AKAI ITO 01 - Amor a segunda vista
29 Capitulo 30 - UM JANTAR, COM UM BRINDE SURPRESA.
Percy chegou no horário que foi combinado, eu não havia me arrumado muito, coloquei um vestido solto e, simples que havia comprado recentemente. Minha mãe decidiu ir e, durante a viajem até sua casa o clima foi de constrangimento total.
— Então Percy – Minha mãe pigarreou – O que tem a me dizer sobre a noite de ontem?
Percy tossiu.
— Não entendi a pergunta dona Elena – Percy deu uma olhada de canto de olho. Seu rosto estava vermelho.
— Você entendeu sim, espero que entenda mais algumas coisas... Se você decidir fazer algo com respeito a isso, eu espero que assuma todas as responsabilidades e, consequências que virão. – Ela disse um pouco seria.
— Eu... Eu vou! – Percy gaguejou
— Mãe...
— Não se meta! – Ela me interrompeu – Não sou uma mãe irresponsável, eu te criei sozinha, mas criei em um caminho bom, se o namoro de vocês já está começando a ficar mais intimo eu espero que vocês sejam responsáveis quanto a isso. Entenderam?
— Entendi – Percy respondeu imediatamente
— E se minha filha um dia chegar em casa reclamando de qualquer coisa...
— Mãe! – Eu a repreendi novamente
— Preciso ter essa conversa com ele, ou será aqui, ou será lá... O que prefere? – Ela me fitou.
— Pode continuar aqui mesmo dona Elena, sem problemas – Percy disse e, me lançou um olhar ameaçador.
Eu fechei a cara.
— Não quero que situações como a de ontem se repita, não me interessa se não aconteceu nada. Serem abordados por um carro da policia no meio da rua, porque estavam se pegando? Francamente!!– Ela fez uma careta. Eu suspirei envergonhada pelo mico que eu estava pagando – Isso é irresponsável.
— Não vai acontecer novamente – Percy disse um pouco mais serio.
Minha mãe suspirou.
— Percy, eu confio em você... Você é um bom garoto, mas a imagem da minha filha também é importante e, deve ser tratada com respeito. – Ela murmurou
— Desde quando namorar dentro de um carro é desrespeitoso? – Eu resmunguei
— Você estava só namorando Annabeth? – Ela exaltou a voz. Percy começou a ficar nervoso e, foi bem visível, pois o carro às vezes dava umas barbeiragens. — Se você disser que só estava de mãos dadas e, de beijinhos... Eu peço desculpas e, paro a conversa aqui.
— Esse não é o caso – Eu reclamei – Estávamos só namorando, normal... – Minha voz tremeu com a omissão dos detalhes que envolviam o “normal” – Eu não estava transando dentro de um carro.
— Meu Deus! – Percy sussurrou pra si mesmo e, colocou a mão sobre a testa.
Escorria um pouco de suor na testa.
— Annabeth... Não me faça de idiota – Ela recrutou.
— Eu estou falando a verdade, eu te falei ontem... – Eu me virei para encara-la – Eu não transei... Percy!! – Eu o fitei esperando por uma confirmação dele.
Percy tossiu e, suspirou nervoso.
— Não... Não transamos – Ele gaguejou.
— Ok! – Minha mãe se acalmou – Estamos conversados não é?
— Sim – Nós dissemos juntos
— Não quero que me achem chata, estou presando pela minha filha – Ela disse em um tom desanimado – Se vocês querem isso, tudo bem... O que posso fazer? Comprar uma calcinha de castidade? – Eu escondi meu rosto – Eu só quero que as coisas comecem a ser desenvolvida com respeito, o fato da Annabeth não ter um pai presente, não quer dizer que eu a criei de uma forma irresponsável.
— Eu entendo – Percy disse – E concordo... Não foi minha intenção desrespeita-la, não foi nada planejado, eu sinto muito pelo constrangimento, não irá acontecer novamente dentro dessas situações. Eu prometo ser mais responsável da próxima vez e, assumir qualquer consequência.
Percy ativou seu modo “cara maduro responsável” para responder a minha mãe. Ele era muito sexy quando ficava serio desse jeito, apesar de que me deu um frio na barriga o ouvindo falar tão naturalmente de quando e, como as coisas poderiam se desenvolver entre a gente.
Minha mãe não disse mais nada e, apesar da situação vergonhosa de ver a mãe dar um sermão no namorado, aquilo foi uma coisa legal, minha mãe se preocupava comigo, com minha imagem e, com meu futuro. Ela teve uma vida difícil e, não queria que eu passasse pela mesma situação, ela não me proibia de nada, ela era liberal e, totalmente compreensiva, mas também sabia por as rédeas e, mostrar que ela era a autoridade em minha vida. Eu me sentia bem com isso, ela foi pai e, mãe ao mesmo tempo, eu não podia me chatear por nada que ela tentasse fazer em minha vida.
Chegamos à casa do Percy, fomos recebido pela senhora Sally e, pelo seu marido Paul. Dona Sally sentou-se ao enorme sofá com minha mãe e, conversaram sobre a gestação. A irmã do Percy já estava pra nascer a qualquer momento e, estavam todos ansiosos por isso.
O padrasto do Percy parecia ser uma boa pessoa, ele se sentou perto de mim e, me ofereceu um copo de suco. Eu tinha trauma com padrastos, eu estava nervosa por ele estar me tratando tão bem.
— Soube que passou em primeiro lugar na federal – Ele puxou assunto – Arquitetura... Bom curso. – Ele murmurou
— É! – Foi o que eu consegui dizer.
— A Alemanha é um dos países que mais valorizam a arquitetura – Ele parecia entendido do assunto e, eu me empolguei.
— Eu sei – Eu sorri – Fiz um concurso para concorrer uma vaga de curso lá.
— Serio? Qual? – Ele parecia interessado.
— Projetos e, designer – Eu me consertei para poder conversar melhor – A primeira proposta é de um ano, caso meu desempenho seja bom eles podem me dar a bolsa integral do curso de mais três anos para arquitetura, junto com estagio e, uma ponte de trabalho fixo.
— Nossa! – Ele disse surpreso – Isso é maravilhoso, você fez o concurso?
— Sim! Não tenho certeza se irei passar, não estou muito confiante pra isso.
— Bem... Mas você ainda tem a federal e, isso vai lhe trazer um futuro brilhante também. – Ele sorriu
— Verdade – Concordei.
— Percy não quis fazer a federal, embora eu tenha certeza que ele passaria – Paul deu de ombros
— Eu também tenho certeza – Eu sorri – Ele as vezes tira notas maiores que as minhas e, isso me irrita – Eu disse brincando
— Falando de mim? – Percy se aproximou voltando de algum lugar da casa que eu nem tinha percebido que ele ia.
— Sua namorada não é tão tímida quanto descreveu – Paul disse a Percy
— Depende do assunto que você está falando com ela... Pra ela tagarelar, aposto que estão falando sobre questões acadêmicas. – Percy riu.
— Sou tão transparente assim? – Fiz uma careta
— Um pouco – Percy consertou uma mecha do meu cabelo e, eu corei.
Continuei por alguns minutos a conversar com o senhor Paul e, despois nós fomos jantar lasanha, algo bem simples. Eu adorava a simplicidade daquela família, mesmo tendo dinheiro, eram tão humildes e, gentis. Eu amava aquilo.
Depois da janta, onde Percy na maioria das vezes tirava minha atenção com seu olhar sedutor. Fui me enturmar com a conversa de adultos que dona Sally, senhor Paul e, a minha mãe estavam tendo. Como ela conseguia se tornar tão intima de pessoas que acabou de conhecer? Minha mãe simplesmente era incrível.
— Posso rouba-la um pouquinho? – Percy perguntou ao pessoal, quando viu que comecei a me empolgar com a nova conversa surgindo.
— Para onde vai Annie? – Minha mãe percebeu que estávamos indo em direção a um corredor que dava acesso aos quartos.
— Não vamos fazer nada dona Elena, eu juro – Percy disse de imediato
— O que foi? Qual o problema? – Dona Sally perguntou curiosa
— Coisas de adolescente... – Minha mãe continuou a falar do assunto para dona Sally.
— Minha mãe vai contar pra sua mãe – Eu resmunguei
— E eu vou levar outro sermão – Percy disse abrindo a porta do quarto. – Sua mãe é bastante severa às vezes.
Eu entrei e, ele a fechou.
— Eu até entendo ela – Dei de ombros – Minha mãe engravidou de mim aos dezesseis anos, de um cara que ela descobriu que era casado e, a abandonou. Eu nem conheço meu pai, então... Ela não quer o mesmo destino pra mim.
— Eu acho legal ela se importar tanto e, a parte que ela disse sobre embora você não tivesse sido criada com um pai, mas ela te criou bem... Isso é honrável, ser pai e mãe ao mesmo tempo é missão para mulheres guerreiras. Minha mãe já passou por isso, meu pai não é muito de mostrar as caras, apesar de ser um cara legal, ele não tem culpa de não aparecer muito... Ele não mora aqui e, está em constante trabalho – Percy deu de ombros – Não foi um divorcio por questões de brigas, eles só não conseguiam se manter juntos, por conta dos inúmeros trabalhos e, viagens do meu pai. Eu era um bebê ainda, quando ele foi embora...
— Quem é seu pai? – Perguntei curiosa
— Um cara que apareceu na minha vida pela primeira vez aos doze anos e, me apresentou o mar – Ele deu um sorriso despojado.
— Então é por isso que gosta do mar, por causa do seu pai?
— Talvez – Ele deu de ombros – Ele trabalha no mar, é um grande engenheiro de sondas marinhas.
— Parece que você tem mais do seu pai do que imagina – Eu baguncei seu cabelo.
— Mas eu também tenho o Paul como meu pai, ele faz a minha mãe feliz, ele me da conselhos, me orienta e, me apóia – Percy sorriu.
— Já pediu conselhos para ele, sobre mim? – Perguntei em um tom brincalhão
— Algumas vezes – Percy disse um pouco sem graça
Eu sorri pra ele. Meus olhos acompanharam os pequenos passos entre nós e, acabou encarando a porta fechada.
— Porta fechada? Jura? – Eu o fitei – Quer ouvir os gritos da minha mãe?
Percy suspirou e, a abriu com desanimo. Eu ri.
— Não vai ser dessa vez, cabeça de... – Percy avançou em mim com um beijo bem intenso.
— Eu não estou desesperado por isso – Ele se afastou.
Eu me joguei na cama dele e, me deitei de uma forma confortável. Ele se sentou na cadeira do computador.
— Não? Jura? – Eu brinquei
— Juro! – Ele disse de uma forma seria e, me convenceu.
— Que bom – Eu suspirei – Porque às vezes me sinto insegura quanto a isso.
— Eu sei – Ele me encarou e, pegou um livro de literatura. – Eu não tenho pressa, apesar de que quero muito isso... – Ele disse como se fosse algo natural, porem sua atenção estava no livro.
— Essa contradição me deixa confusa – Eu fiz uma careta – Você quer, você não quer, você deixa de querer, me convence a querer, me deixa não querer...
— Meu Deus – Percy riu – Você faz uma bagunça enorme em coisas simples.
— Mas é você que faz parecer difícil... – Eu resmunguei
— “Entre o que eu penso, o que quero dizer, o que digo e o que você ouve, o que quer ouvir e, o que você acha que entendeu... Há um abismo” – Ele me encarou e sorriu.
— Citar uma frase de Alejandro Jodorowsky não vai ajudar na bagunça que minha cabeça cria– Eu revirei os olhos.
Percy suspirou tentando tomar um ar de paciência.
— Eu não estou preocupado se vamos transar hoje, amanha ou depois... Não estou com pressa pra que isso aconteça e, isso não quer dizer que eu não queira, porque eu quero... E muito – Ele fez ênfase na palavra — Só de falar sobre isso, já me deixa nervoso, mas eu sei que você é de momento, uma hora é tímida, outra hora é ousada e, as vezes acho que você vai me bater a qualquer momento – Ele deu de ombros — Eu gosto dessas personalidades e, gosto quando você mistura todas elas e, eu também sei que será sua primeira vez, então eu vou esperar você dar uma de louca novamente e, me atacar, como fez ontem, então eu simplesmente poderei colocar a culpa toda em você. – Ele voltou para o livro como se aquelas palavras não tivessem me feito corar.
Eu comecei a rir. Percy ergueu uma sobrancelha para me analisar.
— É uma risada nervosa – Eu admiti – Você foi tão direto agora, que acabei ficando sem graça.
— Você disse que sua cabeça estava uma bagunça – Ele revirou os olhos – Eu quis ser o mais claro possível.
— Foi bastante claro – Eu ri – Na verdade me senti até empolgada ouvindo você falar desse jeito. Tipo... Ai meu Deus, como meu namorado é sexy quando fala com clareza e, seriedade. – Eu abanei as mãos simulando calor.
— O que você quis dizer com empolgada? – Ele fechou o livro e, me analisou. Eu mostrei a língua pra ele e, me fiz de desentendida.
Percy se levantou e, veio até a cama deitando ao meu lado.
— Você está ultrapassando a linha de perigo, cabeça de alga – Eu disse sorrindo
— Foi você quem disse que estava empolgada, eu apenas deitei aqui, pra esperar que me ataque – Ele disse cinicamente.
— Eu não vou te atacar – Resmunguei – Eu já disse, eu tenho autocontrole.
— Serio? – Ele deu o meio sorriso que amo. – Eu preciso conferir essa afirmação.
Foi quando eu senti suas mãos suavemente subindo pela minha coxa. Foi uma péssima ideia ter vindo de vestido soltinho, ou talvez uma ótima ideia... Céus, eu pareço uma freira com complexo de identidade por gostar de safadeza. Céus! Eu gosto de safadeza! Céus! Eu acabei de misturar freiras e safadeza em uma mesma frase, irei para o inferno... Ai meu Deus, as mãos do Percy...
— Percy não faz isso – Eu resmunguei
— É só pedir pra parar, que eu paro – Ele sussurrou ao meu ouvido e, aquilo acabou comigo.
É claro que não pedi pra parar, eu me convenci que gostava da safadeza. Percy continuou subindo suas mãos magicas, me fazendo arrepiar. Eu estava de lado e, ele escorregou a mão para trás das minhas coxas, ele me beijou e, apertou suavemente meu bumbum, me senti ansiosa e, quente. Aquilo foi tão bom, ele conseguia fazer a situação parecer tão tranqüila e, intensa ao mesmo tempo. Senti inveja da Caly por ter provado mais do que isso dele, senti inveja por imaginar que eles ficaram juntos e, tiveram amassos muito mais quentes que esse. Eu o empurrei.
— Não acredito que já transou com a Caly – Foi repentino e, por impulso. Mas o ciúmes pela ideia acabou me surtando.
— O que? – Ele me encarou sem entender – Não acredito que está estragando o clima com um assunto desses...
— Foi o impulso, acabei imaginando sem querer – Eu desviei o olhar.
Percy deu um ar de riso.
— É praticamente regra em um relacionamento, não deixar relacionamentos antigos serem um fantasma – Percy revirou os olhos.
— Fácil você dizer isso, não tenho nenhum ex peguete que me persegue – Eu fiz um bico.
— Como se fosse fácil ter que ouvir os garotos da escola falarem sobre você – Ele resmungou
— Coisas ruins – Eu rebati
— Alguns apenas desejam estar no meu lugar – Ele disse chateado – E isso é injusto, porque eles só prestaram atenção em você depois que te viram toda linda no baile da escola, eu já presto atenção em você muito antes disso.
Eu dei um risinho.
— Não consegui evitar – Me defendi e, fiz um biquinho. – A idéia disso ter acontecido foi repulsa – Admiti
— Ok! – Ele deu um suspiro longo — Você não pode parar o passeio da minha mão sobre você, fazendo uma pergunta polemica dessa... Eu acabei ficando nervoso e, meu amiguinho aqui também, ele quase desmaia, isso seria muito, muito, muito chato.
Eu quase gargalhei. Percy era um idiota.
— Tudo bem... Coloca a mão de volta onde você parou e, a gente finge que não teve essa conversa – Eu o fitei. Percy arregalou os olhos. – Eu posso tentar socorrer seu amiguinho?
Foi uma pergunta safada, eu admito e, saiu sem querer. Não, não saiu sem querer, eu realmente quis dizer aquilo e, Percy riu ao ouvir. Corei no mesmo instante, preciso parar de mudar de humor com tanta freqüência. Ser tímida e, ousada ao mesmo tempo me fazia surtar.
— Vamos deixar bem claro que é você quem está pedindo isso, então basicamente isso pode ser considerado um ataque, o que tira de mim toda culpa sobre os momentos que irão seguir – Ele riu.
Voltamos a nos beijar e, ele voltou a colocar a mão por baixo do meu vestido. Eu sorri entre o beijo e, ele sorriu também.
— PERCY! – Paul gritou da sala.
Percy se jogou com tanta rapidez para fora da cama que acabou caindo de costas. Ele se levantou assustado e, viu que não tinha ninguém na porta, então voltou a respirar. Eu não consegui deixar de rir, foi desesperador imaginar que tínhamos sido pegos, mas a reação do Percy foi mais engraçada que o desespero.
— Percy! – Paul apareceu na porta do quarto – A bolsa estourou.
“A bolsa estourou” foram as três e, únicas palavras que fizeram a noite virar de cabeça pra baixo. Percy pareceu esquecer o mundo, saiu desembestado do quarto e, eu corri logo atrás, dona Sally estava suspirando e, gemendo de dor. Minha mãe estava ao lado dela dando apoio. A irmã do Percy ia nascer.
— A chave do carro – Percy disse desesperado – Cadê a merda da chave? – Ele procurava desesperadamente.
— Aqui! – Eu peguei a chave que estava ao lado dele.
— Ah... Certo... Obrigada! – Ele respirou. – Paul... O que eu faço? Isso é normal, ela gritar assim? Ai meu Deus, ela está passando mal?
— As coisas, pega as coisas! – Paul pediu ignorando as perguntas do Percy.
— Percy... Calma! – Eu o parei – Onde estão as coisas? Eu pego.
— No quarto do bebe – Ele disse
— Ok! – Eu me apressei.
Cheguei ao quarto as coisas já estavam arrumadas, como se realmente estivessem apenas esperando a hora, eu não tinha perguntado o nome que seria dado, mas havia um quadro enorme com ele escrito. “Julia” esse seria o nome do bebê. Percy gritou meu nome e, eu me apressei mais ainda. Foi um jantar incrível acompanhado de um brinde surpresa, a pequena Julia estava preste a conhecer esse mundo louco que nós vivemos e, eu acabei criando um sentimento de ternura por isso, era a primeira vez que eu iria participar de um momento especial daquela família, eu me sentia como parte dela, uma parte bem importante.
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