AKAI ITO 01 - Amor a segunda vista
57 Capitulo 58 - PERSEU JACKSON & ANNABETH CHASE
Notas iniciais
Percy
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Hoje foi a vez do Frank e Hazel terem casado, Annie e eu entramos juntos dessa vez, lado a lado, com sorrisos estampados. As coisas aconteceram como eu havia sugerido, eu vendi meu antigo apartamento, não queria começar uma vida com a Annabeth em um lugar onde eu havia cogitado a possibilidade de outra pessoa estar. Annabeth deixou o apartamento dela aos cuidados da Thalia, enquanto ela ainda se decidia se voltava ou não para Alemanha. Nós dois havíamos comprado um apartamento maior, bem no centro da cidade, bem perto da minha empresa. Annabeth adorou ter que reformá-lo da sua maneira, e não era por que ela era a mulher que eu amava, mas o lugar ficou simplesmente lindo. A aliança no meu dedo era outra, mais grossa, mais visível, mais brilhante, a da Annie era o fino e sofisticado anel de noivado que pertenceu a minha mãe, dado por meu pai, ele tinha uma pedra de brilhante que chamava atenção.
Annabeth estava linda, como sempre, mas especialmente mais linda ainda despojando sorriso por onde passava. Eu a observe um pouco afastado conversando com as amigas, fazendo parte de tudo novamente. Sorri.
— Vai precisar de um babador? – Jason se aproximou
— Não começa... – Eu sorri
— E então... – Jason bateu sua taça na minha – Tudo correndo o curso certo? – Ele suspirou
— Sim... – Eu sorri conformado.
— Frank estava soando mais que um cuscuz ali na frente – Jason riu
— E você tremia mais que um Chihuahua, na sua vez – Eu o lembrei
— Aposto que na sua será um pouco dos dois, ou pior – Ele piscou
— É, eu também aposto – Nós dois rimos
— Achei que essa coisa de casamento, altar, cerimônia fosse algo que só desse nervoso as mulheres, mas... Dali da frente, você olhar pra trás e ver a mulher que você ama, totalmente linda como uma verdadeira princesa, vindo até você... Nossa, é uma sensação difícil de explicar, o coração bate mais rápido do que o primeiro beijo, bate mais rápido que a primeira transa, bate mais rápido que qualquer outra coisa já feita com ela, as lagrimas vem aos olhos e não tem como segurar. – Jason sorriu
— Você sempre foi o mais meloso da turma, então eu posso reduzir um pouco desse drama pela metade – Eu sorri
— Você vai descobrir que não é drama – Ele me deu um olhar desafiador – E você meu amigo, Percy... Será o pior de nós três. Lembre-se são nove longos anos que você morre de amores por ela.
Eu apenas revirei os olhos e sorri. Nove longos anos, isso era verdade, desde os quinze anos de idade eu era apaixonado pela Annie, hoje com vinte três, ainda estávamos nos encaminhando para um futuro juntos.
— Vocês já decidiram a data? – Jason perguntou
— Mês que vem – Eu disse de imediato –Porque ela quis que fosse depois do da Hazel
— Nossa... Você realmente está disposto – Jason riu
— É como você disse, são nove anos esperando por isso. – Eu suspirei
— Alguma noticia da Rachel? – Ele me encarou
— Ela está bem – Eu dei um sorriso sem graça – Foi morar com os pais em outro estado, ela mandou os parabéns a Annie, quando soube da nossa decisão.
— Uau, a Rachel é uma garota bem forte e madura – Jason ficou surpresa – Acho que eu teria mandando uma mensagem mandando vocês irem pro inferno...
Nós dois rimos.
— Que sorte a nossa, ela não ser como você... – Suspirei – E eu realmente espero que ela esteja bem.
Me perguntei se o Will havia decidido realmente investir nela, eu esperava que ele tivesse sucesso. Eu realmente gostei da Rachel, me apaixonei por ela, e cogitei a idéia de construir um futuro com ela, mas... A Annie voltou, e nada podia vencer isso, nada podia superar o sentimento que eu ainda tinha por ela, então a única coisa que eu podia desejar a Rachel, era que ela fosse feliz, que encontrasse sua pessoa destinada, e pensando na forma de como o Will, também não desistiu dela, eu poderia deduzir, que fosse ele, o seu Akai Ito.
— Perdido em pensamentos – Annie se aproximou – Acho que essa é forma que eu costumo agir, e não você. – Ela deu um pequeno cheiro no meu queixo
Eu sorri
— Na verdade estou apreciando a beleza da minha amada – Eu peguei sua mão e beijei. – E pensando em como nada no mundo poderia superar o que eu sinto por ela.
— Depois eu sou o meloso da história – Jason revirou os olhos.
— Isso é lindo – Piper se aproximou – Deveria falar umas coisas assim de vez em quando. – Ela segurou seu braço.
— Eu sempre falo isso – Jason reclamou
— Não desse jeito – Piper nos olhos como se estivesse encarando um filme de romance
— Há pouco tempo atrás, Percy era um exemplo perfeito de cafajeste, agora ele é exemplo pra modelo romântico? – Jason encarou a Piper indignado.
— Ei... – Eu reclamei pelo seu comentário
Annabeth riu.
— Parece que estamos vivendo nossa adolescência novamente – Ela comentou. – Embora agora somos todos adultos independentes e bem sucedidos.
— Falando em bem sucedido – Piper disse – Annie, eu adorei o que você fez na cozinha da Hazel... Meu Deus, eu preciso de algo parecido.
— Gostou? Acabei criando aquilo, precisa ver como ficou a minha – Annie se empolgou no assunto
Jason me encarou e fez uma careta como se estivesse dizendo “Começou a conversa que não entendemos nada” Eu ri, porque realmente, não entendíamos nada. Acabei deixando a Annie com a Piper e fui até minha mãe, que estava sentada reclamando de alguma travessura da Julia.
— Essa menina está impossível – Ela reclamou. – Está pegando os salgados da mesa dos outros.
Eu encarei a Julia que segurava vários brigadeiros na mão, ela já tinha feito seis anos, mas ainda mantinha o rostinho redondo de uma bonequinha de porcelana, e era mais engraçado ainda quando ela entortava o bico, como agora.
— Vou pegar você pelas pernas e jogar naquele lixeiro ali – Eu a encarei serio e apontei.
— Mamãe... – Ela se aproximou das pernas de nossa mãe.
— Ele só está brincando querida – Ela a acalmou. Julia me deu língua.
— Eu vou arrancar sua língua – Eu reclamei
— Mamãe! – Ela reclamou novamente
— Percy... – Minha mãe me fitou.
Senti alguém se sentar ao meu lado. Era a Annie.
— Brigadeiros! – Ela sorriu para Julia
— Eu peguei pra você – Julia entregou alguns brigadeiros pra Annie. – Pra todo mundo.
Eu olhei pra ela sem acreditar na cara de pau. Pegou os brigadeiros das mesas vizinhas e só porque recebeu reclamação, estava tapiando dizendo que pegou para dividir. Não sei de quem ela puxou esse gênio travesso.
Annie riu ao perceber minha cara chocada.
— Percy disse que ia me jogar no lixeiro, e que ia arrancar minha língua – Ela fofocou para Annie.
— Se ele fizer isso, eu mesma darei um jeito nele – Annie prometeu
Julia olhou pra minha cara e ergueu uma sobrancelha, com um sorriso maléfico. Ela foi até a Annie e pediu pra sentar no seu colo, empurrou minha perna disfarçadamente para que eu me afastasse da Annie, e manteve uma cara de “Meu espaço, você não manda em nada aqui”, as duas começaram a atacar os pobres brigadeiros furtados.
— Depois me venha pedir pra eu contar histórias – Eu reclamei a ela.
— A Annie já me contou o final – Ela sorriu pra mim e Annie corou
— Contou foi? – Eu encarei a Annie – Como foi?
— O príncipe percebeu que não podia viver sem a princesa, então ele cavalgou o reino para impedir que ela fosse embora, pediu desculpas por ter demorado tanto tempo e agora eles vão se casar. – Ela disse com a boca cheia de brigadeiro
— Ah... Ele que demorou foi? – Eu dei uma olhada na Annie, e ela deu de ombros como se não soubesse do que eu estava falando.
Tentei me aproximar, mas a Julia colocou o pé como protesto.
— Posso ficar perto da minha noiva? – Perguntei a ela.
— Não! – Julia a abraçou como um macaquinho grudado. – Ela é a minha princesa.
Annie riu, e a minha mãe também.
— Não, ela a princesa do príncipe – Eu reclamei
— Príncipes são uns sapos – Julia fez uma careta
— Não são, não – Protestei
— Foi você quem disse – Ela deu de ombros.
— Não disse, não – Tentei me lembrar
— Mamãe, ele não disse? – Julia olhou pra minha mãe
— Sim, ele disse querida. – Minha mãe nos observou sorrindo
Não tive como não rir, ter vinte três anos e ainda assim, ter uma irmã de seis anos, é como nunca poder envelhecer, é como aprender a ser pai aos dezessete, e continuar sendo até o fim da vida.
UM MÊS DEPOIS
Annabeth
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Nervoso era meu nome do meio agora, eu vi a Piper casar, via a Hazel casar, mas não imaginava que por dentro elas estavam em pilhas de nervos. Eu já disse que sofre de ansiedade aguda, nível grave? Eu posso morrer antes do grande “sim”. Tentei respirar...
— Ai meu Deus, linda! – Selena disse quando me viu – Quem diria que a Thalia teria talento pra isso.
— Ei! – Thalia reclamou – Eu adoro tons escuros, mas eu arraso nos tons claros também.
Selena e Thalia saíram da sala discutindo coisas, como sempre. Thalia tinha o dom de arrumar discursão, embora no final tudo acabasse em risada.
Não sei se isso ficou claro, mas Thalia era estilista, ela desenhava e criava peças de roupas incríveis e sempre me fazia ser sua manequim, sem dizer que também tinha qualificação internacional como eu, seus cursos extras eram de auto maquiagem e artes, por isso ela fazia sucesso na faculdade com suas tatuagens.
Fui até o espelho, era um vestido realmente lindo, um semi sereia, ajustado ao corpo até a altura dos quadris e depois vem abrindo. Ele era tomara que caia, tinha um brilho especial, toque e marca registrada da Thalia, ela sempre me surpreendia em suas criações. Tive que cortar o cabelo mais um vez, dar um retoque no modelo Chanel, abri mais algumas mechas loiras, a maquiagem estava perfeita... Sim, eu parecia uma princesa, imagino que a Julia ficaria feliz a me ver desse jeito. Minha mãe começou a chorar.
— Mãe, o casamento é meu, e a senhora chora? – Eu sorri – Vai borrar a maquiagem
— Não consigo evitar, você é minha única filha – Ela abanou os olhos com as mãos.
— É, e eu devo tudo que sou a você – Eu a abracei – Estou tão feliz, que não tenho como explicar.
— Seu pai entrou em contato? – Ela perguntou
— Não estrague meu dia com esse assunto – Resmunguei
— Me desculpe, é que... Eu ainda não consigo engolir sobre o ocorrido naquele dia – Ela suspirou
— Tudo bem mãe, só esquece – Eu sorri – É você quem vai entrar comigo no casamento, você que vai me levar até o Percy.
— Eu olho pra você e vejo um nível alto de superação – Ela me analisou – Não tínhamos nada, não tínhamos absolutamente nada, e você sempre teve o desejo de nos dar tudo.
Eu senti vontade chorar.
— Mãe, para... – Eu pedi
— Você não é só um orgulho pra mim, Annie... Você é um orgulho pra qualquer pessoa que cresceu com você.
— Ai meu Deus, você vai me fazer chorar – Eu abanei os olhos, tentando secar as lagrimas – A Thalia vai me matar.
Nós rimos.
— Que bom que tudo que passamos, foi apenas degraus para estarmos aqui. – Ela tocou meu rosto
Eu sorri, minha mãe tinha razão, tudo foram apenas degraus, alguns maiores que outros, porem, eu consegui passar por todos eles, eu tinha orgulho de mim, orgulho de quem me tornei.
Minhas amigas entraram na sala logo em seguida, todas estavam lindas a cor que escolhi foi o tom verde floral, pois era minha cor favorita.O casamento seria na praia, por escolha do Percy e o que não me surpreendeu, pois era exatamente no lugar onde tudo começou entre nós, a primeira conversa depois de umas “curvas da morte”, a primeira aurora juntos, o primeiro beijo em sã consciência, o pedido de namoro e todos os momentos que precisávamos desabafar. Era tudo perfeito...
— Annie... – Piper me chamou – Vamos... Já está na hora.
Eu dei um longo suspiro.
— Chama Ludimila meu amor, que é hoje! – Thalia riu – Finalmente esse chove não molha vai alagar.
Todos riram, inclusive eu, um pouco nervosa, mas ri. Essa era a Thalia, idiota como sempre.
Percy
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Eu estava pronto pra sair, quando meu pai chegou.
— Pai! – Eu sorri. A ultima vez que eu o vi, depois de anos sem vê-lo, foi no meu aniversario de vinte um anos. – Você veio...
Eu o abracei forte.
— Meu primeiro filho casando... – Ele deu um ar de riso – É claro que eu viria.
Meu pai era um homem elegante, sempre foi. Bem apresentado, com um porte mais jovial que o normal, tinha os mesmo tons de olhos verdes que os meus. Se eu chegar à idade do meu pai, com essa aparência, Annabeth seria uma mulher sortuda.
— Eidon – Minha mãe se aproximou e veio até a mim, junto com a Julia.
Os dois deram longos sorrisos. Eu adorava o Paul, ele foi o pai presente que eu nunca tive, mas eu queria ter tido a oportunidade de ver meus pais juntos.
— Sally, linda como sempre – Eles deram um abraço – E essa pequena, é...
— Minha filha, Julia – Minha mãe sorriu.
Os dois conversaram por alguns minutos e minha mãe saiu. Meu pai sorriu pra mim e cruzou os braços.
— Você tem certeza de que é isso que você quer? Dois meses pra um casamento, é um pouco cedo, você é jovem – Ele acertou minha gravata.
— Não são dois meses pai, não pra mim – Eu disse – Não pra nós. Eu a amo! Pra valer...
Ele apenas sorriu
— Atravessei o oceano inteiro pra esse casamento – Ele admitiu
Eu me sentia feliz sobre aquilo, não imaginava que meu pai estaria aqui. Tenho até um outro irmão um pouco mais novo que eu, foram poucas vezes que passamos tempo juntos, mas ainda assim, mesmo meu pai sempre distante, eu sentia como se ele estivesse me olhando sempre.
***
Eram umas 16h da tarde, o clima era bom para casamentos em praia, a maré estava baixa, a areia estava branquinha, a decoração era simples junto com um toque de sofisticação, tudo obra da própria noiva, que além de arquiteta, era também qualificada em projetista e designer. O clima não estava quente, nem frio, mas eu suava e tremia ao mesmo tempo.
— Eu disse que você ficaria assim – Jason sussurrou ao meu lado
— Cala a boca – Eu reclamei
Frank me passou um lenço, eu o fitei.
— Sua testa – Ele sorriu.
— Vocês são uns idiotas – Eu puxei o lenço e enxuguei a testa – Essa demora é normal.
— É... – Os dois responderam juntos
— Ok! – Eu disse impaciente. Suspirei... Os dois riram, eu quis empurra-los na primeira onda que viesse.
— Calma, Percy... – Frank colocou as mãos sobre meu ombro – Ela não vai fugir.
— Estamos falando da Annabeth, Frank – Jason quis fazer uma piada e eu o fitei furiosamente – E é claro que ela não vai fugir... – Ele deu um sorriso sem graça.
A musica de entrada da noiva soou, não é exagero quando eu digo que os ossos da minhas pernas simplesmente viraram geleia. O coração batia tão forte que chegava a doer, principalmente quando ela apareceu. Linda... Eu sorri sem nem mesmo perceber, todo o resto se apagou, eu apenas enxergava ela.
Annabeth
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Caminhar sobre o tapete ao lado da minha mãe, representando o pai que nunca tive e indo direto ao Percy, foi uma das sensações mais inovadoras que já senti. As pessoas me olhavam e sorriam, mas eu só conseguia enxergar o cara de terno cinza, com sorriso estampado a minha frente. Ele me olhava de uma forma tão agraciada, parecia que o mundo havia sumido, só existia nós dois.
Minha mãe me entregou ao Percy, e nos abraçou. As mãos dos Percy tremiam junto com a minha, eu dei um sorriso um pouco sem graça, tentando controlar o nervosismo, ele me olhou dos pés a cabeça.
— Perfeita – Ele sussurrou
Corei.
Queria ter dito algo parecido, mas se eu abrisse a boca iria começar a chorar. Inspirei bem fundo, e nos viramos para o padre. A cerimonia começou, o clima esfriou um pouco, o por do sol estava se formando. Chegou o momento dos votos, Percy e eu nos viramos um para o outro e sorrimos.
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#Votos da Annie para o Percy#
Não foi um amor à primeira vista, mas você veio me conquistando a cada dia, me libertando de medos, me libertando da solidão. Lembro-me das vezes em que me trazia para essa praia e sentava ao meu lado esperando que eu jogasse todo meu peso de angustia sobre você, como forma de tentar dividir a dor entre nós dois, e isso de certa forma me libertava e me fazia cada vez mais depender de seus cuidados. Não fui esperta o suficiente pra perceber que esses lindos pares de olhos verdes me observavam desde o primeiro momento em que coloquei os pés sobre aquela escola, ainda me pego sorrindo quando lembro que cheguei a desejar que você nunca se declarasse pra sua amada anônima, sem nem mesmo saber que era eu. Sim, confesso ter tido ciúmes “dela”, pois sempre que comentava algo “dela” seus olhos brilhavam, e eu queria poder ter que soca-la por isso.
(Risos de todos)
Você disse que seria divertido se eu descobrisse sozinha, e foi... Eu imaginei me dando o próprio soco.
(Risos de todos, novamente)
O tempo que passamos juntos foi perfeito, era como se eu te conhecesse há anos, você sempre estava ao meu lado, mesmo eu não sendo a melhor namorada do mundo. Você esteve comigo no meu pior momento, sentou ao meu lado e ouviu todo meu pesadelo passado, chorou minhas lagrimas.
(Percy derrama uma lagrima. Dona Elena, Piper e Hazel chora. Annie tenta segurar as lagrimas para continuar falando)
Você chorou minhas lagrimas, e se colocou a frente de todos como um escudo contra preconceitos e julgamentos que eu vivi. Você disse que sim, eu era pura, mesmo que o mundo dissesse que não. Você apagou meu pesadelo e o transformou em sonhos, lavou minha alma e tirou de mim todo medo e trauma, me ensinou muito sobre o que é o amor, sempre inovando seus métodos de conquistador. Mãos magicas, dedos mágicos, plural de decimal? Sem falar das curvas da morte...
(Annie e Percy riem. Convidados ficam sem entender as referencias)
Mas enfim. O tempo e a distancia não foi o suficiente para apagar tudo isso, nos separamos, crescemos e caminhamos por setas diferentes. Eu senti sua falta, eu senti muito sua falta, e eu nunca me arrependi tanto em minha vida, como me arrependi durante aqueles dois minutos. Perder você, foi como perder parte do meu coração, se eu fosse te detalhar tudo que vivi durante o tempo que engoli esse arrependimento, provavelmente choraria junto comigo de novo.
(Percy lança um olhar triste)
Sim, existe uma lenda Akai Ito, e foi exatamente nela que pensei quando começamos a namorar, porque bem lá no fundo, eu tinha certeza que meu destino era ligado ao seu. Parece que temos uma prova de que isso é verdadeiro.
(Ambos sorriem e olham para seus braços)
Passamos por muitas coisas longe um do outro, conhecemos pessoas novas, nos apaixonamos por elas, mudamos, nos estabilizamos, e nos tornamos adultos. Porem, sempre que olho pra você eu lembro do meu doce e explosivo cabeça de alga. Eu voltei porque te amo, essa é a verdadeira resposta para uma pergunta que você me fez a pouco tempo atrás. E eu sinto muito por ter bagunçado as coisas por aqui, eu tentei passar despercebida, mas a nossa linha de destino continuava a nos puxar mais pra perto.
(Annie olha pra o Percy e sorri)
Eu te amei desde o momento que parti, e continuei te amando até hoje. Você nunca esteve errado sobre isso, muito pelo contrario, você percebeu isso antes de mim, você sabia que eu tinha medo desse sentimento e respeitou até o momento em que eu pude finalmente dize-lo. Eu sinto muito por ter feito você esperar por seis anos, eu sinto muito por ter estado distante por todo esse tempo, mas saiba que agora, que a partir de hoje, eu pretendo compensar tudo isso, eu prometo nunca mais fugir, nunca mais ir embora, porque o único futuro que me faz querer olhar pra frente, é um futuro que você esteja ao meu lado.
Ontem namorada e noiva, agora... Sua mulher. Eu te amo, Percy.
(Lagrimas dos convidados. Sorriso emocionado do Percy).
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#Votos do Percy para Annie#
Te vi, e me apaixonei.
(Percy sorri)
Pra mim sempre foi diferente, eu me apaixonei pela primeira vista, e não só porque você era bonita, porque na época, nem era tanto assim.
(Convidados riem)
Eu me apaixonei depois que reparei o quanto você era tímida e desastrada, me perguntei quem era você, me perguntei de onde você vinha e porque se esforçava tanto pra ter as melhores notas. Percebi que era determinada e forte, era insistente e destemida... Era diferente, era única. Foi pela primeira vez que vi seu sorriso que senti a vontade de tê-lo pra mim. Foi difícil, foi um dos desafios mais complicados que já vivi, você não tinha olhos pra mim, você nem ao menos me percebia, e chegou um momento em que tive que me olhar no espelho e perguntar “O que tem de errado comigo?” Eu sou bonito, não sou?
(Annie ri e afirma com a cabeça. Convidados riem)
Eu tinha tudo, eu podia dar tudo, então porque mesmo estando a sua frente, você não me enxergava? Porque dentre trezentos e quarenta e sete alunos do sexo feminino... Sim, eu contei...
(Risos de todos)
Você era a única que não me notava? A resposta era simples, e eu já tinha desde o primeiro momento. Você é diferente, você é única... Eu precisei mudar, eu precisei diminuir meu ego, precisei sumir do topo e me tornar invisível a todos, para me tornar visível pra você, mas então descobri algo que se destacava em você... Sua lerdeza.
(Todos gargalharam)
Esse sim foi meu pior rival na época. Foram noites montando estratégias, bolando planos infalíveis, eu parecia o Cebolinha arquitetando contra a Mônica.
(Risos)
Acredite, eu gostei da sua versão lerda, foi realmente divertido, irritante, mas divertido. As vezes eu me pegava rindo sozinho apenas lembrando de quantas vezes eu cheguei a ser obvio e você nem ao menos imaginava o que eu estava tentando dizer. Você foi o desafio mais difícil, e o que valeu mais a pena ser cumprido. Não consigo descrever em palavras a felicidade que senti, daquele nosso primeiro beijo, do beijo louco e com gosto de álcool. Isso mesmo, na festa do condomínio, em que te deixei sozinha por cinco minutos e você encheu a cara, adotando um desconhecido como melhor amigo, e me proibindo de me declarar pra você mesma, dançando feito uma louca, me fazendo querer brigar com cada garoto que te olhava. É dona Elena, o porre foi grande.
(Percy olha para dona Elena e todos riem. Annie esconde o rosto sorrindo)
Mas você esqueceu-se do beijo na manha seguinte, e eu lutei pra não ter que me jogar de uma ponte. Em todo tempo eu tentei desistir de você, mas era apenas nossos olhares se cruzarem que eu tirava forças de onde achava que não existia.
(Risos)
Quando eu finalmente pude ser visto aos seus olhos, foi como se eu tivesse ganhado na loteria. Annie, você sempre se diminuiu em relação as pessoas a sua volta, mas pra mim você era um exemplo de superação, você trocou festas por livros, e diversão por estudos. Eu sempre te vi passar em tudo, com as melhores notas, e embora algumas tenham sido menores que as minhas...
(Risos dos convidados. Annie revira os olhos)
Você sempre me mostrou que pra ter tudo, você pode conseguir com garra e determinação. Você superou momentos difíceis na sua vida pessoal, superou limites que te impediam de estar nos melhores colégios, você superou medos, superou preconceitos, superou rejeições, superou a falta de um pai, e superou traumas. Você é o exemplo vivo de que alguém precisa se agarrar a sonhos, não apenas por sonhar, mas por querer torna-los reais. Ser seu namorado não foi motivo de méritos pra você, foi motivos de méritos pra mim, pois ter uma namorada como você, me fazia ter a certeza de que eu era o cara mais sortudo do mundo. Uma garota linda, inteligente, determinada, e que sabia rebolar?
(Annie chora e sorri ao mesmo tempo)
Lembra da lista de defeitos que eu tinha sobre você? Lembra o quanto você reclamava dela? Bem... Se eu me apaixonei pelos defeitos, como não podia me apaixonar pelas suas inúmeras qualidades? Você sempre esteve no topo de meus desejos, e são longos nove anos desde então. Nove anos, porque os seis anos distante não apagaram os três restantes. Sim, você partiu. E com a partida, não levou apenas metade de mim, me levou por completo... Eu surtei, eu enlouqueci, eu desmoronei, chorei e me joguei no chão feito uma criança mimada. Foi a pior fase da minha vida, foi a pior experiência que passei. Não sabia que amar poderia doer tanto... Mas sabe de uma coisa? Eu precisei disso, nós dois tínhamos que passar por isso... Porque nós mudamos, nós crescemos, nós amadurecemos, construímos vidas paralelas e você se tornou uma mulher incrível.
(Percy sorri)
Você se tornou tudo, você transformou seus sonhos em realidade, você saiu no chão e se ergueu ao topo, e eu continuo a me sentir o cara mais sortudo por isso, porque eu com todas as letras posso afirmar, que te reconheci desde o primeiro momento, e que hoje me sinto realizado por você.
(Annie chora. Dona Sally chora)
Foram tempos ruins, eu admito, foram tempos que me destruíram, eu confesso... Mas eu continuei te amando. Me tornei um cafajeste de carteirinha, mas continuei te amando. Rejeitei qualquer aproximação sentimental com as gringas de Nova York, e olhe que elas não eram de se jogar fora.
(Risos dos convidados. Careta da Annie)
Mas continuei te amando, fiz a loucura de tatuar a lenda que você havia comentado comigo, na tentativa de me lembrar que ela não existia. Eu era um péssimo mentiroso, porque eu continuava te amando. Não existia nada que eu fizesse pra apagar esse amor, meus amigos podem te confirmar isso, eles riam da minha cara quando eu exagerava na bebida, falava coisas sem sentido.
(Frank, Charles e Jason riram)
Cogitei a possibilidade de te apagar de vez, mas então você voltou, e trouxe junto o meu “eu” antigo, trouxe todo nosso passado em seu olhar, trouxe todo nosso sentimento reprimido em seu sorriso. Foi difícil lutar contra isso, foi um desafio perdido tentar te evitar. Você foi a droga mais viciante que já existiu, e eu fui o drogado mais dependente que já existiu.
(Percy encara Annie, emocionado)
Eu quis tanto ter você, mesmo quando você não me quis. Eu desejei tanto isso, mesmo distante, mesmo achando que você nunca voltaria, mas olha agora... Você voltou, e eu não pude lutar contra as linhas que nos prendem, porque no fundo, eu não queria lutar, eu queria ceder, eu queria você, eu quero você... Sempre foi você, sempre será você.
(Annie enxuga as lagrimas e Percy se emociona)
Ontem, namorada e noiva... Agora minha mulher. Eu te amo, Annie.
(Lagrimas emocionadas do Percy, e sorriso de ambos, olhares profundos e intensos)
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Percy
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Depois dos votos, todos os convidados pareciam estar chorando. Annie estava chorando, eu estava chorando, mas tinham sorrisos estampados, pois as lagrimas eram de eterna alegria. Eu aceitei a Annie como minha esposa, e ela me aceitou como seu marido, e beija-la naquele momento, sobre a areia daquela praia, debaixo daquele por do sol, na frente de todas as pessoas que amávamos, podendo finalmente transbordar nossos sentimentos, foi como engolir doses e doses de paz. Finalmente minha, minha pra sempre.
Annabeth Chase Jackon.
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