Notas iniciais
Espero que gostem e que tenham uma boa leitura. :)
~Akai and Naiko

---A.P.A.S.D.---Keep Out---Line On---

O garoto suspirou profundamente, abriu o livro e gritou:

- Que a guerra comece! — De dentro do livro, uma criatura idêntica à Jonny surgiu. Porém, este tinha o cabelo vermelho sangrento, a pele pálida e os olhos tomados pelo tom branco. — Já fazia muito tempo, Blood... — Murmurou Jonny.

- Sim, muito tempo, Jonny. — “Blood” respondeu seriamente. — Na última vez que me chamou, Tobbye estava tentando te matar.

- Tsc. — O rapaz estalou a língua. — Tobbye não está aqui! Então pode esquecer a idéia de matá-lo, Blood.

- Então para o que me chamou?

- Preciso que mate aquele cara... — O moreno apontou para Will. — Ele não nos fará falta, mate-o lentamente e dolorosamente.

- Como quiser, Tobbye...

- Já falei que Tobbye não está aqui! Sou o Jonny, lembra? JONNY!

- Na verdade, seu nome é Jonathan. — Zombou o de cabelo escarlate. — Mas então, deu um fim na personalidade chamada Tobbye?

- Não cite esse nome! Só mate esse otário e vá embora! — Gritou.

- Falam como se me matar fosse a coisa mais fácil do mundo, que ingênuo... — Murmurou Will.

- CALA A BOCA, WILL! — Blood e Jonny gritaram juntos.

***

- Mathews! — A loira gritou enfurecida.

- O que é? — Murmurou, pegando um pacote de biscoito.

- Dá para ser um pouco mais sério e... DIZER PARA QUE LADO ESTAMOS INDO, DIABO?! — Gritou.

- Uh... Eschatmos inchdo atché Tóquchio, lemchra? — Murmurou com a boca cheia.

- Unf! — A loira murmurou. — Leste ou Oeste, seu animal?

- Ah, vá saber! — Gritou o ruivo de volta.

- Ah... Acho que discutir não vai levar-nos a lugar algum! — Mike murmurou.

- Ah, você acha? — Provocou Jess. Mike apenas revirou o olhar.

- Tóquio... — Aron tomou a vez. — Como eu já disse, não fará diferença ir pelo leste ou oeste, Lindsay.

- Vocês estão muito preocupados... — Murmurou Donna.

- Mas, pelo jeito, deveríamos está mesmo preocupados, Donna! — Suspirou Sebastian.

- Ah vá, quem pediu a opinião do loirinho de farmácia? — Provocou.

- Falou a ruivinha irritada. — Rebateu.

- AH, SERÁ QUE DÁ PARA PARAR, MERDA?! — Gritou Holly.

- Holly está na razão, discutir não vai dar em nada, isso vale para vocês dois também, Lindsay e Mathews. — Effy murmurou.

- E aliás, vocês estão sempre discutindo, precisam discutir agora? — Aron perguntou. — Parece até um desastre.

- Falando em desastres... — Começou Hector. — Onde estão Crow e Jeffrey?

***

- Tá legal! É a sua última chance. — Falou seriamente. — Ou vai acabar ficando sem comida! Agora, diga-me... — Murmurou. — QUE PACTO VOCÊ FEZ PARA VIRAR HUMANO, CROW? — Gritou Jeffrey.

- Pacto? — Murmurou. — Não fiz pacto nenhum.

- M-mas... — Jeffrey sentiu um tique no seu olho esquerdo. — Pois bem, como você virou humano?

- Nem eu sei.

- Muito menos eu.

- Creio que, se você soubesse, não estaria me perguntando. — Crow respondeu, e Jeffrey engoliu seco. — Da mesma forma que, se eu soubesse, já teria dito-lhe. — O tique voltou a atormentar o olho esquerdo do garoto novamente.

***

De Madrugada...

03h35min

- Bom dia, mutantes! — Effy saudou, com a voz rouca de quem acabara de acordar.

- Bom dia, Effy. — Aron murmurou. — Todos ainda dormem... — Suspirou. — Acho que vou voltar a dormir.

- Acho que tanto faz, Aron. Diga-me, acha que essa coisa tem piloto automático? — Disse referindo-se à “vã” e depois apontando para Lindsay e Mathews, que dormiam. — Por que, se não tiver, estamos mortos.

- Creio que tem, ou já estaríamos mortos, não? — Zombou.

A garota apenas revirou o olhar.

- Acha que já estamos em Tóquio? — Perguntou.

- Duvido muito. — O rapaz respondeu. — Um dia, ou melhor, apenas uma noite de viagem não daria ao todo para ir até Tóquio.

- Você parece ser bem calculista com isso, tem alguma especialidade?

- Para ser sincero, não. — Sorriu. — Mas é bom sempre está bem informado.

- Eu quem o diga... — Murmurou.

- Effy, você nunca me disse o que aconteceu com você, digo, me contou a metade, mas não conseguiu contar tudo por falta de tempo, lembra? — Falou, lembrando-se do diálogo que teve com Effy no carro.

- Sim... Bem, eu não gosto de tocar no assunto...

- A-ah! Eu não lhe forço a nada! — Disse nervoso.

- Mas tudo bem, você foi um dos meus primeiros amigos aqui... Acho que valeria a pena contar-lhe. — Ela sorriu.

- Prossiga. — Sentou-se no chão, escorando-se em uma parede.

- Bem... — Suspirou sentando-se ao lado do rapaz. — Como eu já havia dito, sem querer botei fogo no cabelo de uma menina que me incomodava, mas ninguém nunca descobriu como... Isso você já sabe. Bom, depois eu, sem querer, botei fogo em minha casa. Matei todos, menos meu irmão. Arrependo-me amargamente de ter matado-os. Fui para um orfanato, lá era um local horrível! Éramos forçados ao trabalho duro, a comida era nojenta, tudo era indesejável até para os piores inimigos!

- Que horrível, Effy. Mas depois, o que houve?

- Uma das secretárias viu-me botando fogo em um livro, então me mandaram para ser estudada. Mas eu fugi, porém, fui seqüestrada e colocada naquele carro, onde lhe conheci. — Disse com a voz angustiada.

- Arrepende-se dos seus atos?

- Um pouco.

- Olha, vou te dar uma diga. — Levantou-se. — Os erros são coisas normais, tudo acontece. Erramos, mas aprendemos com esses erros.

- Mas... Não consegui tirar nenhuma lição de meus erros. — Murmurou.

- Aí é que está! Você não errou, apenas seguiu um caminho inapropriado. Não se consegue aprender nada quando não tem o que aprender. — Sorriu.

- Ob-obrigada. — Gaguejou sem querer. Levantou-se do chão, olhando para Aron. — Você é um ótimo conselheiro e amigo.

- Ah, tudo bem... Faço de tudo para proteger quem amo... — Falou sem querer.

- O-o que?! — Sentiu as bochechas esquentarem. — D-do que está falando?!

- A-ah! N-não era isso o que eu quis dizer, só... Só queria falar que faço de tudo para proteger os amigos, nada a mais! — Gaguejou nervoso.

- C-certo então. — Suspirou profundamente. — Bem, vou ver se consigo dormir novamente. — Tentou caminhar para longe.

- Ei, Effy. — O rapaz segurou no braço da garota. — Não precisa se preocupar com os outros, eles estão dormindo. É de madrugada ainda, sabia? — Ela assentiu. — Por que está acordada tão cedo?

- Insônia. Também estou preocupada com a Bárbara e o Jonny.

- Espera! Com a Bárbara até que eu entendo, mas... Com o Jonny?

- Sim, depois do que ele nos contou sobre o passado, senti pena dele. — Murmurou.

- Entendo perfeitamente. — Suspirou.

A garota soltou-se do braço do maior, mas o sentiu — novamente — segurando-os.

- Effy... — Suspirou.

- O que foi?

- Bem... — Tomou um pouco de coragem, mas sua vergonha o venceu instantaneamente. — Uh... Durma bem, tá?

- Sim, você também. — A garota sorriu.

Aron puxou a garota para perto, segurou nos fios de cabelo finos. Ambos tinham rubor nas bochechas, mas isso não impediu o mais velho. De imediato, uniu os lábios finalmente. Ele envolveu os braços na cintura da menor, que estava paralisada com aquilo. Porém, o beijo foi cessado, pois ar havia lhes faltado.

- D-desculpe-me... — Aron murmurou, soltando-se de imediato da menor.

- Na verdade... Eu até que gostei. — Falou timidamente, olhando para o chão.

— Na boa... Bizarro vocês dois, hein! — Zombou Mathews, aproximando-se dos jovens.

- O que está fazendo acordado, Mathews?! — Aron perguntou.

- Queria comer leite com biscoito, por quê?

- Own, Matt gosta de leitinho com biscoito. — A voz zombeteira soou, e lá estava a loira, com um Game Boy em mãos. — Isso lá é hora de crianças estarem acordadas, Aron e Effy?

- Olha quem fala... — Brincou Effy.

- Oh, isso é um Game Boy, Lindsay?! — Mathews perguntou.

- Sim, por que, idiota?!

- O que você está jogando?! — Perguntou, tomando o game das mãos de Lindsay.

- Pokémon: Pocket Monsters Pikachu! Por quê?

- Por que esse jogo vicia, Lindsay. Seu irmão já mandou não jogar isso! — Murmurou.

Depois, uma bela discussão sobre o Game Boy de Lindsay e Mathews tentando jogar — Só por que tinha o Pikachu! — começou. (Akai Gamer On: Vocês não entendem! Tinha o Pikachu lá! Eu faria de tudo para ter o Pikachu no Game Boy com o Pokémon Pocket Monsters!)

- Depois dessa eu vou dormir... — Murmurou Aron.

- E eu idem. — Completou Effy, ainda envergonhada.

Mais Tarde...

09h32min

A vã estava pousada em uma pequena floresta. Todos acordados e famintos, por que Mathews não sabia cozinhar e não tinha quase nada nos suprimentos. Lindsay estava tentando convencer Jess de que não era doida, pois havia ficado a manhã inteira tentando pegar o Game Boy de Mathews.

Depois, batidas foram ouvidas na porta.

- Já vai! — Mary gritou, enquanto abria a porta. — Oh, o que houve?

Lá estava Bárbara, ela tinha a roupa ensangüentada e o Blood Black Book em mãos, além de ter Jonny ao seu lado, esse estava pálido, com o olhar assustado e as roupas ensangüentadas.

- Dica... Nunca, eu digo, nunca abra esse livro! -Bárbara murmurou, entrando na pequena vã, que parecia ser bem maior por dentro.

- Bárbara! — Ela foi recebida por Abella. — O que aconteceu com você?

- É uma longa história, mas antes, vou lhes apresentar Tobbye... — Apontou para Jonny, que sorria.

- Quem é Tobbye? — Perguntou Izack.

- Ele é Tobbye! — Apontou para Jonny novamente.

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Notas finais
Pois é... Cade vocês? Digo, só a minoria comenta agora, estou sad com isso. ~Naiko.
Naiko-chan está sensível, oh kira, why? ¬¬'
Pois é, espero que tenham gostado e que deixem reviews. :3
Até a próxima. ~Akai