Notas iniciais
Olhem que voltou! A Sky Girl tá a todo vapor! Essa história é mincapaz amorzinha ♡ Temos quatro protagonistas! Enfim, é muito bom, uma nova experiência. Complicada,mas uma boa experiência. Cada uma tem uma personulidade, então... Enfim, não vou tomar mais o tempo de vocês. Aproveitem!

— AHHHHHHHHHHH! Eu não acredito, não acredito, não acredito! – Gritou minha mãe histérica, enquanto eu segurava o pedaço de papel, incrédula. – Você conseguiu, meu amor! Você conseguiu.

Minha mãe me abraçou, enquanto eu ainda estava meio chocada. Eu passei. Havia alguns meses que eu tentava incansavelmente entrar na melhor escola de arte do país: Ayres Belas Artes. Eu era uma aspirante a cantora, e participei com muito empenho na audição.

Minha família era pobre. Éramos basicamente eu, minha mãe e meu irmão caçula. Eu tenho uma irmã mais velha, mas depois de seu casamento, ela se mudou. Papai morreu antes de eu completar 6 anos. Ele fazia falta, mas minha mãe tentava a todo custo suprir o vazio que ele trazia para nossas vidas.

Ela abdicou de muitas coisas por nós.

E eu sei que, se para mim, entrar para Ayres Belas Artes é a realização de um sonho, para ela, era a sensação de dever cumprido. Eu ter conseguido SSA bolsa, eu agradeço à ela.

— Mãe... Eu não consigo acreditar. Eu consegui. – Falei entre lágrimas.

— Mas eu sempre te disse que você era talentosa. Você não quis me ouvir. – Ela disse, enquanto secava meu rosto. Mas, o rosto dela também estava cheio de lágrimas.

— Mas opinião de mãe nunca vale! – Falei, rindo.

Meu celular tocou, e pedindo licença a minha mãe, o atendi. Era uma mulher, chamada Carolina, que queria confirmar tudo comigo. Aparentemente, eu deveria “morar” durante 6 meses na escola. E nos outros 6, teria que passar pelo menos três dias lá. No segundo ano – o curso dura dois anos. – eu deveria estar constantemente nos ensaios e apresentações, que uma mulher chamada Lúcia, uma das diretoras da escola, marcava para nós.

Quando finalmente desliguei o celular, minha mãe já tinha reunido toda a família em meu quarto, todos prontos para me dar parabéns. O pestinha do meu irmão foi o primeiro, seguido das minhas tias e primas.

Todos estavam felizes. Eu estava feliz.

[...]

— Então é isso, Felícia. Tudo certo com seus documentos. – Falou Carolina, a mulher que eu conversei no telefone. – Vou pedir para uma das suas colegas para te guiar nessa escola.

Eu havia chegado apenas algumas horas, e já estava impressionada com tudo aqui. A sala de Carolina era no final de um grande corredor. Ela estava a coordenadora daqui, e dava aulas de dança.

Agradeci e esperei. De repente, a porta foi aberta abruptamente, uma menina tropeçando em tudo o que via, entrou.

— Olívia! – Gritou Carolina. – Isso são modos?!

— Desculpas, Carolzinha, mas eu sai desnorteada da aula de teatro. Você acredita que a Malva fez a gente repetir a mesma cena 5 vezes?! Tô exausta até agora. – A menina disparou, e quando me viu na sala, parou. – Ah, Oi. Quem é você?

Segurei a risada, enquanto Carolina suspirava ao meu lado.

— Olívia, ela é a nova aluna da escola. Está uma das turmas de música. E eu esperava que você a guiasse pela escola.

— Legal, legal... Vamos! – Ela puxou meu braço, me dando um susto. – Temos muito para ver, é você ainda tem que guardar isso!

Ela era espontânea e isso era legal. E assustador.

— Qual é o seu quarto? – Ela perguntou, depois de um tempo de caminhada.

— 319.

— Legal, você vai dividir quarto com a Maria! Vem, você vai adorar ela.

Fomos até o quarto, e entramos. No caminho para lá, Olívia falava sem parar, e eu tentava acompanhar ela. Eu era mais reservada, mas isso não impediu ela de me encher de perguntas.

Na cama ao lado da minha, estava sentada uma garota toda de preto. Ela tinha cabelos muito longos e escuros, e pele pálida. Era intimidadora.

— Maria! – Exclamou Olívia, pulando na cama da amiga (?)

Maria estava visivelmente surpresa ao ver a amiga, e principalmente, por me ver ao lado dela.

— Olie, o que é que você tá fazendo aqui uma hora dessas? Não devia estar na aula de teatro? E quem é essa? – Perguntou apontando para mim. .

Fiquei vermelha, enquanto Olívia simplesmente se esparramava na cama da amiga.

— Carolina me chamou e a Malva me liberou. Você acredita que a gente repetiu a mesma e na 5 vezes? Eu estou até agora com a voz cansada. E essa – Ela apontou para mim. – É a sua nova colega de quarto.

— Oi. – Falei timidamente.

— Oi. – Respondeu Maria, esboçando um sorriso. – Vai fazer o que? Pintura, fotografia, escultura, teatro, música...?

— Música. E você?

— Fotografia — Ela falou, sorrindo.

Havia algo de estranho com ela. Ela parecia... Triste. Bem triste e amargurada.

— Ótimo, agora vocês podem virar melhores-amigas-para-sempre. Vai que ela é melhor que a Sofia?

Maria estreitou os olhos, e eu vi o momento dela cortar a língua da amiga.

— Olívia, mesmo com a “voz cansada” você não para de falar, hein? Cadê o meu irmão? Você não tem algo de interessante para fazer com ele não?

Olívia olhou para cima, ponderando.

— Da última vez que eu vi ele, ele estava com o Mika no jardim, tirando fotos para uma nova pintura de referência. Vou procurar ele. – Ela fala a última parte entusiasmada.

Saindo do quarto, me deixou sozinha com Maria.

— Foi mal pela Olie. As vezes ela perde o pino, e fala sem parar, sem deixar ninguém se pronunciar.

— Tudo bem.

Maria esticou as pernas na cama, e me observou enquanto puxava um livro da sua escrivaninha, e eu sentava em uma poltrona.

— Qual é a sua turma de música?

— A 2B. A Olívia ficou de me levar lá, mas acho que ela meio que esqueceu que tinha que me apresentar a escola.

— Olha, ficou com uma das turmas do Bruno? Novata sortuda! Não se preocupe, eu te levo lá.

— Bruno é o professor, não é? Acho que a Olívia falou algo sobre ele, mas eu não prestei muita atenção.

— Aham. Ele é filho dos fundadores e diretores desse colégio. Se acostume, o nome Bruno Medeiros Santiago é um dos mais falados nesses corredores.

Notas finais
Quem já gostou da Fêfê? ?—?/ Ela foi uma das mais fáceis de desenvolver, pois ela segue mais a linha de mocinha de novela. Mas, isso não a faz mais chata que as outras personagens. Muito pelo contrário: Ela é incrível. Enfim, até amanhã galerinha.