(ALDD) A revolta das trevas

2 I - PernasPeludas tem MESMO pernas peludas


Notas iniciais
Bem, segundo Cap está aí =3

Bem, passou-se a semana mais rápida de minha vida. Então, com as malas prontas para ir ao tal acampamento, me despedi de minha mãe e fui com Daniel no jato. Ah, é, Daniel é o PernasPeludas, mas só fui descobrir o nome real dele hoje. Ele tinha um e-mail fake, o que me deixou desconfiada.

Chegamos ao jato particular, e eu reparei algo estranho... Ele era meio pequeno, e cheio de desenhos de... Pilares gregos, ou algo assim. Eu entrei, mas Daniel não me deixou me mover muito, como se tivesse medo de eu cair. Sentei-me e fiquei parada olhando fixamente para ele.

–Tenho que lhe contar algumas coisas, Yui. — era assim que ele me chamava, e não posso negar que gostava daquele apelido. — Mas tenho que ter certeza de que você não vai se assustar.

–Ok, mas eu não prometo nada.

Ele suspirou e começou.

–Bem, esse acampamento a qual estamos indo é... Diferente. Você já ouviu aquelas histórias de deuses Gregos? — assenti — Bem, eles existem.

Olhei-o como se ele fosse louco, mas não me assustei, apenas disse ironicamente.

–Sim, claro, eles existem, e você tem mesmo as pernas peludas — não, eu nunca tinha visto as pernas dele, mas, os braços dele não tinham pelos, o mais natural era que fosse o mesmo nas pernas.

–Quer apostar? -ele disse, brincalhão.

–Aposto cinco pratas — disse, firme.

–Ok.

Então, em um movimento rápido, ele tirou suas calças, e eu o olhei assustada. Então ele sorriu, zombeteiro.

–Quero minhas cinco pratas. — e fiquei olhando para ele, atônita.

–Vo-você é um SÁTIRO?! – eu disse – Ah, ótimo, agora só falta me dizer que sou uma filha de Zeus, ou algo do tipo. Olha, eu já li livros assim, e sei que não pode ser real.

–Não posso afirmar com certeza, mas acho que... Espera, você acertou! Não me chamou de meio burro, nem jegue, nem cabra! — e ele começou a bailar feliz – Posso estar errado, e você pode ser filha de Atena, ou algo assim!

–Errado sobre o que? E isso NÃO existe. – eu perguntei, mas ele só fez um movimento com a cabeça, indicando que explicaria depois, e eu então comecei a olhar em volta, confusa e curiosa. Quem sabe essas coisas realmente existissem, e não fossem só livros e histórias, mas relatos. Então, o avião piscou e eu me assustei. Toquei tudo para garantir que estavam ali. Ele sorriu, vendo que eu já estava ultrapassando os limites da névoa.

–Pense em um pano limpando seus olhos, como se houvesse lama neles e você os estivesse limpando.

–Hã? — eu disse, sem entender.

–Apenas faça isso! — ele disse, sem paciência e então eu fiz.

O interior do jatinho foi se esvaindo, o que eu achava que era um jato se tornou uma biga! Uma biga voadora! Como aquelas gregas. Eu estava incrivelmente calma, até àquela hora. Não tenho medo de altura, mas eu poderia ter morrido! Fiquei lívida.

–Calma... Não entendi — disse Daniel — Você fica bem em me ver como um sátiro, mas quando descobre que estamos em uma biga quase morre?! — riu — Você é completamente louca!

Bem, a sorte foi que, nisso já estávamos perdendo altura, e começando a pousar. Espera, impressão minha ou estávamos descendo meio rápido demais? Sim, estávamos... Íamos colidir. Gritei e tudo ficou escuro... Gosto do escuro e... Espera, abri um pouco os olhos, vi um monte de garotos e garotas murmurando em volta de mim. Fechei-os. Abri novamente e reparei que eles usavam uma camiseta laranja. Seriam semideuses? Fiquei feliz de perceber que era astuta.

Um garoto de mais ou menos 17 anos se debruçou sobre mim. Ele tinha olhos azuis como o céu, e cabelos tão negros que... Ah como eu amava cabelos pretos. Fechei os olhos, o escuro era acomodador. Senti um gosto estranho na boca... Era bom.

–É Néctar — ele murmurou ao meu ouvido — Você ficará bem.

Senti que ele me levantava, e consegui abrir totalmente os olhos. Olhei em volta: estávamos no acampamento. Olhei para o garoto que me carregava.

–Eu estou bem... Poderia me soltar, por favor? Odeio ser carregada. — e não era mentira — E pode-me dizer onde está Daniel? Ele está bem?! — comecei a entrar em pânico.

–Calma. Te levareia enfermaria. Você deve descansar. Você não deve saber onde está, e deve estar confusa, mas logo a explicaremos.

–Sei onde estou, e sei o que estou fazendo aqui. Só quero que me solte e me diga se Daniel está bem!

Ele suspirou e me soltou. Eu bambeei um pouco e me apoiei nele. Talvez precisasse mesmo descansar. Meu corpo começou a pesar, mas tentei andar. Cai. Tudo voltou a ficar escuro, e tudo que pude ouvir foi um riso ao fundo.

–----------------------- Nick ------------------------

Ela é simplesmente linda... Não, cara, o que você está pensando?! Eu me repreendi, mas não consegui deixar de sorrir ao olhar a garota em meus braços. Suspirei... Ela é tão linda dormindo, com seu rosto moreno sereno, e seus lábios entreabertos, que me davam vontade de beija-la. Outro suspiro escapa.

–Mas se ela for a garota da profecia... — murmurei — Ninguém me avisou que seria tão bonita — continuei murmurando enquanto a carregava para a enfermaria. Ela tinha uma beleza única, não como as filhas de Afrodite, com a pele perfeita e tal, mas seu olhos, por exemplo, exibiam um brilho tão intenso que pareciam capturar sua alma... Cheguei na enfermaria rapidamente demais pro meu gosto.

Deixei-a em uma maca, e conversei com alguns amigos para que cuidassem bem dela. Depois, vou falar com Quíron. Ele me diz para eu ir esvaziar a cabeça, que ela poderia não ser a garota da profecia, mas eu não consigo sair de perto dela... Ela simplesmente... Me causava arrepios, só de olha-la. Eu simplesmente sentia uma vontade enorme de protege-la. Suspirei uma ultima vez, e sentei numa cadeira perto de sua maca. Senti vontade de segurar sua mão, mas não o fiz. Apenas fiquei lá, com minha mente vagueando ao máximo, enquanto ela dormia, tão linda.

Notas finais
Espero que estejam gostando ^-^