AMALDIÇOADOS
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Eu estou correndo esta escuro mais eu continuo correndo.
Vejo uma luz a minha frente tenho que chegar até ela sair dessa floresta.
—Mais que mer...-acordo sem folego e assustada,não aguento mais esses pesadelos.
Fico um tempo deitada na cama olhando para o pequeno lustre pendurado bem no meio do teto branco,tentando não pensar em nada mais como isso nunca funciona me levanto.
Vou ate meu closet pego uma bermuda jeans e uma regata branca faço um coque no cabelo e vou para a cozinha,percorro lentamente o trajeto passando pela ampla entrada da casa onde fica a sala depois passo pela quarto de jogos,biblioteca,sala de jantar e por fim paro na porta da cozinha praticamente imaculada já que não gosto de cozinhar somente para mim.
Como um pouco de cereal,café preto bem forte e uma maçã.
Me jogo no sofá tentando me distrair ligo a tv,pego um livro,vou para a academia que fica ao lado da piscina mais nada faz com que eu esqueça aquele maldito pesadelo.
—Preciso sair daqui.-falo para mim mesma enquanto subo as escadas para tomar banho e trocar de roupa.
Alguns minutos depois estou descendo a rua da minha casa,decidi andar mesmo não conseguiria me concentrar para dirigir hoje...estou caminhando lentamente olhando cada vitrine como se fosse uma criança,faz pouco tempo que me mudei para essa cidade não havia me interessado em conhece-la.
A cidade é pequena mais parece ser acolhedora,as pessoas passam por mim e me olham na verdade me encaram,mais não levo a mal em uma cidadezinha como essa todos devem se conhecer e eu sou nova para eles.
Minha atenção é chamada por um pequeno casebre que abriga um Café,não me nego o prazer de entrar.
Uma luz moderada toma conta do ambiente mesmo sendo dia,poltronas,cadeiras estofadas e muitas mesas pequeninas preenchem o lugar deixando apenas passagem perfeitas para que as pessoas possam circular...em volta estantes e mais estantes recheadas de livro dão o toque final ao lugar.
Sento me em uma poltrona extremamente confortável que me faz sentir até desconfortável com meu corpo.
—Oi o que você vai quer?-me pergunta um rapaz de olhos pretos,cabelos liso claro de 1.80 com um sorriso que ganharia qualquer concurso com certeza.
—Você. -digo sem rodeios,ele parece assustado com minha resposta e depois de um tempo me encarando ele retorna ao normal.
—Desculpe,não entendi o que você vai querer mesmo?-por deus sério mesmo...
—Você. -eu digo de forma clara.-mais também aceito um café preto sem açúcar e uma fatia de bolo de morango que sua mãe acabou de colocar na vitrine a alguns morangos seriam ótimos.-ele ainda me olha de boca aberta.
—E por favor querido não demora ta. -ele balança a cabeça e sai esbarrando em praticamente todas as mesas ate chegar a balcão.
Me viro para a frente e fico olhando o movimento da rua.Tédio só isso define essa cidade.
Ele volta com meu pedido parecendo menos abalado,equilibra a bandeja em sua mãe esquerda enquanto distribui pela mesa minha xícara de café,um pequeno prato contendo uma fatia um tanto generosa de bolo e uma pequena travessa com morangos tudo posto no lugar como se já planejado.
—Mais alguma coisa?-pergunta ele segurando firme a bandeja.
—Sabe...-pego um morango levo lentamente a boca dou uma mordida tão lenta que chega a quase ser obsceno. -você deveria saber receber cantadas rapazinho, não deveria ficar tão nervoso só por uma brincadeira.-ele engole seco e baixa o olhar para minhas pernas e volta quase que contra a vontade a me olhar nos olhos.
—Desculpe... -ele olha para os meus peitos.-tenho que voltar ao trabalho. -céus ele esta fugindo é cômico.
—Não,não tem aposto que sua mae não vai se incomodar se você fazer seu intervalo agora e se sentar comigo. -falo fazendo sinal para que ele se sente na poltrona a minha frente.
Ele hesita por algum tempo até que sou obrigada a intervir e instantaneamente sua mãe aparece ao seu lado.
—Meu filho o que esta acontecendo? -a senhora pergunta ao filho me lançando um sorriso meigo.
—Ah senhora Deitys... -falo dando um pequeno gole no café e repousando a xícara novamente na mesa.-eu acabei de dizer que a senhora não se importaria se seu filho me fizesse companhia nesse momento não é mesmo?
—Claro que não... -ela diz rapidamente sem piscar. -Caleb não seja mal educado e faça companhia a essa bela menina.
—Fico muito grata senhora Deitys. -essa mulher tem a mente mais fraca que um bebê, fácil de ser manipulada.
Então Caleb se senta minha frente muito desconfortável com a situação.
—Caleb... digo -você tem namorada?
—Não. -ele parece confuso.
—Quantos anos você tem?
—Vinte,tenho vinte anos por que? -ele me pergunta com os olhos grudados no meu decote.
—Por que preciso saber se o que eu vou fazer com você não é ilegal. -falo com um sorriso no canto da boca.
—O que você pretende fazer comigo? -pergunta ele agora me olhando nos olhos.
—Usar você obviamente.-digo-lhe olhando sério para ele.
—E quem disse que eu quero? -inocência é algo fascinante.
—Você disse,ou melhor se corpo disse,sua mente esta gritando para você nesse exato momento que me quer...-faço uma pausa e suspiro fundo inflando meu peito e Caleb passa a lingua nos lábios.
—Seja sincero comigo Caleb podemos nos divertir -ele me olha insanamente.-bom aqui,isso deve pagar minha conta -falo deixando dinheiro na mesa -e aqui tem meu telefone e meu endereço,não se atrase espero você as oito horas,OK. -lhe entrego um papel azul claro.
Me levanto e saio do Café.
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