A.K.A. Spider-Gwen
1 Arco I: Estagiária Desastrosa
Notas iniciais
Ajeitei meu crachá, passei as mãos pelo jaleco branco e liguei a torneira para lavá-las pela terceira vez naquela tarde. Respirei fundo e saí do banheiro.
Eu estava nervosa. Meu pai, o policial Stacy — como era conhecido — havia me convencido a mandar um currículo para o programa de estágios da OSCORP. Eu não estava muito confiante, mas devido a minha média escolar fui escolhida.
Como hoje era meu primeiro dia, eu não precisava fazer muita coisa a não ser caminhar pela empresa checando se estava tudo no seu devido lugar. Então peguei a prancheta que eu havia deixado em cima da mesa onde uma funcionária que faltou trabalhava.
— Stacy! — chamou um dos funcionários sentando na mesa ao lado e eu virei imediatamente.
— Sim?
— Me traga um café. Sem açúcar. — ele respondeu sem tirar os olhos do computador.
— Um "por favor" não mata ninguém. — murmurei baixo e saí para buscar o café do homem.
***
— Boa noite princesa! — falou meu pai animado chegando do trabalho — Como foi o primeiro dia? — ele veio até mim e depositou um beijo na minha testa.
— Legal. — falei sem muita animação e ele me olhou como se dissesse "algo está errado no seu legal". — Quer dizer, sou apenas uma estagiária e não foi muito interessante porque não tem muito o que fazer.
— Hum, entendo. Mas logo você será uma grande cientista. — ele sorriu me fazendo sorrir também.
— Obrigada. – agradeci – Fiz o jantar, vamos comer?
— Mas é claro!
Meu pai é uma boa pessoa. Vive todos os dias arriscando a sua vida pelos outros e desde que minha mãe morreu sempre me apoiou em tudo. Não imagino o que aconteceria se não tivesse o apoio dele nas minhas escolhas.
***
— O que acha de sairmos hoje à noite, Gwen? — disse Flash Thompson. Esse cara vive atrás de mim, ele é tipo o "valentão" da escola, bem clichê. E eu odeio valentões.
Quase todos os dias Flash batia no meu colega de laboratório da aula de química, Peter Parker. E quase todos os dias eu dizia para ele não fazer isso, mas ele me ignorava nesse sentido.
— Não posso, tenho dever de casa. — arrumei uma desculpa. Ele bufou e saiu chutando uma lata de lixo.
— Acho que ele tem problemas em controlar a raiva. – Peter falou chegando ao meu lado me dando um susto — Desculpa se te assustei, eu só queria dizer que você deixou isso cair. — ele me entregou meu trabalho.
— Tudo bem e obrigada. — Flash olhou na nossa direção e fez uma careta maldosa. Provavelmente estava pensando em bater no Peter.
— Soube que você passou no programa de estágios da Oscorp. — assenti — O pessoal da aula de biologia vai fazer uma visita lá para conhecer os novos projetos de genética.
— A gente se vê então. — sorri.
— Até. — ele disse sorrindo e saiu em direção ao seu amigo, Harry Osborn, o filho do presidente da Oscorp.
Peter era um cara legal e eu confesso que tinha uma queda por ele. Mas o problema é que ele gosta de outra pessoa: Mary Jane Watson. Ela é linda, simpática, divertida e não é uma nerd como eu.
Uma vez ela soube que eu toco bateria e me convidou para fazer parte da sua banda, "The Mary Jane's", mas eu recusei. Quem sabe algum dia...
***
Olhei para a entrada da grande empresa e vi os alunos chegando. Procurei Peter no meio deles e logo encontrei. Ele me viu e acenou e eu fiz o mesmo. Então voltei para checar os objetos da área de tecnologias avançadas.
Depois de um tempo finalmente terminei e fui para a próxima área. Passei pela porta trancada por senha e entrei na enorme sala cheia de experiência genéticas.
Ouvi um barulho e me virei para trás, mas não vi nada. Continuei caminhando e checando até que escutei outro barulho um pouco mais afastado.
Corri na direção do barulho tomando cuidado para não bater em nada. Olhei para trás ainda correndo e quando me virei bati contra uma pessoa, me arremessando longe. Me levantei às pressas mas não dava para ver quem era pois a pessoa estava com um capuz. Nas costas ela tinha uma mochila.
Fiquei em posição de ataque, mesmo não sabendo lutar. A pessoa ficou parada no chão tateando algo, só agora percebi que havia um óculos parado aos meus pés. Juntei e caminhei cautelosamente até a pessoa até que a reconheci.
— Peter? — falei surpresa entregando os óculos para ele que colocou rapidamente.
— Gwen? — disse se levantando atrapalhado.
— Você não devia estar aqui, muito menos sozinho.
— Não estou sozinho, você está aqui.
— É sério Peter, além de ser proibido é perigoso. — ele baixou seu olhar para os meus peitos. — EI! — falei dando um tapa no rosto dele.
— Eu não estava... Quer dizer, Gwen, tem uma aranha no seu cabelo. — olhei para baixo onde se encontrava a aranha e dei um tapa nela.
— Ér... desculpa e obrigada.
— Espera, tem outra aranha no seu braço. — ele disse e afastou a mesma com um tapa de leve.
— Mas como... — olhei para o lado e vi a porta de um dos experimentos genéticos aberta. Na placa ao lado dizia "Cuidado! Aranhas Radioativas.".
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