estou fazendo na sala?! – e em resposta uma luz acendeu em sua mente clareando todos os fatos da noite anterior. Ainda um pouco confusa sentou no sofá e pensou se tudo aquilo tinha sido um sonho ou se tudo realmente aconteceu, porem logo em seguida foi tirada de seus devaneios com a voz animada da sua mãe vindo em sua direção e lhe abraçando.
— Feliz Natal minha filha!
— Feliz Natal mamãe!
Fim
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