Notas iniciais
Então gostaria de inicialmente dizer que esse foi o meu plano Z kkkk eu cheguei a assistir aquele incrivel dorama "Moon Lovers" pra isso hehehe amei os 10 primeiros caps, chorei muito nos 2 ultimos. Sofri pra caramba em todos os momentos hsuhashshusa mas foi muito legal. Pensei em várias fics pra ele. Dai eu pensei em alguns originais pra escrever também. Eu queria escrever um romance levinho, mas levinho eu nunca consigo fazer nada... E é dificil pra mim escrever one shots, então tudo que eu pensei era muito grande e eu simplesmente não consegui parar para escrever :( E meu pc n colaborava ele ficava superaquecendo e desligando... *apesar de eu realmente ter gostado das ideias que eu tive e ter feito até alguns esboços, eu pretendo muito postar um dia *-* Então no fim eu pensei em escrever um romance de natal com uma sereia, eu qria fazer algo mais romance e sobre a vida embaixo d'água e coisas bonitinhas, mas achei que pra isso acontecer ficaria muito grande, então preferi escrever um conto. Não consegui pensar em nada romantico (que é normalmente meu estilo favorito), mas pensei nisso aqui. Espero que goste *-*

— Você sempre gostou de vir para cá!

— Fala sério, eu odeio vir para cá!

— Como você pode dizer isso, Joseph? É natal e é a sua família.

— Lá sequer tem Wi-Fi, mãe.

— Fique feliz que pelo menos o 3G pega em terrenos altos. – Seu pai caçoou no banco do motorista.

Joseph bufou inconformado, voltando seu rosto para a janela escura vendo árvores passando uma atrás da outra naquela estrada deserta.

— Esse é o último ano que vocês me trazem aqui...

— Último ano uma pinoia! – Sua mãe o cortou brava.

— Eu tenho quase 18 anos, vocês já pararam para pensar que eu posso ter uma família lá na California também? E como fica meus amigos? Minha namorada?

— Eles estão passando natal com a família deles. – Dessa vez foi seu pai que respondeu.

— Vocês não podem me obrigar a vir para cá para sempre!

Seus pais se entreolharam preocupados e então o carro voltou ao silêncio.

Logo pararam o carro em frente a uma pequena casa de madeira no meio do nada.

— Joseph! Como você cresceu! Está um hominho e tanto!

— Tia Ilda, eu tenho 17 anos... – Ou pelo menos era isso que ele queria dizer ao invés de só sorrir e acenar.

— E a namoradinha, por que não trouxe ela com você!?

— É, nem me fale... – Então ele entrou na casa, deixando para trás seu pai e sua mãe ainda cumprimentando seus tios e aguardando o resto da família.

— Sabe como é, essa idade da revolta... – Pode ouvir a voz da sua mãe...

— Achei que ele já tinha passado...

— A não, isso parece que é eterno... – Marlon, seu pai dizia.

Joseph passou por todas aquelas decorações de natal espalhadas pela sala até a cozinha. Olhou ao redor a diversidade de pratos, pelo menos tinha algo bom em ir até lá.

— Não pera... Não acredito! – Joseph exclamou inconformado. – Eles colocaram uva-passa no arroz de novo! Por que humanidade? Por que você faz isso?

Então ele ouviu um barulho na janela, algo pisando no mato.

— Era só o que me faltava...

O menino de cabelos acinzentados e olhos escuros se aproximou da janela devagar e olhou lá para fora.

Era impressão dele ou havia uma luz distante no meio daquela escuridão toda entre as árvores?

Joseph apertou os olhos, mas não conseguia acreditar. Era uma luz esfumaçada e fraca em formato de um dragão e logo se transformou em formato de coelho...

Que tipo de decoração nova era aquela que seus tios arranjaram? O menino pegou o celular e começou a filmar, porem pela tela do aparelho não havia luz nenhuma. Isso começou a assusta-lo.

Joseph esfregou os olhos e tentou de novo, dando zoom com a câmera, quando algo arrancou o aparelho da sua mão pela janela.

Seu pai! Típica brincadeira dele, Joseph se debruçou na janela para brigar quando viu na verdade um pequeno macaco correndo com seu celular pela grama.

— Não é possível... Depois não entendem porque eu odeio esse lugar.

À contragosto, Joseph pulou a janela e começou a correr atrás do macaco para dentro da floresta. Aquela mesma floresta que sua avó sempre dizia a seus filhos para nunca entrarem durante a noite...

Seu Iphone novo se encontrava perdido no meio da mata... Nas mãos de um macaco... Em que outro lugar algo assim poderia acontecer, não é? Joseph ainda não se conformava andando pela mata, quando começou a ouvir uma música.

Não, não era tipo os raps de sua playlist, era mais para um canto suave e baixo. Era estranho como aquele som o atraía. Aquela música envolveu seus ouvidos e ele precisava saber de onde vinha. Ele andou mais um pouco entre as árvores até se deparar com um pequeno lago, suas águas brilhantes e havia uma cabeça saindo da água.

Aquilo não o assustou, era de onde vinha a voz. Sua boca se abria ritmicamente com o som e seus olhos estavam fixos no garoto. Joseph andava cada vez mais próximo daquilo, quando algo passou correndo na sua frente e o derrubou.

O menino caiu e piscou algumas vezes, vendo várias coisas pelo lago se afundarem rapidamente. Agora ele estava assustado. Ele olhou ao redor e viu aquela fumaça brilhante com a forma ainda meio animalesca passar e entre as árvores uma silhueta escura se formava.

Era uma menina inteiramente de preto. Ela se aproximou e Joseph recuou para trás se aproximando do lago, mas então ela parou e lhe estendeu a mão.

— Não tenha medo.

E mesmo morrendo de medo a ideia de chegar próximo daquele lago o assustava ainda mais, ele segurou a mão dela e ela o guiou entre a mata até uma casinha velha.

Havia uma fogueira ali, ela lhe ofereceu algo para beber e lhe contou uma história.

— Quem é você? – Joseph lhe perguntou em algum momento.

— Sou uma guardiã da floresta. – Ela lhe disse com a voz fina e um sorriso. – Sereias são seres terríveis e perversos. Eu venho tentando capturar uma a séculos e obriga-las a deixarem esse lugar, mas nunca funcionou.

“Talvez você já ouviu falar que essa floresta tem um mal...

— Minha avó dizia para nunca entrarmos aqui durante as noites, eu achava besteira...

— Elas são o mal dessa floresta, Joseph.

— Como você sabe meu nome?

— Elas são a personificação de todos os pecados, vaidade e luxúria e elas comem carne humana. Ninguém que cai nessa floresta sobrevive a elas. Até eu ter conseguido salvar você. Temos uma profecia muito antiga. “Que aquele que conseguir quebrar o feitiço e sobreviver, ele será nosso salvador. E seu nome é Joseph.”

“Então eu sei, ele é você.

“ Você precisa me ajudar a captura-las.

A garota se levantou calmamente e pegou um pote com cera amarelada do alto de uma estante, colocou em frente ao garoto e lhe disse:

— Coloque isso nos ouvido, então você não vai poder ouvir seu canto, mas ela não saberá. Então quando se aproximar o suficiente. AGARRE-A! E puxe-a para fora. Sereias fora d´água não conseguem fazer muita coisa, elas são frágeis.

— Então o que você vai fazer com ela?

— Eu? Vou negociar uma troca.

Então Joseph aceitou, colocou cera em seus ouvidos e seguiu para o lago sozinho novamente. Ele se aproximava cada vez mais do lado e viu algo emergir das águas. Sua boca se movia e Joseph tentava não deixar o assombramento lhe possuir. Aquele ser possuía escamas pelo rosto e orelhas altas e pontudas, seus olhos não se moviam e Joseph tentava a muito custa não mover os seus também.

A pequenos passos Joseph chegou bem em frente a ela na margem do lago e ela lhe estendeu a mão. Então Joseph a puxou para fora! Ela a arrastou para a terra da borda das águas e uma criatura negra correu atrás dele.

Ela gritava:

— Me dê a sereia!

Joseph se afastou assustado quando ele viu aquela terrível transformação no rosto da garotinha agora com grandes dentes afiados ficados no rosto do ser que Joseph só acabará de trazer para a superfície. Ela arrancou um pedaço com sua enorme boca e um grito de agonia longo e sofredor ecoou na floresta.

O garoto sem saber o que fazer em desesperou pegou uma enorme pedra ao lado e a deferiu contra o crânio da criatura a desacordando, ele puxou a sereia, ou o que restava dela, pelos braços e a arrastou para fora da floresta.

Ao entrar pela porta de traz da casa de seus tios, ele a largou sobre o tapete, sangrando e manchando a casa. Ele gritou por seus pais.

— Uma sereia! Tem sereias lá e... E um monstro comeu ela... Eu juro, olha, é uma sereia!

Todos entraram correndo na sala e olharam do chão pra Joseph. De Joseph para o chão. Algumas vezes até que sua mãe disse:

— Isso não é uma sereia Joseph. Isso é só um tronco molhado e está molhando todo o tapete da sua tia Ilda.

Ilda transtornada saiu da sala reclamando.

Joseph olhou de novo para baixo e... Era só um tronco.

Seus pais foram atrás de Ilda e Joseph ficou ali sem entender nada do que tinha acontecido.

Ele passou a mão pela cabeça e viu um celular sobre uma mesa ao lado. Ele o pegou e ligou a câmera, logo que ele a abriu e apontou para o tronco ele viu pelo visor a sereia destroçado em sua sala. O garoto congelou e lentamente girou a câmera pelo ambiente, até chegar na janela ele visualizou lá fora seus pais conversando com a Ilda.

Eles tinham escamas, em todos os lugares. Os três lá fora viraram para ele ao mesmo tempo e o garoto deixou o celular cair.

— Joseph precisamos conversar. – Sua mãe começou.

**Agora, você tem que optar por um dos finais**

[Final 1]

— Você é esquizofrênico.

[Final 2]

— Nós somos sereias.

Notas finais
Você tem que optar por um dos finais. huhu