—É lindo não é? — Bernardo diz derrepente me fazendo voltar a realidade.

Eu pisco algumas vezes e me viro para ele e apenas sorrio e concordo com a cabeça.

Então dou alguns passos e me sento em uma pedra que parecia ter sido colocada ali propositalmente,enquanto Bernardo caminha de um lado para o outro na minha frente o clima esta tenso.

Conversamos até as três horas da manhã e não estávamos afim de ir embora,então ele deixa o lugar que havia tomado ao meu lado vai ate o carro e liga o som do carro e fica encostado nele olhando pra mim.

—O som do meu carro esta meio abafado atrás acho que vou trocar. — diz ele.

Então eu me levanto e vou ate o carro e me inclino para dentro afim de ouvir a música.

—Não entendo dessas coisas,mais a música é legal.-digo ainda inclinada e ele faz o mesmo que eu ficando no meu lado na mesma posição.

—Seu perfume é bom. — diz ele.

NÃO NÃO NÃO

—Obrigado.

Então nos levantamos e ele esta tão próximo, e eu não tenho forças para me afastar.

E o celular toca dentro do carro,fazendo com que nos afastamos.

—Era meu pai — diz ele voltando a ficar próximo de mim — ele queria saber onde estou e tal.

—O que? — estou rindo para provocar — quantos anos você tem dez.

—Dezenove,por que? — ele me responde sério me puxando para si.

—Não — eu o empurrou — meu deus,o que a de errado comigo você é — aponto para ele que me encara sem entender nada — não você não é esse é o problema,me leve embora por favor.

—Não. — ele diz.

Ele me beija com o corpo e me entrego simplesmente por que não quero fugir dele.

Então beija meu pescoço e sussurra no meu no meu ouvido.

—Você está tão linda — ele suspira — você é linda.

—O que? — eu pergunto assustada.

—Nada,vamos entrar no carro esta frio aqui fora. — ele diz me lançando um olhar malicioso.

Apenas concordo,entramos e sentamos no banco de trás e em minutos os vidros estão embaçados.

Nossas roupas estão no banco da frente e estou apenas de calcinha e sutiã sentada no colo dele que desliza suas maos pelo meu corpo me fazendo tremer.

Ele abre meu sutiã e desce suas mãos para a barra da minha calcinha.

—Não — eu saio do seu colo e me encolho no canto do carro — não posso eu achei que conseguia mais não da.

—Por que,você vai me deixar assim — ele diz me fazendo olhar para sua ereção — sério mesmo por que estou louco por você.

—Bernardo você não entende. — digo me arrependendo de sair do seus braços.

—Eu entendo tudo — ele se inclina e me beija passando a mão pela minha cintura fazendo com que eu me deite e coloca seu corpo sobre o meu.

O carro treme e ele se assusta.

—O que foi isso? — diz ele saindo de dentro de mim me fazendo gemer.

—Ta,vamos para minha casa pelo menos la vai ter espaço. — digo levantando e desistindo de negar p que já estava acontecendo.

Ele nem se deu ao trabalho de olhar em volta o que foi bom por que o lugar escuro onde estávamos deu espaço a um campo florido e iluminado por vários vagalumes.

Entramos na minha casa e vamos direto para o quarto e ele me toma como se nunca tivesse me deixado.

—Esperei tanto tempo por isso — diz ele acariciando meus cabelos — você é minha,para sempre minha,de novo.

—QUE? — eu digo me levantando e o encarando.

—Sou eu Clary,Bernar. — ele diz se sentando na cama.

—NÃO NÃO É — digo aos gritos — VOCÊ NÃO É MEU BERNAR E O VI MORRER A MUITO TEMPO ATRÁS,POR QUE ESTA FAZENDO ISSO COMIGO?QUEM É VOCÊ?

—Você me viu morrer aquele dia — diz ele caminhando e minha direção — e pode ter certeza que a única coisa que doía mais que o corte na minha garganta era o fato de que eu sabia que não iria proteger você como havia prometido.

—Mas como? — digo.

—Eu lembro de tudo Clary,eu já vivi e morri varias vezes mais sempre me lembro de você e procuro por você em todas as minhas vidas — ele bufa — mais sempre que eu encontrava você, quando eu estava pronto para me aproximar você sumia e eu me via perdido de novo.

—Isso não faz sentido. — digo.

—Eu amo você Clary,amo você mais do que é humanamente possível.

E tudo some.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.