Notas iniciais
Max se sente só, e se tortura por tudo que tem feito. Anda em meio a floresta e surpreende ao retornar a caverna em que vivia.

Saí do rio tonto e debilitado, minha esperança se dissolvendo nas águas que refletiam a tristeza de minha alma. A fome me consumia, mas era a dor da rejeição que dilacerava meu ser. Sentia-me um inútil, esquecido por todos, largado na solidão, um miserável diante do mundo. "O que estou fazendo comigo? Onde está aquela fortaleza que havia em mim?" me questionava, enquanto me sentia desmoronar por dentro. Perdido, sem rumo, definhava em meu próprio casulo, envolto por uma paixão ressentida, um amor que existiu apenas em mim. Queria poder fechar os olhos e não mais abrir, para não sentir mais a dor de perder Érica, se é que algum dia ela me pertenceu de verdade. Queria poder chorar e não perceber que era por ela que minhas lágrimas caíam, mas não conseguia.

Ao olhar para o lado avistei um cervo preso pelo o chifre em um arbusto espinhoso. Meu jantar!

Nunca concordei com a ideia do homem se alimentar de carne de animais. Mas depois de ficar anos preso em uma caverna, eu não tive muita escolha, ou comia carne de animais ou morria de fome. Seu Baltasar não gostava muito de colher frutas, ele preferia a caça, dizia que era mais desafiador. "Está bem, como se eu não soubesse agora que a maioria era comprada em supermercado".

Partir pra cima daquele animal indefeso, e lhe enfiei a faca no pescoço. Ele tentava fugir, mas com os chifres presos não conseguia. Estraçalhei o gorgomilo derrubando-o no chão. Em seguida, depois de já matá-lo, fiz um corte sagital em seu abdômen, tirei os seus órgãos para fora e circundei a faca, arrancando o seu couro. Logo depois matei a minha fome com pedaços de sua carne.

Já com a fome saciada, adentrei a mata em busca de abrigo para me proteger da iminente chuva que se anunciava. O céu se cobriu de nuvens escuras, obscurecendo o brilho do luar e das estrelas. O ribombar dos trovões e os clarões dos relâmpagos ecoavam no silêncio da noite, anunciando a chegada da tempestade. Sem rumo definido, segui adiante, sem saber para onde exatamente me dirigia.

Foi então que me deparei com uma montanha isolada, erguendo-se majestosa entre a densa vegetação da mata. Suas rochas sedimentares e penhascos de arenito de quartzo conferiam-lhe uma imponência singular. De um de seus lados, uma vegetação rasteira envolvia a base da montanha, criando um espetáculo geográfico deslumbrante. Embora não fosse uma montanha de grande porte, ela me parecia familiar, como se eu já tivesse estado ali antes.

A chuva começou a cair mais intensamente, encharcando-me rapidamente. Percebendo a urgência de encontrar abrigo, conjecturei que poderia haver uma caverna naquela montanha, proporcionando-me um refúgio seguro contra a tempestade.

Ao aproximar encontro um lago cristalino, que desvendava cavernas que pareciam quiméricas, cheias de estalactites e estalagmites. Atravessei o lago que banhava a entrada da caverna e me abriguei em seu interior.

Suas cortinas de espeleotemas me revelava o porquê de não parecer tão estranha. De volta naquela que foi minha morada durante os dez anos mais agonizantes da minha vida. Sentei-me escorado em uma pedra, enquanto olhava a chuva que caía do lado de fora.

— Essa é minha sina! Voltei ao ponto de partida, mas agora sou um criminoso. Aquelas pessoas não mereciam morrer. Exceto o Ricardo, maldito seja. Ele é o culpado por tudo isso que estou vivendo. Não vou desistir, a polícia não conseguirá me prender. Preciso encontrar minha Érica. E se o Ricardo estiver falando a verdade? E se ela e o Davi estiverem juntos? Não suportarei ver isso. Eu mato os dois, eu juro que mato! — desabafei, entre lágrimas e ódio.

Do lado de fora, a chuva castigava a terra e o vento soprava com fúria. Eu já estava exausto, meu corpo ferido clamava por descanso após um dia intenso. Aconcheguei-me entre as pedras e adormeci.

Ao despertar com os primeiros raios de sol, a lembrança do que ocorreu naquela caverna veio à tona. Ali foi onde o monstro dentro de mim despertou, deixando um rastro de destruição. Lembrei-me do corpo da minha primeira vítima, dilacerado sobre as pedras, e ao lado, Baltasar, amarrado e com a língua cortada.

— Estou com fome! Espera um pouco, eu deixei Baltasar vivo. Se eu encontrá-lo, poderei me saciar novamente com carne humana. — murmurei, sentindo o desejo insaciável crescer dentro de mim.

Com a apetência mentecapta que estava, até a carne velha do seu Baltasar me saciava. Ainda mais se tivesse a chance de encontrá-lo ainda vivo, a adrenalina do medo me excitava.

Levantei-me rapidamente e segui em direção ao local onde os deixei. Conhecia cada canto daquela caverna, então não foi difícil encontrá-los. No entanto, uma surpresa me aguardava assim que cheguei lá.

O corpo da garota estava coberto por um saco preto, e não havia sinal de Baltasar. A área estava circundada por fita zebrada, indicando a presença da polícia.

— A polícia esteve aqui. Impossível. A companhia inexperiente do Dr. Moraes não seria tão ágil. — sussurrei para mim mesmo, escondido no alto da caverna.

Desci cuidadosamente, me escondendo por trás das estalagmites, quando ouvi vozes do lado de fora da caverna. Eu não estava sozinho. Quem estaria ali? Depois de passar uma década naquela caverna, esperando por um resgate que nunca veio, agora ela havia sido descoberta?

Uma voz feminina ecoou:

— Uma monstruosidade sem tamanho. Nunca lidei com um caso como este.

Por trás das pedras era possível observar entrando na caverna, uma mulher com uma postura firme, seus cabelos escuros puxados para trás em um rabo de cavalo alto, revelando um rosto determinado e expressivo. Sua silhueta era delineada pelas roupas justas que usava, demonstrando sensualidade misturada com um ar bruto e cômico, deixando claro que não precisava de proteção masculina.

Ao seu lado um homem jovem, com cerca de 37 anos de idade. Sua pele era negra, seus olhos escuros e seus cabelos crespos, em um corte curto e bem definido, com os fios mantidos rentes à cabeça. Ele também exibia uma postura firme e confiante, mas com uma expressão mais descontraída. Ambos ostentavam em seus peitos o distintivo da polícia civil, indicando sua autoridade naquele local.

O homem iniciou a conversa, relatando os detalhes macabros do crime:

— A moça está sem o coração. E pelo o que a perícia indica, se trata de um caso de canibalismo. Quem fez isso gosta de coração bem mal passado.

A mulher reagiu com fúria diante da brutalidade do ato:

— Maldito, uma moça tão jovem e bonita. Escreva uma coisa inspetor, eu vou descobrir quem fez isso. Ele vai apodrecer atrás das grades.

Entretanto, o homem adotou um tom mais ponderado, alertando sobre a complexidade da situação:

— As coisas não são tão simples assim, Sara. Está claro que estamos em meio a um serial killer. O mesmo autor dessa façanha com certeza é também o responsável pelas as mortes em Braço Forte. E pelo o estado que encontramos os corpos, ele é incapaz de ter qualquer tipo de empatia com suas vítimas, ele sente prazer com o sofrimento alheio.

— Se ele não tem piedade, não é digno de misericórdia. Eu quero descobrir quem é esse psicopata o quanto antes, Hugo. Esse cara é uma ameaça pra sociedade. Ainda mais uma cidade tão desprotegida como Braço Forte.

Psicopata, uma palavra tão forte para me definir. Aquilo doía ao ouvir, pois eu não me sentia assim. Meu peito apertava ao lembrar de cada vítima que eu feri. Como dizer que eu não tenho empatia? Eu não sei o que eu era, os meus desejos e os meus medos me dominavam de tal forma que eu não conseguia mais dominar as minhas ações.

Ao decorrer da conversa dos dois, descubro que se tratava de Sara Campestrini, a melhor psicóloga forense do estado, e Hugo Castanho inspetor da policia civil. Os piores bandidos já foram pegos graças as suas investigações. Drª. Campestrini não tinha medo de encarar de frente os malfeitores, parecia que sentia exatamente o que se passava na cabeça do criminoso e usava de sua psicologia para tentar desvendar o que ocorreu na cena do crime.

Fiquei preocupado, desesperado. Se fosse preso não conseguiria mais encontrar a minha amada Érica. Eu tinha que encontrar uma maneira de sair daquela situação. Mas como, pra onde?

No mesmo instante, surgiu o Capitão Álvaro Azevedo, um homem de meia-idade, com uma presença imponente e firme. Seus cabelos escuros e curtos, aliados à barba aparada, realçavam seus olhos penetrantes. Álvaro era o responsável por liderar a tropa da polícia.

— Eu já ordenei aos meus homens para vasculhar toda a floresta — anunciou ele, demonstrando sua prontidão para lidar com a situação.

Sara interveio, lançando uma nova perspectiva sobre o caso:

— Espere! É provável que o culpado disso tudo esteja em Braço Forte. Ao analisar este corpo e compará-lo com os encontrados lá, é possível perceber que esta vítima veio primeiro. É importante realizar uma investigação rigorosa na cidade.

Álvaro respondeu prontamente:

— O Dr. Moraes ficou lá, deixamos com ele alguns dos policiais civis, e a ordem foi para averiguarem tudo.

Hugo, expressando sua preocupação, acrescentou:

— Se ele se sentir encurralado, fará mais reféns. Não podemos permitir mais mortes. Talvez o Dr. Moraes não seja capaz de lidar com isso.

Enquanto a conversa se desenrolava entre os policiais, eu ficava cada vez mais tenso. A caverna estava cercada, não havia saída visível. Precisava encontrar um meio de escapar dali, antes que fosse tarde demais.

— E agora, para onde eu vou? — sussurrei, sentindo o desespero crescer dentro de mim.

A polícia havia cercado toda a floresta e a cidade de Braço Forte também. Eu não podia ser preso, não antes de encontrar o meu amor.

Dei discretos passos para trás, agachado ao chão, certificando-me de não chamar a atenção dos policiais. Enquanto eles estavam imersos em suas discussões sobre o assassinato da jovem e em como me capturar, aproveitei para agir.

Escalando cuidadosamente entre as cortinas de pedras escorregadias, tracei meu caminho em direção ao topo da caverna, onde sabia que encontraria uma saída. O acesso a essa saída só poderia ser obtido através de uma escalada quase impossível, pedra por pedra, ao longo da parede interna vertical. O cilindro de pedra estéril e sem degraus era assustador e instável, ainda mais sinistro com os morcegos que se escondiam por ali, seus movimentos produziam ruídos aterrorizantes. Enquanto subia, sentia o húmus das minhocas deixado nas reentrâncias entre as rochas.

Após uma escalada exaustiva, finalmente alcancei a saída da caverna. Com cautela, coloquei a cabeça para fora e observei ao longe, certificando-me de que nenhum dos policiais estava por perto.

Ao não avistar ninguém, comecei a sair lentamente, mantendo-me rente ao chão. Do alto, tinha uma visão ampla da área, o que me permitia observar os movimentos dos policiais.

Desci a montanha, escondendo-me por trás das árvores que cresciam em seu paredão, escalando as pedras com cuidado e mantendo-me alerta para não ser descoberto.

Quando estava próximo ao chão, avistei um dos policiais distraído, urinando atrás de um zimbro, a poucos metros de onde eu estava. Não podia correr o risco de ser descoberto por ele.

Desci silenciosamente e ataquei o policial com um golpe certeiro, acertando-o na nuca com uma pedra. Ele emitiu um gemido sufocado e desabou para o lado. Sem perder tempo, passei a faca em seu pescoço, um pouco abaixo da mandíbula. Desferi várias apunhaladas em seu corpo, garantindo que não tivesse chance alguma de sobreviver. Sabia que um batalhão armado estava à minha procura, então não podia depender apenas do poder da minha faca. Aproveitei a morte do policial para pegar sua arma, garantindo minha segurança diante da tropa da polícia civil, especialmente quando descobrissem o corpo do colega.

Saí do local com extrema cautela, me esgueirando ao longo dos paredões da montanha para me distanciar o máximo possível da entrada da caverna.

Mesmo à distância, pude observar a equipe do Instituto Médico Legal (IML) se aproximando do local, provavelmente para recuperar o corpo da jovem. Fiquei agachado atrás de uma árvore por horas, observando atentamente.

Logo, a equipe do IML começou a carregar o corpo da jovem em uma maca, descendo toda a montanha até alcançar o local onde estava o veículo, já que não era possível chegar até a caverna de carro devido à densa vegetação da floresta.

Minutos depois vejo um policial chegando afoito e conversando com Sara, Hugo e Álvaro que se mantinham na entrada da caverna. Logo os três o acompanharam, e eu soube imediatamente que haviam descoberto o corpo do policial que eu havia assassinado. Sem perder tempo, decidi fugir dali. Sabia que, após examinar o corpo, a Dra. Campestrini perceberia que eu ainda estaria nas redondezas.

Adentrei a mata, optando por seguir pelo lado mais fechado da floresta. Por enquanto, a polícia permanecia concentrada próxima à caverna. Entretanto, eu tinha certeza de que logo receberiam ordens para se espalharem, pois agora estariam convencidos de que eu ainda estava por perto. Eu não tinha ideia para onde estava indo; embora conhecesse a caverna como a palma da minha mão, tudo ao meu redor era desconhecido. Meu único objetivo era me afastar o máximo possível.

Corri por um bom tempo em linha reta, até que, já cansado, diminuí o ritmo dos passos. Parecia que estava longe o suficiente. Continuei andando vagarosamente, tentando decidir qual seria o próximo passo.

Foi então que avistei algo mexendo nos arbustos próximos. Lembrei-me do revólver que carregava comigo, mas sabia que atirar poderia revelar minha posição. Optei por me afastar e me esconder, deixando que se revelasse quem estava oculto.

Não, não era a policia!

Surgiu diante de mim uma onça pintada, seu olhar fixo em minha direção. Dessa vez, eu não era o caçador, mas sim a caça daquele animal feroz. Ao contrário dos seres humanos, os animais atacam por instinto, e ela só me atacaria se se sentisse ameaçada ou estivesse faminta. Permaneci imóvel, observando seus movimentos. A onça me olhou por um instante e emitiu um rugido. Não era comum a presença de um humano naquele local, então eu representava sim uma ameaça para ela.

Com passos cautelosos para trás, ponderava sobre como escapar daquele confronto com o felino feroz. Mas como poderia competir em uma corrida com aquele predador poderoso? A onça, talvez percebendo minha tentativa de fuga, ergueu-se num salto e, soltando um rugido aterrador, derrubou-me ao chão. Instintivamente, ergui o braço esquerdo para proteger meu rosto enquanto ela tentava alcançar meu pescoço. Com a faca firmemente segura na mão direita, cravei-a em sua garganta. A fera recuou, agitando a cabeça em agonia. Em seguida, fixou seus olhos em mim mais uma vez, preparando-se para um novo ataque.

Meu braço esquerdo foi ferido no embate, mas não podia permitir outro ataque. Firmei o revólver e disparei um tiro certeiro em sua testa, acertando-o precisamente na altura da glabela. A onça deslizou para trás e caiu ao chão, agora imóvel. Estava morta.

Os pássaros voaram apressadamente das árvores, revelando a tolice de minha ação. Com o estrondo do disparo, seria apenas questão de tempo até a polícia me localizar.

— Não deveria ter atirado. Agora a polícia provavelmente me encontrará. Estou exausto, não consigo mais continuar fugindo.

Fugir era minha única opção de escapar, não podia permitir que a polícia me capturasse. Meu braço ferido no confronto com a onça, sangrava. Com passos cautelosos, aproximei-me de uma lagoa e agachei-me para lavar o sangue, improvisando uma faixa para estancar o sangramento com um pedaço da minha camisa.

De repente, uma voz grave ecoou de trás de mim:

— Paradinho aí, põe a mão sobre a cabeça!

Virei levemente a cabeça para trás e deparei-me com um policial apontando sua arma para mim, claramente alarmado ao ver meu estado.

— Ah, meu Deus! Fique de pé e com a mão sobre a cabeça.

Permaneci agachado, encarando-o.

— Levante-se, rapaz, eu posso atirar!

Ele continuava a me dar ordens, mas eu não o obedecia. Mantive-me ali, agachado próximo às margens da lagoa, com meu olhar firme no dele.

O policial começou a rodear-me, mantendo a arma apontada na minha direção. Em seus olhos, era possível ver o pânico, talvez ao perceber que eu não demonstrava nenhum sinal de medo. Segurei firmemente minha faca e estiquei a mão para alcançar o revólver ao meu lado, quando ele disparou um tiro no barro próximo aos meus dedos, repreendendo-me.

— Não tente nenhuma gracinha!

O som do disparo fez com que os pássaros novamente levantassem voo, enquanto um gambá se movia atrás de uma moita de taioba.

Essa pequena distração foi o suficiente para o policial desviar o olhar por um momento.

Com uma violência descontrolada, ataquei o policial com toda minha fúria. Ele tentou reagir, mas já era tarde demais. Enfiei a faca em seu abdome, torcendo-a com força enquanto ele ainda lutava para se defender. Mesmo ferido, ele tentava desesperadamente encontrar uma maneira de me deter, mas eu segurava firmemente seu braço. Com um golpe certeiro, derrubei-o no chão e apertei seu pescoço enquanto rasgava seus órgãos com a faca. Seus gemidos de dor ecoavam pelo local até que, enfim, ele parou de se debater.

De pé sobre o corpo inerte, afastei-me lentamente. Seu sangue tingia o barro ao redor, despertando um desejo insaciável em mim. A carne daquele homem era um convite irresistível, e eu cedia à tentação. Agachado ao lado do corpo, rasguei sua carne com os dentes, devorando-a com voracidade. Cada mordida era um êxtase de prazer indescritível, enquanto seu sangue escorria pelo meu rosto.

Mas minha festa foi interrompida abruptamente pela chegada da tropa da polícia civil. Álvaro Azevedo, com a arma apontada para mim, observava perplexo a cena diante dele.

— Põe os braços sobre a cabeça! Isso é uma ordem, rapaz. Levanta com os braços sobre a cabeça.

Eu o encarei por um momento, tentando encontrar uma maneira de escapar. Mas não havia saída. Cada direção que eu olhava, via policiais prontos para me prender. Até mesmo Hugo e Sara Campestrini estavam lá, observando com curiosidade.

— Você não ouviu? — Disse Sara.

— Talvez ele seja um selvagem e não entenda nossa língua. —Acrescentou Hugo.

— Vamos ver se ele vai continuar sem entender quando a bala atravessar sua pele. Eu mandei você levantar os braços! — Insistiu Sara.

— Sara! Afaste-se. Deixe que a tropa do capitão Álvaro cuide disso. — Interviu Hugo.

Decidi não desafiá-la e obedeci, levantando os braços sobre a cabeça e encarando Sara Campestrini.

Álvaro revistou meu corpo em busca de armas, mas nada encontrou. Então, ele me algemou.

— Vamos levá-lo para a delegacia de Braço Forte. Lá, eu o interrogarei – Disse Sara.

O olhar gélido de Sara Campestrini me deixava inquieto. Eu estava sobre o poder da polícia. Como eu escaparia agora?



Notas finais
Preso! O que Max mais temia aconteceu. Como ele fará pra encontrar Érica agora? Será esse o seu fim? COMENTEM...