ACBAH - Academia de Belas Artes Hudson
29 Love Someone.
Notas iniciais
Prova física? Não, aquilo era treinamento militar!
Emily praticamente pingava suor, o negócio não era fácil, ela nunca havia corrido tanto na sua vida de uma vez, e não era bom ela não duvidava que já tinha perdido uns cinco quilos ali, o que ela não queria porque estava no seu peso certo, não queria virar um palito, estava bem contente com seu corpo... e Charlie também.
No meio do cansaço ela conseguiu sorrir, olhou para Charlie que agora sofria tudo que ela havia sofrido. Era um belo percurso bem complicado e agora Charlie passava pela barra de macaco. Emily havia se contorcido para atravessá-la, suas pernas ficavam se mexendo em busca de equilíbrio e impulso, já Charlie ia tão rápido e fácil como se estivesse andando.
Que nem uma idiota ela ficou encarando os músculos rígidos do menino enquanto ele fazia força, por estar com as mãos para cima sua camiseta subia um pouco mostrando um pedaço da sua barriga e o caminho marcado até a calça se é que me entendem.
Ela sentiu um embrulho no estomago e mordeu o lábio, ô perdição de garoto.
Ao terminar o percurso Charlie jogou uma garrafa de água inteira em sua cabeça que escorreu por seu corpo... Emily se abanou com calor, por que será?
Ele passou a mão no cabelo molhado e suspirou sentando, ele era tão lindo, gostoso e sexy que chegava a ser anormal.
As bochechas dela avermelharam quando Charlie olhou para ela sem querer vendo-a morder o lábio o olhando com cara de safadinha, ele sorriu piscando com o olho direito e Emily desviou os olhos morrendo de vergonha por ele tê-la flagrado o secando.
. . .
Com certeza a melhor parte daquela segunda feira foi quando finalmente o sol se pôs e a noite chegou.
A antes fogueira apagada agora estava acesa deixando a noite gelada confortável.
O tempo havia virado radicalmente, de calor extremo foi para frio extremo. A temperatura não estava tão absurdamente fria, mas o vento gelado dava uma sensação térmica bem mais baixa do que realmente estava.
Assim que avistou Charlie sentado enrolado em um cobertor azul sorriu, foi até ele mais pelo cobertor mesmo que ela não havia tido a brilhante ideia de trazer para a fogueira, a única também, todos estavam com cobertores.
– Oi – ela disse meiguinha se encolhendo nela mesma.
– Oi linda – ele sorriu para ela – veio sentar comigo?
– Na verdade eu vim por causa do seu cobertor.
Ele pareceu levemente decepcionado.
– Nossa, não magoou nem um pouco – ele disse irônico e Emily sorriu se sentando ao lado dele.
Olhou para os olhos dele que tinha biquinho teatral nos lábios e revirou os olhos beijando a bochecha dele.
Charlie sorriu olhando para ela que se encolhia, mas com um sorriso no rosto, segurou a ponta do cobertor com uma mão e o passou pelos ombros dela a puxando para si. A menina pousou a cabeça no ombro dele abraçando sua barriga, ele estava tão quentinho...
– Valeu – ela beijou de leve o pescoço dele.
– Como se eu fosse recusar ficar agarradinho com você – ele sorriu olhando para a fogueira.
Ela o abraçou mais forte se sentindo completa com aquele corpinho quente e cheiroso, muito cheiroso de Charlie.
– Sabe – ele disse do nada e Emily sorriu, a voz dele vibrou em sua garganta e foi engraçado sentir aquilo – eu só te beijei de manhã... isso é um absurdo.
– Pois é né – ela olhou brincalhona para ele.
Ele a segurou pela cintura tocando seus lábios nos dela, finalmente.
Foi um beijo bem lento, com calma eles sentiam o gosto da língua um do outro, se afastaram sorrindo encostando suas testas.
– Minha linda – ele fechou os olhos a sentindo acariciar sua nuca.
– Lindo – ela beijou novamente os lábios dele agora bem rapidinho.
A noite na fogueira logo começou, alguns músicos começaram a tocar e todos estavam cantando alguma música aleatória, tinha alguns violões, dois com bongôs, um cajón, pandeiro e até um tecladinho a pilha formando uma bela sinfonia.
Charlie se deliciava com a voz de Emily bem ali do seu lado o abraçando enquanto cantava, era realmente fascinante ver Emily cantar, ela parecia tão relaxada enquanto cantava, como se encontrasse seu ponto de paz, Charlie já se sentia relaxado ao vê-la daquele modo.
E depois de comerem a fogueira acabou. Meia noite em ponto porque sete horas estariam todos de pé.
Emily se levantou espreguiçando e deu um beijo suave nos lábios de Charlie.
– Boa noite – ele disse, porém Charlie só riu – que foi? – ela franziu o cenho olhando para ele.
– Acha mesmo que vai dormir sozinha?
Ela sorriu.
– Na verdade vou dormir com Sarah – ela disse.
– Não – ele negou – vai dormir comigo.
E aquele arrepio voltou a correr seu corpo.
– Não pode.
– Às vezes você é tão inocente, Emily – ele sorriu sussurrando no ouvido dela – você vem escondido.
– Não quero me encrencar Charlie, isso pode prejudicar minha carreira.
– Que carreira o que – ele fez um gesto de desdém com a mão – como eu disse, é só você gemer bem baixinho que ninguém vai notar.
– Como se eu fosse capaz de gemer baixo com o seu... – ela parou vendo que estava falando de mais só pelo sorrisinho de lado nos lábios de Charlie.
– Com o meu... – ele sussurrou no ouvido dela mordendo seu pescoço – vai, termina.
– Com o seu... ego absurdamente grande.
Ele riu.
– É claro, meu “ego” que é absurdamente grande – ele sorriu sarcástico.
– O que está insinuando? – ela sorriu.
– Exatamente o que está pensando minha loirinha safada – ele mordeu o pescoço dela – vai pra cama que daqui a meia hora eu vou te buscar e ah, fique com isso, vai precisar na hora de voltar – ele deu sua blusa a ela.
– E por...?
– Só me espere – ele piscou e saiu andando.
Emily mordeu o lábio, era mais que obvio que eles não “dormiriam” apenas.
. . .
– E você vai me deixar aqui, sozinha pra ir transar com seu namorado? – Sarah arqueou o cenho, não se incomodava de verdade só estava com ciúmes por Emily ter um namorado para transar e ela não.
– Sim... porque não aproveita e faz o mesmo com Nick?
Detalhezinho, Emily nem ninguém sabia que ela e Nick estavam tipo, bem brigados.
– Hã... eu prefiro ficar aqui e dormir.
Emily tirou a camiseta ficando só de sutiã enquanto procurava outra mais confortável na mala.
– O que aconteceu entre vocês?
Sarah suspirou meio enraivecida, só de lembrar o ódio e raiva subia por suas veias.
– Nada – ela disse meio seca.
Emily franziu o cenho.
– Acho que está mentindo senhorita Jones – Emily tentou persuadi-la.
– Toc toc – as duas reconheceram a voz de Charlie.
– E eu acho que seu namorado está te esperando – Sarah sorriu sarcástica para Emily que terminou de colocar sua camiseta e a blusa de moletom preta da Nike de Charlie – que blusa é essa?
– Longa história e... saiba que essa conversa não acabou – ela disse mandando um beijinho no ar para Sarah e saindo da barraca.
Charlie estava com uma blusa vermelha escura de zíper e uma toca preta na cabeça, Emily quis babar, nunca havia o visto de toca e senhor, ficava muito sexy.
– Pronta minha dama?
Ela sorriu assentindo.
Charlie foi para mais perto dela pegando o capuz da blusa e colocando na cabeça dela colocando os cabelos dela dentro da blusa para ninguém perceber que era uma menina, as curvas de seu corpo denunciavam o fato, claro, porém estava bem escuro então não daria para ninguém notar isso.
– Anda de braços cruzados – ele disse.
Ela franziu o cenho.
– Por quê? Já não estou menino o suficiente?
– Não.
– Por quê?
– Porque você tem isso – ele apontou para os seios dela – e meninos não, agora cruza os braços pra disfarçar e anda olhando pra baixo.
– Sim, senhor Martin – ela disse.
Charlie lambeu os lábios e sorriu safado.
– Me chamou de que?
– Senhor Martin – ela mordeu o lóbulo da orelha dele e depois saiu andando de braços cruzados.
Ele sorriu indo logo atrás dela e logo a passando para guiá-la.
Não havia lá muitas pessoas fora das barracas, mas as poucas que tinham não pareceram se importar com a passagem dos dois, Charlie indicou com a cabeça sua barraca que era fosca então não dava para ver a luz dentro dela, perfeito para fazerem o que pretendiam.
Abriu o zíper da barraca e Emily rapidamente entrou naquele escuro, sentiu Charlie entrando logo depois.
Assim que ele entrou fechou a barraca e colocou o cadeado, apalpou o saco de dormir e acendeu o abajur a pilha iluminando toda a barraca que era bem grande, cabiam quatro pessoas ali tranquilamente.
– Senhor Martin, é? – ele a puxou contra si a deitando em cima dele beijando seus lábios com fome.
– Você ficou absolutamente sexy com essa toca, senhor Martin – ela amava provocar.
– Não me chama assim se não eu não aguento – ele gemeu apertando a bunda dela que tirou o moletom do garroto e arrumando rapidamente o cabelo sorriu safada para ele.
– Bom saber... é essa a intenção – ela sorriu mais safada ainda abrindo o zíper da blusa dele passando a mão em seu peito coberto pela camisa.
Ele se sentou deixando ela sentada na cintura dele com as penas cercando sua cintura, sorriu antes de tirar a própria blusa e depois devagar subir a regata de Emily beijando cada pedaço de pele revelado, sorriu safado olhando a parte exposta de seus seios, Emily jogou a cabeça para trás gemendo mordendo a boca sentindo o membro de Charlie ganhar vida em baixo de sua intimidade.
– Ah Charlie – ela gemeu e Charlie sorriu a abraçando para que pudesse abrir seu sutiã, o retirou olhando os seios perfeitos e firmes da menina, mas os ignorou para provocar, afinal, os dois sabiam jogar esse jogo muito bem.
Ela gemeu em protesto por ele ter simplesmente ignorado, nem ao menos tocado, Charlie não era mesmo assim.
Quando ela o olhou ele sorriu colocando o seio direito na boca o sugando com força, agora sim, ela voltou a jogar a cabeça para trás e gemer baixinho inclinando seu corpo contra Charlie, praticamente jogando seus seios nele, o garoto mordeu os mamilos displicentes dela que gemeu um pouquinho mais alto.
Ela o jogou contra o saco de dormir, seus seios estavam vermelhinhos e Charlie sorriu com esse pequeno detalhe.
Imediatamente ela segurou a barra da camiseta dele a tirando. Ela nunca se cansaria daquele corpo tão escultural e delicioso, seus lábios contornaram e sua língua lambeu cada uma das curvinhas de seu peito e abdômen, chupou o mamilo dele o rodeando com a língua e logo depois mordiscando e Charlie ofegou baixinho acariciando os cabelos da loira.
Subiu os lábios deixando um rastro de saliva pelo peito dele, lambeu o pescoço e depois o mordeu de leve voltando sua atenção para os lábios de Charlie que a abraçou colocando os seios dela em seu peito enquanto se beijavam possessivamente.
Charlie segurou a barra da calça da menina e a abaixou até o final da bunda junto com a calçinha apertando forte para marcar suas mãos na bunda dela.
Ela saiu de cima dele terminando de retirar a calça e a calcinha e mal havia terminado quando ele a segurou pela nuca a juntando em seus lábios.
Do nada, simplesmente deitou, a olhou a chamando com o dedo.
– Vem – ele ordenou e ela mesmo meio envergonhada decidiu não discordar, então sentou na cintura dele que segurou a bunda dela a puxando para cima até estar sentada na boca dele, o garoto sorriu apertando a bunda dela começando a deslizar sua língua pela intimidade da menina.
Emily gemeu fechando os olhos mordendo o lábio e quando os abriu viu a calça de Charlie parecer mais apertada no garoto. Se inclinou enquanto ele ainda a chupava e abriu a calça dele a abaixando até metade das coxas e começou a acariciar o membro duro de Charlie por cima da cueca boxer cinza escura como sempre da Calvin Klein, Charlie gemeu contra a intimidade de Emily que sorriu orgulhosa agora chupando o membro dele por cima da cueca. Ele apertou com força a bunda dela a chupando mais forte e Emily abaixou a cueca do garoto começando a masturbá-lo massageando seus testículos e logo o colocou na boca até onde conseguiu.
Eles gemiam juntos executando aquele mais do que perfeito 69.
Logo Emily estava gozando na boca de Charlie que orgulhoso de si engoliu tudo sentindo seu orgasmo sendo apressado por Emily que apertava não muito forte seus testículos enquanto o chupava até onde sua boca permitia e massageava com a outra mão a parte que sua boca não alcançava.
– Emily!
O líquido de Charlie desceu garganta abaixo da loira que sorriu lambendo tudo.
– Emy... – ele gemeu de olhos fechados e mesmo que ainda se recuperasse do próprio orgasmo se virou permanecendo em cima dele, mas agora com a cabeça de frente para a de Charlie.
O antebraço direito dele estava sobre seus olhos enquanto sua respiração voltava ao normal, ela sorriu beijando o maxilar dele que ainda com a respiração fala sorriu minimamente tirando o antebraço dos olhos puxando docemente o queixo dela para beijar seus lábios.
Ficaram trocando beijos, carinhos e apertões até estarem recuperados, devagar Charlie trocou as posições beijando o pescoço da loira enquanto segurava seu próprio membro se estimulando. Ela abaixou a mão segurando ela mesma o membro dele o masturbando, Charlie mordeu o lábio dela que o encaixou na sua entrada e Charlie foi para frente entrando nela com força.
As estocadas eram rápidas e fundas, Charlie mordeu o ombro dela para não gritar e Emily fez o mesmo.
Os dois chegaram ao ápice juntos e Emily sorriu deitando ao lado dele.
– Temos que dormir de roupa, acho que é mais seguro – ela sussurrou e Charlie assentiu.
Os dois se vestiram e se deitaram no saco de dormir de conchinha, Charlie sorriu abraçando a barriga dela que se aconchegou no corpo quente e extremamente confortável do menino.
– Boa noite meu bebê.
Ela sorriu com o novo apelido.
– Boa noite, meu amor.
Charlie sorriu que nem um retardado e a apertou mais forte e assim eles dormiram.
. . .
Nathan estava afoito desde a noite passada, não parava de olhar para Kate nas horas em que estava por perto, não parava de pensar em Kate quando ela estava longe e... ele só sabia que a queria, muito mais agora que sabia que o sentimento era recíproco.
Para ser bem sincero ele começou a gostar dela no momento em que ela lhe entregou aquela paleta roxa fofinha e sorriu para ele daquele modo fofo. E isso só foi se intensificando cada vez mais com cada “oi” saído da boca dela, mas só teve realmente essa certeza quando ela o ajudou no piano, se sentou ao lado dele e tocou aquela partitura perfeitamente o ensinando a tocá-la logo depois.
E naquele dia, aquele maldito dia que ela havia o visto com Mylena, tomou decisões precipitadas e quase foi estuprada por sua impulsividade de sair correndo... ele percebeu que nunca havia se sentindo tão sem chão como no momento que ela o mandou ir embora, que sabia se cuidar.
Ela havia se tornado seu chão, e sem ela, ele cairia penhasco a baixo, exatamente como agora.
Estava pensando em mil e um jeitos de fazer algo quando ela passou sobre ele com seu tecladinho indo até a floresta. Ele se levantou com seu violão nas costas e foi a seguindo silenciosamente.
A menina se deitou na grama de cabeça para cima suspirando. Silenciosamente foi até ela se sentando ao seu lado um pouquinho distante pegando o violão começando a tocar a primeira música que veio em sua cabeça, Love Someone, Jason Marz.
Kate abriu os olhos confusa e assustada ao mesmo tempo olhando para Nathan que começava a cantarolar a música surpreso por ela continuar muda, mas sem expressar nenhuma emoção.
Terminou a música sem ter tirado sequer um segundo os olhos dos dela, suspirou no fim da música deixando o violão em cima da grama, olhou novamente para Kate e colocou sua mão por cima da dela.
– Oi Cupcakezinho – ele sorriu minimamente.
Ela recolheu a mão indo se levantar levemente emocionada pela música, mas sem demonstrar isso, mas Nathan não a deixou se levantar a puxando.
– Por favor, não fuja, eu preciso falar com você.
– Mas eu não preciso ouvir.
– Kate, a menina que você viu comigo é minha prima, nada mais que isso – ele apertou a mão dela um pouco – eu sinto muito se dei a impressão errada, eu juro que não foi minha intenção.
Kate permaneceu muda.
– Eu seria incapaz de te magoar por que... – ele travou um pouco – por que eu te amo.
Agora ela expressou emoções, surpresa.
– O que você disse?
– Que eu te amo, e já faz um tempo, mas eu sou covarde e não te falei nada por medo e acabei fazendo uma das maiores besteiras da minha vida ao te magoar, mesmo que inconscientemente – ele segurou o rosto dela suavemente entre as mãos – me desculpa por se um idiota, mas sou um idiota que te ama mais do qualquer um e...
Kate aproximou seu rosto do dele que parou de falar imediatamente e bem de leve tocou seus lábios nos dela. Começou com um selinho delicado, mas não demorou nada para virar um beijo lento e delicioso de língua.
O coração de Kate começou a palpitar mais forte, tão forte que ela se assustou, mas quando Nathan a puxou mais para ele colando seus corpos e ela sentiu a palpitação do coração dele igualmente acelerada, ela sorriu o beijando e por causa do seu sorriso, ele também sorriu e por um longo tempo eles ficaram alternando entre os sorrisos e os beijos.
– Me desculpa?
Ela sorriu o abraçando bem forte enterrando sua cabeça na curva do pescoço do garoto.
Ele sorriu que nem idiota a abraçando forte.
– Você fica ainda mais linda com ciúmes.
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